Love And Hate
10 Just Passing Through
Notas iniciais
POV Damon
Eu havia acabado de chegar ao Mystic Grill e ouvi uns burburinhos sobre uma ruiva gostosa que estava ali. Quando decidi virar a cabeça para ver se era tão gostosa quando diziam os homens do local, ela estava saindo. Ouvi o barulho de seus saltos e resolvi ir atrás dela. Quando ela entrou na floresta pensei que poderia ter uma refeição digna – e, quem sabe, um pouco de diversão. Fazia tempos que eu não me divertia com uma ruiva.
Mas mudei de ideia quando a vi se alimentando de dois adolescentes chapados que andavam pela floresta se agarrando. Seu perfume, que ficou no ar quando ela usou de sua velocidade para chegar até os dois, não me era estranho. A fragrância me trouxe a mente lembranças de um passado muito distante.
“Xiuu, não precisa ter medo” – a ouvi dizer à menina.
Eu conhecia aquela voz.
Mas não poderia ser. Claro que era coisa da minha cabeça. Além de ser ruiva, era vampira.
Não podia ser.
POV Sophia
O filho da mãe estava vivo. Todos esses anos pensando que ele estava morto, todo esse tempo amaldiçoando Katherine por ter matado ele, por tê-lo tirado de mim. E ele estava vivo.
Muitos flashes vêm a minha memória:
“Se não estivéssemos no meio do salão, com seu pai me encarando, eu a beijaria agora, Senhorita Engerhoff”.
“Me apaixonei por você quando dançamos juntos”.
“Eu não posso perder você, Damon” “Não vai. Não vai”.
“Esta é Katharine Pierce. Uma hóspede da nossa pensão.”.
Por fim, “o corpo de Damon desabando ao chão.”.
Uma mistura de saudade, ódio, remorso, rancor... Como que no automático, ergui a mão direita e lhe dei um tapa cujo barulho ecoou em toda casa.
– Ei! – Ele exclama.
– Esperava que eu o recebesse com um buque de flores? – falo, ainda sem acreditar que está vivo.
– Nem esperava que estivesse viva.
– Tecnicamente, eu não estou.
– Como? – ele me olha, tão inacreditado quanto eu.
– Da mesma forma que você. Quer dizer, não através do meu amante, porque eu não tinha um, Damon.
– Ok. Estou sobrando aqui. Qualquer coisa, eu estarei lá em cima – diz Stefan.
– Eu não vim pelo Damon, Stefan. Foi você quem me convidou.
– E desde quando são amiguinhos? – Damon debocha.
– Não é da sua conta.- começo a subir a escada, indo atrás de Stefan.
Em momento algum perdi minha pose de autoritária. Eu precisava ser fria.
Damon estava vivo. Ok. Acontece que mais de 100 anos se passaram. Eu não era a mesma Sophia que ele conheceu e iludiu.
– Vi você na floresta. – ele diz e eu paro.
– Então era você? A névoa, o corvo...
– Desculpe se assustei você. – sorri com o canto da boca. Ah, Senhor, por que ele faz isso?!
– Sabia que era eu? – desço os cinco degraus que subi, vou até ele e sento no braço do sofá.
– Reconheci seu perfume, mas achei que fosse coisa da minha cabeça.
– Então ainda não me esqueceu? – sorrio convencida.
Ele anda até, e pega em meu colar.
– Assim como você não me esqueceu. – sorri com o canto da boca outra vez.
– Quem disse? É só um colar velho que eu achei que combinava com essa roupa.
– Claro. – Ele passa a mão em meu rosto, segurando meu queixo, por fim. – Está muito diferente.
Dou-lhe um tapa na mão, levanto e digo:
– Não imagina o quanto. – Forço um sorriso.
– Achei que estivesse morta.
– Idem.
– Quando eu completei a transição, fui até sua casa. Queria te contar. Sua casa tinha pegado fogo.
– Eu sei. Eu mesma ateie fogo na casa. Digamos que foi uma vingança por meu pai ter me matado.
– Richard matou você?!
– Sim.
Ele serve dois copos de whisky e me alcança um.
– Meu pai matou a mim e Stefan – ele diz como se isso fosse normal.
– Tínhamos pais incríveis, não? – Satirizo.
– Por que você não desce, maninho, invés de ficar escutando de longe a conversa? – Fala Damon bebendo seu whisky.
– É, Stefan, venha participar da reunião — Falo dando um gole na bebida. – Tem bom gosto – olho para o copo e depois para Damon, que sorri convencido. Ele também mudou.
O segundo Salvatore logo chega e faço ele se sentar. Volto ao meu lugar de antes e Damon continua em pé.
– Nem acredito que completaram a transição. Bem, eu tinha certeza que Katherine bebia o sangue de vocês, mas não esperava por isso.
