Love And Hate

7 End The Truth Comes Surfaced


Notas iniciais
"E a verdade vem à tona".
Eu disse que demoraria para postar o sétimo capitulo, mas não me contive. Quero logo sair de 1864. Este é o penúltimo capítulo no século XIX.
Espero que gostem.

POV Sophia.

O tempo passou e entramos no ano de 1865. Eu já estava com 19 anos. Desde que tudo tomou um rumo diferente em minha vida, eu não sei mais o que fazer. Damon nada mais é que uma memória. Ele simplesmente me esqueceu. Levou-me pra cama e esqueceu-se de tudo. Ele disse que estava apaixonado por mim. Eu ainda chorava antes de dormir, pensando nele. Tento culpar meu pai, por ter me afastado de Damon, mas se ele não fizesse isso, eu ainda estaria me iludindo.

Eu já havia sido liberada do “castigo”. Já estava conformada com tudo. Voltei a ser a mesma Sophia da época pré-Damon. Embora contrariada, eu concordava com tudo que meu pai dizia. Tentava ao máximo evitar conflitos, por causa de Antônia, que não merecia crescer em um ambiente hostil.

E no tempo em que fiquei só, acabei tomando gosto por um hábito antigo da minha mãe; escrever em um diário. Para uma pessoa que não tem amigos, essa é uma boa solução.

Sempre que eu saia, não demorava muito na rua. Ao mesmo tempo em que queria encontrar Damon, queria esquece-lo.

Em uma tarde fria, tive que ir à farmácia. Estávamos apenas Antônia e eu em casa, e ela acabou adoecendo. Quando entrei no estabelecimento, meu corpo gelou. Damon estava beijando os lábios de outra mulher. Meu coração parou.

- Damon?

Ele vira, reconhecendo minha voz.

- Sophia...

- Oh, você ainda lembra o meu nome? – Debocho e olho para a mulher ao seu lado. Ela me lembra alguém.

- Esta é Katharine Pierce. Uma hóspede da nossa pensão.

- Não lhe perguntei nada. – Hóspede com benefícios, pelo que vejo.

Passo por ele indo até o balcão, comprando o remédio.

“Claro! A conheço do sonho! Ela era atrás do Damon. Era ela quem me olhava com desprezo.”, penso erguendo o olhar para a tal Katherine.

- Foi bom ver você, Sophia. – Fala Damon sorrindo.

- Gostaria de dizer o mesmo – pago pelo remédio e saio da farmácia.

Completamente abalada, volto para casa. Medico minha irmã, a ponho para dormir e subo ao meu quarto. Tiro toda minha roupa e entro na banheira. A imagem de Damon com outra mulher não saia da minha cabeça. Dizia-se apaixonado, mas quando se viu longe de mim foi logo se deitar com outra.

Eu não queria chorar por ele, mas não conseguia mais trancar as lágrimas. Meus olhos ardiam, minha cabeça latejava. Meu pai estava certo. E ter de lhe dar razão, me fazia chorar mais. Ele jogaria tudo na minha cara assim que soubesse que Damon tem outra.

- Não acredito... – Encosto minha cabeça na borda da banheira e encaro o teto. — Como pude ser tão tola esse tempo todo? Fiquei aqui, morrendo de amores enquanto ele... – Eu não tinha coragem de terminar a frase.

E tudo isso me rendeu umas duas páginas do diário, falando apenas sobre como fui idiota.

...

POV Neutro

Alguns dias se passaram e Richard finalmente convenceu Sophia a participar de uma das reuniões do Conselho.

- Senhores, como sabemos minha filha será responsável por reger o Conselho quando eu me for – Dizia ele na sala de Reuniões. – Portanto, acho melhor que ela participe de algumas conversas.

Todos concordaram. Sophia ouvia atentamente tudo que eles diziam.

Vampiros. Lobisomens. Bruxas. Era muita informação para uma mente recém-madura.

- Como sabem quando é ou não um vampiro? – Ela pergunta.

- Eles não podem se expor ao sol porque sua pele queima.

- Assim como quando entram em contato com verbena – Jonathan Gilbert completa a fala do Sr. Fell.

