Notas iniciais
Bom, olá!
Primeiramente vamos conhecer um pouco mais de nossa personagem principal, Sophia Engerhoff (lê-se Enguer-rof).
Boa leitura, amores!

1864

POV Sophia Engerhoff

Tudo em minha vida parece correr bem. Meu pai não tem mais me pressionado para arrumar compromisso com algum dos filhos de seus sócios e tudo que tenho feito é desfrutar das posses da família. Após a morte de minha mãe, Anastásia, há 3 anos, meu pai se fechou para relacionamentos. Eu sou a filha mais velha, com 18 anos. Com apenas quatro anos, Antônia tinha toda a atenção da casa. Seus cachos dourados lembravam os cabelos de nossa mãe. Por ser a única mulher restante na família, caiu sobre mim o dever de cuidar de Antônia. Mas confesso que eu gostava disso.

Por sermos uma família importante em Mystic Falls, éramos convidados para todos os bailes. Eu não gostava muito de dançar, mas sempre ia, acompanhando meu pai e representando os Engerhoff.

– Bom dia, filha – Fala meu pai enquanto tomo café. Ele passa por mim e me dá um beijo na testa.

– Bom dia, papai.

– Fomos convidados para mais uma festa. Hoje à noite.

– Outra? Papai, não aguento mais esses bailes.

– É um baile do conselho. Na casa dos Salvatore.

– Salvatore? – Bebo um gole do café – Ouvi boatos sofre os filhos.

– Parece que são desejados por grande parte do mulherio de Mystic Falls.

Sorrio.

– Não faço parte da maioria, Senhor Engerhoff. – Digo divertida — Não pense que me arrumará casamento.

–Sophia, minha querida. Você é linda, mas já está com 18 anos.

– Exatamente! – Me levanto, segurando a saia de meu pesado vestido. – 18 anos. Não vivi nada, papai. Não posso me casar tão nova.

– Eu e sua mãe nos casamos quando tínhamos a sua idade. Passamos a vida toda juntos, nos amando.

– Deram sorte de terem um ao outro. Não quer dizer que terei o mesmo destino.

– Pense como quiser. Você irá ao baile comigo esta noite.

– Já que não tenho escolha – Sorrio e vou em direção ao meu quarto.

Sento-me na cama e penso em que roupa vestir.

– Maria – Chamo por minha empregada.

– Chamou, senhorita?

– Sim. Preciso de ajuda para escolher um vestido de baile. Mas tem que ser um vestido especial – Sorrio a olhando.

– E por que?

– Vou a mansão Salvatore esta noite – Me deito na cama. – Tenho ouvido muitas coisas ao respeito dos irmãos dessa família.

– Sabe que eu também? Um se chama Stefan e o outro Damon.

Me levanto.

– Stefan?! É um lindo nome.

– Até parece que a senhorita está interessada em arranjar compromisso – Diz Maria.

– Apenas quero viver um pouco. Tenho lido muito ultimamente. Preciso viver um romance igual ao dos livros, Maria. Preciso de um amor que me consuma – Falo indo até a janela, fantasiando em minha imaginação. – E não posso me casar com alguém que não amo.

– Quando for oportuno, seu pai lhe arrumará um casamento com um bom partido, menina. Sinto em dizer, mas seu sonho não irá se realizar.

– Farei com que se realize, Maria. Você verá.

..........

Enfim a noite chega.

Deslumbrante dentro de um vestido vermelho (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=87189859&.locale=pt-br), desço as escadas lentamente, sendo admirada por meu pai, minha irmã e a criadagem.

– Nunca a vi mais bonita, minha filha.

– Quero causar boa impressão – Falo ao chegar a sua frente – E você, mocinha, se comporte – Digo a minha irmã.

Antônia me dá um apertado beijo no rosto, se despede de nosso pai e a babá a leva para o quarto. Meu pai e eu vamos até mansão Salvatore em nossa confortável carruagem e lá somos recepcionados pelo dono da pensão – meu pai me contou que eles costumavam viver em um fazenda, e ali em Mystic Falls possuíam uma luxuosa pensão -, Giuseppe Salvatore.