– Ela nos hipnotizou para bebermos o sangue dela — Diz Damon e Stefan lhe lança um olhar curioso. – Mas e você? Conhecia algum vampiro?
– Depois que os dois estavam mortos, eu fui morta e pedi ajuda a um homem que passava. Ele me ajudou e aqui estou eu.
– É por causa dele que voltou? – Pergunta Stefan.
– Sim.
– Podemos saber o nome do sortudo? – Fala Damon analisando minhas pernas que nem à mostra estavam.
– Não – sorrio debochada. – Mas então, rapazes. Onde é o meu quarto?
– Quem te convidou para dormir aqui?
– O Salvatore educado – respondo afiada. – E mais bonito.
– Você ainda mente mal – Damon passa por mim e eu lhe acompanho com olhar.
– Tem alguma coisa pra se fazer nessa cidade à noite? – me levanto.
– Não! — Eles respondem em uníssono.
– Eu não sinto sono à noite. Ficar aqui será um porre.
– Posso dar um jeito nisso – Damon me olha e sorri pervertido.
– Vá sonhando, Damon. Vá sonhando. – passo por ele indo para o segundo piso.
Passo pelas portas, as abro e vejo que uns quartos que pelo jeito há tempos não eram frequentados.
– Esse quarto é do Damon – diz Stefan atrás de mim assim que abro outra porta.
– Quero passar longe daqui, então.
– Vem, te mostro onde pode ficar. – ele sorri. – Sabe, ainda não caiu a ficha que você é vampira.
– E pra você ser vampiro não deve ser muito fácil, não é?
– Por que acha isso?
– Você têm o coração bom, Stefan. Não deve ser fácil ter que matar pessoas.
– Ele não mata pessoas. Mata coelhinhos indefesos – Damon se intromete outra vez na conversa.
– Sério? – Digo espantada. – Sangue animal?
– Decidi não matar mais pessoas – Diz Stefan com um profundo arrependimento.
– Posso saber o porquê? – entramos no quarto e Damon nos segue também.
– Nunca ouviu falar no Estripador? – diz o mais velho.
– Que bebia todo sangue do corpo, depois os dilacerava e os montava em posições cotidianas?! — pergunto afirmando. – Stefan, era você? – Fico boquiaberta. Jamais esperaria isso dele.
– Por isso não bebo mais sangue humano. – Sinto a tristeza em sua voz ao tocar no assunto. Já Damon falava nisso como que em deboche ao irmão.
– Você é um vampiro, precisa beber direto da veia.
– Já falei isso pra ele.
– Damon, quando você vai entender que não estou conversando com você, mas sim com seu irmão?! – digo ríspida.
– Você não tem motivos pra ter saudade do Stefan – ele passa por mim.
– Nem de você. – digo. – Agora saí – empurro ele para fora do quarto.
– Minha casa – ele me empurra de volta.
– Do Stefan também. Agora SAI! – grito e toco-lhe para fora do quarto, trancando a porta. – Onde estávamos? – olho para o outro.
– Quanto mais você der corda para as pirraças dele, mas ele vai fazer isso.
– Stefan, eu não sei como liar com tudo isso. Você vivos, aqui em Mystic Falls de novo. Eu na casa de vocês. Não posso agir como se não tivesse passado mais de 100 anos. – Me encosto na porta.
– Acredite, o Damon está tão espantando quando você. Se para mim – ele senta na cama -, que poucas vezes falei com você, já foi estranho, imagine para ele que amou voc...
– Seu irmão não me amou, deixemos isso bem claro.
– Ainda é cedo pra falarmos disso.
– Cedo ou tarde, tanto faz. Não quero mais tocar nesse assunto. Não vim aqui à procura dele, eu nem sequer me preocupei em acabar com as dúvidas todos esses anos, saber se Katherine havia transformado vocês ou não. Não me importa, Stefan.
– De qualquer forma, é bom te ter de volta. Sinta-se em casa – ele levanta.
– Agradeço, mas amanhã mesmo vou arrumar um lugar pra ficar. Não confio dormir na mesma casa que seu amado irmão – sorrio debochada.
POV Damon.
Sophia.
Ela estava viva. Foi um BAC enorme vê-la entrar por aquela porta. Tá certo que eu já estava desconfiado na floresta, porém jamais teria a certeza de que ela era uma vampira. Logo ela.
E por mais diferente que estivesse – ruiva, salto alto, curvas à mostra ( http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=89315775 )-, eu nunca deixaria de reconhecê-la. Sua beleza ainda era incomparável. Seus olhos verdes emanavam arrogância, mas eu ainda podia ver a garota doce de antigamente.
E a relação repentina de Sophia e Stefan?! Eu nunca havia deixado eles conversarem, sempre que podia eu a roubava dele. Bons tempos.
