Love And Hate
26 Something Is Changing in Me?
Notas iniciais
POV Sophia
Quero deixar claro que só aceitei ir para a casa de Klaus porque eu já o conhecia. E se fosse outro, eu seria mais difícil.
Acontece que havia uma grande tensão sexual sobre nós dois naquele Grill. Embora eu devesse agir como uma completa desconhecida de Niklaus, eu já estava louca para tê-lo sem peça alguma de roupa, em meus braços.
- Vai me explicar o que foi tudo isso? – ele finalmente pergunta, quando estamos em seu carro.
- Jeremy, o irmão da Elena, pediu pra que eu me infiltrasse do seu lado, pra que eu te conquistasse. – Olho para ele, que me olha desconfiado. – Embora um pouco relutante, aceitei. Quer dizer, tudo que direi a eles serão mentiras.
- Então eles pensam que você não me conhece. Ou seja, eles acreditaram perfeitamente que você está do lado deles.
- Exatamente – Afirmo animada. – Agora eles só precisam acreditar que conquistei você. Eles querem que eu descubra como matar você.
- Mal sabem eles que você sabe como — Sorri pra mim.
- Não se preocupe, Niklaus. Eu sei o que estou fazendo. Eu jamais contaria a eles.
- Não faça isso por mim, faça por você mesma.
Seguimos quietos até sua casa. Ao chegar, dei de cara com um homem que eu não conhecia.
- Sophia, este é Elijah, meu outro irmão.
- Quantos Originais existem afinal? – pergunto pasma. – E você tirou todos dos caixões? – Não dou tempo para respostas. – Por essa eu não esperava.
- Também é um prazer conhece-la, Sophia – Diz Elijah gentilmente beijando minha mão, me fazendo sorrir.
- Desculpe a falta de educação – Falo. – É um prazer conhecer um irmão do Klaus que não seja mulher e metida, e arrogante e que tenha todos os seus outros atributos, Rebekah – Me viro e dou de cara com a loira atrás de mim.
- Nik, você não se cansa de trazer vadias pra essa casa? – Ela cruza os braços, e me encara seriamente.
- Ela já mora com uma, por que se cansaria? – Respondo com um sorriso debochado nos lábios.
- E vocês não se cansam de se odiar? Poderiam tentar conviver em paz por um segundo que seja?
- Nem por segundo, um dia, um século... Eu detesto essa garota, Nik – Responde Rebekah.
- Detesta porque sabe que se ele tivesse que escolher uma de nós, não seria você.
- Isso não é verdade – diz ela parando próxima a mim.
- Então por que ele te deixou anos e anos dissecada num caixão? – Aproximo nossos rostos – Porque nem ele atura você, Rebekah. — e no mesmo instante Rebekah tenta quebrar meu pescoço, mas Elijah segura suas mãos.
- Já chega vocês duas. – Ele diz.
- Eu já não me meto mais porque isso é comum – Diz Klaus aparecendo ao meu lado com um copo de whisky.
- Até você Elijah, vai defender essa aí? – Ela pergunta com ódio no olhar.
- Sem mortes, Rebekah. Agora acalme-se, minha irmã.
Pego o whisky que Klaus me oferece e o bebo encarando Rebekah, que sai de casa apressada.
- Ela me odeia — Digo alegre e convicta.
- Você aguenta isso há quanto tempo? – Pergunta Elijah olhando para seu irmão.
- Essas duas se engalfinham desde que se conhecem – Responde o híbrido.
- Quase 200 anos – completo a resposta dele. – Bem, foi um prazer conhece-lo, Elijah. Espero você lá em cima – Falei olhando pra Klaus.
Entrei em seu quarto e me sentei em sua enorme cama. Tirei os sapatos e esperei por ele, que logo apareceu.
- Muito simpático seu irmão.
- Esse é o Elijah. Simpático. Mas não conte nada a ele sobre nossos planos, certo?