– É bom lhe ver, meu amigo! – Diz meu pai ao cumprimentar o outro. – Esta é minha filha, Sophia.

– É um prazer – Digo sorrindo e ele, respeitosamente, beija minha mão direita.

– Meus parabéns! – Se dirige ao meu pai — Ela é tão linda quanto sua esposa. Que Deus a tenha. – Diz o Senhor Salvatore.

Permaneço educada, sorrindo, até que ambos se afastem.

Entediada, saio a caminhar pelo quintal. A lua está alta e cheia. Lembro das história que meu pai me contava sobe haver naquela cidade, vampiros e lobisomens. Claro que nunca acreditei nisso.

– O que uma bela moça faz sozinha durante a noite?

Me viro e encontro um homem atrás de mim.

– Me distraindo. Digamos que não venho a estes bailes porque quero.

– É, eu também não.

Lhe estendo a mão, que ele suavemente beija, olhando em meus olhos.

– Sophia Engerhoff – Me apresento sorrindo.

– Damon Salvatore.

– Oh, o famoso Salvatore! Bom, um deles.

– Ouvi falarem muito de você. Diziam ser divina.

Sorrio envergonhada. E então percebo o azul profundo de seus olhos. Seu rosto se faz mais bonito do que eu havia imaginado. Se é que alguma vez imaginei.

– Sou só uma garota mimada, com bons vestidos. – Argumento.

– Tendo visto todas as convidadas, posso afirmar que você é mais bonita.

– Falando assim eu acredito.

Ele sorri e eu me distraio o observando. Damon e eu passamos mais alguns minutos conversando sobre nossas famílias até que ele fala:

– É melhor voltarmos, antes que deem nossa falta.

Passo meu braço pelo dele, começamos a caminhar e falo:

– Nossos pais usam esses bailes para tratar de negócios e falar do tal conselho. Afinal, para que serve este conselho?

– Ele nunca contou isso a você? – Damon me olha.

– Não. Diz que ainda não chegou a hora de eu saber. – Dou de ombros.

– Talvez ele tenha razão – Sorri novamente.

Adentramos o local de braços dados, conversando e nossos pais nos interrompem.

– Vejo que já fez amizades, Sophia – diz meu pai, e eu solto o braço de Damon.

Tento arrumar alguma resposta e Damon diz:

– Sua filha é encantadora, senhor Engerhoff.

– Não se preocupe, Richard – Giuseppe fala a meu pai. – Meu filho é um ótimo rapaz, embora meio cabeça-dura.

Ao ver que eles se afastaram, me viro a Damon e pergunto:

– Impressão minha ou seu pai está meio decepcionado com você?

– Como sabe disso? – Caminha até uma mesa com bebidas e eu o sigo.

– Pelo olhar dele. E nós, mulheres, somos muito intuitivas.

– Ah, claro – Ele revira os olhos e bebe um gole de seu uísque. Depois volta a me olhar – Contra a vontade dele eu sai da Confederação.

– Você não é o único, filho, não é?

– Não. Sou o mais velho. Stefan está logo ali.

Olho para onde aponta Damon e vejo um garoto aproximadamente da minha idade. Sim, tão bonito quanto o irmão. Damon faz um sinal com a mão e Stefan se aproxima de nós.

– Seja cavalheiro. Cumprimente a moça – Noto a ironia no tom de Damon.

Rio estendo a mão pra cumprimentar o mais novo.

– Como você consegue aturá-lo? – Fala Stefan, sorrindo.

– Tenho muita paciência, já cuido da minha irmã pequena. – Sorrio para ambos.

– Eu adoraria deixa-los conversando e falando mal de mim – Inicia Damon -, mas está tocando uma ótima música. A senhorita me daria a honra dessa dança?

