Love And Hate
55 I Don't Need Your Pity
Notas iniciais
Gigiula e Victória Lynsen, muito obrigada pela recomendações divinas que vocês fizeram! Eu fiquei muito, mas muito feliz ao recebê-las.
Capítulo dedicado à gigiula, Victoria e MissBieber.
POV Sophia
- Mãe...
- Ah, meu amor! Entre – disse ela me puxando para dentro de casa, me abraçando.
- Você sabia, não é? – me afastei de seu corpo para olha-la.
- É claro que sim. E quando eu soube que estava viva e passando pelo mesmo que passei...
- Como me achou?
- Não importa – disse me puxando para o sofá, me colocando sentada.
- Eu estou ligada ao Klaus, é isso?
- É. Comigo também aconteceu.
- Como isso acontece? Pensei que só pudesse ocorrer com híbridos.
- Em geral sim. Mas quando nos tornamos vampiros, nossos sentimentos triplicam, e naquela época eu já era perdidamente apaixonada por Klaus. Mas eu também lhe era grata por me dar uma vida perfeita. Mas isso não aconteceu, porque eu tive abandonar você e sua irmã. E acho que assim quebrei a ligação. Tyler era ligado ao Klaus porque quando foi transformado em híbrido, ele não precisou mais se transformar sem que quisesse, não precisou mais sofrer.
- Então a ligação nada mais é do que gratidão?
- Em certos casos sim.
- Agora tudo faz sentido. – e um amontoado de lembranças atingiu minha memória. – Klaus me fez desligar a humanidade quando abandonei Antônia, e isso impediu que eu sofresse. Ele impediu que eu sentisse a dor de perder minha irmã e o Damon...
- Presumo que essa ligação ainda esteja valendo.
- Acho que sim. Porque mesmo não querendo, eu vou embora de Mystic Falls amanhã.
- Faça como que ele acredite que ainda está totalmente do lado dele – disse ela segurando minha mão. – Mas você não pode acreditar nisso.
- Não é fácil mentir para Niklaus Mikaelson.
- Mas você sabe como fazer. Assim como eu.
- Ele nunca soube da Antônia?
- Acha mesmo que faria diferença pra ele? – retrucou ela, sorrindo fraco.
- Acho. No fundo, Klaus só precisa que alguém o ame.
- Às vezes não sei como pode ser minha filha e filha do Richard.
- Não sou tão boa quanto eu era, mãe. Na verdade, não sobrou muita coisa do que eu era.
- Vem cá – ele me estende a mão e me puxa, segurando meu rosto delicadamente como fazia quando eu era criança. – Ainda vejo aquela garota sonhadora e corajosa ai dentro.
- Engraçado, eu vejo um monstro sanguinário de olhos verdes e terrivelmente sexy.
- Você pode ter mudado, mas sua essência nunca se altera. Ela apenas se intensifica quando se torna vampira. Mas você ainda é você. – levou a mão ao meu peito.
- Desculpa por ter sido tão dura com você quando chegou, mas...
- Eu teria feito coisa pior, meu bem. Mas agora tome um banho e vá dormir. Tenho certeza que minhas roupas te servirão.
[...]
Quando acordei havia uma bolsa de sangue e roupas em cima da cama. Ela estava se esforçando e eu admirava isso.
Voltei à casa de Klaus e quando cheguei ele estava saindo.
-Onde esteve? – Me perguntou entrando em eu carro.
- Com a minha mãe.
- Mães. Nunca confie demais.
- Não é porque a sua é uma vadia fria que odeia os filhos que todas as mães serão assim, Niklaus.
- Bem, Esther era uma vadia fria. Ela está morta.
- Temporariamente, como sabemos. Ela sempre dá um jeitinho de voltar. Mas aonde você vai?
- Pretendo ir embora hoje ainda, mas pra isso preciso da Gilbert.
- Eu vou com você – falei entrando pela outra porta em seu carro.
Ao chegar Klaus desceu do carro e foi até a porta, eu fiquei exatamente onde estava. Ele bateu e quem atendeu? Damon Salvatore.
- Podemos fazer isso do jeito difícil ou do jeito mais fácil, você escolhe, Elena. – disse Klaus com as mãos atrás do corpo, aposto que sorrindo debochado para os demais.
Stefan e Damon tomaram a frente de Elena a protegendo.
- Você não pode entrar aqui, eu não te convidei – disse Elena com a voz trêmula.
- Mas eu posso – falei aparecendo em sua porta.
- Nem tente – Rosnou Damon.
- Ou o quê? Vai me matar? – usei a velocidade de vampira e o prendi ele na parede, segurando seu pescoço – Não, não vai. Você é fraco de demais pra isso.
- Achei que tivesse ligado a humanidade – disse ele, me jogando contra o armário da cozinha.
