Love And Hate

9 Hello, Mystic Falls!


Notas iniciais
Olá!Sentiram saudades? Eu sim.Então hoje, finalmente teremos nosso primeiro capítulo no século XXI. Estou com medo de não agradar :|Leiam e nos falamos lá embaixo, daqui a pouco.

Século XXI

POV Sophia

Ah, Mystic Falls... Há quanto tempo eu não vinha aqui? 149 anos, se não me engano. Nenhuma outra geração dos Engerhoff pisou nessas terras. Sou a única ainda 'viva'.

Mas não estou de volta porque senti saudade. Quer dizer, não da cidade. Mas de um velho "amigo". Niklaus. Ele foi o único a me estender a mão após a transição. Embora eu tivesse que dividir a atenção com sua irmã mais nova e extremamente mimada, Rebekah, passei 50 anos ao lado dele. E foram ótimos anos.

Porém, um belo dia nós brigamos e cada um tomou seu rumo. Fui eu quem decidiu que era melhor nos separarmos. Mas agora cansei de andar sozinha por aí.

Mystic Falls continuava pacata. Até demais. Seu ar exalava monotonia. Passeando pela cidade, acabo parando num tal Mystic Grill. Peço uma vodka — a mais forte da casa — e me sento, esperando que minha bebida chegue logo.

Ao meu lado, no balcão, senta um homem que pede um whisky.

Assim que minha vodka chega, a bebo quase toda em um gole.

– Não acha que é muito nova para beber tanto assim?

Olho para o homem ao meu lado, apenas virando a cabeça para ele.

– Sou mais velha do que você imagina — Seguro o copo á altura do meu rosto.

– Você tem idade para ser minha aluna. Não pode ser tão velha assim — ele bebe seu whisky.

– Então é professor?

– Nas horas vagas...

– Nas horas vagas?

– Difícil explicar.

– Minha vida também é complicada de explicar. — Proponho um brinde — Ás nossas vidas complicadas de explicar — ele ergue o copo junto comigo.

– Meu nome é Alaric.

– Sophia — Sorrio. Ele pode ser um bom jantar.

– Um belo nome. Significa sabedoria.

– Professor de Filosofia? — peço outra vodka.

– Não, de História. E por isso sei que seu nome vem do Grego.

– É a primeira pessoa que tenta me cantar falando sobre meu nome, professor.

– Não estava tentando cantar você.

– É uma pena. Porque teria dado certo. – Bebo toda a vodka, pago pelo que bebi, e me viro a ele. — Até mais, Alaric.

– Me chame de Ric.

– Até mais, Ric.

Ao me direcionar á saída vejo que muitos dos homens do ambiente me seguem com o olhar, uns até, descaradamente, dobram o pescoço ao me ver passar. Meu ego alegra-se com isso.

Preferi não prolongar a conversa com o tal Alaric. Era uma bela noite de sexta-feira. Lua cheia. Embora eu tivesse um bom carro, eu preferia caminhar sozinha pelas ruas da quieta Mystic Falls.

Não me contive ao passar em frente a floresta. Resolvia entrar mata à dentro. Eu nunca mais havia entrado ali. Lembro que na última vez que saí daquele lugar eu havia acabado de matar meu pai e estava com muita vontade de beber sangue. Klaus estava comigo.

Pessoas normais teriam um medo imenso de passear no meio do mato numa noite de lua cheia. Eu não era normal. E por mais que fosse propenso a ter Lobisomens ali, eu não tinha medo. Se eu fosse mordida por um lobo sabia bem o que me aconteceria. Mas sei que isso traria Niklaus até mim em um piscar de olhos. Nos anos que se passaram sempre o tive nas mãos. Não existia quem pudesse lhe acalmar quando seus planos para achar a maldita duplicata, davam errado. Apenas eu. Era eu quem mantinha Niklaus calmo. E ele adorava meus métodos. Muitas vezes bebi de seu sangue. Acho que por isso eu era mais forte que muitos vampiros mais velhos. Eu tinha sangue de um Original nas veias.