- Por quê?
- Elijah não é muito confiável.
- Ah – falei me atirando para trás.
- Mas por que não continuamos com a encenação de antes? – Ele diz vindo por cima de mim.
- Estava louca para que pedisse isso – Digo passando a mão por seu peito, indo até seu pescoço e o puxando para beijá-lo.
Klaus me beija prazerosamente, porém calmo. Começo a tirar sua camisa; quero-o nu sobre mim.
- Tem noção do quão maluco seu corpo me deixa?
- Tenho – respondo rindo convencida.
Klaus tira com pressa minha blusa e joga no chão. Faz uma trilha molhada da minha boca até meus seios. Desce com a mão pela lateral do meu corpo, e eu suspiro com seu toque. Terminei de tirar sua roupa, deixando-o apenas de cueca. Ajudei-o a tirar minha calça e meu sutiã. Eu o provocava inclinando meu quadril de encontro ao seu, fazendo nossos sexos se encostarem. Klaus já estava devidamente excitado, assim com eu.
Ele apertava meus seios e me beijava com urgência. Tiramos as únicas peças que impediam uma aproximação mais profunda e ele logo penetrou minha intimidade que já latejava.
Klaus faz as estocadas rápidas e profundas, me fazendo delirar. Eu adorava o modo como aquele homem me dominava por inteira na cama, como tomava o total controle da situação, me proporcionando sensações incríveis. Klaus tinha um corpo perfeito. Com músculos, mas sem exageros.
Eu arranhava suas costas com tamanha força que chegava a sair um pouco de sangue. Seus braços tinham marcas vermelhas de arranhões também. Niklaus beijava e sugava meu pescoço, sussurrava em meu ouvido com seu sotaque, me fazendo quase gozar só com o tom de sua voz.
- Ah, Klaus! – Gemo com a boca próxima a sua, com os olhos fechados.
Ele invade minha boca com um beijo agressivo, explorando cada cantinho. Eu apenas cedia, apenas matava minha vontade. Senti um tremor percorrer minhas pernas e logo, ambos, chegamos ao clímax final, gemendo entre o beijo. Klaus repousou a cabeça sobre meu peito, enquanto nossas respirações voltavam ao normal.
Ele caiu ao meu lado e logo tratei de puxar o lençol. Olhei para o relógio em seu pulso e vi que ainda era cedo, eram 15h25. Eu poderia dormir e acordar à noite.
- Como pretende contar ao Damon que transou comigo? – ele pergunta encarando o teto.
- Tenho que contar sobre nossas intimidades também?
- Ele vai querer saber o que você veio fazer em minha casa, o que viu, o que ouviu, o que falou... – Ele me olha. – E até mesmo se bebi de você.
- Klaus, o Damon não se importa tanto assim – Olho calma para ele.
- Toda informação que você tiver, ou melhor, inventar ele vai querer saber. Isso pode ajudar a encontrar uma forma de matar e assim, Elena estará salva para continuar usando os irmãos Salvatore.
- Então o que digo a ele? – Pergunto tentando ignorar a última frase dita por ele.
- Que você bebeu, transamos e você achou melhor fugir sorrateiramente enquanto eu dormia.
- Ou seja, vou dizer que agi feito uma vadia.
- Você não e uma vadia, Sophia. Apenas ficou com vergonha do que fez e decidiu ir embora.
- E se ele não acreditar?
- Ele vai – Klaus levanta e eu me sento na cama, tapando meus seios com o lençol.
Ele vai até o banheiro e ouço o barulho do chuveiro. Sorrio maliciosa e pulo da cama, indo até ele. Klaus me estende uma mão e me puxa para baixo da ducha com ele. Ele beija meu pescoço, subindo para meus lábios.
- Klaus, eu só quero tomar banho – Digo passando a mão por suas costas, subindo até sua nuca.
- Eu também, mas com você aqui é difícil.
