Love And Hate
57 I Never Hit So Hard In Love
Notas iniciais
Música do capítulo: http://www.vagalume.com.br/miley-cyrus/wrecking-ball-traducao.html
Teremos muitas trocas de narradores, sempre intercalando entre Sophia e Damon.
Beijos, até lá embaixo....
POV Damon
Fiquei pasmo ao ver o quão imbecil é meu irmão a ponto de contar para Sophia aonde nós iríamos com o corpo do Klaus.
- Não acredito que fez isso – falei olhando para frente enquanto dirigia.
- Sophia quer ajudar.
- Foi exatamente o que ela disse quando chegou, lembra? – gritei.
- Damon, eu acredito nela e...
- E eu amo ela, Stefan! Mas isso não me faz esquecer o que ela fez com a gente – o interrompi.
Logo após ligar para a xerife e confirmar que Alaric estava mesmo atrás do corpo do Klaus – não só ele como toda polícia de Mystic Falls -, Stefan recebe uma ligação de Jeremy, dizendo que Elena desmaiou e bateu a cabeça. E aquele punkzinho idiota a levou para o hospital, o lugar mais fácil do mundo para Alaric entrar e pega-la.
- Um de nós precisa voltar – disse Stefan preocupado.
Por um momento apenas me foquei na estrada, logo perdendo a atenção para meus pensamentos. Ir significava salvar Klaus e minha linhagem e também reencontrar Sophia. Voltar significa salvar Elena... Mais uma vez. E Stefan não seria capaz de proteger Sophia e o corpo do Klaus ao mesmo tempo. Talvez nem eu, mas eu precisava tentar.
- Você volta e eu continuo – Falei olhando para Stefan.
- Tem certeza?
- Como nunca tive – sorri de canto.
POV SOPHIA
Eu não estava com tanta pressa de chegar lá, embora eu devesse ter pressa. Mas aquela podia ser minha última noite viva. Se Alaric conseguisse matar o Klaus... Adeus vida, adeus Impala, adeus Damon, adeus tudo.
Pego meu celular e ligo de novo para Stefan.
- Onde vocês estão? – pergunto.
- Sophia, eu tive que voltar. Elena precisou de...
- Meu Deus, Stefan! Você é tão imbecil assim a ponto de deixar seu irmão sozinho com um Original dissecado que está simplesmente sendo caçado por um monstro imortal? – grito.
- Ele não está sozinho. Você está indo para lá.
- Deixá-lo com um original dissecado, sendo caçado por um imortal obcecado e com alguem como eu lhe ajudando não é a coisa mais sã a se fazer também, Stefan! — minha voz continua alterada, embora eu não esteja gritando.
Encerro a ligação e acelero o máximo que posso.
Meu desespero não tinha nada a ver com o fato de um caçador imortal ter uma estaca capaz de matar um original e dizimar minha linhagem. Não. Minha pressa de chegar ao endereço dado por Stefan era para poder ter certeza que Ric não enfiaria aquela estaca no peito forte e branco de Damon. Era o medo de perder o único homem que eu consegui amar até então. O homem que me fez cair em seu feitiço com um simples olhar.
Era o medo de que ele morresse sem que eu pudesse dizer o que sentia por ele.
POV DAMON
Elena fez um acordo suicida com Elijah, que apareceu do nada na casa dela. Jeremy e Stefan criaram um plano e o Gilbert dera um falso endereço para Alaric, o que daria tempo de Rebekah ir buscar o corpo de seu irmão.
Por isso, quando ouvi o barulho de uma porta se abrindo, pensei que fosse Rebekah. Mas não era.
- Sentiu minha falta, amigão? – Diz Ric.
- Sabe que não?! – Respondo sarcástico e num piscar de olhos sinto meu corpo sendo jogado contra o carro.
- Cadê o corpo? – ele aparece em cima de mim, me puxando pela gola da camisa.
- Divirta-se procurando pelos mais de mim galpões – sorrio debochado, mas paro de sorrir quando ele me atira contra uma parede.
Reagir contra ele parece impossível.
Estava me levantando quando o barulho de conhecidos saltos soaram em minha cabeça. Mas havia duas pessoas.
- Damon! Onde você está?! – gritou Rebekah. – Isso não tem graça!
Me escondi em um dos galpões abertos e esperei que ambas passassem, então as puxei, tapando com minhas mãos suas bocas.
- Shiiu. – sussurrei entre as duas cabeças – Sou eu.
- Onde está o corpo do Nik? – cochichou a loira.
- O que está fazendo aqui? – ignoro Rebekah e olho para Sophia. – Veio buscar o Nik? – imito o tom de voz da loira, debochando.