- E como se mata isso? – Sophia começa a tomar gosto pelo assunto.

- Estaca de madeira – Respondem os outros em uníssono.

- Eu estou desconfiado de uma pessoa – Diz Giuseppe Salvatore. – Katherine Pierce.

- Sua hóspede? – Pergunta Richard.

- Sim.

Sophia toma mais interesse na conversa. Se for verdade, Damon corre perigo.

- E por que acha isso, Senhor Salvatore? – Ela pergunta.

- Não criei meus filhos para serem fracos e se entregarem a primeira mulher que aparecer. Damon e Stefan estão perdidamente apaixonados por ela.

- Parece que seu filho tem uma enorme facilidade de se apaixonar, senhor Salvatore – ela replica.

Os demais, que não sabem sobre o ocorrido entre Damon e Sophia, não entendem do que se trata. Giuseppe volta ao assunto inicial.

- E ela faz não a mínima questão de esconder que dorme com os dois.

- Então por que não a mata de uma vez? – Fala Sophia com um tom sério.

- Precisamos ter certeza antes de agir. – Responde o senhor Forbs. – Não podemos sair por aí matando suspeitos de serem vampiros.

- Coloquem verbena na comida dela.

- Katherine tem uma criada que lhe prepara as refeições. – Diz Giuseppe.

- Permita-me ser mais clara, senhor Salvatore. Dê verbena aos seus filhos. Provavelmente eles sejam o alimento dela agora.

Sophia criou um ódio imenso da tal senhorita Pierce. Queria-a morta, fosse humana ou vampira. Se Katherine fosse morta, Damon sofreria tanto quanto ela sofreu.

A reunião acabou e todos foram embora. Sophia ficou conversando com o pai sobre vampiros. Queria saber tudo sobre eles. Já passava de 1h da manhã quando decidiu dormir.

Tentou não pensar em Damon. Tentava todas as noites. Todas as tentativas eram falhas.

Tinha que admitir que Katherine era realmente bonita. Tanto que conseguiu seduzir Stefan e Damon ao mesmo tempo.

Foram poucas as vezes que Sophia e Stefan se encontraram. Suas rápidas conversas fluíam muito bem, sempre alegres. Até que Damon aparecia e roubava Sophia para si.

E mesmo assim, Sophia conhecia a diferença entre os irmãos. Stefan tinha o coração puro. Damon não.

...

Sophia dormia tranquilamente durante uma noite morna, quando ouviu passos rápidos na casa. Vestiu-se e foi ver o que era.

- O que aconteceu? – Ela pergunta a seu pai.

- Giuseppe pegou a vampira.

- Katherine?! – ela se alegra.

- Sim. E parece que alguns outros vampiros deram as caras. A caçada começou faz alguns minutos.

- Damon é um desses vampiros?

- Acredito que sim. – Ele a olha. – Eu sinto muito.

Sophia sabia que ele não sentia muito. Estava até feliz. Ele poderia, assim, dar um fim a Damon.

- Me deixe ir com você – ela o segue descendo as escadas.

- É claro que não. É perigoso.

- Já me ensinou a usar a estaca. Meu deixe ajudar, pai.

- Você só vai atrapalhar, Sophia.

A garota se irrita, mas não demonstra. Assim que seu pai sai de casa, ela volta ao quarto e fica a observar o movimento lá fora através de sua janela.

Pessoas com tochas e armas, estacas em sua maioria. Um entra-e-sai desesperado na floresta. Um carro que seguidamente passa em direção à igreja.

Reconhece na silhueta de um dos homens, Damon. Desce alvoroçada, quase tropeçando nos próprios pés. Ao chegar à rua, não o encontra mais lá. O vê correndo rumo à floresta, atrás do carro que ela supunha, mentalmente, que estivesse a carregar os vampiros. Ouve Damon gritar “Katherine” e decide correr atrás dele. Decide impedi-lo.

“A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.”

- Shakespeare.

Notas finais
E aí? O que acham que vai acontecer? Acham que foi certo Sophia ter ido atrás dele?
Até logo....