Love And Hate
56 Help Me
Notas iniciais
Fazem ideia pelo que estou passando aqui? Sexta-feira é o capítulo final, mina gente!
Mas enquanto isso, leiam este que também está bem bom!
NARRADOR ONISCIENTE
Sophia abriu os olhos e viu-se deitada no chão. Pela dor que sentia no pescoço, supôs que Alaric o tivesse quebrado, a fazendo desmaiar.
- Alaric? – disse ela se levantando – Droga, a Caroline! – Sophia foi rapidamente até a sala onde estava sua amiga.
Não encontrou nada além de sangue no chão e o vidro de verbena quebrado.
Elena havia ido até o local e conseguiu soltar Caroline, enquanto Ric se preocupava com Sophia.
Enquanto isso Bonnie e Damon recebiam Abby, a mãe de Bonnie. Ela queria fazer um feitiço que Abby fizera antes: dissecar um coração vampiro. O coração de Alaric.
- Nós a chamamos para me ajudar com um feitiço. Esther criou um vampiro que não pode ser morto — disse Bonnie – Quero disseca-lo, como fez com Mikael.
- É muito perigoso – Respondeu Abby. – Sua magia é pura, vem da terra. Esse feitiço pede que alcance lugares sombrios. Lugares de tentação. Lugares você não suportaria.
- Você deu as costas pra mim por 16 anos... Não faz ideia do que posso aguentar – Disse Bonnie.
- Preciso dizer que estou com a Bonnie nessa – falou Damon. – É tão difícil tostar um vampiro?
- O feitiço permite que pare o coração de um vampiro. O sangue para de fluir e o corpo disseca.
- É exatamente o que queremos – diz Damon.
- Para parar o coração do vampiro, precisa encontrar um equilíbrio entre os vivos. Pode aguentar isso? – disse Abby olhando para sua filha.
- O que diabos isso significa? Bonnie, Eu não falo ‘bruxes’. – Reclama Damon.
- Eu preciso parar um coração humano. – diz Bonnie.
[...]
Stefan, Damon e Klaus decidiram se unir. Bonnie os ligou a ela, dando-lhes seu sangue. Assim, qualquer um dos três que fizesse contato com uma veia, uma artéria, algo ligado ao coração de Alaric, poderia se ligar a ela, que no mesmo instante pararia um coração humano. Jeremy foi o escolhido para ter o coração parado, já que ainda tinha o anel que o impedia de morrer.
- Quem tiver a oportunidade, acerte-o. – disse Stefan após beberem o sangue – Os demais vão segurá-lo.
- Antes de entrar, vamos relembrar um coisa: eu criei a linhagem de vocês, e com certeza criei Sophia – Diz Klaus olhando para os Salvatore.
- Ou está mentindo para salvar sua pele.
- Vá em frente e teste, Damon – disse Klaus. – E tenha a certeza que perderá sua Sophia para sempre.
Damon o olhou com desprezo e se virou, indo em direção à escola.
Ao entrar na escola, Klaus localiza Caroline e a surpreende, segurando-a por trás, tapando sua boca para que ela não grite, e sussurra:
- Está bem, sou eu. Fique calma – Ele destapa sua boca – Vá para casa e fique lá. Entendeu? – ele a vira, esperando por resposta – Você me entendeu, Caroline?
- Ahan... – ela concorda com a cabeça — Ajude a Sophia. – pede Caroline, olhando nos olhos de Klaus.
- Ajudarei – ele passa as costas da mão no rosto dela.
- Obrigada – Caroline agrade e Klaus some, assim como ela faz logo em seguida.
POV SOPHIA
Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, mas senti um vento passar por mim. Ou melhor, Niklaus.
Fui em direção a ele e dei de cara com Stefan e Damon desmaiados no chão, enquanto Alaric socava Klaus. Sim, Ric estava praticamente espancando um Original. Esther havia criado um monstro. O barulho de uma porta se abrindo desvia minha atenção. Uma rápida e louca ideia passa por minha cabeça.
- Se quer salvar Damon e Stefan, é melhor colaborar, Gilbert – Falo aparecendo atrás de Elena.
