Love And Hate

6 This Will Be Our End?


Notas iniciais
Bom dia!
Demorei um pouquinho porque eu estava esperando receber reviews. Vocês sabem o que são isso? Presumo que não.
(ps.: não me refiro a todos).

Boa Leitura.

(1864)

POV Sophia

Acho que nunca dormi tão tranquila quanto naquela manhã. O dia raiou quente, com pouco vento. Para que não desconfiassem, não dormi até tarde.

Mas quando eu saia do meu quarto, dei de cara com Maria, saindo do quarto do meu pai, arrumando seu vestido e sorrindo.

– Sophia?! – Desfaz o sorriso após me ver.

– Maria?! – A olho dos pés à cabeça. – Bom dia. – Falo desconfiada.

– Não vi você ontem à noite, menina. – Ela fecha a porta, cuidando para não fazer barulho.

– Está me escondendo algo, não está? – Vou em direção a porta, mas ela para em minha frente.

– Me diga onde conseguiu esse colar e onde passou a noite que eu te digo o que escondo.

– Foi o Damon que me deu. É um presente. E se quiser voltar praquele quarto e contar ao meu pai, eu não me importo. Mas antes, admita que você passou a noite com ele! – Digo próxima a ela.

– Qual o problema? – Ouço meu pai falar ao sair do quarto. – Somos adultos.

– Você não se importa com a Maria. E eu sei muito bem porque a levou pra cama. Para saber o que eu ando fazendo. Para saber se me encontro com Damon! – eu grito.

– Ela apenas confirmou o que eu já esperava. – Sinto o desprezo vindo dele.

– Quer saber? Eu me encontro todas as noites com o Damon. Inclusive, passei a última noite toda na casa dele. Na cama dele! – eu grito e meu pai me dá um tapa na by Text-Enhance\">face esquerda, que me larga sentada no chão.

– Você é uma vergonha para nossa família. Sua mãe deve estar se revirando no túmulo agora.

– Eu também estaria se tivesse me casado com você – Digo o encarando, com a bochecha ardendo.

Ele me levanta me puxando pelo braço, olha para o meu pescoço e arranca o colar de mim.

– Isso não vai ficar com você – ele guarda meu colar no bolso. – E você não vai ficar com Damon.

Ele solta meu braço e acabo caindo no chão novamente. Ele vai até seu quarto enquanto Maria se abaixa para me ajudar, mas eu me esquivo de suas mãos.

– Eu confiava em você. – Uma lágrima escapa de meu olho. – Em troca de uma noite com o patrão, você contou tudo que sabia sobre mim.

– Ele me obrigou a contar.

– Claro, Maria. – me levanto — E o que justifica o largo sorriso no seu rosto nessa manhã? Não duvido que você tenha sido amante dele quando minha mãe estava vi... Ah meu Deus! – Me recordo de algo. – Agora faz sentido ele ter insistido para você ter vindo da Europa conosco. Meu Deus... Por todos esses anos, Maria? Vocês foram amantes? – Me levanto e me afasto dela.

– Eu não queria que você soubesse... – ela diz de cabeça baixa.

– Eu tenho nojo de você! – Vejo meu pai voltando. – Tenho nojo dos dois.

Meu pai passa por mim, apertando meu braço enquanto me puxa para meu quarto.

Não se tratava mais sobre eu gostar do Damon ou não. Agora era por conta de seu orgulho, que ele jamais ousaria ferir por minha causa. Ele sabia que junto com o meu, seu nome também estaria manchado. Meu pai exagerava. Ainda vivia com antes de fundar Mystic Falls. Ainda achava que estávamos na Inglaterra. Mas estávamos em pleno século XIX, nos Estados Unidos da América.

– Chega dessa frescura. Ficará trancada nesse quarto até que eu decida que possa sair.

– Não fará isso – ele me joga na cama e se direciona a janela.

– É, daqui não tem como você fugir. – Se vira para mim. – Está na hora de tomar juízo, Sophia. Você me odeia agora, mas logo verá que o seu amado Damon não passa de um conquistador barato, um calhorda.

– Assim como você? – Isso soa mais debochado do que eu queria.

– Acho bom tomar jeito, garota. Estamos em uma situação complicada no Conselho e não tenho tempo para suas malcriações

– Sempre esse maldito Conselho. O que, afinal, vocês fazem? – Falo, já sem paciência alguma.

– Protegemos vocês de vampiros, lobisomens e bruxas!

Olho fixamente para ele e, logo em seguida, desato a rir. Rio tanto que minha barriga dói. Claro que minha risada é um deboche.

– Ai – suspiro cansada de tanto rir – Vampiros? Quantos litros de uísque você bebeu hoje?

– Isso é jeito de falar comigo, Sophia? – Ele grita.

– Não espere mais respeito vindo de mim – Falo o encarando.

– Acredite ou não, tanto faz. Está havendo uma infestação de vampiros em Mystic Falls. Os membros do Conselho são os responsáveis de proteger toda a cidade. E quando eu morrer, você será a presidente do Conselho. Então crie juízo. – Ele saiu do quarto com toda sua pompa e bateu a porta.