- Não faço ideia do porque ela está aqui, mas eu vim cumprir a promessa que fiz ao Ric. Eu vim cuidar de você.
- Awn, que fofo – diz Rebekah sarcástica. – Quando marcarem a data do casamento, me avisem.
- Venham. E não façam barulho – paço por elas.
Rapidamente as duas me ajudam a tirar o caixão com o corpo de Klaus do galpão 1020, onde eu o havia escondido. Por sorte Ric começou a procurar na outra ala.
POV Sophia
Rebekah e eu chegamos juntas no local, o que nos fez dizer ao mesmo tempo:
- O que diabos está fazendo aqui?
- Vim buscar o corpo de Niklaus – ela responde primeiro.
- Vim evitar que Alaric enfie aquele estaca em um certo coração esta noite.
- O do Damon, eu suponho – diz ela enquanto caminhamos juntas, adentrando o local.
- Você me conhece melhor que o Klaus – rio pra ela, que me revira os olhos divertida.
- Você não é a vadia que eu pensava. – ela diz. – Quer dizer, até é. Mas você é legal.
- Idem – eu digo.
Caminhávamos apressadamente pelos corredores vazios com os galpões trancados com cadeados. Rebekah chamou por Damon e ele não respondeu, o que já foi suficiente para me deixar preocupada.
De repente sinto um puxão para trás e minhas costas colidem com um peito forte.
- Shiiu. – Logo reconheço aquela voz sussurrando próximo ao meu ouvido – Sou eu.
- Onde está o corpo do Nik? – perguntou Rebekah.
- O que está fazendo aqui? – Damon olha diretamente para mim. – Veio buscar o Nik? – ele debocha de Rebekah, imitando-a ao dizer ‘Nik’.
- Não faço ideia do porque ela está aqui, mas eu vim cumprir a promessa que fiz ao Ric. Eu vim cuidar de você. – Seus olhos focam-se nos meus e percebo o quanto senti falta daquela imensidão azul me encarando profundamente.
- Awn, que fofo – debocha Rebekah – Quando marcarem a data do casamento, me avisem. – sorrio torto para Damon, que logo se afasta de mim.
- Venham. E não façam barulho.
Estávamos quase no carro quando Ric apareceu.
- Ora, ora... O que temos aqui? – ele diz, nos fazendo virar.
- Saiam daqui, eu cuido dele – disse Damon.
Rebekah me olhou como se perguntasse o que eu iria fazer. Olhei para ela e continuei a empurrar o caixão.
Mas Ric passa direto por Damon, indo até Rebekah e batendo sua cabeça contra o carro. Ric me olha e quando menos espero, meu corpo esbarra fortemente contra um pilar no meio do local, me deixando muito zonza. Apenas consegui me concentrar quando ouvi um grito.
- Nãããão! – gritou Rebekah, sendo segurada por Damon.
Me levantei rápido e olhei para a frente. O corpo de Klaus pegava fogo dentro do caixão, e em seu peito a estaca.
- Não – sussurrei com se estivesse sem forças, com as pernas moles.
Klaus se fora. Eu iria também.
- Não! – Damon segurava Rebekah enquanto ela gritava e chorava.
Ric tirou a adaga do peito de Klaus e disse, friamente:
- Tudo bem. O próximo – apontou para Rebekah.
- Corre, Rebekah. Corre – disse Damon, mas ela ficou parada. — Sophia, tira ela daqui – disse ele, me olhando. – Agora! – gritou.
Me apressei em puxar Rebekah para a rua, mas ela ainda chorava.
- Hey, você precisa fugir – segurei a cabeça dela, que ainda chorava.
- E você?
- Eu preciso voltar, mas corre Rebekah. Corre – logo ela sumiu e eu tratei de me esconder.
Quando Ric também passou por ali correndo, voltei rápido para dentro. Antes que Damon pudesse me ver, fiquei parada ouvindo o que ele dizia.
- Más notícias, irmão — diz Damon – Ric acabou de empalar o corpo de Klaus. Ele está morto.
- Eu me sinto bem, está sentindo alguma coisa? – uso da audição aguçada para ouvir ambos os Salvatore.
- Não. – Responde Damon.
- Levou pouco tempo para Sage morrer quando Finn foi morto – disse Stefan.
- Sim, ou Klaus mentiu sobre ter nos gerado.
- Mas não mentiu sobre ter criado Sophia.
- Eu sei – diz Damon, com a voz arrastada, derrotada.
– Mas se Klaus não mentiu, você não tempo suficiente para voltar à Mystic Falls.