– Sem formalidades, Damon. Não aguento mais isso – digo e ele nos guia até o salão.

Damon põe uma mão em minha cintura enquanto a outra segura a minha mão. Rodando pelo salão não consigo desviar meus olhos dos seus. Seu cabelo negro um pouco caído da mais ênfase ao seu sedutor olhar. Em todas as vezes que imaginei príncipes e heróis nunca os imaginei tão bonitos.

– Você dança muito bem – Ele diz, com a boca perto de meu ouvido.

– Idem.

Depois de algum tempo reparo que a maioria dos convidados apenas nos olham, não dançam.

– Estou começando a ficar envergonhada – Digo a ele.

– Elas só estão com inveja de você, por estar dançando com o homem mais bonito da festa.

– Humilde você, não?

Ele ri e fala:

– E muitos aqui dariam tudo pra estar no meu lugar – Sinto sua mão apertando mais minha fina cintura.

– Sorte a nossa, então – Minha mão desliza por seu pescoço.

– Se não estivéssemos no meio do salão, com seu pai me encarando, eu a beijaria agora, Senhorita Engerhoff.

Olho surpresa para ele. A reação normal de uma dama seria dar-lhe um tapa no rosto. Mas eu sorri, tomando suas palavras como elogio.

– Não se afobe, senhor Salvatore. Tudo tem seu tempo. Agora preciso ir, antes que meu pai venha aqui me tirar de seus braços.

Sorrindo, solto sua mão e vou até meu pai.

– Em casa conversamos. – Ele diz em tom seco.

– Mas por quê? O que fiz agora?

– Não conhece a reputação desse Damon, não é?

– Não.

– Tenha certeza que você ficará mal falada em toda cidade.

Confusa, tentando absorver as palavras de meu pai, me encaminho à carruagem. Meu pai se despede dos demais e ainda vejo Damon antes de partimos. Ele pisca para mim, e eu apenas abaixo a cabeça.

– Damon Salvatore é conhecido por dormir com várias mulheres – Meu pai argumenta logo que chegamos em casa. – Não há mulher que se aproxime dele que não fique mal falada.

– Por que o senhor não me avisou isso antes, então?

– Achei que ele continuava longe, na Confederação. E eu pretendia apresentar você ao filho mais novo de Giuseppe.

– Stefan? Ah, sim. Damon me apresentou a ele. – Falo com descaso.

– E o que achou do rapaz?

– Sem sal – Digo sem hesitar.

– Você mal o conheceu, Sophia.

– Pai, o Senhor tem que parar com essa mania de querer arrumar marido pra mim. Deixa que eu mesma faço isso. – Me altero e subo as escadas.

– Não levante a voz pra mim, ouviu? E olhe pra quando falo com você! – Eu paro e me viro – Se eu deixar você escolher com quem quer casar, vai acabar nos braços de um homem com o Damon.

– E por que acha que isso seria ruim? – Dou-lhe as costas e tranco-me em meu quarto.

Deito-me na cama e volto a pensar no Salvatore. E pensar que antes da festa eu queria conhecer Stefan, nem sequer mencionei Damon. Mas foi ele quem se interessou e veio conversar. Porém as palavras de meu pai começavam a fazer sentido. Depois de uma dança e uma hora de conversa, Damon disse que me beijaria se estivéssemos a sós. Eu, ingênua, ao invés de repeli-lo, me derreti com sua voz e suas palavras. Olhando assim, ele de fato se parecia com os galanteadores dos livros. E eu, se continuasse a agir da forma que agi no baile, passaria a ser tachada de meretriz.

– Não, isso nunca! – Digo em voz alta, como se respondesse aos meus pensamentos.

Após um longo banho, preparo-me para dormir e me recuperar para o dia seguinte.

Notas finais
E ai? Gostaram? Não? Pelo amor de Deus, comentem pra eu poder dar sequencia. COMENTEM, ouviram rsrssr.
Beijos...