Notas iniciais
Oh meu Deus! Quase esqueço de postar hoje. Me acostumei com as postagens na sexta e acabei esquecendo hoje. Ainda mais que fiquei ansiosa pela estréia da season 4 de TWD.

Bem, vamos ao capítulo, certo?

POV Damon

Quando finalmente criei coragem para voltar para casa, na manhã seguinte, passei reto pela porta entreaberta do quarto dela. Mas era como se seu perfume estivesse impregnado naquela casa. Ou era só coisa da minha cabeça.

Tomei um longo banho e depois me sentei na cama, pensando em como aquela casa estava... vazia, sem o barulho dos saltos dela batendo contra o piso, sem ela reclamando, sem ela sendo a vadia que eu gostava que fosse.

Sophia tinha razão. Ela me trouxe a alegria que eu havia perdido ao chegar em Mystic Falls. E fez isso sem querer me mudar. Mas eis a questão: fez isso por causa do Klaus ou por que sentia algo por mim?

– Damon?

– Stefan... – falei erguendo o olhar para a porta. – Como está Elena?

– Caroline e Jeremy estão no hospital com ela. Caroline está mais arrasada por ter perdido Sophia do que pela morte do Tyler.

– Sophia nos pegou de surpresa.

Stefan caminhou até mim e sentou ao meu lado.

– Eu sinto muito. Sei que está sendo muito pior pra você do que pra mim e pra Caroline.

– Achei que se ficasse com Sophia eu poderia deixar você e Elena serem felizes, e por um momento isso me pareceu a coisa certa. Mas...

– Você se apaixonou de verdade. – Disse ele completando minha frase. – E acabou se decepcionando.

– Eu amo a Sophia, Stefan – levantei. – Mas quero que saiba que estou abrindo mão dela.

– E por que está me dizendo isso? – ele levantou também.

– Achei que gostasse dela.

Stefan se aproximou de mim, colocou as mãos nos meus ombros e me olhou nos olhos.

POV STEFAN

– Mas eu nunca vou amá-la da forma que você a ama, Damon. A Sophia é sua. E eu não quero ficar entre vocês. – Sorriu.

– Mesmo gostando dela?

– Alguém precisa sobrar. E esse alguém não é você.

Damon ficou me fitando por um breve momento, e me puxou para um abraço apertado.

– Não importa, Stefan. Eu desisti da Sophia. Pra sempre.

O que eu sentia por Sophia era um tanto duvidoso, e mais duvidoso se tornou após o ocorrido no dia anterior. Não sei do que eu seria capaz se ela tivesse mesmo arrancado o coração do Damon. Quer dizer, arrancado literalmente.

Ao sair de seu abraço, vi que Damon não estava nada bem, e o mais estranho era não estar bebendo. Talvez porque suas companhias de bebedeira fossem Sophia e Alaric. Mas era realmente difícil ver Damon de cabeça baixa.

– Não pode ficar assim pro resto da vida.

– Vida? Estamos mortos, esqueceu maninho? – Disse já sarcástico. – A frase certa é: pro resto da eternidade.

– Se durarmos tudo isso. – Sorri fraco.

( http://static.tumblr.com/f7w1mzg/bi7lvgvhx/brother.gif )

POV SOPHIA

Duas semanas se passaram e eu já não aguentava mais ficar na casa de Niklaus. E era estranho me deitar com Klaus pensando em Damon, comparando ambos os corpos, os toques de cada um, a sensação. Os olhos.

Eu parecia uma típica adolescente em crise amorosa de um filme americano: não comia, não ria, não falava, não lia, apenas bebia. Porque era como se eu encontrasse Damon em qualquer coisa que eu fizesse. Até mesmo ao beber o uísque do Klaus eu comparava mentalmente o sabor com o do Salvatore.

Sai do quarto e caminhei descalça por toda casa, sentindo a frieza do piso escuro contra minha pele. Os quadros nas paredes eram quase sempre abstratos. Isso era uma das coisas que eu mais admirava em Niklaus: um homem que gostava de arte e música clássica ao mesmo tempo em que sabia ser um grande filho da mãe.

Na verdade Klaus sempre me lembrara Nero: um tirano egocêntrico admirador da boa arte e da música calma, que foi capaz de matar mãe e irmão – irmãos, no caso de Klaus.

Mas Klaus nem de longe era o cara certo pra mim – e era pra alguém?

Ele não ouvia as mesmas músicas que eu – desculpa, mas não imagino Klaus ouvindo Nirvana, ou Beatles, ou Bon Jovi -, não enchia a cara com frequência, não era a pessoa mais engraçada do mundo, não me deixava tomar o controle na cama, era muito raro ele ser carinhoso – e esse papo de que os opostos se atraem não funciona comigo... Então acho que sabemos bem quem se encaixa nesses termos, não é?

E naqueles últimos dias Klaus não parara de me infernizar por não saber onde estava Alaric. Mas tinha alguém que conseguia infernizar mais que Klaus: Rebekah.

Era o dia do tal baile da escola dela. A temática da festa seriam os anos 20. Foi nessa época que me afastei de Klaus. Bons tempos... Jazz, sangue, sexo, luxo...

Eu estava afim de ir. Já havia comprado a roupa e iria mesmo que Klaus não estivesse com vontade. Jovens dançando e distraídos com lindos pescoços à mostra. O que mais posso querer?

– Olá, Sophia... – disse Rebekah ao me ver.

Ergui uma sobrancelha, desconfiada. Desde quando ela é sorridente comigo e usa um tom de voz tão agradável.

– Oi. – Respondi seca.

– Vai ao baile?

– É da sua conta?

– Fiquei sabendo que Damon irá com a Elena.

– Deveria ganhar um Nobel por tamanha descoberta – retruquei rápida, com sarcasmo.

