Love And Hate

8 The Beginning of a New Life


Notas iniciais
Olááá!!
Então, eu não esperava postar este capítulo hoje. Queria causar-lhes mais um pouco de curiosidades, mas não aguentei. (Preciso trabalhar minha ansiedade). E vocês têm sido uns amores, comentando minha fic. Amo todos os comentários, e são eles que me incentivam a continuar.
ÚLTIMO CAPÍTULO DE 1864!!! ALELUIA, IRMÃOS!

POV Sophia.

Eu sabia que Damon não me amava, mas eu não ligava. Eu precisava impedi-lo de salvar Katherine. Precisava impedir de acabar morrendo. Porque eu o amava.

Meu pesadelo começava a fazer sentido. Sempre tive uma forte ligação com rosas. Damon, que estava machado de sangue com pessoas mortas a sua volta, era um vampiro. E a mulher às suas costas, Katherine, era quem o manipulava. Talvez as rosas ensanguentadas, representassem a mim. Damon não se importaria se eu morresse, era Katherine quem ele amava.

– Sophia, onde você pensa que vai? – Meu pai corre atrás de mim e me puxa pelo braço.

– Não pode me impedir de salvar o Damon.

– Não tem porque salva-lo! – ele grita.

– Eu sinto que preciso impedi-lo. Você não entenderia... – Me solto de sua mão e volto a correr para a floresta. Eu esperava que ele viesse novamente atrás de mim, mas ficou parado me olhando correr.

Está escuro, não consigo enxergar direito. Minha visão está meio embaçada porque começo a chorar por medo do que pode acontecer.

Ouço um barulho de tiro. Paro por um momento e vejo um corpo caindo no chão.

– Damoooon!

Corro aos prantos até o corpo e, infelizmente, tenho a certeza de que é ele. Ajoelho-me ao lado de seu corpo e vejo Katherine também caída no chão, porém viva.

– Damon, não... Não. – Passo a mão em seu rosto. – Não posso perder você assim... – Choro como uma criança, sentindo uma dor imensurável no peito.

– Sophia... – Ele diz sem forças e vejo pela última vez seus olhos azuis, que não têm o mesmo brilho de antes.

Ouço outro disparo e outro homem cai atrás de mim. Eu nem havia percebido que Stefan estava ali. Ele estava com uma arma em mãos. Mais homens corriam em nossa direção.

– Eu te amo, Stefan – escuto Katherine falar e olho para eles.

Então, um terceiro disparo. Sinto uma dor rápida em meu peito. Uma falta de ar repentina e sinto o sangue escorrendo em minha barriga. Ergo o olhar e vejo meu pai com um revólver apontado para mim.

– Você não é mais humana, Sophia. Não merece viver.

– Maldito... – Balbucio as palavras e pouco delas se pode ouvir. Caio deitada no chão e vejo meu pai se afastando.

Já quase sem forças, vejo um homem by Text-Enhance\">correndo ao meu lado.

– Por favor, me ajude. – Seguro seu pé. – Eu lhe imploro...

Ele me pega no colo e me tira dali. Isso parece acontecer em uma velocidade sobrenatural, mas concluo que é coisa da minha cabeça. Ele me deita cuidadosamente no chão, e leva seu pulso até minha boca. Quando o encosta em meus lábios, sinto gosto de sangue.

– Beba.

– Não...

– Beba. Eu sei que você não quer morrer. – ele segura minha cabeça.

Acabo cedendo e bebo. Sinto minhas forças se esvaindo e meus olhos fecham. Tudo enegrece.

Acordo com uma terrível dor de cabeça. Abro o os olhos e vejo que estou deitada no chão, sob um casaco.

– Tudo bem?

– Onde estou? – Meus olhos doem tanto quanto minha cabeça.

– Ainda em Mystic Falls.

– O que aconteceu? – pergunto ao homem que está sentado à minha frente.

– Você morreu.

Eu o encaro descrente. Se eu tivesse forças, daria gargalhadas.

– Não, eu não morri. Estou viva, não estou?

– Não por muito tempo. Não se lembra de nada, não é, querida? – Ele se ajoelha em minha frente e leva a mão ao meu rosto.

– Não...

– Você levou um tiro, me pediu ajuda, eu lhe dei meu sangue... Eu sou um vampiro.

– Ah, meu Deus.

– Não fique com medo. – Ele me tranquiliza. – Não vou machuca-la.

– Então eu sou vampira?

– Não. Ainda não. Precisa completar a transição. E rápido, antes que o sol nasça.

– E se eu não quiser? – falo meio atordoada.

– Você morre. Definitivamente. A escolha é sua. – Ele levanta.

– E que acontece se eu completar essa transição?

– Você se torna mais forte, sem dores, sem sentimentos de culpa ou lembranças incomodas.

– Você viu o que aconteceu com aqueles homens que estavam perto de mim?

– Não. Salvei você e não vi mais nada. Estava fugindo também. Aquele homem era seu namorado?

“Damon... Perdi você pra sempre agora”, eu pensava.

– Não. Não era meu namorado.