Aliás, essa história de Vampiros Originais foi bem complicada de entender. E quando ele me disse que não era vampiro, mas sim um híbrido, a coisa se tornou mais difícil ainda.

Eu era a única que sabia a história toda sobre Klaus. Todos os seus segredos, até os mais desprezíveis ele me contou. No começo, quando eu soube que ele havia matado a própria mãe, eu o critiquei muito. Mas depois ele me fez enxergar que eu não tinha direito algum de fazer tal coisa, já que eu havia matado meu próprio pai e mais alguns dos empregados que morreram no incêndio.

Niklaus me ajudou a fechar a ferida que a morte de Damon abrira. Ele me fez esquecer tudo, me fez desligar os sentimentos. E eu sempre lidei perfeitamente bem com isso. Eu matava, escondia o corpo — ou não — e ia embora. Deixava homens apaixonados por mim em muitas cidades e depois nunca mais voltava para eles. Matava muitas pessoas e continuava sorrindo. Quando se desliga a humanidade, tudo com o que você se importa é consigo mesmo.

Sexo (muito sexo), Rock 'n' Roll, álcool e sangue (de preferencia direto da veia de um humano). Coisas básicas para você ser um “bom” vampiro e não querer se matar de tédio. Meu lado romântico só aparecia quando eu estava com Klaus. Ele me levou a lugares incríveis, como Paris, Veneza, Inglaterra. Seu sotaque britânico era excitante quando sussurrava em meu ouvido. Seus olhos esverdeados e seu corpo sempre em boa forma me deixavam louca. Niklaus era o único que conhecia cada canto do meu corpo.

Mas como ele mesmo cansou de dizer, o amor é a maior fraqueza de um vampiro. Não foram poucas as vezes que me pegaram como refém para atraí-lo. Já fui mordida por lobisomens e sofri durante horas até que Klaus me encontrasse. Era incrível como em todo canto do mundo, Niklaus tinha um inimigo. Eu, por ser sua “namorada”, beirei a morte várias vezes por sua causa. Mas eu jamais o trairia. Ele me deu a vida que nunca sonhei em ter.

Klaus me ensinou a ser vampira, me deu um anel que me permitia sair à luz do sol, me fez companhia, me deu joias caríssimas, me amou durante noites inteiras. E mesmo assim, o colar que Damon me dera, ainda pendia em meu pescoço. Eu podia amar Niklaus, devia minha vida a ele, mas nunca esqueci Damon. Infelizmente.

Eu sabia que voltar a Mystic Falls mexeria comigo. Mas as últimas pessoas com que falei me disseram que lá eu encontraria o Klaus. E eu sentia sua falta.

Enquanto caminhava distraída na floresta ouvi umas risadas. Pareciam jovens.

Sorrio.

Fazia um tempinho que eu não me alimentava. Seria uma boa oportunidade.

Localizei os donos das risadas e antes que pudesse me ver, mordi o pescoço do rapaz. A garota tenta fugir, mas eu seguro seu braço com uma das mãos, enquanto bebo o sangue do outro. Quando deixo o corpo de quem eu suponho que seja seu namorado, cair no chão, ela está apavorada.

– Xiuu... Não precisa ter medo. — tiro o cabelo de seu pescoço e mordo o local enquanto ela tenta fugir.

Seu sangue é tão quente quanto o do outro. Esse é um gosto do qual jamais enjoarei. Aos poucos a garota deixa o peso do corpo cair sobre meu peito. Quando termino minha refeição, tenho dois corpos sem vida – e sem sangue — aos pés. Passo a língua nos lábios, aproveitando cada restinho de sangue.

O certo seria tirar aqueles corpos dali. Mas penso, e digo a mim mesma:

– Ah, que se foda! É Mystic Falls. Já devem ter encontrado pessoas mortas por aqui. Além do mais, eram dois drogados. Ainda bem que não posso ficar chapada com sangue.

Dou um leve chute no corpo do homem, para que ele saia de cima do meu pé e continuo minha caminhada. Agora me sinto melhor.