– Ele não vai me trancar aqui! Ele não pode fazer isso! – Corro até a porta e giro a maçaneta, mas está trancada. – Desgraçado!

Presa no meu próprio quarto. Eu não veria mais ninguém, além dos empregados. Eu não veria mais o Damon.

A janela era muito alta para eu pular. Meu quarto era grande o suficiente para eu morar ali. Tinha banheiro, muitas roupas e me trariam a comida. Mas nada disso importava. Nada.

Eu não poderia ver mais o Damon.

POV Neutro.

Com o passar de algumas horas, Richard foi até a mansão Salvatore. Conversou com Giuseppe sobre a situação de seus filhos e pediu para ter um particular com Damon.

– Minha vontade é estourar seus miolos, rapaz – Diz Richard quando Damon entra no escritório. – Eu deveria lavar a honra da minha filha com seu sangue.

– Estamos na segunda metade do século XIX. Acho que isso é um pouco antiquado – Ele debocha. – Além do mais, não desonrei Sophia. Ela veio me procurar.

– Então pretende se casar com ela, eu suponho.

O silêncio paira no ar. Damon gostava muito de Sophia, mas não pensava em compromisso sério. Não agora. Não sabia se poderia mentir afirmando que sim, ou assumir a dúvida.

– Era o que eu esperava – Diz Richard. – Por isso, resolvi tomar minhas providências. Tirei Sophia do país para se casar com o filho inglês de um velho amigo meu.

– Você não fez isso – Damon avança para cima do mais velho, que saca um revolver e o aponta para o outro.

– A coloquei no primeiro navio para a Europa, assim que ela me contou tudo. Ou melhor, me cuspiu os fatos na cara.

– Não acredito que fez isso – Damon demonstra espanto e inconformidade.

– Eu fiz o que é melhor para Sophia. Se gosta mesmo dela, terá que atravessar o Atlântico e procura-la em cada cidade europeia.

Richard mentia tão bem que até ele estava se convencendo que Sophia estava na Europa.

POV Sophia

Já havia passado duas semanas. Damon não me viera procurar. Será possível que não tenha dado minha falta?

Nossa última noite juntos ainda repercutia em minha cabeça. Minhas lembranças ainda eram frescas. Quando fechava os olhos ainda podia sentir suas mãos passeando por meu corpo.

Eu já estava louca naquele quarto. Mas nem por isso eu feriria meu orgulho, que era muito maior que o de meu pai. Não abaixava minha cabeça mais a ele. Não falava mais do que o necessário com meu pai e Maria. A única pessoa com que eu me importava naquela casa era Antônia. Ela me perguntava por que nosso pai falava mal de mim. Eu não sabia o que responder. Apesar de tudo, ele sempre foi um bom pai. Eu não queria colocar minha irmã contra ele. Mas temia que ele a pusesse contra mim, um dia.

Eram raras as vezes que eu sentia fome e comia as refeições que me eram levadas. Meu pai tentava conversar comigo sobre o Conselho, mas no momento em que ele entrava no quarto, eu me fechava. Não falava mais que “hum” ou “ahan”. Às vezes concordava com a cabeça e sempre o matava ou xingava mentalmente. Era minha única diversão.

Mas no fundo eu temia que ele pudesse estar certo. O tempo passava e Damon não me procurava. Eu sabia que não viera a minha casa, já que eu ficava o dia todo á sua espera, sentada na janela.

Como Julieta a espera de seu amado Romeu.

Aliás, a única coisa boa que esse ‘‘cárcere’’ me rendeu foi que, assim, consegui terminar de ler Romeu e Julieta.

Romeu a amava tanto, que foi capaz de beber veneno e morrer com ela. Mal sabia ele que Julieta não estava morta. Tudo fazia parte de um plano para escapar do forçado casamento com o príncipe Páris. Ao despertar do seu “coma induzido”, Julieta encontra o corpo sem vida de Romeu, e suicida-se com a adaga do mesmo.

Muitos veem esse final com trágico. Eu não.

Depois de tudo que passaram, depois de tanto lutarem pelo amor proibido, eles finalmente estariam juntos. Juntos pela eternidade. Ambos morreram muito novos, mas amaram. Sentiram-se amados. Eu, que viveria por mais tempo que eles, tinha o receio de nem sequer me casar.

– Talvez o meu Romeu não exista. Ou talvez eu o tenha perdido.

E foi nesse momento, encarando de longe as rosas do meu jardim — que sempre foram meu refúgio -, que assumi a mim mesma, que eu amava Damon.

“A magia do primeiro amor está em ignorarmos que pode acabar um dia”.

– Benjamin Disraeli

Notas finais
Querm quiser dar um lida na minha outra fic é muito bem vindo - http://fanfiction.com.br/historia/354333/Choices/

PS.: Conforme não forem comentando mais eu demorarei para postar.
Beijos.