Sinto sua barba mal feita – sexy – roçar em minha pele branca. Distribuo beijos em seu ombro, indo para o pescoço, subindo para o maxilar e finalizando com uma mordida em seu lóbulo, lhe arrancando um gemido abafado.
- Não, sério. Não quero demorar muito. Quer dizer, eu quero, mas... Ah, você me entendeu! – Digo revirando os olhos por tamanha obviedade.
Assim que saímos do banho, me vesti rapidamente, dei mais um beijo extremamente demorado em Klaus e sai de sua casa, pensando nas palavras certas para falar aos outros.
POV Damon
Logo depois que Sophia saiu com Klaus, liguei para Stefan para avisar que ela havia aderido ao plano do Jeremy. Voltei para minha casa, e em seguida meu irmão apareceu, juntamente com Elena, que provavelmente avisou a Jeremy e Caroline, que chegaram um pouco depois.
- Casa da mãe Joana, isso aqui né? – Falei ao ver que Tyler e Matt também haviam chegado.
Caroline revirou os olhos e foi de encontro de seu amado cachorrinho de estimaçã... Digo, Tyler.
- Posso saber o por que de todo mundo estar aqui? – Pergunto.
- Você disse que Sophia estava dentro do Plano. Cadê ela? – Pergunta Jeremy.
- Pondo em prática. – Respondo não muito alegre.
- Explica direito isso, Damon – Fala Caroline quase ordenando, cruzando os braços em minha frente.
- A gente tava no Grill, a Sophia foi dar em cima do Klaus e funcionou.
- Que ótimo! – Diz Jeremy.
- E provavelmente agora eles estejam transando – Completo minha frase que choca Caroline.
- Você não pode ter certeza disso – Diz Tyler.
- Se bem que eu vi ela flertando com o Klaus – Finalmente Matt abre a boca pra falar algo que preste. – Ela pediu um suco, deu em cima de mim, deu em cima do Klaus e eu fiquei sem entender muita coisa quando eles saíram juntos de lá.
- E como você quer que eu acredite em você depois de dizer que Sophia deu em cima de você? – Pergunta Tyler, zoando com o próprio amigo.
- E o pior que isso também é verdade – Eu falo.
- Impressão minha ou temos alguém com ciúmes? – Ao contrário de Matt, meu irmão só abriu a boca pra falar besteira.
- Temos? Quem? – Pergunto com sarcasmo.
- Não se faça de desentendido – Elena fala.
- Você se morde de ciúmes quando está perto da Sophia, Damon – Diz Caroline.
- Estão de complô contra mim, é isso? – Abro os braços.
- Só admita – Diz Tyler, rindo.
- Vão à merda todos vocês – me viro para sair da sala, mas uma voz faz com que eu mude de ideia.
- Reunião outra vez? Pelos visto isso é bem comum por aqui, não é? – Diz Sophia caminhando lentamente e parando ao lado de Caroline.
- Pelo jeito teve uma ótima tarde – Eu falo, me virando para ela.
- Então, como foi? – Jeremy se aproximou dele e perguntou.
— Não estão achando que assim, em meia tarde, descobri como mata-lo, estão? – Ela responde com outra pergunta e noto que seu cabelo está molhado.
- Você foi dar um mergulho, Sophia?! – Cruzo os braços, sorrindo de canto.
- Diz isso por causa do meu cabelo molhado? Não, eu tomei um banho da casa do Klaus... – Ela caminha até mim. – E se quer saber se transei com ele, SIM!
Elena, Caroline, Jeremy, Tyler e Matt ficaram boquiabertos. Apenas Stefan e eu já esperávamos por isso.
- Como você...
- Ah, Caroline, sem essa! – ela se vira para a loira – Ele pode ser um tirano filho da mãe, mas é um pedaço de mal caminho. Admita – Vejo Elena e Caroline darem de ombros e expressarem um leve sorriso de concordância.