É tão bom não ter que se preocupar. Seja com o que for.

Uma neblina aparece do nada, envolvendo meu corpo. Um vento gelado. Só então percebo que esqueci a jaqueta no carro.

Um corvo passa voando sobre mim, aos berros.

– Seja quem fora você, é preciso mais do que isso para me assustar. — Falo tendo a certeza de que há outro vampiro por perto. Só não consigo vê-lo nem ouvi-lo.

Volto até o estacionamento do Grill para buscar meu carro. Parada, com a mão na maçaneta do veículo, vejo um homem saindo do estabelecimento. Sua forma de andar me lembra alguém conhecido. Escuto sua voz, sua risada. Está falando ao telefone. Quando ele desliga o aparelho, apareço em sua frente.

– Stefan?!

Ele me olha e parece não me reconhecer. Pudera, mudei muito desde a última vez que nos vimos.

– Me imagine com vestidos imensos, cabelos castanhos, uma típica mulher de 1864.

– Sophia!

– Eu mesma...

Stefan me abraça e eu não esperava por isso. Fico meio sem reação.

Desde quando vampiros são afetivos?

– Espera... Então você também é vampira?

– Não, não. Bebi o chá da juventude eterna. É claro que sou vampira, Stefan!

– Quando você...

– Na mesma noite que você e seu irmão morreram. Eu realmente não esperava que Katherine fosse escolher um dos dois.

– Ela não escolheu.

– Oi? — Digo, como se não tivesse escutado.

– Nós dois tínhamos sangue dela no organismo quando morremos. — Ele nota que não me alegro em falar na Katherine e desvia o foco. — Como virou vampira?

– Depois que você levou um tiro, meu pai enfiou uma bala bem no meio do meu peito. Vi um homem passando e pedi ajuda. Ele não era um homem. Era um vampiro. O resto você sabe como acontece, pelo visto.

– E o que faz aqui? — ele cruza os braços.

– Procurando um velho amigo que pode estar na cidade. E você?

– Eu moro aqui.

– Nossa, Stefan! Você tem o mundo inteiro para conhecer e resolve se enfiar em Mystic Falls outra vez?!

Ele ri. Começamos a caminhar pelo estacionamento até chegarmos eu meu carro.

– O tempo fez muito bem a você, Stefan. Seu cabelo está muito melhor agora.

– Obrigado. Você continua muito bonita, mas agora está bem diferente.

– Não sou mais uma respeitável senhorita, e sim uma mulher rodada — Rio e ele acaba fazendo o mesmo.

– Sempre achei que você tinha nascido no século errado. — Ele se encosta no meu carro.

– Sempre fui muito a frente do meu tempo, mesmo.

Eu deveria ter ficado mais surpresa em ver Stefan. Mas não tive dúvidas do que lhe aconteceu. Mais cedo ou mais tarde, Katherine acabaria transformando-o. Eu a ouvi dizer “Stefan, eu te amo”. Fazia sentido ele ser vampiro.

– Onde vai passar a noite?

– Num hotel. A não ser que você queira me convidar para ficar na sua casa.

Sorrindo, ele fala:

– Era exatamente isso que eu ia fazer. Acho que temos muito que conversar.

– Acho que sim.

Stefan me conta algumas coisas que fez, me faz rir mais um pouco. Ele pegou carona comigo, me mostrando onde era o local.

Ao chegarmos, crio coragem e falo:

– Quando você e seu irmão morreram, tinham sangue da Katherine no organismo, certo?

– Certo.

– Quando acordaram...

– Sei aonde quer chegar, Sophia — ele abre a porta e eu entro. — Eu não fui o único a completar a transição, meu ir...

– Sophia?

De imediato reconheço a voz e viro rápido minha cabeça para a escada.

– Damon.

O passado é um prólogo”.

– Shakespeare.

Notas finais
E aí? Gostaram?Eu realmente esperava mais desse capítulo, mas juro que não consegui fazer melhor com isso. Espero que tenham gostado, porque eu não curti muito não. :/Sei lá, me digam o que acham.Beijos.