Love And Hate

22 Ally, but ... Which side? - part 2


Notas iniciais
Olá minhas lindas. Tive 7 reviews e isso me deixou feliz - pode parecer um número pequeno, mas foram muito significativos todos os comentários.
Então, estou postando mais um capitulo novinho pra voces

POV Klaus

Eu estava chegando à festa quando ouvi Sophia ameaçando Elena. Até onde lembro, não foi isso que a mandei fazer. Quando vi que ela passaria por mim, me precipitei e segurei seu braço com força. Sophia estava pronta para me xingar, achando que era um outro qualquer, quando viu que estava enganada.

- Qual a parte de “seja amiga da Elena”, você não entendeu? – perguntei virando meu rosto lentamente para ela, que parecia assustada.

- Klaus, eu posso explicar.

- Acho melhor você ser bem convincente – falei a arrastando pelo braço com força até um lugar mais privativo.

POV Sophia

Só quando Klaus apareceu que dei por mim do que havia feito. Ele me mandou fazer uma coisa e fiz outra. Aquelas poderiam ser minhas últimas palavras.

- Aquela garota me tira do sério, Niklaus!

- Não me interessa! – ele dá dois passos em minha direção – Se eu mandar você fazer alguma coisa, você vai fazer – Klaus exalava autoridade, superioridade. Eu apenas abaixei minha cabeça – Não ouse estragar meus planos por causa de suas frescuras, Sophia Engerhoff – Disse ele me fazendo estremecer a centímetros de distancia de seu corpo.

- Desculpa – falo sem muita coragem para dizer isso alto. – Eu não fiz de propósito, Klaus. Você sabe que eu perco a cabeça fácil – continuo a encarar o chão.

- Ameace Elena mais uma vez e você vai se entender comigo. E acho bom consertar o que fez – disse isso e saiu de onde estávamos.

Fiquei ali parada, querendo me matar por ser tão submissa a Klaus. Não era uma coisa que me agradava. Não chegava a ser medo. Era respeito excessivo. Não por ele ser um Original, mas por algum motivo eu o via como um superior, cujas ordens eu jamais poderia desobedecer.

Agora eu precisava engolir meu orgulho e pedir desculpas para Elena Chata Gilbert.

POV Damon

Quando cheguei perto de Elena ela parecia com medo e com raiva.

- Tudo bem? – pergunto.

- Não. Não está tudo bem. Além de ter um Original atrás de mim, tem essa sua amiga aí, me ameaçando! – ela leva a mão à testa.

- Sophia não fará mal algum a você, Elena.

- Como pode ter tanta certeza? – Ela quase cospe as palavras. – Por acaso confia nela?

Penso em algo para dizer que não seja “sim, eu confio”, mas como não encontro, fico calado.

- Damon, eu não sei pelo que você e ela passaram juntos, mas e se ela não for a mesma Sophia por quem você se apaixonou?

- E se ainda for?

- Você a ama ainda?

Eu a amo? Ou eu amo você, Elena? Ou amo as duas?

Como eu daria uma resposta sincera para Elena, se nem a mim mesmo eu podia responder isso?

Apenas caminho até ela, seguro seu rosto carinhosamente e falo:

- Sophia está no meu passado, e você no meu presente, Elena. É só o que importa.

Ela abaixa minhas mãos de seu rosto e fala, com ar melancólico:

- Mas o Stefan também está no meu presente.

- Claro. O Stefan. — me afasto dela. – Aliás, onde ele está?

- Provavelmente aos beijos com a novata da cidade. – Olhei para trás e Niklaus estava nos observando.

- As notícias correm rápido por aqui, não? – Me viro sorrindo irônico.

- Ouvi boatos que se chama Sophia e que beijou seu namorado no banheiro – Diz ele se aproximando de nós dois, encarando Elena. – Uma lastima. – Diz com ironia.

- Elena, eu... – Vejo Stefan aparecer atrás do Original.

- Eu tenho que ir – diz Elena passado por trás de mim.

POV Stefan

Pela forma que Elena saiu ao ouvir minha voz, a conversa com Sophia não havia rendido em nada. Damon me fuzilou com o olhar.

- Devia estar feliz. – digo me aproximando dele e de Klaus, que por algum motivo está ali também. – Cada vez que ela briga comigo, você vai correndo consola-la.

- Pegar minha ex por que gosto da sua namorada?! – Retruca Damon. – Isso é golpe baixo – diz com sarcasmo.

