Love And Hate
27 Two Weeks Later...
Notas iniciais
Ando empolgada para postar.
Hoje teremos um pequeníssimo momento Defan e um momento Sophine (Sophia e Caroline, shipper inventado por MissBieber)
p.s: não sei conjugar essa expressão "shipper", então se estiver errado, desculpa ai, mas sou meio lenta - mentira, sou muito lenta. Ok, vamos ao capítulo....
POV Stefan
Assim que Damon saiu da sala contrariado, eu o segui.
– O que você quer, Stefan? – Bufou me olhando torto.
– Saber como você está – Me encosto à porta.
– Ótimo. Agora some. – Se jogou na cama.
– É por causa da Sophia, não é?
– Não – Diz arrastando a voz, mais parecendo um “vai pro inferno”.
– Ainda gosta dela? – Sento na cama, ao seu lado.
– Stefan, ela tá me deixando doido! – Ele senta bruscamente. – Não faço ideia do que eu sinto, só sei que preciso dela na minha cama. – Me olha atônito. – Nunca desejei uma mulher como estou desejando ela.
Damon parecia perdido, confuso. Eu não sabia que Sophia era capaz de lhe causar tamanha confusão mental. Mesmo que nunca houvesse me dito, eu sabia que ele a amava quando ainda éramos humanos. E era recíproco. Do contrário ela não teria feito as coisas que fez.
E não posso negar que eu estava feliz pela “confusão momentânea” do meu irmão. Se ele se apaixonasse novamente por Sophia, eu enfim poderia ser feliz com Elena, sem ter que pensar que Damon também gosta dela.
– Por que não vai conversar com ela? – Sugiro.
– Não. Nem pensar.
– Engula o orgulho, Damon.
– Stefan, não é questão de orgulho. Não posso chegar na cara dela e falar que de repente eu me importo com ela, que quero transar com ela. Passei a vida sem sequer sentir falta da Sophia. Mas agora eu sinto.
– Mas o agora não vai mudar o que você fez no passado, não é? – Falo e ela concorda com a cabeça. – Ela te ama, Damon. Embora faça pouquíssimo tempo que ela tenha voltado, o que vocês sentem um pelo outro é visível.
– Eu não a amo, Stefan – Damon olha em meus olhos e pressinto o que ele dirá a seguir. – Eu amo a Elena – Ele parece dizer isso com extremo cuidado, como se não quisesse me ferir com as palavras.
– Eu sei. – Abaixo o olhar e apoio os cotovelos nas pernas. – Mas a Sophia...
– Ela também não me ama. E eu vejo nos olhos dela que algo mudou. Aquela não é a mesma Sophia que eu conheci.
– E mesmo assim se sente atraído?
– Ela é envolvente, sexy, divertida... Isso me cativa. – Meu irmão esboça um sorriso no rosto. – Mas mesmo eu estando confuso, Stefan, posso lhe assegurar que não é amor.
– E algum dia foi?
– Acho que aquilo não passou de paixão.
– Não vejo como paixão. Aquilo foi mais forte do que o que você sentiu por Katherine. Foi real, Damon.
– Com a Katherine também foi real. – Me olha sério.
– Mas não foi recíproco.
Damon se fecha, suspira e volta a se jogar na cama.
– Só estou preocupado com esse plano de ela se infiltrar na cama do Klaus. Não quero ela morta por culpa nossa. Ela já morreu uma vez por minha causa.
– Então não é ciúmes, é preocupação?
– Até que enfim alguém me entendeu.
POV Sophia
Damon passou dois dias sem falar comigo, apenas dizia “oi”, “bom dia”, “vou sair”. Quando dizia.
Eu também não procurei entender o porquê desse afastamento repentino.
Duas semanas se passaram e ‘nosso’ plano de ‘enganar’ Klaus continuava funcionando. Na verdade, eu não dizia nada a Klaus ou ao Damon. Eu apenas os enrolava, dizendo que ainda não havia descoberto nada. Damon estava impaciente, Klaus já queria meu pescoço. Mas antes de jogar os jogos deles, eu jogava o meu.
Caroline e eu nos aproximamos mais e ela já sabia absolutamente tudo sobre meu passado, exceto qualquer coisa que envolvesse o nome de Klaus, obvio.
Elena engolia à força minha presença na casa de Stefan e Damon, assim como eu engolia à força seus abraços, trocas de afeto e demonstrações de carinho com os mesmos. A garota simplesmente não se decidia. Quando discutia com um, corria para o outro. E ambos saíam correndo atrás dela com os rabinhos entre as pernas.
