Notas iniciais
Esse capitulo seria postado amanhã à noite, mas eu tinha que avisá-las que a partir desta segunda, as postagens NÃO SERÃO MAIS DIÁRIAS. Voltarei a estudar e terei pouquíssimo tempo para internet.
Mas tenho a sensação de vocês irão gostar do capitulo de hoje....
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POV Sophia

Fala sério! Katherine?

– Sua vaca! – tento correr até ela, mas sou presa pela mão. – Me solta, Damon!

– Acredite, não vai conseguir mata-la.

– Foda-se! Me deixe tentar.

– Não. – ele fala com a voz grossa, segurando forte meu pulso.

– Ah, Damon querido. Solte-a – Katherine anda em minha direção, como se desfilasse em uma passarela. – A não ser que você não confie nela.

– Não vai funcionar Katherine – ele fala e sem perceber, afrouxa a mão em meu pulso.

Com um pouco de força, me solto e pulo no pescoço de Katherine, caindo no chão com ela. Cada vez com mais força, aperto seu pescoço.

– Sou 400 anos mais velha que você, meu bem! – ela segura em meu pulso e me joga na outra parede, bato em uma mesa e caio deitada no chão.

– Katherine, chega – Fala Damon, indo até ela, mas a vadia também o joga longe.

– Só que eu – corro até ela, sempre usando das habilidades vampíricas, claro, e enfio a mão em seu peito segurando seu coração – tô com mais ódio.

Katherine retribui minha ação fazendo o mesmo; segura meu coração apertando-o com as unhas.

– E agora? – ela fala transparecendo a mesma dor que eu.

– Assim que uma cair ao chão, a outra perde o coração também – respondo quase sem ar e sem forças.

Olho pro lado e Damon parece desacordado.

– Fraco – falamos juntas.

– Isso é por causa dele, não é? – ela pergunta. – Pois saiba que não vale a pena.

– É por mim. Pelo meu orgulho – minhas veias latejam fortemente em minha cabeça. – Você fez isso comigo.

– Não, foi ele – ele olha para Damon que começa a acordar.

– Solta ela, Katherine. – uma quarta voz aparece.

– Stefan? – Não consigo olhar para trás.

– Soltem-se! – ele fala.

– Ela primeiro – Aperto o coração dela com as unhas.

Stefan aparece atrás de Katherine e quebra-lhe o pescoço, mas não a deixa cair no chão. Solto seu coração e ele tira a mão dela de dentro de mim.

– Não precisava ter feito isso – retomo o fôlego. – E já que fez, podia ter feito direito e tê-la matado.

– Você está bem? – Stefan apõe a mão em meu ombro.

– Claro. Obrigada. – Olho para Damon – Que pena que não quebrou o pescoço também. – Passo por ele indo para meu quarto para trocar a roupa suja de sangue.

POV Stefan

Damon estava quieto. Quieto até demais. Katherine estava estendida no meio da sala e Sophia estava no quarto.

– Vai me dizer o que aconteceu aqui?

– Por que não sobe e pergunta pra sua nova amiguinha? – sorri irônico.

– Prefiro perguntar pro meu irmão.

– Estávamos conversando quando Katherine apareceu e interrompeu.

– O resto não precisa ser nenhum gênio pra entender – cruzo os braços olhando para Katherine que começa a se mover no chão.

– Não achei que Sophia pudesse odiá-la tanto – diz meu irmão, passando a mão no rosto.

– Bem, você a trocou por Katherine. Toda mulher guarda rancor, Damon. Ainda mais se for de você. – sorrio com graça.

– Cadê aquela vaca? – Fala Katherine sentada no chão, com os olhos fechados passando a mão no rosto.

– Vai embora – falo.

– Você não tem nada para fazer aqui – Diz Damon parando ao meu lado.

– É, eu não tinha. Até aparecer uma pirralha mimada querendo arrancar meu coração. – ela levanta.

– Você roubou algo que era dela – fala Damon, como se não se referisse a si mesmo.

– Nunca roubei você, Damon. Não foi preciso – ela diz passando por ele. – Eu vim para falarmos dos caixões.

– Não é a melhor hora para falarmos disso – respondo.

Katherine se dirige à porta, mas antes de sair ela fala:

– Tome cuidado, garota. Não terá Stefan sempre por perto.

Olho para o segundo andar e lá está Sophia. Quando ela chega perto de nós, pergunta:

– Que caixões são esses que ela falou?

POV Sophia

Damon e Stefan se olham, como se perguntassem algo um ao outro. Damon dá de ombros.

– São os caixões onde estão os Vampiros Originais.

Essa não! Pegaram a família de Niklaus.

– Como assim? – me faço de desentendida. – Pra que vocês querem a família original?

– Temos Klaus em nossas mãos, assim. – Explica Damon.

– Ele precisa do sangue da Elena para poder criar seus híbridos. – Complemente Stefan. – Estamos protegendo Elena.

– Enquanto escondemos os caixões, ganhamos tempo para achar uma forma de matar os Originais. – Diz Damon.

– E Katherine está do lado de vocês?

– Todo aliado é bem vindo – Fala Damon.

– Eu fui transformada por um vampiro chamado Sam. Ele estava em Mystic Falls e por isso vim pra cá. Eu soube que Klaus o matou. – assumo meu papel de vítima – Posso jogar do lado de vocês, se quiserem.

– Seria muito bom, pra falar a verdade. – Diz Damon e isso parece ser sincero.