- Como se você ligasse para Sophia.

- Então é verdade. – Diz Klaus rindo, com graça. – Estão revezando as namoradas agora?

- Não sei, Klaus. – Damon me olha. – Me diz você, maninho. – Ele sai do local com passadass firmes, sem muita paciência.

- E então, Stefan?

- Por que não vai obrigar seus híbridos a te aturarem, Klaus? – faço o mesmo que meu irmão, mas vou na direção oposta.

POV Sophia

Vejo Elena e Bonnie conversando. Tomo coragem e me aproximo.

- Podemos conversar? – digo com um profundo arrependimento na voz. Um forçado arrependimento.

- Fique longe de mim – responde Elena.

- Não vou lhe fazer mal. Se quiser Bonnie pode ficar e se algo ocorrer, ela pode te proteger.

Elena olha para Bonnie que assente com a cabeça.

- Fala – ela diz e eu tenho vontade de quebrar seu pescoço na mesma hora.

- Desculpa pelas coisas que te disse e por ter beijado Stefan – digo de uma vez só. Assim pareceu mais fácil.

Elena me olha surpresa e desconfiada. Eu continuo:

- Eu estou cheia de problemas e você foi a primeira pessoa que encontrei para descontar minha raiva. E Stefan... – Ah, meu Deus. Preciso ser convincente. – Ele parece ser tão...

- Acolhedor? – ela completa.

- Sim. Ele me tranquiliza e eu acabei perdendo a noção do que estava fazendo. Me desculpe, Elena.

E o Oscar vai para... Sophia Engerhoff! Sou uma ótima atriz.

- Tudo bem. – ela me lançando um olhar tranquilo e um sorriso sincero.

Sério? Foi tão fácil assim? Garota burra!

- Não digo que seremos melhores amigas, mas prometo ser legal com você – Ela Diz.

Pretende ser legal comigo? Foi isso mesmo que eu ouvi? Como se eu precisa que você seja lega comigo, garota!

- Eu também – respondo trancando a raiva que explode dentro de mim. Eu precisava morder o pescoço de alguém. – E não culpe o Stefan. Ele não teve nada a ver com isso. – Sorrio.

Elena sorri e faz que sim com a cabeça. Sorrio para Bonnie e me afasto delas. Ainda ouço Elena dizer “Ela é bipolar, ou o quê?”. Cerrei os punhos e contive minha raiva, que parecia um fogaréu a crescer dentro de mim. Se eu não podia matar Elena, mataria qualquer outro.

Vi um homem parado, bebendo champanhe sozinho à um canto. Me aproximei, joguei um charme e ele logo caiu. Disfarçando para que ninguém visse, levei o homem até o banheiro e disse olhando eu seus olhos:

- Apenas não grite, não faça escândalos e só relaxe – Mordi com força seu pescoço sugando com raiva seu sangue quente.

Eu pretendia parar, não queria um corpo estendido no banheiro. Mas eu simplesmente não conseguia. Estava faminta, com raiva. Me tornei disposta a sugar cada gota de sangue daquele corpo.

- Acho que já bebeu de mais por hoje – Disse Tyler puxando o homem de mim.

- Não vi você entrar.

- Estava muito ocupada, eu suponho. – Ele limpa com papel higiênico o sangue do pescoço do cara, lhe dá um pouco de seu sangue, para que cicatrize rápido, e o manda embora.

- Eu estava com muita fome.

- Notei. – ele ficou parado em minha frente, com uma sobrancelha arqueada.

- Que foi? Até parece que nunca fez isso! – limpo minha boca e passo por ele bufando.

- Em Mystic Falls as coisas são diferente, Sophia.

Ainda de costas para ele, digo:

- Em Mystic Falls tudo é possível, querido. – Sai do banheiro e vi que o leilão já estava rolando.

Não havia nada que me prendesse àquela maldita festa, mas eu queria ficar. Iria dar um lance pela joia que vi mais cedo. Era um lindo colar de safiras rosa e diamantes. Ficaria perfeito em mim.

Esperei que começassem os lances pela joia e meu primeiro lance foi de sete mil dólares. Depois 11 mil. 15 mil. 17mil.