- Do que está falando?
- Alaric deve ter tido um bom motivo pra te deixar viva, não? Porque se eu já percebi que você está aqui, ele também já. Aliás, Damon e Stefan não se arriscariam tanto apenas para salvar a Caroline, certo?
- Eu acho que sei qual é. – Diz ela me olhando meio desconfiada.
- Eu também. Agora vem – digo a puxando firme pelo braço, pegando um estilete que havia em cima de uma mesa da sala de aula.
Alaric e Klaus ainda brigavam ferozmente no corredor, e incrivelmente o professor estava levando a melhor. No momento que Ric ergueu sua mão com a estaca do Carvalho Branco para acertar Klaus, eu gritei:
- Hey! – ele me olha, enquanto estou parada com Elena na minha frente, com meu braço envolta de seu pescoço, a prendendo.
- O que está fazendo? – perguntou Ric
- Você tem um bom motivo para não ter matado a duplicata. Sabe, Esther não queria criar um vampiro imortal. Afinal, ela odeia essa raça. Ela queria que você tivesse o tempo de uma vida humana para matar os Originais e dar um basta nisso tudo. Então, ela ligou sua vida à vida de um humano. Ela ligou sua vida à da Elena.
- Está errada – disse Ric, ainda forçando a estaca contra Klaus.
- Tem certeza? – falei fazendo um pequeno corte no pescoço de Elena, que gemeu baixo de dor.
- Para! Para! — Alaric grita e então Klaus consegue empurrá-lo de cima de seu corpo.
Niklaus passa por mim muito rapidamente, tomando Elena. Olho para Alaric e antes que eu possa ser pega por ele, eu fujo.
Quando cheguei na Mansão Mikaelson, encontrei Elena novamente sentada e presa, tendo o sangue todo do corpo drenado. Niklaus estava sentado em uma cadeira, a assistindo morrer.
- Não acha que já tirou sangue demais dela? – pergunto cruzando meus braços, encarando Elena, parando ao lado de Klaus.
- Não é o suficiente o que tenho.
- Pretende matar a garota, então? – me viro para ele.
- Algum problema, Soph? – pergunta Klaus em seu melhor tom ameaçador, se levando para me encarar.
- Sim. Se você a matar os Salvatore não se importarão em te matar, mesmo tendo 25% de chance de morrem com você. Acontece que se você morrer, a probabilidade de eu morrer é de 100%. Então, sim. Tem um problema! Eu não quero morrer – Falei aproximando meu rosto do dele.
- Você acha que eu não escutei o que o Damon disse?
- O que?
- Sobre você ter ligado a humanidade. – ele ri fraco. – Bom, isso quer dizer que está mais vulnerável, pois se importa. Mas também quer dizer que não está totalmente sob meu controle.
- Ah, você se refere à nossa ligação? Não se preocupe, Klaus. Ainda irei embora com você, mesmo que essa não seja minha completa vontade.
- Estranho... – diz ela me analisando – Enfim, não sei se você sabe, mas você só tem a mim, Sophia. Porque não você não pode confiar na sua mãe. Provavelmente ela te disse que também ficou ligada a mim e etc., etc., etc.
- Deixa ela de fora disso, Klaus. Até mesmo porque não quero saber o que vocês faziam.
- Ela escolheu vir comigo e deixar vocês pra trás. Ela não queria dois estorvos.
- E um desses estorvos era sua filha, caso não saiba!
As palavras saíram automaticamente da minha boca. Eu não devia ter contado. Mas era tarde demais.
- O que você disse?
- Disse que você e minha mãe tiveram uma filha. Antônia.
- Isso é impossível. – ele diz.
- Acho que não. Caso não se lembre, você é um híbrido. Ainda tem sua parte lobisomem, que também é a sua parte que pode procriar.
- Isso é mentira. As mulheres da sua família são todas mentirosas.
- A que custo eu inventaria tal mentira à essa altura do campeonato, Niklaus? – me afasto dele e olho para Elena. – Quando partimos?