- Para termos nosso épico Adeus, Stefan?
- Não nós, Damon. – a voz de Stefan soa embargada. – Você e Elena.
- Bem, irmãozinho, acho que terá que se despedir por ambos, não? – diz Damon – Ligue pra mim se começar a tossir seu pulmão. – ele desliga.
Lentamente caminho até ele, que está sentado no chão, com as costas apoiadas na roda do carro Klaus. Do falecido Klaus, melhor dizendo.
- Acabou. – sinto minhas vistas embaçarem. – Klaus morreu e eu tenho pouco tempo.
- Como se sente? – ele pergunta.
- Depende. – me sento ao seu lado. – Em relação a minha morte, me sinto bem. Mas em relação a você, me sinto uma completa idiota. E você?
- A mesma coisa.
Olho para ele, que me fita e sorri. Logo sinto seu braço passando em volta dos meus ombros. Mais uma vez me sinto segura. Entrelaço meus dedos nos seus, em sua mão que pende em meu ombro.
- Não vai se oferecer pra quebrar meu pescoço e evitar minha dor? – digo.
Damon ri, mas sei que está nervoso.
- Eu não conseguiria.
Seu celular toca e quando ele o pega vejo que é Elena. Ele fica olhando para o visor.
- Não vai atender? Talvez ela queira se despedir de você. – Tentei ao máximo não soar ciumenta, mas duvido que eu tenha conseguido.
- Não... – ele recusa a ligação, me olhando. – A única pessoa que eu queria poder me despedir está bem aqui na minha frente.
- Na verdade eu estou à sua direita – brinco com ele, que gentilmente leva sua mão ao meu rosto, juntando nossos lábios.
Levei minha mão ao seu pescoço o puxando para mais perto de mim. Nossos lábios pareciam tão melancólicos quanto nós. Moviam-se com lentidão, rezando pra que tudo aquilo fosse um sonho, um pesadelo. Damon me puxou firme, colocando-me sentada em seu colo e sua língua pediu uma doce passagem entre meus lábios, e conforme ela se tocava com a minha, em uma dança ritmada por nossos batimentos descompassados, uma lágrima sofrida escapou dos olhos azuis a minha frente.
Ao sentir a lágrima tocar minha pele, abri meus olhos e afastei nossos lábios.
- Vai ficar tudo bem. Você ainda pode sair dessa com vida – falei.
- Mas você não.
- Você é o cara mau, não deveria estar chorando.
- Você também é não é a mocinha da história, mas está com os olhos inundados. – ele passa as costas do dedo em meu rosto.
- Mas eu sou mulher e... E com a humanidade ligada, agora. – sorrio boba, o fazendo sorrir também.
POV Damon
Sophia afundou os dedos em meu cabelo, unindo nossos lábios de novo, mas apenas em um selinho.
- Nada mais romântico que o último beijo á beira da morte – a voz de Ric me fez levantar bruscamente, erguendo Sophia comigo.
- Veio terminar o serviço? – retruco. – Sinto lhe informar que não é necessário.
- Se estivessem caídos no chão e sem vida, não seria necessário.
- Não acredito que vou passar os últimos minutos da minha vida brigando com um alter ego assassino. – disse Sophia.
- Primeiro: não sou um alter ego, sou o próprio Alaric. Segundo: — ele corta a distância e para atrás de Sophia – cuido de você depois – ele quebra seu pescoço a deixando cair no chão.
- Seu filho da mãe! – parto pra cima dele, mas como sabemos, é impossível acertá-lo.
Ric lança uma sequencia de socos no meu rosto, consigo chutar sua barriga, mas sem muita força, o que o faz recuar muito pouco. Com muita facilidade ele me derruba e volta a me acertar o rosto, que sinto que começa a inchar.
- Não vai revidar? – pergunta ele, me deixando caído no chão.
- Você é meio invencível, Ric.
- Não me chame assim – Diz ele chutando a lateral do meu corpo me fazendo gemer mais de dor. – Não somos amigos.
- Mas nós éramos!
- Nossa amizade era parte do problema – diz Ric – Era o que me enfraquecia, mas agora posso acabar com você – ele bate com a estaca no meu rosto e tudo começa a se apagar.
Quando as luzes voltam, vejo uma mulher com um vestido vermelho entrando em minha casa. É um vestido de época... De 1864, na verdade.
– O que uma bela moça faz sozinha durante a noite? – digo depois de seguir a dona do vestido vermelho após ela ir ao jardim.
Ela se vira lentamente para mim, formando um belo e sedutor sorriso.
– Me distraindo. Digamos que não venho a estes bailes porque quero.