- É, liguei. Mas isso não me torna amável e estúpida, como certas pessoas – olhei para Elena e quando me virei para Damon senti uma dor forte em meu peito, e logo senti algo apertando meu coração.
- Eu sou fraco? É isso que você disse?
- M-me solta, Damon – falei segurando seu pulso e ele apertou mais meu coração entre os dedos.
- Solta ela – Disse Klaus.
- Damon, para! – gritou Elena, fazendo Damon a encarar, incrédulo.
- Ela tentou te matar diversas vezes e você me mandar parar?
- Vai se sentir pior se fizer isso — Disse a duplicata me seu melhor tom aconselhador – Solta ela.
- E fazer isso te torna tão ruim quanto ela – Disse Stefan.
A dor da mão dele saindo do meu peito pareceu ser pior do que quando ela entrou, porque Damon fez questão de tirá-la de vagar, prolongando o sofrimento.
Com ou sem humanidade, eu sempre odiaria Elena. E como disse minha mãe, eu ainda sou eu.
- Eu não preciso da piedade de vocês... – falei caminhando em direção a Elena.
Logo vi um pedaço de madeira, acho que de uma cerca, passar voando em minha frente. Olhei para a porta e vi Klaus com mais estacas improvisadas na mão.
- Eu não tenho o dia inteiro – disse firme olhando para nós, arremessando mais uma, em direção à Damon.
- Há, errou! – disse o Salvatore, debochado, enquanto Elena se escondia nos braços de Stefan.
- Pegue a duplicata! – disse Klaus.
Damon me puxou antes que eu pudesse ir até Elena, e me colocou em frente ao corpo dele.
- Vai, Klaus! Continua arremessando, já arrumei um escudo.
- Klaus, não se importa comigo, não seja idiota – Tente esconder o medo da minha voz, porque Klaus realmente não se importaria em me matar.
Mas ele sumiu e Damon me empurrou de sua frente, me desiquilibrando.
- Alaric está vivo – disse ele, se afastando de mim.
- Quê?
- Bonnie apareceu lá logo depois que a gente saiu e deu sangue pra ele.
- Por quê?
- Esther deve ter mandado ela fazer isso, esqueceu que essas bruxas têm uma ligação?
- Mas então é o Ric vampiro, não é o nosso...
- Não, não é o meu amigo.
- Então por que me contou?
- Porque ele pegou a Caroline. Parece que estão na escola e...
- Se eu não posso entrar, farei com que tenham que sair – Disse Klaus aparecendo na porta, com um botijão de gás em mãos.
Bom, queimar a casa dos Gilbert com Elena dentro me parece uma ótima ideia, mas...
- Klaus, pegaram a Caroline – Falei indo apressada até ele. – A Bonnie foi manipulada pela vaca da sua mãe e deu sangue pro Alaric.
- Ele está com a Caroline? – Me olhou sério.
- Sim. Olha, a gente pode pegar a duplicata outra hora, mas se você ainda sente alguma coisa pela Caroline, e eu sei que sente, a gente precisa salvar ela.
- Pode ser só mais um plano deles.
- Acha mesmo que queremos que você morra agora? – disse Stefan. – Se isso acontecer, a sua linhagem, possivelmente a nossa, morre também.
- Klaus, eu vou com ou sem você – falei passando pela porta.
- Eu vou junto – disse Elena.
- Não – Disseram Damon e Stefan em uníssimo e a seguraram pelo braço.
- Não quero sua ajuda, Gilbert. – falei.
- Caroline é minha amiga.
- Engraçado você dizer isso. – falei me virando para encará-la — Porque se ela fosse tão importante pra você, não viveria colocando a vida dela em risco pra salvar a sua.
[...]
Ao chegar na escola vasculhei cada sala, mas não foi preciso procurar muito, já que Ric me achou primeiro.
- Veio dar em cima de mim, outra vez? — disse aparecendo à minha frente.
- Não, vim salvar minha amiga – puxei a estaca que estava dentro da calça, mas antes que eu pudesse usá-la, Ric a pegou e a arremessou longe, me segurando pelo pescoço.
- Sabe, Sophia... Eu sou mais forte que você. Sou tão forte quanto um Original.
Eu sentia o sangue fervendo em minha cabeça, meus pés estavam longe do chão, minhas mãos apertavam forte os pulsos de Ric, cravando minhas unhas em sua pele.
- Ric...
- Não adiante implorar pelo seu amigo, ele não está aqui. Quer dizer, eu nada mais sou do que o ódio dele por vampiros. Mas ainda sou ele.
- Não! – Juntei toda força possível para falar. – Você é a raiva dele amplificada! Você não é nada! É só mais uma aberração que Esther criou – usei um dos pés para chutá-lo entre as pernas.
Ric me deixou cair no chão ao levar a mão à região atingida. Em meio segundo saí do corredor, usando da minha audição para encontrar Caroline.