- Assim que eu pegar todo sangue dela. Aliás, termine de encaixotar as coisas.
- Claro, porque eu sou sua escrava agora.
- Só faça o que estou mandando.
- Eu disse que não faria? – me retiro da sala, passando por Elena que faz algo que eu realmente não esperava.
Ela estica o braço e segura minha mão.
- Me ajuda... – sussurra sem forças.
- Nem que eu pudesse eu faria isso – respondo fria vendo que Klaus presta extrema atenção em mim.
Mas ao me afastar pego o celular e envio um sms à Stefan:
“Klaus pegou Elena e ela precisa de vocês. Agora. Ou ele irá drenará cada gota de sangue dela”.
Guardei rapidamente o celular, pois não esperava resposta. Nem esperava que acreditassem em mim. Mas logo em seguida o celular vibra em meu bolso:
“Obrigado”
Stefan respondeu ao sms. Mas... Será que eu fiz a coisa certa?
Lá estava eu, encaixotando algumas das taças de vinhos de Niklaus. Por que diabos essa ligação é tão forte a ponto de eu não conseguir mandar ele a puta que o pariu? E por que ele acha estranho eu ainda estar ligada à ele após retomar a humanidade?
Ouvi um grito vindo da sala de estar e ao chegar lá encontrei Stefan com a mão no peito de Klaus, Damon o segurando e... e... E Klaus estava... Morrendo?
- O que estão... Ah meu Deus! Parem! – tentei interromper, mas Damon soltou Klaus e me segurou. – Me solta, Damon.
- Pra que? Para você salvar o Klaus? – ele pergunta, me segurando com mais força em seus braços.
- Para me salvar! Se ele morrer, eu...
- Ele não está morto – diz Damon me soltando.
Mas me soltou porque era tarde demais. Klaus estava caído no chão, completamente... cinza.
- Klaus! – me ajoelhei ao sei lado. – Ótima hora pra você ser dissecado, seu filho da mãe – dei um soco em seu peito.
Aquela imagem era assustadora. Ele estava cinza, meio arroxeado, com as veias um pouco saltadas e os olhos arrogantes e intimidadores abertos, me fitando.
- Como? – olhei para Stefan.
- Usamos o feitiço nele ao invés de usar no Alaric.
- Que feitiço? Alguém me explica o que está acontecendo?
- Não sabíamos como parar Alaric e Bonnie teve a ideia de disseca-lo, mas...
- Não devemos satisfações a ela, Stefan – disse Damon soltando Elena.
- Se eu soubesse que fariam isso, não teria te avisado, Stefan.
- Você fez o certo – disse ele. — Pela primeira vez você fez o certo.
Vi Damon tirando Elena praticamente morta dali. Estava fraca e acho que desmaiada também.
Saí da sala deixando Stefan com o corpo parcialmente sem vida de Niklaus.
Entrei no meu quarto, juntei todas as minhas coisas e as joguei no porta-malas do Impala. Nada mais me prendia a Mystic Falls.
- Vamos jogar o corpo no Atlântico, caso queira saber... – disse Stefan logo que fechei o porta-malas.
- Não, eu não quero saber, Stefan.
- Devia estar feliz.
- Por quê? Hein, por quê? Klaus era só o que eu tinha. – gritei nervosa — Estou sozinha de novo! Não consigo confiar totalmente na minha mãe, não tenho você, nem o Damon, nem a Caroline, nem o Ric. E agora nem o Klaus!
- Teria a todos se...
- Se eu tivesse feito a escolha certa. É, eu tô sabendo – bato minha mão espalmada no teto do carro. – Mas quer saber? A única escolha errada que eu fiz foi voltar pra essa maldita cidade. Eu poderia estar em Las Vegas me acabando nos jogos, ou em New York, enchendo a cara. Ou podia estar acompanhando a turnê do 30 Secons To Mars pelo mundo... – minha voz se altera novamente e rio de nervosa – Mas não. Decidi me enfiar numa cidade sem graça e entrar numa guerra que não é minha! Então adeus, Stefan. Se tiver sorte, nunca mais precisará me ver pela frente – digo ríspida entrando no carro e batendo a porta.
