Love And Hate

54 Almost Is Never Enough


Notas iniciais
Oii
Sabe, já estamos na segunda e me deu vontade de postar antes. Viram como sou boazinha com vocês?

Música do capítulo:http://www.vagalume.com.br/ariana-grande/almost-is-never-enough-feat-nathan-sykes-traducao.html

P.S.: As partes em itálico - tirando a parte da carta - onde é a letra da música, é a Sophia cantando, mas coloquei da forma que está porque acho que fica melhor.

POV Damon

Como se perder meu único amigo não fosse o suficiente, ter que passar o resto da noite perto de Sophia foi umas das piores coisas do mundo. Não que ela tenha se tornada repugnante pra mim, ao contrário. Porque eu tentava com cada pingo de força do meu corpo odiá-la. Mas não conseguia.

Ao chegar em casa não me contive e entrei em seu antigo quarto, bem ao lado do meu.

Era como se ela ainda estivesse lá – talvez porque eu queria que estivesse. O lençol estendido sobre a cama me fez lembrar que mesmo mimada, ela sempre foi organizada. E um sorriso bobo e idiota se formou em meus lábios. O vidro de perfume quebrado no chão era o responsável por eu sentir seu cheiro vinte e quatro horas por dia – ou talvez fosse minha memória me atormentando.

Sob a penteadeira, um bilhete. Na verdade pelo tamanho, parecia uma carta. Em cima do papel, dois colares de Sophia.

“Damon. Sei que é você que está lendo isso, não seu irmão ou qualquer outra pessoa. Sei que apenas você entraria no meu quarto e seria enxerido o suficiente para abrir este papel.

Não espere ler aqui algo do tipo: “me perdoe, eu sei que errei e quero mudar”. Você me conhece, eu não vou mudar. Até mesmo porque NÃO quero.

Então, sobre os colares em cima do bilhete... Você me deu eles. Tanto o coração que você disse ser sem valor e que me deu após nossa primeira noite quanto o colar de safiras rosa – algo me faz ter certeza que foi você quem deixou ele sob meu travesseiro com uma rosa, e eu amei isso -, não devem ser meus. Dê ambos à Elena, o amor da sua vida. Não estou sendo irônica. Estou sendo realista. Não quero olhar para eles e pensar que representam um amor inexistente.

Pois não existe amor entre nós. Não mais. E você deve estar sentindo um ótimo indescritível de mim nesse momento, mas quer saber? Se me odeia, é porque se importa. E se se importa, é porque ainda sente. E isso é bom, Salvatore.

Eu faria tudo de novo, Damon. Sabe que eu faria. Eu temo o Klaus. E somente a ele.

Só quero que saiba que em todo esse tempo que fiquei aqui, eu tentei. Tentei fazer com que fossemos novamente o que éramos. Amantes apaixonados e sem medo. Mas eu fracassei. Justamente por ter medo de me envolver demais com você outra vez.

Então é isso. Acabou. Não sei o que será daqui pra frente, talvez eu mate Elena, ou outra pessoa. Não se surpreenda, ok?

Então me desgrace, me odeie. Só nunca esqueça que eu amei você.

Como amor e ódio, Sophia."

POV NEUTRO

Damon amassou nervosamente o papel, jogando-o na parede. Ele realmente deu aqueles colares a ela. Hipnotizou um homem rico para comprar o colar de Safiras para que ela não descobrisse que era um presente dele. Pegou ambos e os guardou no bolso.

Ele queria ter tentado. Queria esquecer Elena e se jogar nos braços de Sophia. Mas ele não quis sair da zona de conforto.

Ao chegar em casa, Sophia se deparou com a solidão daquele lugar enorme. O vento que perambulava pelos corredores parecia sussurrar algo, mas Sophia não estava desposta a ouvi-lo. Com os pés descalços, o cabelo já solto, e a maquiagem falhada, Sophia se encaminhou lentamente ao piano que havia na casa e sentou-se à frente dele. Assim que uma melodia veio a sua cabeça, Sophia pôs-se a toca-la. E o som pareceu envolver a casa ao mesmo tempo em que quebrava o silêncio.