– Seria bom se você conhecesse os outros também. – sugere Stefan.

– Outros? Vivem em bando?

– Ou, quem sabe, seja melhor eu te apresentar ao Conselho. Não queremos você morta.

– Acha mesmo, Damon, que meros humanos vão me matar? – pergunto com desdém.

– Você não conhece o pessoal daqui.

– Seja como for, deixe isso pra amanhã. Preciso me alimentar e não vejo boas opções no cardápio aqui. – digo indo até a porta.

POV Damon

– Por que não vai com ela? – pergunta Stefan.

Fico olhando para a porta aberta e pensando se seria uma boa ir atrás.

– Acho que não.

– Está louco pra ir. E por mais que eu seja contra, faz dias que você não se alimenta além das bolsas de sangue.

– Tem razão, irmãozinho. – Caminho lentamente até e porta. – Não nos espere acordado e escove os dentes antes de deitar.

Sophia não estava muito longe, pude ouvir seus passos e logo estava caminhando ao seu lado.

– Não vai achar o que procura aqui.

– Se eu não achar, mordo o pescoço da primeira coisa que eu ver pela frente – ela me olha dos pés a cabeça.

– Seria melhor sairmos da cidade para nos alimentar.

– Não te convidei pro piquenique, Damon – ela passa as mãos nos braços, que estão arrepiados com o vento.

Sophia vestia um simples vestido preto e o cabelo solto, chegando ao comprimento da cintura. Seus olhos brilhavam com pureza.

A lua cheia certamente foi o que me fez lembrar da primeira vez que nos falamos. Eu rio, sem graça, ao lembrar disso.

– Que foi? – ela pergunta, desconfiada.

– Nada. Só lembrando que podíamos ter sido felizes.

– Eu fui. – ela dobra para a direita. – Você foi tudo que eu sempre quis... Enquanto humana, claro.

Eu queria falar alguma coisa, mas eu não tinha nada a dizer. Se eu tivesse ido até a casa dela, hoje eu não seria um vampiro, eu não teria me apaixonado pela namorada do meu irmão... Duas vezes.

– Mas eu agradeço por você ter sumido – ela diz. – Só assim pude viver o suficiente para dançar, amar, matar, beber. O século XIX não era pra mim, Damon.

– Nem pra mim.

– Mas nos saímos bem até. Você conseguia parecer um perfeito cavalheiro e eu aparentava ser uma respeitável dama.

– Por mais chato que fosse aquele tempo, eu gostei.

Sophia para e foca a atenção no nada à nossa frente. Presto atenção e acabo escutando passos de alguém bem próximo dali.

– Sempre há um perdido por aí... – ela sorri, e morde o lábio. Essa última ação me deu uma louca vontade de beija-la. – Você não vem?

Sophia sumiu da minha frente e quando a alcancei, estava grudada no pescoço do um pobre humano.

– Ei, vai com calma – ela me olha com a boca suja de sangue. – É estranho ver você... Assim – me ajoelho ao lado do corpo, de frete para ela.

De fato fazia algum tempo que eu não bebia direto da veia. E quando o fazia, não matava a vítima. Apenas a mandava esquecer e ir embora. Sophia seguia a risca o papel de vampira.

– Sirva-se! – ela sorri me alcançando o pulso do rapaz.

Mordo-o ainda a olhando. Ela parecia não saciar-se ao sugar praticamente todo o sangue através do pescoço da pessoa. Ela o solta o pescoço do cara e se joga sentada no chão. O sangue ainda escorria em seu queixo, descendo por seu pescoço sumindo no vão entre seus seios.

Ela me olha e passa a língua nos lábios. Solto o pulso do homem já morto e logo estou sentado ao seu lado. Ela vira a cabeça para mim, com um olhar calmo. Parecia satisfeita. Pudera, o corpo foi totalmente dissecado.

Sophia leva mão até meu rosto e com o dedo limpa o pouco sangue que há em meu queixo. Seus olhos focam-se em meus lábios e o mesmo acontece comigo. Antes que ela possa se afastar de mim, a puxo gentilmente pela nuca, juntando nossos lábios.

Eu esperava que ela reagisse, arrancasse meu coração, quebrasse meu pescoço, mas ela simplesmente correspondeu. Em meio ao beijo eu senti o gosto do sangue do homem que ela há pouco matara. Sophia se aproxima de mim, fazendo um leve cafune em minha nunca. Nossas línguas se movem com pressa, como que para recuperar o século em que ficaram afastadas.

Posso sentir seu coração se acelerando ao compasso do meu. Ela afasta sua boca da minha.

– Por que fez isso? – meus olhos ainda estão fechados, mas sinto que os dela também.

– Porque você queria tanto quanto eu. Mas não feriria seu orgulho pra isso.

Ela lentamente me faz retomar o beijo. Desta vez se torna um beijo mais com os lábios do que com as línguas. Sua mão sobe por meu peito, parando em meu rosto. Ela para o beijo outra vez, e quando eu tento reiniciar, ela encosta o dedo em meus lábios.

– De novo não. – Diz olhando em meus olhos e sumindo logo depois.

Eu poderia ir atrás e alcança-la. Mas o que eu ganharia com isso?

Notas finais
Desculpem os erros, mas não revisei. Acabei de fazer esse capitulo, desculpa tbm se não ficou bom.
Talvez nos vejamos na quarta. Mas entrarei diariamente aqui para responder seus reviews. Beijos, até mais....