Então elas acham Klaus um pedaço de mal caminho? Ah, façam-me o favor, né!
- Sou muito mais bonito e sexy que o Klaus e nem por isso você transou comigo – Falo.
- Pense como quiser, Salvatore. Mas deu certo. Ele me convidou para sair de novo.
- Só acho que você não precisava ir com tanta cede ao pote – Diz Stefan, caminhando até ela.
- Eu aceitei participar desse plano suicida, mas farei as coisas do meu jeito, ok?! – Ela olha para todos da sala e todos concordam com ela. – Levará um tempo para eu descobrir alguma coisa, enquanto isso precisamos agir por fora.
- Pelo menos agora temos um forma de distrair ele – Diz Matt.
- Ah, eu vou adorar distraí-lo. – Sophia sorri indecente.
- Só não se esqueça que ele matou seu amigo – Diz Elena.
- Sou extremamente profissional, Elena. Sei diferenciar as coisas. Se for necessário eu me ‘sacrificar’ pra poder matar o Klaus, eu o farei.
POV Sophia
Damon fez cara de poucos amigos e subiu para seu quarto.
- Qual o problema dele? – pergunto.
- Você – Diz Stefan estampando um sorriso forçado nos lábios, como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo, e indo atrás do irmão.
- Alguém me explica o que eu fiz?
- Ele tem ciúmes de você, Sophia – diz Caroline passando seu braço pelo meu. – Ele não gosta muito da ideia de você transando com o Klaus e na verdade, ele não é o único.
- Eu vou subir, preciso arrumar umas coisas – Minto. – Car, você me ajuda? – Elena estranha ao ouvir tais palavras.
- Claro. – Elena estranha mais ainda.
Subi para meu quarto e esperei Caroline aparecer.
- Todos já foram – ela diz fechando a porta e se encostando na mesma.
- Se ele não gosta da ideia, por que não foi contra quando Jeremy apresentou o plano? – Pergunto séria.
- Porque ele quer matar o Klaus para poder salvar Elena e qualquer plano que aparecer, ele aceita.
- Ele é tão desesperado assim pra salvar ela? – me jogo na cama. Estou exausta.
-Todos somos... Eu acho. – Ela senta ao meu lado. – Estamos sempre nos sacrificando para salvar Elena – Ela diz séria, com o olhar perdido.
- E por que fazem isso?
- Porque ela é nossa amiga. É isso que amigos fazem. – Ela me olha sorrindo e volto a me sentar.
- Nunca tive amigos de verdade. Era difícil eu dar confiança a alguem, então... Não entendo o que está falando.
- E Sam?
- Éramos amigos, mas era cada um por si – complemento a mentira, mas me sinto mal ao mentir para ela.
- Bem, saiba que agora você tem amigos. – Ela passa o braço sobre meus ombros, me abraçando. – Sempre que precisar, conte comigo. Ou com Alaric, Stefan... Damon.
- Verdade? – Rio incrédula.
- Claro. Está se sacrificando por nós, pondo sua vida em risco ao se encontrar com Klaus. Nossa amizade e confiança é o mínimo que merece.
Pela primeira vez em mais de um século me senti protegida, amada. Não me sentia mais um ponto sozinho no mundo. Caroline era a amiga que eu sempre sonhei em ter e eu sabia que tudo isso iria por água abaixo quando a verdade viesse à tona.
- Não se iluda muito comigo, Caroline. Sou meio bipolar e posso acabar descontando tudo em você, como já fiz com Elena.
- Eu confio em você, Sophia. Sei que você é boa. – Ela me olha ternamente e ajo por impulso, abraçando-a.
O que diabos está acontecendo comigo?
Notas finais
Eu não quis fazer um hot muito estendido entre Klaus e Sophia porque já tivemos hot entre eles, mas esse era necessário, então...
Espero que tenham curtido. Beijos suas lindas.
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