– Nik irá com você? – perguntou ela, assim que me virei para sair de perto dela.

– Pergunte a ele, não a mim.

– Não quer saber onde eu estava? – me virei lentamente para ela, sabendo que não me deixaria em paz.

– Aonde?

Rebekah tirou uma das mãos de trás das costas erguendo uma estaca. Ou melhor, a última estaca de carvalho branco.

– Fui fazer o que você não conseguiu.

– O que fez com Ric?

– O que devia ser feito, mas você não fez. Então de me dá licença, vou entregar ao Klaus... – falou passando por mim como se o que tivesse dito fosse totalmente normal.

Fiquei parada encarando o nada, absorvendo a ideia de que era culpa minha. Eu aticei o maldito alter ego dele, o que acabou o levando a... morte?

– Por que demorou tanto? – ouvi soar distante a voz de Niklaus, e percebi que falava com sua irmã.

– Alaric não queria dar a estaca – respondeu ela. – Por sorte sou muito charmosa – revirei os olhos, tendo uma absurda vontade de arrancar aquele coração inútil dela.

– É essa? – perguntou Klaus. Aposto que estava sorrindo.

– A última estaca de Carvalho Branco que pode nos matar – respondeu Rebekah. – Quer fazer as honras ou quer que eu faça?

Logo em seguida ouvi o barulho das chamas da lareira. Era uma vez uma estaca de carvalho branco...

Rebekah estava estranha. Não parecia a mesma de sempre. Mas continuava sendo uma vadia pra mim.

– Bem, então é isso. – Disse ela, outra vez.

– Faça suas malas. Estamos indo embora – Soou grave o sotaque britânico de Klaus.

– Hoje?

– Por que não? Não há nada nos segurando. Sophia pegará a duplicata e vamos. – Ele podia ter me contado essa parte do plano um pouco antes.

– Mas hoje é o baile? – Rebekah e suas futilidades.

– E daí? – respondeu Klaus, com descaso.

– Sou presidente do comitê. Precisamos ir – respondeu ela. – Sophia também irá.

– Não vou a nenhum baile. – respondeu Klaus.

E como última cartada, Rebekah diz:

– Caroline estará lá.

– Ela não significa nada pra mim – respondeu ele com a voz falha.

A cidade inteira já sabia da quedinha, ou melhor, do abismo que Klaus tinha por Caroline. No começo a invejei por isso, mas agora... Tanto faz.

– Por favor! – disse Rebekah, manhosa. – Tenho grandes planos para hoje à noite.

E minha suspeita sobre ela estar diferente só aumentava.

– Apenas vá, por mim – continuou ela.

Ouvi alguns passos, acho que Klaus se aproximou dela e disse:

– Ok, eu vou. Uma última diversão.

– Uma última diversão, Nik. – disse ela, por fim.

POV NEUTRO

Depois de dias sumido, Alaric resolveu dar um telefonema a seu amigo.

– Por onde esteve? – Indagou Damon ao atender. – Você sumiu por dois dias!

– É, desculpe. Eu precisava espairecer depois de voltar ao normal — respondeu Ric.

– Então, onde está a estaca?

– Não faço ideia.

– Que ótimo – respondeu sarcástico. – E agora?

– Acho que preciso sair da cidade, ir para algum lugar isolado. – Disse Ric. – Ainda estou apagando, então sou uma ameaça.

– Não sei se é a melhor hora para uma busca espiritual, Ric!

– É só por alguns dias. Estou com as ervas da Bonnie, ficarei bem. Preciso ir – disse desligando e se virando para a mulher em sua frente.

– Que mentiroso habilidoso.

– Esther...

– Já entreguei a estaca a Niklaus. Ele realmente acredita que sou a Rebekah.

– Você não poderia ter usado corpo melhor. Niklaus adora a irmã e confia muito nela. – Respondeu Ric.

– E pelo visto Damon realmente acredita que você está bem, quando está com o lado negro, digamos assim, ligado.

– Damon é muito esnobe para achar que seu único amigo o trairia.

– Assim como Klaus aceitaria um convite de sua amada irmã, sem saber que está indo para a própria morte.

– Como conseguiu trocar de corpo? – perguntou Alaric, à medida que os dois se aproximavam dos caixões dos Originais abertos, em uma sala.

– Não é da sua conta. – Respondeu Esther.

– E, bem, já que ele acreditou que aquela era a estaca certa, onde está a verdadeira?

– Saberá assim que não puder usá-la em mim nesse corpo – disse ela parando em frente a uma pequena mesa, banhando a ponta de uma adaga em uma erva.

– E como você volta ao seu corpo? – perguntou ele, olhando para o verdadeiro corpo de Esther dentro do caixão.

– Com um pouco de magia e a ajuda de um caçador de vampiros. – disse ela, lhe entregando a estaca.

Ric a pegou e sem hesitar, a enfiou no corpo de Rebekah, que logo começou a dissecar e caiu no chão. Ao olhar para o lado, viu Esther abrir os olhos em seu corpo original.

Notas finais
(Coloquei o gif Defan porque.... Ah, porque Defan é Defan né gente)

Bem, caso não tenham entendido, Esther deu um jeitinho de voltar à vida e tomou o corpo de Rebekah, para poder enganar Niklaus, Na série, isso ocorre no episódio 20 da terceira temporada. E na série, Esther volta com ajuda do Stefan se não me engano -, mas aqui ela usa a força das irmãs do outro lado e toda aquela baboseira de bruxas...

Espero que tenhan gostado, mesmo que esteja meio confuso. E, ah, o Ric não é o nosso Ric. É o alter ego dele. E Sophia está achando que ele foi morto por Rebekah.
Próximo capítulo será... Choroso.
Até sexta...