Love And Hate
51 Again Our End...
Notas iniciais
Oiie!
Quem ouviu Diga, parte 2 sabe que a segunda voz em certo momento da música diz "de novo o nosso fim", então é de lá também o título da música.
Como eu havia falado. esse capítulo foi escrito em cima da letra dessa mesma música, então deem mais uma ouvida na música:
* Minha versão favorita - http://www.youtube.com/watch?v=8QhGHlVk_NU
"Eu lembro de serrar os punhos pra dizer
Eu não amo mais você..."
POV Sophia
Passei o resto do dia trancada dentro de um quarto na casa de Niklaus, enchendo a cara com uísque, com o som auto, pensando no que fazer dali em diante. Porque o plano de pegar o sangue da Elena e ir embora com Klaus já não me parecia mais tão atraente. Mas antes de qualquer coisa, eu tinha que encarar Damon pela última vez. E talvez eu estivesse me preparando para isso, e não pensando no que fazer depois.
Enchi o peito com toda coragem e dignidade que me restavam e dirigi até a casa dele. Fiquei uns 5 minutos parada em frente a porta, com os olhos fechados, sabendo que seria a última vez que entraria ali.
Abri a porta e o vi bem onde esperava vê-lo: na frente da lareira, bebendo.
- E ainda tem coragem de aparecer aqui? – Disse sem se virar para me ver.
- Minhas coisas estão aqui, não acha que preciso busca-las? – sério que precisava ser irônica?
- Eu sabia que você não era nenhuma santa – virou para me encarar -, mas aliada do Klaus?
- Ele me salvou quando morri por sua culpa. Então isso tudo nada mais é do que culpa sua, Damon – caminhei até, mas confiante do que esperava estar.
- A raiva que eu sinto de você é tanta, que eu nem sei o que dizer. – Disse ele entre dentes.
- Eu faria tudo de novo, Damon. Ficaria do lado do Klaus, entregaria Elena a ele, mataria o Tyler outra vez...
- Me mataria se fosse preciso? – Perguntou me interrompendo.
- Não...
Damon se virou, rindo forçado, parecendo não acreditar naquilo.
POV Neutro
- Sophia, agora somos só nós dois. Já pode parar de fingir. – Disse Damon.
- Se eu quisesse você morto, não teria me arriscado ao te salvar da tortura da Rebekah. Teria te deixado lá.
- Fale a verdade. Você apenas achou a forma de entregar as estacas sem levar a culpa, se não fosse isso não teria ido me salvar. – Até então a conversa fluía civilizada, mas Damon aumentou seu tom de voz. – Você não passa de uma vadia! E só eu que não quis enxergar!
- Mas antão me diz quem era você até essa vadia aparecer em Mystic Falls? Quem era você até me encontrar? – Ela gritou, puxando-o pelo ombro para que pudesse olhar em seus olhos. – Era um vampiro idiota e tolo numa cidade pequena, apaixonado pelo próprio passado! E sabe o que fiz que te fez mudar? Sabe? – gritou – Nada. Eu não fiz nada. E essa é a prova que você está perdido, confuso, iludido. Porque você se agarrou a primeira oportunidade, sem nem calcular os riscos.
- Meu maior risco era...
- Era perder a sua amada Elena?
- Era perder você, Sophia. Outra vez. – A voz de Damon era um misto de raiva e tristeza.
- Você não pode perder aquilo que nunca foi seu. – Disse ela sorrindo, mas por dentro estava prestes a desmoronar.
- Engraçado você dizer isso. – Riu — Porque enquanto dormia nua ao meu lado, tudo que você saia dizer, com os lábios trêmulos, parecendo inocente e frágil. Era “eu não vivo sem você”.
- Você sabe, eu minto bem – gabou-se.
Damon ficou a encarando sem acreditar que aquela Sophia era a mesma que ele amara, era a mesma pessoa por quem ele estaria disposto a dar vida horas atrás.
Sophia o olhava com uma descomunal vontade de se atirar em seus braços e implorar perdão. Mas era barrada por seu orgulho.
- Se está esperando que eu peça desculpas, esqueça – falou ela. – Elena deve estar no hospital, e espero que só saia de lá dentro de um caixão. – Falou com o pior intuito, para atingi-lo mesmo.
- Se isso acontecer – Damon se aproximou dela, apontando o dedo em seu rosto -, tenha a mais absoluta certeza que vou caçar até a sua sombra, em qualquer parte do mundo. E nem o Klaus e nem ninguém vai poder te salvar.