Alguém deu o lance de vinte mil dólares. Dei 25 e essa outra pessoa deu 30 mil. Quando ofereci 32 mil, esse alguém deu 40 mil. Levantei indignada e sai do local. A noite realmente não estava sendo nada boa pra mim. Peguei uma garrafa de champanhe, uma taça e fui me sentar na rua. Olhei para a taça em minha mão e pensei “sempre seguindo regras, sempre se encaixando à sociedade”. Atirei longe a taça que se estilhaçou em uma pedra. Atirei-me no encosto do banco e bebi a champanhe como quem bebe uma cerveja, no gargalo.

- Quer companhia?

- Ric! – Sorri contente por vê-lo. – Claro, sente-se e tome um porre comigo.

- Você resolve tudo com um porre? – ele pega a garrafa da minha mão e bebe.

- E você não?

- Sempre – ele me devolve a garrafa. – Você parecia bem disposta a comprar aquele colar.

- Eu estava bem disposta a comprar aquele colar, a transar com Stefan, a provocar Elena e a beber cada gota de sangue de um homem no banheiro. Mas nada disso aconteceu – digo olhando para frente, mas com a mente perdida, num Universo paralelo.

- Você se parece com o Damon – ele ri fraco.

E foi como se essa frase me trouxesse de volta a realidade.

- Muitos vampiros são exatamente assim, Ric. Não se iluda comigo ou com o seu amigo. Aliás, como você pode ser caçador e amigo de vampiros? – lanço a ele um olhar curioso.

- Nem todo vampiro é mal. Damon, Caroline, Tyler não são. Você não é.

- Diz isso porque não me conhece. – cruzo as pernas e dou mais um gole no champanhe.

- Se fosse má, Damon não se preocuparia em te proteger.

- Me proteger? O Damon? – Pergunto debochada.

- Se ele não se preocupasse com você, não teria ido atrás de você ontem para encontrar seu carro. Não teria ido atrás de você quando saiu para se alimentar.

- Mas teria ido até minha casa quando meu pai o proibiu de me ver. – Corto a fala de Alaric. – Nada do que ele fizer agora por mim, Ric, irá recompensar o que ele deixou de fazer. – Digo ríspida, não querendo mais falar disso.

- Você não pode viver no passado eternamente, Sophia.

- Ric. – me sentei de lado no banco ficando de frente para ele. – Entenda uma coisa. Não quero falar do Damon com você ou com qualquer outra pessoa. Se você precisar de mim pra encher a cara, matar alguem ou até mesmo pra sexo casual, ok, eu estou aqui. Mas se for pra falar do meu passado, me deixa em paz. – Levanto apressada deixando com ele o champanhe.

- Ok, desculpe. Eu não tenho nada a ver com isso. – Ele levanta também – Posso te acompanhar até sua casa, ou melhor, a casa dos Salvatore?

- Acho melhor eu voltar com o Stefan, viemos no meu carro.

- Não querendo ser dedo duro, mas já sendo, Stefan acabou de ir embora com o seu carro – me viro e dou de cara com Damon. – E com a Elena dentro.

- Como é que é? – caminho até ele.

- Você ouviu – ele diz sorrindo.

- Filho da mãe! Só espero que não façam nenhuma besteira no banco de trás do meu carro. – Olho para Alaric novamente.

- Quer que eu acompanhe você, ou prefere ir com o Damon? – Perguntou Ric.

- Por que não vamos os três? – Proponho dando de ombros.

- Pra minha casa ou para um lugar mais divertido que isso? – Diz Damon pondo as mãos no bolso.

Damon vestia um terno azul marinho com uma camisa branca que ele abriu alguns botões no peito. Seu cabelo já estava meio bagunçado e ele tinha ar de tristeza reprimida no olhar e nos falsos sorrisos irônicos.

- E existe lugar divertido em Mystic Falls? – pergunto parada ao lado de Alaric, que responde:

- Não, mas conheço uma boate ótima em uma cidade aqui perto.

- Boate? – Olho para Ric, com ar de “sério mesmo”.

- É, Sophia. Uma boate... – Damon passa atrás de mim – Com caras bêbados que nem vão lembrar que você os morder.

- O que estamos esperando? – Falei com um sorriso largo nos lábios.

Ah, eu precisava me alimentar.

Notas finais
Look do Klaus - http://www.polyvore.com/fanfic/set?id=93359072
Bem, espero que os reviews continuem nesse ritmo. Obrigada a todas que me mandam comentários - desde "Adoro sua fic" até os comentarios longos, que parecem textos colegiais que eu AMO responder. Enfim, até algum dia por aí...