Seria complicado viver a eternidade sabendo que Damon ficou em 1864, morto. Não seria fácil saber que ele seria apenas uma lembrança remota de um amor antigo. Mas o tal homem disse que eu poderia desligar meus sentimentos. E eu era tão nova para morrer. Meu pai sairia impune, ninguém saberia que foi quem me matou. Ele nem sequer se deu ao trabalho de reconhecer meu corpo. Me deixaria lá, estirada sem vida ao lado de Damon, Stefan e Katherine.

– Não quero morrer. – me levanto também, mas sinto-me fraca.

– Precisamos arrumar um humano para você, então.

– Não será necessário. Já tenho meu jantar em mente. Você pode me acompanhar até minha casa?

– Será um prazer – ele sorri docemente.

...

Parada em frente minha casa sinto o ódio me tomando. Lembro-me de tudo que havia passado com meu pai. Os momentos bons e os ruins. Penso no quanto minha mãe sofreu estando casada com ele.

Meu pai. Meu próprio pai tirou minha vida. E agora ele iria pagar com a dele.

Entrei na casa, fui até o quarto de Antônia e tirei-a da casa. Entreguei-a para uma das empregadas e pedi que cuidasse de minha irmã. E nesse momento descobri que minha audição estava ampliada. Ouvi meu pai conversando com alguém. Acho que era Giuseppe Salvatore. Esperei que ele fosse embora e entrei no escritório.

– Olá, papai. Sentiu minha falta?

– Cristo! – Ele dá dois passos para trás.

– Como pode matar sua própria filha?

– Você é uma deles! Não é minha filha.

– Não, Richard! – Falo como se ele não fosse meu pai. – Eu não era vampira. Era só uma mulher apaixonada por um homem que também não era vampiro.

– Damon e Stefan estavam contra nós. Você ficou do lado do Damon. Você me traiu. Escolheu salva-lo do que ficar do meu lado, Sophia.

– Acha mesmo que fiquei do lado dos vampiros? Eu perdi o Damon pra sempre por causa de uma vampira. Ele está morto! – bato na mesa, quebrando parte dela.

Fico tão surpreendida com minha força quanto meu pai.

– Por que quer se tornar uma deles, então? – Diz ele quebrando um pedaço de madeira, deixando-o pontiagudo. – Eu não me alegro em fazer isso de novo, mas é necessário...

Ele corre em minha direção, mas eu desvio da estaca improvisada e o seguro pelo pescoço.

– Sabe... Quando me disseram que eu teria que beber sangue humano para completar a transição, a primeira pessoa que me veio à cabeça foi você. – Ergo seu corpo do chão. – Você traiu minha mãe, me afastou do Damon, me matou e faria o mesmo à Antônia se lhe fosse conveniente.

– Por favor... – Ele fala com dificuldades, já que cada vez aperto mais seu pescoço.

– Se você acredita em milagres, papai, peça por um para sobreviver – Pego a adaga em cima da mesa e faço um corte profundo em seu pescoço. Com vontade, chupo uma grande quantidade de sangue enquanto o ouço gritar. Sinto uma dor na minha gengiva; meus dentes (presas) estão nascendo. Continuo a sugar seu sangue até que decido soltá-lo. Sinto as veias do meu rosto saltadas, meus olhos estão quentes.

Me sinto mais viva do que nunca.

– Não é assim que quero que morra. Quero que tenha uma morte lenta e agonizante. Salvarei apenas minha irmã, o resto que dê um jeito de sair da casa. – saio da sala e lá o tranco.

Corro até o quarto dele e procuro meu colar. Era a única coisa que eu queria levar daquela vida. Minha única lembrança viva de Damon.

Vou até a despensa da cozinha e pego o tonel de álcool. Derramo-o por parte da casa e volto ao escritório.

– Voltei – sorrio e lhe mostro o que tenho em mãos.

– Sophia, não faça isso. Sou seu pai, tenha piedade...

Corro até ele numa velocidade inexplicável. Uau! Ser vampira é incrível!

– Piedade? Por acaso teve piedade ao puxar o gatilho?!

Derrubo álcool sobre seu corpo, e ele grita quando o líquido entra em contato com a ferida da mordida. Ascendo o fósforo e lhe dou mais uma olhada.

– Nos vemos no inferno, papai – ateio fogo em seu corpo e pulo pela janela.

Parada na frente da casa em já em chamas, vejo os empregados gritando e fugindo. Eu apenas sorrio. Meu ódio estava maior. Eu sentia um prazer inigualável ao saber que meu pai estava lá, a se debater e com o corpo queimando.

Caminhando em direção ao misterioso vampiro que me salvara, vejo que ele é bem atraente.

Mais alto que eu, olhos claros, loiro. E só então percebo que não sei seu nome.

– Desculpe a demora. Problemas de família – digo a ele.

– Famílias... São um saco, não é? – Sorri.

– E desculpe também a falta de educação. – Paro em sua frente e lhe estendo a mão – Me chamo Sophia.

Ele delicadamente beija minha mão, me olha e diz:

– Niklaus. Niklaus Mikaelson.

– Acredito que nos daremos muito bem, Niklaus.

“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”

– Amado Nervo

Notas finais
Surpresos? Esperavam que um Original aparecesse agora?
Klaus, meu Malvado Favorito!
Mereço reviews? Século XIX deixará saudades? (Nãããããooo).
Beijos, nos falamos nos comentários!