- Diz isso da boca pra fora. Jamais seria capaz de me matar.
- Eu pensava a mesma coisa de você. Mas então você enfiou a mão no meu peito e quase arrancou meu coração.
- Eu não i...
- Ia. Se o Klaus mandasse, você me mataria. Você acabaria com a minha vida em dois segundos.
- É, talvez eu fizesse. Porque eu prefiro carregar a culpa de matar você ou qualquer outro do que carregar o medo de ser caçada por alguém como o Klaus! – Gritou Sophia.
- Porque você não tira essa roupa pra que eu possa ver se há uma estaca – disse se aproximando dela, e abrindo a frente da jaqueta que ela usava – tentando se esconder. Não duvido que tenha vindo aqui pra me matar, também.
- Eu não sou baixa! Se fosse pra matar você, eu primeiro te ameaçaria, depois enfiaria a estaca no seu coração. Ou talvez eu o arrancasse com a mão, ou talvez até ateasse fogo em você, pra ser mais doloroso.
- Não faz ideia do ódio que eu sinto de você! – disse ele, se afastando, enfiando os dedos entre o cabelos, e fechando a mão.
- Por ter entregar Elena?
- Por mentir pra mim – gritou Damon, atirando o copo vazio em sua mão contra a parede! – Eu confiei em você, contei tudo, agi como um imbecil e você esse tempo todo com o Klaus! – seus olhos brilhavam de raiva, seu maxilar estava rígido, sua expressão era assustadora.
Mas Sophia permanecia com a mesma calma debochada, parada no mesmo lugar.
- Eu menti pra você? – Perguntou ela. – Eu? – riu fraco. – Quem foi o covarde da história? Quem preferiu acreditar que havia me perdido a ir atrás de mim? Quem se apaixonou por Katherine e me disse ser hipnotizado? Quem começou com as mentiras entre nós, Damon? Quem? – gritou ela.
- Esqueça o que aconteceu no passado e para de tentar colocar a culpa sempre em outra pessoa! Assuma que você tem sido uma vadia mentirosa esse tempo todo!
- É, eu sou mesmo uma vadia. Eu me deitava com Klaus num dia e com você no outro. Beijava você e beijava ele. – Disse convicta. – Mas eu gostava. E não nego. Ao contrário da sua Elena, que finge amar você e seu irmão.
- Deixe o Stefan e a Elena de fora disso – falou firme.
- Deixa o Klaus de fora disso! – gritou Sophia. – Você e eu somos tão ruis e podres por dentro quanto Niklaus!
- Só tem uma diferença! Eu tenho amigos e uma família. Você não tem ninguém, Sophia! – Disse Damon, tentando manter a calma. – Você tinha a mim, ao Stefan, a Caroline... Mas você perdeu tudo isso no instante que...
- Cala essa boca! Eu usei vocês, seu idiota! Usei a Caroline pra me aproximar da Elena, o que não deu certo, porque eu odeio aquela duplicata. Usei você pro meu próprio prazer, usei seu irmão pra te provocar, usei até o Alaric e vocês nem perceberam. Porque são muito idiotas, confiam na primeira pessoa que lhes sorri amigável e se finge de vítima. – Retrucou Sophia, com desprezo na voz, fazendo seu cabelo cair sobre os olhos ao se movimentar.
- Tira o cabelo da cara e olha nos meus olhos. Por um segundo sequer, você quis me ver feliz ou fui tudo uma ilusão?
- Foi o destino te dando uma lição, Damon. Você se apaixonou por mim de verdade dessa vez, e eu fiz com que pudesse sentir a dor de uma traição.
- Nunca mais me dirija a palavra, nunca mais volte pra minha vida, Sophia. – disse ele com o rosto próximo ao dela, encarando no fundo de seus olhos. – E não ouse encostar um dedo na Elena, ou no Stefan. Esqueça o maldito dia em que me conheceu.
-Eu já falei, você não me dá medo – disse ela mais debochada ainda, indo se servir de uísque, como se aquela fosse uma conversa normal. – E sobre esquecer o dia quem nos conhecemos... Fiz isso há anos, querido – bebeu uma longa dose direto da garrafa.
Damon cerrou os pulsos, controlou o demônio que parecia querer controla-lo por dentro, respirou fundo e tentou não arrancar a cabeça de Sophia. Porque, por mais que a amasse, essa era sua única vontade naquele momento.
E para um vampiro impulsivo, controlar-se era um ato que merecia grande mérito.