Acordei inspirada em uma certa manhã, na qual o sol invadia meu quarto pela janela aberta. Ao me olhar no espelho concluí que estava cansada daquele visual. Queria algo mais... Eu.
Fui ao salão e decidi pintar o cabelo. Voltei ao meu tom natural: morena.
Meus cabelos estavam três dedos mais curtos, mais ondulados e brilhosos, com um castanho escuro vivo.
Quando encontrei Caroline na rua, ela logo notou a diferença.
– Ah, meu Deus! – Disse vindo em minha direção. – Você tá linda!
– São seus olhos – Sorrio.
Passamos um tempinho conversando e digo a ela que mais tarde a encontro no Grill. Quando volto para casa, as coisas estão da mesma forma. Stefan não está e acho que Damon também não.
Vou até seu quarto e o vejo estirado na cama, parece até que está morto. Uma perna a cair da cama – não sei como consegue, sendo ela enorme – e os braços abertos, deitado de bruços.
Caminho lentamente até ele e o cutuco.
– Acorda, Damon. – Ele grunhiu alguma coisa sem nexo. – Acorda – Eu rio de sua expressão.
Damon está visivelmente bêbado – o que é extremamente normal.
Puxo sua perna para cima da cama e o ajeito. Chamo-o mais uma vez e ele resmunga:
– Saí, Elena!
Elena?! Ok, vou aceitar isso como uma ofensa.
– Damon, sou eu. Sophia – Digo docemente em seu ouvido. – Agora acorde.
– O que você quer? – Diz ele com a cara enfiada no travesseiro.
– Já é tarde. Levanta – tento puxá-lo.
– Pra quê?
– Sei lá. Manter Elena viva, fazer companhia ao Ric, encher o meu saco. Só – faço força para virá-lo na cama – levanta. – Por fim consigo.
– Não. – Ele vira para o outro lado.
– Ok. Será do modo mais difícil.
Começo a fazer cócegas em suas costas e ele resmunga mais, se contorcendo. Por fim ele abre os olhos e começa a rir descontroladamente. Continuo a lhe percorrer o corpo com as pontas do dedo em um movimento frenético, contagiada com sua risada.
– Tá, tá, eu levanto. Você venceu! – Ele se afasta de mim e tiro minhas mãos de cima dele.
Acho que nunca vi Damon rir daquela forma. Na verdade, jamais o imaginei rindo descontroladamente, feito uma criança. Preciso admitir, isso foi fofo.
– Pintou o cabelo – Ele nota me analisando.
– É. Tentei ao máximo me aproximar do natural – Digo puxando as pontas do cabelo. – Ficou bom?
– Muito bom – Sorri gentil.
– Sonhando com Elena?
– Leu minha mente enquanto eu dormia?
– Acha mesmo que perco meu tempo lendo sua mente enquanto dorme, Salvatore? Tenho coisas melhores para fazer. É que você resmungou o nome dela quando te chamei.
– Sim, eu sonhava com Elena. – Reparo em seu cabelo bagunçado, num estilo ‘pós-foda’.
– Outro porre? – Pergunto vendo a garrafa de whisky quase vazia ao lado da cama, e querendo trocar de assunto.
– É – ele desvia o olhar.
– Desculpe ter te acordado. – o ar fica pesando, tenso, quando nossos olhares se chocam e o silêncio se faz presente. — É que você parecia um morto em cima dessa cama... – Digo mais descontraída, tentando evitar a tensão, ou melhor, o tesão.
– Eu estava bêbado quando dormi, o que você queria? – Ele levanta e vai até uma cômoda.
Pega uma camiseta e tira a que está vestindo.
Está fazendo isso pra me provocar? Seu corpo é tão perfeito, embora meio pálido. Sua barriga é definida assim como seus braços grossos. Ele estava vestindo a camisa que pegou na gaveta, quando despertei do meu sonho e falei:
– Hey, você está fedendo a whisky. Não vai mesmo tomar um banho?! – Levanto uma sobrancelha.
– Preciso?
– Já pro banho! – levanto de sua cama e o empurro até o chuveiro. – Seu porco – O encaro séria, mas logo rio.
– Está alegre hoje. – Sorri me olhando após abrir o chuveiro.
– Acordei de bom humor. Então não estrague meu dia. – Lhe entrego uma toalha. – Ah, e tem mais uma coisa. Já faz duas semanas que meu chuveiro estragou. Você como dono da casa deveria arrumar. – Ele tira a calça, ficando apenas de cueca.
– Quer mesmo conversar sobre isso, agora? – Me lança um olhar sexy.