Além da melodia melancólica e sofrida, Sophia dispôs-se a cantar:

I'd like to say we gave it a try (Gostaria de dizer que nós tentamos )

I'd like to blame it all on life (Gostaria de culpar a vida por tudo )

Maybe we just weren't right (Talvez, não estivéssemos certos )

But that's a lie (Mas isso é uma mentira )

That's a lie (Isso é uma mentira )

Damon caminhou lentamente até o armário do quarto de Sophia e o abriu. Ainda haviam roupas suas lá. Ele fechou os olhos e abaixou a cabeça. Queria acreditar que era errado ter se apaixonado por ela, mas isso é uma mentira. E não havia ninguém ali para ele pôr a culpa. Só ele mesmo.

And we can deny it as much as we want (E não podemos negar por mais que a gente queira )

But in time our feelings will show (Mas na hora certa nossos sentimentos vão se mostrar )

Sophia cantava com os olhos cerrados, pondo a alma em sua voz. Queria que aqueles sentimentos tivessem aparecido dias antes. Meses, anos... Um século antes. Mas no fundo, agradecia por ele terem aparecido naquele momento. Mesmo que estivesse doendo.

Cause sooner or later (Porque mais cedo ou mais tarde )

We'll wonder why we gave up (Nos perguntaremos por quê desistimos )

But truth is, everyone knows (Mas a verdade é que todos já sabem )

Damon afundou as mãos em seu cabelo e fechou os olhos. Queria saber por que era fraco o suficiente pra desistir. Fechou bruscamente as portas do armário e foi para seu quarto. Pegou a primeira garrafa de uísque que viu e a entornou.

Oh, almost, almost is never enough (Oh, quase, quase nunca é o suficiente )

So close to being in love (Tão perto de estar apaixonada )

Sophia quase se permitiu sentir assim que chegou à cidade. E se Klaus não estivesse ali, teria se apaixonado outra vez. Mas ele estava. Ela continuava tocando e cantando, tento flashes seus com Damon. Tanto recentes, quanto antigos. Ela quase conseguira ser feliz e ter o queria quando humana. Quase.

If I would have known that you wanted me (Se eu soubesse que você me queria)

The way I wanted you (Do jeito que eu te queria )

Maybe we wouldn't be two world apart (Talvez não estivéssemos em dois mundos separados )

But right here in each others arms (Mas, bem aqui nos braços um do outro )

Estavam em lados opostos agora e Damon melhor que ninguém sabia disso. Por mais que tenha a visto chorar na morte de Alaric, ela ainda estava com Klaus. Se Sophia tivesse pedido que ele ficasse, ou sequer ido atrás dele naquele cemitério, estariam ambos um nos braços do outro agora ao invés de estarem se martirizando.

Well we almost, we almost knew what love was (Bem, nós quase, quase soubemos o que era o amor)

But almost is never enough (Mas quase nunca é o suficiente )

Sophia permitiu outra lágrima escorrer por sua face. Conforme seus dedos tocavam os teclados do piano e sua voz expressava em forma de música exatamente o que ela sentia, seu coração parecia se acalmar mais. O que era estranho, já que a vontade de chorar era cada vez maior.

If I could change the world overnight (Se eu pudesse mudar o mundo durante a noite )

There'd be no such thing as goodbye (Não haveria despedidas )

Damon bebia seu uísque sem nem sentir o gosto direito. O vento gélido que entrava pela janela bagunçava seu cabelo, mas não o acalmava. Queria poder acabar com esse negócio de despedidas. Eternas ou não, sempre eram uma bosta!

You'll be standing right where you were (Você estaria bem onde você estava )

And we'd get the chance we desserve (E teríamos a chance que nós merecemos )

Sophia viu aquela com sua última chance, e sem lembrar o porquê, ela a desperdiçou. Mas ele queria Damon ao seu lado, bem onde ele esteve desde que ela voltara. Ele sempre esteve ao seu lado, sempre achando que ela estava também do lado dele. Mas não.

Try to deny it as much as you want (Tente negar o quanto você quiser )

But in time our feelings will show (Mas na hora certa nossos sentimentos vão se mostrar)

Cause sooner or later (Porque mais cedo ou mais tarde)

We'll wonder why we gave up (Nos perguntaremos por quê desistimos)

The truth is everyone knows (Mas a verdade é que todos já sabem)

Damon se lembrou das vezes que discordou de todos os outros para ficar ao lado de Sophia. Sentiu-se usado. Mas teve horas que ter sido usado foi incrível. Olhou para sua cama e pode sentir um arrepio tomar seu corpo ao se lembrar das duas vezes que ambos se deitaram ali. Sentindo raiva por estar... Sentindo, Damon arremessou contra a porta a garrafa de uísque, e se sentou na cama, com o rosto entre as mãos. “Sou um imbecil”, ele balbuciou.

