Love And Hate
4 I Need One Night With You
Notas iniciais
E aí? Sentiram minha falta? Desculpem mesmo a demora. Tenho chegado tarde e cansada da escola. Desculpem também por este capítulo que está horrível na minha opinião.
Boa leitura, se possível.
(Não vejo a hora de sair do ano de 1864)
POV Sophia
Com o passar de dois meses Damon e eu continuávamos com os encontros escondidos. Nossos beijos já estavam mais quentes, nossas mãos já estavam íntimas de nossos corpos. Mas com aqueles vestidos pesados, no meio de jardins, à noite, se tornava meio complicado irmos além de beijos. Por isso tínhamos que nos contentar com carícias.
POV Damon
Se eu queria mais? É claro que sim! Sophia era a mulher mais linda de Mystic Falls – sem exageros. Eu sentia que se arrepiava quando eu tocava em seu corpo. Suas mãos eram leves e delicadas, tinha um toque sem igual. Mas eu sabia que a família dela era rígida. Algumas coisas só poderiam acontecer após o casamento. E era muito cedo pra pensar em compromisso.
POV Neutro
Em uma tarde de verão, Damon e Sophia sem planejar se encontram pela cidade, quando ambos caminhavam com seus pais. Damon não parecia muito alegre o lado de seu pai.
– Boa tarde, cavalheiros – Disse Richard.
– Bom vê-lo, meu amigo. – Disse Giuseppe Salvatore a Richard e depois olhou para a garota — Senhorita – Sophia respondeu o cumprimento em um aceno com a cabeça.
– Boa tarde senhor e senhorita Engerhoff – falou Damon olhando para Sophia.
Ela apenas sorri, e abaixa o olhar.
Richard e Giuseppe começam a conversar sobre o Conselho. Citam os Gilbert e os Lockwood. Mas Richard lembra que sua filha está presente e muda de assunto. Nunca falava sobre os assuntos do Conselho perto de suas filhas. Dizia que era para protegê-las.
– Richard, temos que falar sobre aquilo – deu bastante ênfase a ultima palavra — e não vejo hora mais oportuna.
– Tenho que levar minha até em case, sinto muito.
– Eu a levo – Diz Damon, de prontidão.
– Não, tudo bem – o pai da moça recusa.
– É uma boa ideia, Richard. – diz Giuseppe.
– Posso confiar em um desertor?
– Pai! – Sophia o repreende.
– Desculpe.
– É claro, senhor Engerhoff. – As palavras saem secas da boca de Damon.
– Cuidado, garoto.
– Richard, vamos – Giuseppe o puxou pelo braço mais para evitar tumulto do que para defender o filho. Nisso os dois pais concordavam. Damon era um desertor que não merecia respeito ou confiança.
Sophia e Damon esperam os mais velhos se afastarem e então começam a caminhar, rumo à casa da moça.
– Desculpa, Damon. Ele não quis dizer isso.
– Ah, ele quis sim. Todos acham o mesmo ao meu respeito.
– Eu não! – Ela vira o rosto dele, puxando-o pelo queixo. – Sejam quais foram os motivos, fico feliz que tenha voltado a tempo do baile na sua casa.
– Acho que só você e meu irmão respeitam minhas opções.
Sophia olha para ele com ternura, carinho. Damon tenta beija-la, mas ela o impede, encostando o dedo indicador em seus lábios.
– Aqui não. Tem muita gente em volta.
– Até quando isso, Sophia?! Até quando vamos nos encontrar escondido?
– Damon, acredite, eu também não aguento mais isso. Mas se meu pai souber, acho que ele me tira da cidade.
– Ele não seria louco.
– Seria. Então prefiro ter você assim – ela passa seu braço pelo dele -, do que não ter nada.
Damon pega Sophia pela mão e corre com ela até os fundos de uma loja. Um lugar deserto. Ele a puxa para si e a beija fervorosamente. Sophia aperta suas unhas na nunca de Damon, que desce com os beijos até a parte à mostra de seu peito. Sophia ergue a cabeça dele com suas mãos.
– Damon, eu quero mais!
– Quê?
– Mais. Mais disso, mais de você. Mais que beijos.
– Mas você...
– É, eu sou virgem. Mas e daí? Isso não é pra sempre.