Sophia estava inegavelmente gostosa! Eu tinha que agir naturalmente, fazia um século que não nos víamos. Não sei bem o que ela sente a meu respeito, por causa da Katherine, mas o que eu podia fazer? Ela estava na Europa, ia se casar. O próprio pai dela me disse isso.
Aquele dia foi difícil. Saber que perderia Sophia doeu um pouco, mas eu não queria ferir meu orgulho. Continuei com a cabeça erguida. Katherine apareceu com todo seu charme e blá, blá, blá...
O fato era que Sophia estava de volta. Estava se dando bem com meu irmão e me ignorando.
Isso não continuaria por muito tempo. Eu sabia bem como tirá-la do sério.
E ela sabia como me deixar louco.
Deixei-os conversando lá em cima e desci para beber mais um pouco. Estava sentado de frente para a lareira quando ouvi a porta abrir.
– Damon?!
– Elena.
Isso não daria boa coisa.
– Cadê o Stefan?
– Ahn... Saiu – sorrio.
– Cadê o Stefan? – ela repete não se convencendo com meu sorriso.
– Foi caçar os esquilinhos dele – me levanto e deixo o copo no criado mudo ao lado do sofá – Vá atrás dele.
Ela revira os olhos, me dá as costas e começa a subir as escadas. Corro parando na frente dela.
– É tão difícil assim acreditar no que eu falo?
– Você mente muito mal. E está com bafo de whisky.
– Elena.- Finalmente Stefan aparece. – Por que não avisou que viria?
– E eu preciso? – ela passa por mim.
– Não, é...
– Stefan por que você não explica isso pra ela lá fora? — Sugiro sendo nada sutil.
– Estão escondendo alguma coisa?
– Vem – meu sai da casa levando consigo Elena.
Sophia não gostaria nada nada de saber que temos uma cópia da Katherine por aqui.
Sabendo que está sozinha, vou até seu quarto.
– Posso entrar? – bato na porta.
– Não. – ela grita. Eu entro assim mesmo.
– Vim ver se precisa de algo. – tento ser gentil, mas ela percebe que eu não sou.
– Sim. Que você suma daqui. Foi seu irmão que me convidou para ficar aqui e apenas aceitei porque ele queria conversar. E também porque eu não queria gastar com hotéis. – Ela se encosta no armário. – cadê seu irmão?
– Teve que sair. A namorada veio aqui.
– Stefan namora?! – Ela dá dois passos a frente.
– Sim.
– Droga. – faz um leve beicinho.
– Mas eu não.
Ela caminha até mim, coloca os braços sobre meus ombros, sorri, inclina a cabeça para o lado e fala:
– Consigo ler seus pensamentos. Não vamos transar, Damon.
– Como consegue ler meus pensamentos, se eu tamb...
– Parece que você fica vulnerável perto de mim.
– E parece que alguém ainda se arrepia quando encosta em mim – reparo em seus braços arrepiados.
– É o frio. Você é frio. – Ela se afasta. – Tenho que pegar minhas roupas lá no carro.
– Quer ajuda?
– Se quisesse ajudar não perguntaria.
Reviro os olhos e vou atrás dela.
– Esse é o seu carro? – Pergunto curioso ao ver o veículo.
– Sim – diz sorridente. — Um Chevrolet Chevy Impala de 1967. Uma relíquia.
– É lindo – o carro tinha um brilho sem igual. Combinava com a dona.
Era imponente, chamativo e clássico.
– Como conseguiu um desses? – pergunto.
– Acredite ou não, eu comprei. Gastei uma pequena fortuna.140 mil dólares. Não foi fácil. – ela passa a mão pelo teto do carro como se lhe fizesse um carinho, parecendo bem orgulhosa.
Pego suas malas e as levo para o quarto. Ela sobe apenas com uma bolsa e uma mochila.
– Pronto, senhorita. Deseja mais alguma coisa? – debocho dela, me curvando com faria um criado.
– Que você morra. E pra ontem. – ela sorri e me empurra para fora do quarto.
Escuto seus passos até o banheiro. Ela tira as roupas e entra embaixo do chuveiro, cujo a água eu escuto cair em seu corpo.
– Tá, já chega. – balanço a cabeça, saio da frente da porta de seu quarto e me jogo no sofá.
Não será fácil me conter com Sophia ali, no quarto ao lado. E ainda havia a Elena.
Por que diabos Sophia voltara?!
"Segundos antes de dormir/ De mim você vai lembrar"
– Fresno
Notas finais
Sei que o capitulo não ficou tão bom assim, e que ficou longo, mas me digam o que acharam. Estou com umas ideias aqui para o capitulo 11, mas antes preciso ver o que voces estão esperando que aconteça
Alguém aqui curte FRESNO?
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