Almost, almost is never enough (Quase, quase nunca é o suficiente)

Is never enough, baby (Nunca é o suficiente, amor)

So close to being in love (Tão perto de estarmos apaixonados)

Puderam sentir de perto o cheiro da felicidade, mas como se fosse o repuxo das ondas do mar, a realidade os trouxe de volta à tona, fazendo-os ver os fatos como eram de fato: cruéis e dolorosos.

If I would have known that you wanted me (Se eu soubesse que você me queria)

The way I wanted you (Do jeito que eu te queria)

Maybe we wouldn't be two world apart (Talvez não estivéssemos em dois mundos separados)

But right here in each others arms (Mas, bem aqui nos braços um do outro)

Sophia queria mandar Klaus pro Inferno e morrer. Damon queria esquecer que amava a vadia que morava com seu inimigo. Ela queria ter se apaixonado perigosamente, queria um amor que a consumisse. Ele deu isso a ela, mas Sophia estava cega pra ver. Queriam-se. Mesmo que ainda restasse um pingo de raiva e rancor em seus corações, queriam-se. E quase tiveram um ao outro.

Well we almost, we almost knew what love was (Bem, nós quase, quase soubemos o que era o amor)

But almost is never enough (Mas quase nunca é o suficiente )

Damon levantou da cama, trancando o choro em sua garganta. Não derramaria uma gota sequer por ela. Livrou-se de sua camisa e enfiou-se embaixo da água fria do chuveiro, na esperança que o resto da noite passasse rápido.

Ao terminar a música, Sophia fechou o piano e ergueu o olhar.

- Você tem uma linda voz – Disse Rebekah para em sua frente.

- Onde esteve durante seu baile?

- Ainda não soube? – a loira se aproximou de Sophia e sentou-se ao seu lado no banco do piano. – Minha mãe usou meu corpo para enganar o Nik.

- Por isso te achei estranha hoje mais cedo. – Falou Sophia, desviando olhar do dela.

- Posso te dar um conselho? – perguntou Rebekah, após um suspiro cansado.

- Desde quando somos amigas confidentes?

- Não somos, mas estamos no mesmo barco. Vivemos um destino moldado ao gosto de Niklaus. Eu aqui, sempre sozinha e sendo usada e você... Sempre sendo a vadia dele, sem querer ofender.

- Então qual seria o conselho?

- Fuja. Vá atrás do Damon – Disse Rebekah, e percebendo o estado emocional de Sophia, afirmou: — Finalmente ligou sua humanidade.

- Não posso fugir. Eu só tenho o Klaus agora, Rebekah.

- Então você não tem ninguém.

- Sabe, eu não lembro de ter tido um motivo plausível para ter matado Tyler ou ter mordido Alaric, tê-lo matado friamente um vez... Por que essas coisas não fazem sentido agora? – perguntou ela e Rebekah levantou.

- Ah, claro. Você não lembra porque Klaus deve ter impedido que você se tocasse que estava sendo controlada por ele.

- Controlada?

- Sophia, você matou o Tyler sem ter motivos. Mordeu Ric, seu próprio amigo, porque meu irmão pediu que você achasse a estaca a todo custo. Matou ele também por isso, suponho. Assim como você só veio até aqui libertar Damon porque queria achar uma desculpa para nos dar as estacas.

- Então... Eu era exatamente igual ao Tyler?

- Com a única diferença que você dormia com Klaus.

Sophia sentiu-se o ser mais idiota do mundo. Como nunca percebeu? Como nunca conseguiu resistir a isso? Por que não lembrava com clareza disso?

- Rebekah, eu preciso ir. – disse Sophia, sumindo apressadamente do local.

Foi ao único lugar que sabia que poderia ir, recorreu à única pessoa que podia recorrer. Bateu na porta, e logo fora atendida.

- Sophia.

- Mãe.

Notas finais
Confuso? Triste? Chato?
Na verdade, postei este capítulo para avisar-lhes que muito POSSIVELMENTE eu não venha a postar em Love and Hate na próxima sexta. Me esforçarei para que isso aconteça, mas não dou certeza.

Tirem todas suas dúvidas sobre este capítulo, nos comentários ok?
Beijoos