– Mas e a história do casamento? – Ele diz ainda surpreso pela atitude dela.
– Damon, sei que você também não aguenta mais ter que me beijar, abraçar e ir embora. Tenho passado noites e noites acordada, pensando nisso. – Sophia acaricia lhe o rosto. – Tenho dezoito anos e até hoje só beijei dois homens na vida. Estou subindo pelas paredes. – Ela sorri.
– Ok. Ok. – Ele repete sem crer direito no que ouve e a beija – Ok. – Sussurra e abraça sua cintura com força, prensando seu peito ao dela. – Mas quando? E onde? – Ele a olha.
– Sempre nessa época do ano meu pai viaja. Por três dias. – Sophia morde o lábio. – Arrume uma desculpa na sua casa e venha me ver à noite. Daqui dois dias.
– Sabia que todos acham que Sophia Engerhoff é uma santa?!
– Coitados. Estão inteiramente enganados – Ela sorri e beija os lábios de Damon. – Mas agora, senhor Salvatore, precisa me levar em casa. Não estrague a confiança que meu pai tem em você – Diz irônica.
– Como se eu me importasse com isso.
Recompondo-se Sophia caminha ao lado de Damon. De braços dados andam sem pressa alguma rumo a mansão Engerhoff. Ao chegar, Damon tenta beija-la novamente, mas ela desvia o rosto.
– Sabe que quero, mas não posso.
– Te vejo em dois dias?
– Sim.
– Não mude de ideia, Sophia.
Ela ri.
– Não vou. Agora vá, antes que meu pai chegue e acabe com nosso conto de fadas. – Ela faz um beicinho e vendo-o ir embora.
Sorridente e com a cabeça nas nuvens, Sophia entra em casa. Lembrou-se de quando ficou uma semana fora da cidade e não pode ver Damon. Teve de visitar uma tia que estava muito doente e veio a falecer. Sophia não se importava se a tia estaria viva ou não no verão seguinte. Importava-se em estar com Damon, já que não sabia quanto tempo duraria tudo isso. E durante toda essa semana, não teve uma noite em que tentou dormir e que não tenha pensado em Damon com outras mulheres na cama. Sentia que não o seguraria por muito tempo só com beijos e abraços.
POV Sophia
Eu sabia muito bem o que aconteceria. Damon acabaria enjoando de mim e passaria a gostar de outra. Eu podia estar enganada. Esperava estar. Mas dessa vez eu precisava arriscar.
Também estava ciente que entre Damon e eu poderia nunca haver um compromisso sério – casamento. Mas eu precisava tê-lo por uma vez. Mesmo que isso custasse algumas coisas.
POV Damon
Finalmente eu teria Sophia por inteiro. Depois de dois meses sem dormir com ninguém, como se estivéssemos mesmo em um relacionamento público e assumido, eu já estava louco. Eu realmente precisava de pelo menos uma noite com ela. Mesmo que fosse arriscado, mesmo que ela fosse inexperiente.
Eu teria cuidado. Não a magoaria numa noite tão importante para ela. Se sentiria com medo, insegurança... E era eu quem deveria acalma-la. E talvez ela nem tenha pensado em tudo isso nas vezes que imaginou. As mulheres sempre imaginam a primeira noite, como a melhor de suas vidas. Se as mulheres normais já eram assim, o que esperar de Sophia?
POV Neutro
Quando Richard chegou em casa, Sophia perguntou-lhe sobre a tal viagem.
– Sim, minha filha. Terei que ir ao Tennesse esse ano. Sei que não gosta de ficar sozinha, então me preveni.
– Quê? – Diz ela temendo a continuação.
– Conversando com Giuseppe, ele perguntou se eu não queria que você ficasse na pensão dele. – Sophia sorri internamente – Mas eu disse que não. Não confio em Damon. Aliás, ele respeitou você?
– Foi um perfeito cavalheiro. — Cavalheiros beijam fervorosamente suas damas nos fundos de uma loja?
– Ótimo. Continuando... Pensei em chamar seu primo Robert para ficar aqui com você e Antônia. .
– Por que? Desde quando precisamos de babás? – Ela diz com firmeza.