Reviro os olhos e saio dali.
...............
Todos os irmãos Originais estavam ‘vivos’. Katherine foi atrás de Mikael, pai de Klaus, para acordá-lo de seu sono eterno. Ele seria a salvação para acabar com tudo. Matar de vez o Híbrido. Claro que fui correndo contar isso a Klaus, quando descobri. Ele ficou puto por eu não saber informar onde Katherine estava.
Uma tal mulher ruiva andou frequentando a casa de Damon nos últimos dias, acho até que passaram algumas noites juntos, o que não me importa em nada, desde que os gemidos das vadias dele não atrapalhem meu sono.
Voltei ao meu quarto e encontrei uma mulher mexendo em meu porta-joias em cima da penteadeira.
– Hey! – Adentro o quarto com a expressão sisuda, passadas firmes. – Quem você acha que é pra fuçar nas minhas coisas?
– Belo colar – Ela pega o colar que Damon me deu no passado e fica a fita-lo, à altura de seu rosto.
– Eu perguntei: quem é você? – Arranco o colar de sua mão.
– Não é da sua conta.
– Você entra no meu quarto, mexe nas minhas coisas e diz que não é da minha conta? – Me aproximo dela, a fitando nos olhos.- Quem é você?
Ela segura meu pescoço abruptamente, e me tira do chão. Ela aperta sua mão em meu pescoço cada vez mais. Tento apertar seus pulsos, mas ela nem sente. A desgraçada é mais forte do que eu pensava. Tem quase a força de um Original.
– Me solta – Digo sem forças, com uma dor indescritível no pescoço, o sangue a latejar em minha cabeça.
– Solta, ela, Sage! – é a voz de Damon.
– Ela precisa aprender a respeitar um superior! – Diz a tal Sage.
– Solta ela, por favor – Damon caminha até nós e vejo que está apenas de toalha.
Sage me solta e caio no chão, numa busca frenética por ar.
– Tudo bem? – Damon se abaixa ao meu lado e concordo com a cabeça.
– Era só dizer que seu nome é Sage – Rosno olhando-a de baixo.
– Você não faz ideia de quem eu sou, não é?! – Me olha com desprezo.
– Ela foi uma das primeiras vampiras depois dos Originais – Explica Damon, me ajudando a levantar. – Por isso é tão forte.
– E por isso acha que pode entrar no quarto dos outros e mexer em suas coisas!? – Passo por ela e guardo de volta o colar.
– Desculpe por ter pegado o precioso colar que Damon te deu.
– Como você sabe?
– Ela tem uma habilidade incrível de ler mentes.
Ok. A partir de agora só pensarei em pôneis e em campos verdejantes. Nada de pensar em Niklaus ou coisas do tipo. Vai que a vadia conta tudo pro Salvatore...
– Bem, vou deixa-los à sós – Digo analisando Damon que tem espuma nos cabelos e no peito. – Acho melhor se lavar direito, Salvatore.
– De nada por ter vindo salva-la.
– Eu sairia dessa – Sussurro em seu ouvido saindo do meu próprio quarto.
POV Caroline
Sophia chegou linda e toda imponente ao Mystic Grill. Sentou-se com um sorriso que parecia forçado, ao meu lado.
– Tudo bem? – Perguntei analisando sua expressão.
– Já se sentiu em dúvida sobre o que sentir? – Apoiou a cabeça nas mãos.
– Acho que todo mundo já. Mas o que aconteceu, Sophia?
– Damon passa dias sem falar comigo, mas daí depois ele aparece todo gentil, doce... E de repente já é o cafajeste de olhar sexy e envolvente que eu estou louca para levar pra cama. – Ela me olha confusa. – Não sei o que pensar sobre ele. – Descansa os braços sobre a mesa.
– Olha Sophia... Eu não sou a melhor pessoa para dar conselhos sobre o Damon...
– Eu sei, você o odeia. Mas fora você, só tenho Ric e Stefan para perguntar. E ambos acham que ainda sou apaixonada por Damon. Mas não, é só tesão!
– Então porque vocês não...
– Nem termine a frase!
– É eu também sou contra você transar com ele – Apoio os cotovelos na mesa. – Mas você precisa resolver isso ai, Sophia.
– Eu preciso transar – Ela sussurra com vergonha.
Acho que tem mais vergonha por estar sem transar do que por falar nisso em público.
– Pretendentes não faltam – Olho para ela sorrindo e ela olha em nossa volta.
Alguns dos homens a ficaram olhando quando veio até mim. Ela sabia que era uma mulher linda e se vestia de uma forma tentadora.