- Car... – a encontrei amordaçada, com um lápis fincado em cada mão. – Meu Deus, o que ele fez com você – quando fui retirar a mordaça, um choque.
Quer dizer, parecia um choque. Ardia como verbena – porque era verbena.
- Merda! Como eu vou tirar isso? – falei apavorada, vendo o quanto ela estava sofrendo. –Tá – olhei para suas mãos. – Vamos começar pelo mais rápido. – segurei os lápis – No três. Um... – ela não esperava que eu puxasse antes do três, e o truque de fazer isso antes sempre diminui a dor. – Desculpa, desculpa... – ao ouvir seu gemido de dor abafado.
- Agora a mordaça... – disse Ric, entrando na sala. – Vá em frente, heroína. Salva sua amiga se puder suportar a ardência da verbena.
- Vai pro Inferno. – falei.
Ric me virou rapidamente, me fazendo cair sentada na cadeira ao lado de Caroline.
- Você era mais legal quando não se importa, ou melhor, quando fingia se importar para fazer todos acreditarem, inclusive eu quando era um humano imbecil, que você estava do nosso lado.
- E você era mais legal quando era só um humano imbecil. Pelo menos seu ar meio inocente e meigo te tornava sexy – lhe lancei um olha arrogante, e ele riu.
- Qual é o seu plano, querida Sophia? Me seduzir?
- Eu não durmo com vampiros patéticos que se acham mais fortes que os Originais, desculpa.
Ele apoiou as mãos nos braços da cadeira, deixando seu rosto próximo ao meu.
- Mas dorme com híbridos metidos a machos-alfa, já que dormiu com Tyler, não é?
Caroline soou um “humm?!” me olhando apavorada.
- Car, eu nunca dormi com Tyler, acredite em mim. Eu nunca faria isso – não que Tyler fosse feio, mas era um idiota.
Ric foi até Caroline e desamarrou a mordaça como se a verbena não pudesse feri-lo. Parecia imune.
- Não acredito que você fez isso, Sophia. Por isso o matou?
- Vai mesmo acreditar nele?
- Eu acreditei em você, por que não acreditaria ne... aahh! – Ri havia mergulhado o pano em verbena e colocou-o encharcado na boca de Caroline, fazendo o grito de dor dela sair abafado.
- Para com isso! – levantei empurrando ele para a porta. – É o Klaus que você quer, não é? – Peguei a estaca em cima da mesa. – Então vai atrás dele. Ou melhor, pega a Elena e faz ela de refém. Niklaus mataria meio continente asiático pra manter á salvo a bolsa de sangue Gilbert.
- Não... – disse o falso Ric sorrindo vitorioso pra mim. – Torturar a garota que ele ama e a vadia com quem ele se diverte, é muito melhor. Tenho certeza que ele aparecerá aqui rapidinho para salvar Caroline.
- Não devia se preocupar com Klaus. Devia se preocupar comigo, Saltzman. – avancei pra cima dele tentando enfiar a estaca em seu peito, mas ele segurou meus pulsos.
- E agora? – disse me prendendo na parede, com as mãos no alto da minha cabeça.
Olhei em seus olhos e vi apenas ódio. O ódio que meu pai sentia ao falar em vampiros, ou ao me ver falar em Damon. O mesmo ódio.
Finquei o salto do meu sapato em seu joelho, o fazendo recuar. Peguei novamente a estaca que havia caído, e aproveitei que ele estava encurvado para lhe chutar a barriga.
- Essa é por mim – chutei outra vez. – Pelo Damon – e outra – Pela Caroline – de novo. – E essa... Essa é pelo verdadeiro Alaric – disse juntando toda minha força e chutando a barriga dele, que conteve-se no chão.
- E essa – disse Ric levantando rapidamente e pegando a estaca da minha mão – Bem, não preciso de motivos – só pude sentir a madeira penetrando meu peito rente ao coração.
- Você errou – resmunguei caindo ajoelhada no chão.
- Acho que não – Então tudo apagou.
Notas finais
Bem, o que eu quero dizer é que eu não ia postar esse capítulo porque boa parte dele estava no meu celular novinho, que fora roubado na terça-feira. Desde então minha semana tem sido o Inferno. Como se perder de mão-beijada um gálaxy S 2 não fosse o suficiente, eu voltei a torcer o maldito pé direito e acho que ficarei mais um tempo sem ir na aula, o que pode ocasionar na minha reprovação por excesso de faltas. E pra completa, descubro que meus pais vão me trocar de escola.
Tive muita dificuldade pra terminar esse capítulo; bloqueio de ideias, desanimo, irritação... Tudo isso levou-me a três dias de tentativas de escrever esse capítulo.
Quero agradecer pelas lindas recomendações, pelos lindo comentários e em especial ao comentário da MissBieber, que me deixou de queixo caído e olhios encharcados. Beijos, espero que entendam esse capítulo não muito animador.
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