Love And Hate

2 A Good Way To Start The Day


Notas iniciais
Olá!

Quatro leitores em um primeiro capítulo! Mais do que eu esperava, admito. Não achei que a fic iria agradar.

Bom, capitulo novinho pra vocês!

Ah, ainda estamos em 1864, ok!

POV Damon Salvatore

Eu nunca havia visto a filha do Senhor Engerhoff, até a noite do baile.

Mystic Falls era uma cidade pequena, então as notícias corriam rápido. Segundo algumas damas – que muito gostavam de cuidar a vida alheia -, Sophia acabaria sobrando, já que dispensava todos pretendentes que seu pai lhe arranjava. Mas preciso admitir que Sophia não era para qualquer um.

Futura herdeira de uma das famílias mais ricas da cidade, Sophia tinha olhos verdes que brilhavam, em contraste com sua pele não muito branca, não muito morena. Seu cabelo castanho escuro emoldurava o fino rosto de traços delicados. Seus lábios eram marcantes, perfeitos e pediam por um beijo quente.

Ao vê-la sair para o jardim, no baile, encontrei by Text-Enhance\">a oportunidade de me aproximar. Em seu vestido vermelho estava deslumbrante, admirando a lua.

Como eu previa, ela se rendeu ao meu charme. Porém eu não esperava me render a ela também. Sophia era dona de uma postura madura, um olhar sexy, e ainda com ares de inocência. Apresentei-a também ao meu irmão, mas antes que pudessem se aprofundar em uma conversa, a tirei para dançar. Não queria dividi-la.

A garota dançava muitíssimo bem. Pude ver sua face corando ao perceber que éramos o centro das atenções. Notei nos olhares daqueles homens mais velhos – muitos até casados – que a desejavam. No entanto, era comigo que ela dançava. Seu pai, todavia, não parecia muito alegre em ver sua filha em meus braços. Provavelmente era conhecedor da minha má fama espalhada pela cidade (mas afinal, que mal há em se divertir com algumas mulheres?).

Meu pai também não aprovava meu comportamento, mas eu sabia ser romântico, sabia ser um perfeito cavalheiro. E seria, se fosse necessário para me aproximar novamente de Sophia. Tanto quanto eu, ela queria um reencontro. Isso ficou bem claro quando mencionei que a beijaria se pudesse e ela apenas sorriu, dizendo “tudo tem seu tempo”. Eu precisava conhecê-la melhor, sentir seus lábios, seu corpo... Pelo menos uma vez.

– E Sophia? Onde está? – Perguntou Stefan, me vendo sentando á um canto do salão.

– Foi embora. Parece que o pai dela não vai muito com a minha cara.

– Metade dos pais da cidade não vai com sua cara, meu irmão.

– Já você, maninho, é o príncipe encantado das moças – Sorrio meio irônico.

– Mas sabemos de uma que preferiu o mal falado ao príncipe, não é Damon? – Vejo nosso pai se aproximando. Referia-se a Sophia, obviamente.

– Pois é – Sorrio convencido.

– Só ponha uma coisa na sua cabeça, meu filho. Richard nunca permitirá que se aproxime da filha dele. Em todo o tempo em que estivemos conversando, ele não tirou os olhos de você dois. E não estava muito contente.

– Ele não tem motivos pra não querer que eu me aproxime de Sophia. – Afirmo.

– Damon, não seja hipócrita! Você dormiu com várias mulheres e algumas até comprometidas. – Diz Stefan.

– Não as forcei a nada. – Falo em minha defesa.

– Mas devia ter pensado em sua reputação antes de tudo isso – Argumenta um pai, ríspido, saindo do local, mas depois volta dizendo: — E não ouse desrespeitar, Sophia. Ouviu? Tenho by Text-Enhance\">negócios importantes com o pai dela. Não estrague tudo, Damon.

– É sempre isso que eu faço, não é? Estragar tudo!

– Sem drama. Agora voltem pra festa. Muitas meninas querem dançar e estão sozinhas.

Stefan, sempre obediente, foi atrás de nosso pai. Eu não queria dançar com mais ninguém naquela noite.

POV NEUTRO

O dia após o baile amanheceu claro e comum leve vento frio. Sophia, que passara a noite enfiada em suas utopias, acordou com um ótimo humor. Arrumou-se, tomou seu café e resolveu levar sua irmã para passear um pouco. Perto de sua casa ficava a praça central de Mystic Falls, onde as pessoas costumavam caminhar durante a manhã e a tarde. Antônia arrumou duas amiguinhas e foi brincar com elas. Sophia, sempre de olho na irmã, avistou suas amigas – também filhas de sócios de seu pai – e se aproximou delas.

As garotas cochichavam sobre rapazes que achavam bonitos e coisas do tipo. Tinha entre 16 e a19 anos. Não eram as mais bonitas, mas também não eram de se jogar fora.