– Não acha mesmo que vou sair por aí, dormindo com qualquer um, acha? – Franze uma sobrancelha, sorrindo docemente.
– Claro que não. – Rio. – Mas alguém tem que servir. – Começo a olhar em volta, observando os homens do local. – Hum, deixa eu ver... Aquele. – Aponto com a cabeça e ela se vira para olhar.
– Muito baixo.
– Aquele ali, então – Sorrio.
– Gay – Diz com veemência!
– Como você sabe? – Pergunto divertida.
– Olha o jeito como ele tá sentado, Caroline. Homem nenhum senta com as pernas cruzadas daquela forma. Exemplo: olha como aquele cara tá sentado – Gesticula com a mão. – Aquele sim é hetero!
– Ninguém aqui te agrada?
– Faz tanto tempo que não durmo com alguém que já nem sei escolher homem.
– Quanto tempo?
– Duas semanas. Sinceramente não sei como ainda não agarrei o Stefan quando tomo banho no quarto dele. Como eles não arrumam meu chuveiro, tenho que tomar banho no banheiro do Stefan.
– Porque usar o do Damon não é nada seguro.
– Nadinha – Ela sorri e move a cabeça para os lados.
Damos uma leve risada e percebo que Soph é a única que me tira do meio desse turbilhão de coisas que estão acontecendo, principalmente por Tyler estar fora da cidade, para se desligar de Klaus. Sophia me faz rir despreocupada. E sei que sou a única que pode ouvi-la, sei que ela precisa de mim tanto quanto Bonnie e Elena. Mas Sophia precisa da minha ajuda de uma forma diferente que ainda não descobri qual é.
Apenas sinto que é muito importante.
Matt logo apareceu perguntando se queríamos beber alguma coisa. Ficou sentado com a gente um pouco, riu conosco e voltou para seu serviço, depois de deixar dois copos de refrigerante em nossa mesa.
– Acho que encontrei.
– Encontrou o que? – Pergunto dando um gole em minha bebida.
– Com quem vou tirar o atraso.
– Matt?! – Digo seguindo seu olhar, e dando de cara com o traseiro do meu amigo.
– Ele é bonitinho, embora meio sonso. – Ela sorri e dá de ombros.
– Já namorei com ele. – Rio sem graça.
Sophia me olha como se eu tivesse jogado um balde de água fria em sua animação.
– Esquece o que eu disse, ele foi seu namorado. Eu não...
– Sophia, tudo bem! – Rio solta de sua expressão. – Mas é que... – Suspiro. – Matt não é tudo isso na cama.
– Então quem você me indica? – Me olha safada, loca para rir.
– Hum... Bem – me preparo para o que vou dizer. – Embora eu deteste admitir... Damon é muito bom de cama.
Ela para de beber seu refrigerante e fica me olhando com o olhar vidrado.
– Espera. Não. Espera – Ela passa a mão nos cabelos, rindo desacreditada. – Você transou com o Damon?!
– Bom, acho que fora Bonnie e Elena, todas as mulheres de Mystic Falls já passaram pelas mãos dele.
– Caroline, VOCÊ?! – Ela ri. – Mas você o odeia? Como deixou isso acontecer?
– Foi logo que ele chegou aqui, eu era humana e fútil. E, cara, ele é um gato!
– Sim, é verdade. – Ela ri mais uma vez, se recostando na cadeira. – Mas por essa eu não esperava.
Depois de um silêncio nada constrangedor, ela me olha desconfiada e pergunta:
– E o Stefan? Pegou ele também? – Ela sorri sapeca, mordendo a ponta da língua.
– Não! Claro que não! Somos apenas amigos.
– Eu pegaria o Tefinho... – Diz ela enrolando as pontas dos cabelos. – Ele é um pedaço de mal caminho.
– Mas é namorado de uma amiga.
– Não, fiquei sabendo que estão separados. Caroline, Stefan tá na pista e eu tô na seca! – Sorri.
– Sophia, não é uma boa. A Elena não vai gostar.
Ela revira os olhos.
– Tá bom, Car! Tá bom!
Ficamos ali conversando mais um pouco e logo vimos que a noite havia caído. Pagamos a conta, nos despedimos e eu fui para minha casa e acho Sophia para sua.
“A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.”
– Joseph Addison.
Notas finais
E aí?! Gostaram? Eu particularmente gostei de escrever esse capítulo, mas não consigo gostar dos meus momentos Defan e Dalaric. Sempre acho que ficam umas bostas. Mas me digam suas opiniões. E gente, ninguém mais vai recomendar minha fic?! Por favor....
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