Stefan se afastou e eu continuei ali, sentada. Apenas digerindo tudo. Klaus era um grande filho da mãe. Mas e agora? Depois de um tempo apenas seguindo ordens você se sente perdido quando se vê livre. Além disso, Alaric poderia encontrar o corpo e enfiar a estaca no peito dele!
Damon esperava Stefan no carro que era do Klaus.
“Além de mata-lo, vão usar o carro dele pra se desfazer do corpo”, pensei.
Damon me lançou um olhar que eu poderia considerar como um “que tal fazer as pazes antes de todo mundo morrer?”, não fosse eu arrancar bruscamente com o Impala e ter passado a centímetros dele.
Antes de ir definitivamente embora eu passei na casa da Caroline. Quando fui bater à porta, ela logo a abriu.
- Ahn... Oi – falei.
- Oi.
- Eu vim ver se está tudo bem.
- Sim, está.
- Tá, então eu...
- Obrigada, Sophia. Eu não esperava que fosse me salvar.
- Uma vez alguém me disse que é isso que os amigos fazem – falei e vi um doce sorriso se formar em seus lábios.
- Agora que o Klaus... Bem, o que vai fazer?
- Vou embora. Acho que não querem mais problemas pela cidade, e problema tem sido meu nome do meio.
Fiquei ali parada passando os olhos pelas paredes da casa, sem saber o que dizer.
- Bem, então tchau – disse ela.
- Na verdade, é adeus – lhe estendi a mão para um cumprimento formal.
Caroline bufou divertida, e me puxou para me abraçar.
- Eu sei que não dormiu com Tyler. Você o odiava. – ela ri, com a voz falhada.
- Não faz ideia do quanto. – nem do porque.
Nunca fui muito com a cara daquele híbrido metido, e minha antipatia por ele cresceu quando descobri que ele havia traído Caroline enquanto acabava com a ligação que tinha com Klaus, nos Apalaches – ou sei lá onde.
Me soltei dos braços de Caroline e lhe sorri terna, me afastando depois.
Mas achei muito estranho o fato de duas viaturas da polícia local estarem seguindo meu carro. E depois vi outras duas passando à minha frente. Um dos policiais me mandou encostar, e mesmo receosa, o fiz.
- O que houve, seu guarda? – perguntou saindo do carro.
- Alaric Saltzman nos mandou até você e...
Antes que pudesse terminar a frase, cravei minhas presas em seu pescoço, bebendo a quantidade necessária para deixa-lo sem vida. Quando o outro de aproximou, segurei-o pelo pescoço.
- Me diga aonde foram as duas outras viaturas e poupo sua vida, policial.
- Eu não posso dizer – disse ele, tentando puxar o ar.
- Tem certeza? – aperto mais minha mão.
- Eu não...
- Ok – vendo que não vou obter nenhuma resposta, quebro seu pescoço.
Tiro os corpos da estrada e ligo para Stefan.
- Alô?
- Stefan, me diga que Ric não colocou a policia atrás do Klaus.
- O Ric o que?
- Dois policias me pararam no meio da estrada, disseram que Ric os havia mandado, mas não consegui tirar nada deles.
- Vou ligar para a xerife. E você, o que vai fazer?
- Vou salvar a minha vida.
Notas finais
E aí? O que acharam do pequeno Sophine? E da conversa de Stefan e Sophia? Sei lá, Stefan não parece ser o tipo de cara de guarda rancor - mesmo de alguém como Sophia.
Elena pedindo ajuda e Sophia ajudando? É isso mesmo produção?
Bom, acho que ela está afetada pela humanidade.
E esse lance da ligação da Sophia com Klaus? Voce acham que a ligação deles é tipo a do Tyler?
VOCÊS PODERIAM FAZER A ESCRITORA FELIZ NESSES DOIS ÚLTIMOS CAPÍTULOS E DEIXAREM CADA UM, UM SIMPLES REVIEW DIZENDO-ME O QUE AGUARDA PARA O FINAL E ETC.
Beijos, obrigada gente. Até sexta.
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