Sophia, que conversava com Danielle, ouviu Sara e Rose comentando sobre um homem que estava ali na praça.

– Ele é novo na cidade? Eu não o havia visto por aqui ainda. – Diz Sara.

– Acho que não. Me parece ser o tal Salvatore que voltou da Confederação. – Explicou a outra.

– Sabe nunca entendi essa história de Confederação. – Sara dá de ombros.

Sophia então intromete-se na conversa e vê que, de fato, Damon está na praça, como que a procura de alguém.

– É simples. A Guerra de Secessão constitui na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte Industrializado, onde a escravidão tem um peso econômico bem menor do que no Sul. Estamos vivendo a Guerra Civil Americana, meninas. – Explicou Sophia sem tirar os olhos de Damon.

Elas aparentavam estar perplexas com as palavras ditas pela moça.

– E como você sabe de todas essas coisas? — Perguntou Rose.

– Guerra não é assunto de mulher – Diz Danielle, sendo apoiada pelas outras.

Sophia, no entanto, sorria e olhava para Damon. Não sabia se podia seguir sua vontade de ir até ele. Estava em um local público, e seu pai não queria que ela mantivesse contato com o Salvatore.

– Tudo bem, Sophia? – Perguntou Rose, percebendo que a amiga estava meio “fora de área”.

– Sim. Tudo perfeito.

Damon, que preparava-se para ir embora, deu mais uma olhada em volta e encontrou quem procurava. Sophia estava a olhá-lo descaradamente e com um sorriso largo no rosto. Damon começou a caminhar até ela e as outras meninas ficaram alvoroçadas.

– Ah meu Deus! Ele está vindo pra cá! – Dizia Danielle.

– Como estou? – Perguntou Rose.

– Será que ele vai gostar de mim? – Sara perguntava às amigas.

Sophia continuava quieta e tentando disfarçar o sorriso.

Damon para em frente a elas e diz:

– Bom dia, senhoritas.

– Bom dia – as três respondem em uníssono.

– Bom dia, Senhoria Engerhoff.

Sophia lhe estende a mão que ele beija e a olhando nos olhos.

– Bom dia, Senhor Salvatore – Sophia puxa a mão, fazendo Damon chegar mais perto.

– Foi uma pena você ter ido embora ontem à noite.

– Concordo.

– Está linda com este vestido (http://www.polyvore.com/love_hate/set?id=87376919).

– Nem arrumada estou, Damon.

As outras garotas ficam mais pasmas ainda vendo que Damon não se aproximou por causa delas, mas por causa de Sophia.

– Será que podemos conversar? – Diz Damon.

– Claro. Meninas, com licença – Sophia as olha com alegria, porém elas a encaram com ar de inveja.

Sophia caminha ao lado de Damon, à procura de sua irmã.

– Ah não! – Ela se exalta.

– Algum problema?

– Antônia. Minha irmã. Perdi ela de vista.

– Como ela é?

– Tem 4 anos, cabelos loiros e cacheados, rosto de anjo....

Sophia apavora-se e sai perguntando a todos se viram uma menina de acordo com sua descrição. De repente ela olhou para trás e Damon também não estava mais ali.

– Ah não! E agora?

Sophia leva a mão à testa, deslizando-a pelo cabelo escuro preso em um coque.

–... Você não pode sair de perto da sua irmã, assim...

Sophia se vira e encontra Damon trazendo Antônia pela mão.

– Graças a Deus! – Ela se abaixa e abraça a irmã – Onde você foi, Antônia?

– Eu fui andar no balanço.

– Devia ter me avisado! Fiquei assustada. – Sophia olha para a irmã que fica cabisbaixa – Não estou brava com você. Só não me dê outro susto desses.

Sophia levanta e encara Damon, com um sorriso de gratidão no rosto.

– Muito obrigada – Diz ela.

– Não precisa agradecer. Vi o quão preocupada você ficou.

– Você me distraiu.

– Bom, acho melhor conversarmos outra hora.

– Obrigada, mais uma vez, Damon. – Sophia se inclina e beija-lhe o rosto.

– Quando nos vemos? – Ele delicadamente põe um fio de cabelo dela que caía sobre os olhos, para trás.

– Hoje à noite.

– Hoje à noite? – Ele sente-se em dúvida.

– Sim. Me espere perto da minha casa.

– Seu pai já me odeia, não vou fazer isso.

– Damon, quer ou não me ver esta noite? Se quiser, esteja lá ás 23 horas.

Sophia se vira, de mãos dadas com Antônia. Sorridente, ela se contem e não olha para trás.

Damon fica surpreso com o convite da garota, mas não seria louco e recusar a proposta. Encontraria sua 'amiga' quando e onde ela havia marcado.

Notas finais
Gente, e aí? O que será que vai acontecer?
Tu que lê a fanfic somente depois que eu aviso que atualizei, favorite a história porque eu esqueço de avisar a todos.. Beijoos, comentem, certo?!