– É, eu também não. – Concordo meio atônito com sua beleza.
Era a mulher mais linda que eu já havia visto.
Ela me estende a mão, que educadamente seguro e beijo as pontas dos dedos, fitando seus vibrantes olhos verdes.
– Sophia Engerhoff – Ela se apresenta.
– Damon Salvatore.
– Oh, o famoso Salvatore! – Ela sorri divertida — Bom, um deles.
– Ouvi falar muito de você. Diziam ser divina.
Ela sorri envergonhada, mas isso lhe dá um charme inigualável. Seu rosto tem traços finos e delicados, sua pele parece ser perfeita como porcelana. É realmente divina.
– Sou só uma garota mimada, com bons vestidos. – Diz ela, piscando repetidamente os olhos.
– Tendo visto todas as convidadas, posso afirmar que você é mais bonita. – Digo sorrindo de canto.
– Falando assim eu acredito. – sua voz soa sexy, e então realmente começo a me interessar por ela.
Ao abrir os olhos dou de cara com Alaric rindo à minha frente e Sophia ainda desmaiada um pouco longe de mim.
- Bela hora para se ter sonhos românticos, Damon – diz Ric. — Sabe o que seria mais romântico? Um final shakespeariano. Romeu pensa que sua Julieta está morta e então se mata. – ele ri, enquanto me levanto. – A única diferença é que sua Julieta, Damon, já está realmente morta.
- Você não fez isso – digo tentando ir até ela, mas Ric me segura e sinto algo penetrando meu peito... meu coração.
- Não, eu ainda não fiz.
POV Sophia
Ao abrir os olhos vi Damon correndo em minha direção e sendo parado por Alaric. Sob o ombro de Ric vi os olhos de Damon se arregalarem levemente e sua boca abrir um pouco.
- Damon. – me levanto apressada e o ao chegar perto dele, vejo que Ric começa a dissecar exatamente igual á Klaus, mas não dou importância.
Porque tudo que eu vi naquela hora foi a estaca cravada no coração de Damon.
- Não... Não... – a puxei, jogando-a longe, abraçando Damon antes que caísse ao chão. – Você não pode morrer – as lágrimas começaram a jorrar dos meus olhos como a água jorra pra fora dos rios em dias de inundação.
- Eu te amo – se eu não fosse vampira nunca teria ouvido tais palavras saindo da boca dele, palavras trêmulas e fracas. Mas verdadeiras.
- Não, não se despeça. Você não pode morrer, tá me ouvindo? Não vou te perder de novo!
Sua mão subiu ao meu rosto e eu precisei fechar os olhos para chorar.
- Quando eu disse ao seu irmão que estava vindo salvar a minha vida, – acariciei seu rosto. – eu quis dizer que estava vindo salvar você. Você é a minha vida, Damon. Então não me deixa.
Damon sorriu torto pela última vez e seus olhos vidraram-se nos meus, e sua mão simplesmente deixou meu rosto, caindo ao lado de sua cabeça. Seus olhos perderam o brilho que eu tanto gostava.
- Não... Não. Por favor... – me abaixei e abracei seu corpo sem vida.
A dor que eu sentia era insuportável. Eu queria morrer, queria que a ligação com Klaus me matasse naquele exato momento em que eu chorava desesperadamente sob o corpo do Salvatore. Do meu Salvatore.
Queria que aparecesse alguém e me desse um tiro no peito, como fizera meu pai da primeira vez que Damon morrera.
Ou então esperava que minhas lágrimas o trouxessem de volta, espera que alguma coisa acontecesse.
Mas nada acontecia, e agora lá estava eu, sentada no chão de uma sala com os corpos sem vida dos três homens mais importantes pra mim: meu amigo, meu criador, meu amor.
Aquilo não podia ser verdade...
[...]
Eu cheguei como uma bola demolidora!
Nunca tive um amor com tanta força
Tudo que eu queria era quebrar suas paredes
Tudo que você fez foi me quebrar
Sim você, você me destruiu...
[...]
- Miley Cyrus (Wrecking Ball)
Notas finais
Ok, não me matem, eu preciso escrever a seson 2, ok?
Me desculpem por dar uma de Plec aqui, mas eu precisava matá-lo. Eu não queria, mas foi necessário. Mais tarde postarei uma nota final, com link da 2ª temporada, ok?
Quero todo mundo comentando, quero todo mundo chorando, todo mundo sofrendo rçrç Sério, vocês me deixariam muito feliz se essa fic acabasse com 400 reviews. Já estamos 383, por favor, vocês são 60 leitores.
Beijos, até daqui a pouco.
Obrigada por tudo gente.
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