- A casa é minha, mas quem vai embora sou eu. Pega suas coisas e some daqui. Quando eu voltar amanhã, não quero mais te encontrar. – Disse ele, olhando para Sophia, que segurava a garrafa pelo gargalo, lhe lançando um olhar sem sentimento algum.
Pelo menos era assim que ele via. Mas por dentro ela estava quebrada, aos berros, pois ela permitiu ser controlado por seus demônios. Ela preferiu ser fraca.
- Lhe serei eternamente grata por me deixar recolher minha coisa – disse sarcástica, levando a mão ao peito, como se fosse uma educada e delicada menina.
- Vai, continua a ser a vadia do Klaus, continua a oferecer seu corpo a qualquer um queira dormir com alguém que não tem nada pra dizer, nada pra contar. Eu tinha expectativas melhores a seu respeito, sabe Sophia? – sorriu torto.
Damon não queria se importar, não queria sentir um aperto no peito ao mencionar que ela dormisse com Klaus, mas sentia. Se importava.
- Damon, seja sincero. Você nunca foi feliz nessa sua vidinha de merda, não é? Sempre sendo a segunda opção, tanto da Katherine, quanto da Elena. Ah, claro. Até seu pai preferia seu irmão a você. – Ao ouvir as palavras de Sophia, o sorriso falso de Damon se desfez. – Seu discurso, seu sorriso de mentira, seus atos ‘bondosos’ podem enganar a todos, não a mim. Você é como Klaus. Rejeitado, abandonado, perdido. E ainda se acha melhor que ele – Sophia riu. – Se acha melhor porque consegue amar. Porque me ama, e acha que isso faz de você um vampiro melhor. Me poupe – disse bebendo outro longo gole do uísque.
- Eu não amo mais você. Tudo que eu sentia há horas atrás se transformou em raiva, ódio quando te vi entrar por aquela porta, quando senti sua mão segurando meu coração. – Disse ele, torcendo os lábios e arrancando a garrafa da mão dela.
- Seus olhos não mentem, Salvatore.
- E agora? Pra quem você vai mentir, quem você vai usurpar se que ninguém mais te quer, se todos já sabem que você é de fato?
- Bem, eu pretendo ir embora de Mystic Falls assim que Klaus decidir que tem a quantia necessária de sangue da duplicata. E assim que matarmos Alaric e queimarmos a última estaca.
- Não ouse tocar em um fio de cabelo do Ric, estou falando sério, Sophia. – O olhar de Damon fora tomado por uma raiva descomunal ao ouvir dos lábios que Sophia que ela pretendia matar seu único e melhor amigo. – Agora suba e faça suas malas. Suma da minha vida, e suma da minha cidade! Eu odeio você, e não pense que falo isso da boca pra fora. A única coisa que eu disse da boca pra fora foi que eu amava você.
Damon lhe deu as costas e seguiu até seu carro. Sentou em frente ao volante e se odiou por permitir que uma lágrima escorresse de seu olho. Dirigiu até o hospital, onde passou a noite ao lado de Elena.
Sophia subiu as escadas com os olhos embaçados. Ao entrar e fechar a porta de seu quarto, encostou-se a mesma, permitindo que as lágrimas caíssem. Sentia uma dor que pensou nunca mais sentir, sentiu-se despedaçada. Caminhava de um lado pro outro, amontoando suas roupas dentro de bolsas e malas, jogando frascos de perfume e outras coisas na parede, como se aquilo fosse amenizar as coisas.
Limpava os olhos, tentando secar as lágrimas, mas tudo que fazia era borrar o rímel e deixar seu rosto sujo com marcas pretas. O que dava um ar mais melancólico e nostálgico a cena.
Depois de pegar o necessário, escreveu um bilhete, deixando-o sobre a penteadeira junto com o colar que ganhara na noite do baile e o colar que ganhar de Damon ainda quando humanos.
Ao chegar ao carro e ver a fachada da casa, agora morta, sem vida e sem graça, Sophia finalmente cedeu: ela permitiu que seus sentimentos aflorassem, se permitiu sentir. E lembrou da dor que sentira ao ver Damon morrer em seus braços em 1864.
Por isso havia se desligado. Mas não o faria de novo. Sofreria tudo que fosse necessário, pois, mesmo que doesse, era bom saber que ainda amava Damon.
Notas finais
Não me matam por separá-los novamente, mas momento tristes são importantes para darmos valor ao momentos felizes, não é mesmo?
Bem, por hoje é isso. Agora só semana que vem, certo?
(Estou pensando em postar duas vezes por semana, o que acha?)
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