– Estamos no meio de uma guerra, acho arriscado você e sua irmã sozinhas aqui. E tenho a sensação de que, eu estanho longe, Damon poderá se aproximar de você.
– Por que renega tanto o Damon? Por ser desertor? – Sophia se altera.
– E por que o defende tanto?
– Porque eu gosto dele, pai! Eu gosto do Damon!
Richard absorve as palavras da filha com ar de desgosto. Sophia surpreende a si mesma ao perceber que acabou de dizer em voz alta que gosta de Damon.
– Não me importa o quanto você gosta, ou deixa de gostar desse maldito Salvatore. Nunca permitirei que fiquem juntos. – Ele diz isso com uma calma que irrita Sophia, que o segue quando ele sai da sala e se enfia em seu escritório. – Se o próprio pai do garoto disse que ele não presta, o que eu posso dizer?
– Me conte o porquê não gosta dele e lhe deixo em paz. – Ela diz com a voz embargada.
Richard serve dois copos com whisky, oferece um a filha – que nunca deixara beber – e pede que ela sente. Sophia, meio desconfiada, senta.
– Quando eu tinha a idade dele já era casado com sua mãe. – Suspira e senta em frente de Sophia – Eu sempre amei e amarei sua mãe. Mas quando estava grávida de você, ela não me deixava chegar perto dela. Tinha medo de te machucar. Eu precisava de contato. Acabei tendo que procurar fora de casa o que não encontrava em sua mãe.
Sophia apavora-se ao ouvir tais palavras.
– Você traia a minha mãe? Como pode? – Ela grita e ameaça levantar, mas seu pai faz com que fique no lugar.
– Antes de me casar, eu era igual ao Damon. Todas as mulheres me queriam, eu queria todas. Conheci sua mãe, tomei jeito... Mas então ela engravidou e as coisas mudaram. Seu corpo se deformou, ela engordou e ainda por cima não dormia mais comigo. Como já lhe disse, acabei procurando fora, o que eu não encontrava mais nela.
– E o que isso tem a ver com o Damon, pai? Não somos casados!
– Mas se quiserem ficar juntos, terão de casar. E logo ele vai enjoar de você e vai procurar carne nova. Não quero que você sofra tudo que sua mãe sofreu.
Sophia levanta e uma lágrima corre de seu olho.
– O Damon não é você! Ele gosta de mim tanto quanto eu gosto dele.
– Eu amei a sua mãe, Sophia. E mesmo amando a fiz sofrer.
– Quem ama não faz isso. Quem ama não traí. Ela idolatrava você. Ela morreu amando você! – O choro aumenta.
FLASH BACK ON
– Sophia, vá chamar seu pai – Ela dizia com a mão sobre o peito.
– Mãe, o que houve?
– Chame seu pai, Sophia.
A garota corre em busca do pai, mas quando voltam é tarde de mais. Anastásia está deitada no chão, com dificuldades para respirar.
– Richard... – Uma lágrima corre de seu olho – Eu sempre te amei.
– Ana... Você vai ficar bem. Eu te amo. Perdoe-me. – Richard passa a mão no rosto delicado de sua esposa.
– Mamãe, por favor. Não morra – Sophia chora desesperada. – Eu preciso de você. Não morra.
– Eu te amo, filha. Cuide de sua irmã. Promete que cuidará dela?
Sophia faz que sim com a cabeça e tenta falar, mas apenas balbucia “eu te amo, mãe”.
Anastásia fecha os olhos, segurando a mão de seu marido.
– Não. Não. Não. – Repete a garota com os olhos inundados. – Não! Mãe...
Richard abraça o corpo inerte da esposa e Sophia foge para onde ela e a mãe mais gostavam de ficar. Entre as rosas.
FLASH BACK OFF
– Sophia, eu...
– É por isso que não se casou novamente? Remorso? – Ela limpa as lágrimas.
– E o que você, uma garota de 18 anos, sabe sobre amor?
– Pelo jeito, sei mais do que o senhor. – Sophia larga o copo e se retira do escritório.
Notas finais
E me digam o que acham o que vai acontecer?
AH, MAIS UMA COISA: CAPITULO HOT AINDA EM 1864; SIM OU NÃO?
A fic está nas mãos de vocês.
Beijos.
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