Love Above All Else
1 Sozinha, sozinha.
A chuva estava caindo no meio da tarde, e eu sentada no sofá imaginando milhões de coisas. Caroline tinha ido para Londres fazer intercâmbio, e então eu estava aqui sozinha, comecei a varrer a sala para não cair no sono, logo quando me sentei no sofá depois de ter terminado aquela faxina, toca a campainha.
– Mas quem será? Deve ser um conhecido, pois não ouvi tocar o interfone. – falei para mim mesma, logo abrindo a porta.
– Querida Rebekah, que saudades de você! – disse meu pai, entrando pela porta.
– Pai? O que você está fazendo aqui? Por que não me avisou que viria? – perguntei curiosa.
– Eu, apenas, queria fazer uma surpresa para você, querida. Trouxe seu presente de natal! Eu teria trazido o do Nick, mas ele foi fazer intercâmbio em Londres. – ele me disse, me entregando o presente.
– Obrigada, pai. Pois é, eu não sei quando ele volta, espero que volte logo – respondi, e depois me joguei no sofá.
– O que você tem querida? Está tão triste. – perguntou ele, sentando do meu lado.
– Nada, pai. Eu estou bem, só veio para me trazer o presente? Então, tudo bem. Muito obrigada viu, tchau. – eu disse impaciente, levando-o para porta.
– Não minta para mim Rebekah, eu te conheço muito bem, você tem alguma coisa, sim. – disse ele insistindo na verdade, sentando novamente no sofá, e me puxando para sentar ao seu lado.
– É o fato de eu estar sozinha, a Caroline minha melhor amiga, não está mais aqui, ela foi para Londres, o Nick também. E eu estou sozinha, sem ninguém. – eu disse abaixando minha cabeça.
– Então, está se sentindo sozinha? Venha voltar a morar comigo e com sua mãe. – ele me disse, me oferecendo um abraço.
– Ah, pai por favor né. Não sou mais pequena para ir morar com os pais, eu até já tenho que ir para a universidade. — eu disse em um tom meio rouco. — É isso, eu vou para universidade, é isso que eu vou fazer. — falei um pouco mais alto, mostrando que tive uma ótima ideia.
– Mas, Rebekah, eu não gostei muito dessa ideia. — disse ele, passando a mão pela minha cabeça.
– Por que? — eu perguntei decepcionada. — Porque você vai estar sem o Nick. — ele disse, querendo bancar o pai super protetor.
– Ah, pai, não banque o super protetor agora, já estou bem crescidinha. — eu disse em um tom mais alto.
– Eu não sei, Rebekah.
– Por favor pai, por favor. — eu disse meio que chorando. — Tudo bem, Rebekah. Mas você vai ter que me ligar todos os dias, me contar tudo o que aconteceu lá. — ele disse me dando um beijo na bochecha.
– Tá, pai. Não se preocupe, eu sei me cuidar sozinha. Você já vai? — eu perguntei.
– Vou, sim. Tenho que ir, você vai para faculdade quando? — perguntou ele, indo em direção a porta.
– Eu vou procurar algumas hoje, e amnahã ou depois eu já vou. Então acho que isso já é um tchau né — eu disse o abraçando.
– Tchau, filha. Boa sorte! Até um dia — disse ele saindo pela porta.
Quando dei conta do horário, já estava à noite. Então, fui procurar no meu computador faculdades nas quais me encaixo. Nunca fui muito de estudar, porém, quero um futuro melhor para mim. Passei mais de 3 horas mandando meu histório escolar para mais de 30 universidades por email, mas logo, cai no sono, e fui deitar na minha cama.
No dia seguinte, acordei na esperança de que alguma universidade tivesse me aceitado, então fui checar meu email, e tinha mais de 25 emails, fiquei feliz. Então, depois de abrir todos, me decepcionei comigo mesma, nenhuma dessas universidades tinha me aceitado (mas, faltavam mais para me responder). Quando fui me deitar de novo na cama, começou a tocar meu celular, é a Caroline, minha melhor amiga, fui atender.
– Alô? — eu disse, atendendo o telefone.
– Beeeeeeeeeeest. Nossa, que saudades de você. — se animou Caroline ao ouvir minha voz.
– Carolineeee! — me animei também. — Verdade, já faz quase um mês que estamos sem nos ver, e sem nos falar. — respondi.
– Pois é, mas... Adivinha quem eu encontrei aqui — ela perguntou
– Não sei.. Quem? — perguntei curiosa
– O seu irmão. Awn, ele é muito fofo, meigo, e lindoooooo. — ela falou em um tom mais alto. — Por que nunca me falou dele? — perguntou.
– Não sei, acho que é porque eu acho, meio, que estranho, minha melhor amiga namorando o meu irmão, sabe.. — respondi.
– Ah, sério amiga? — ela perguntou decepcionada.
– Sei lá, só acho. Por que?
– É que.. — ela deu uma travada. — eu e seu irmão, estamos namorando. — logo terminou de falar, animada.
– Ah. — me decepcionei
– Por que ficou assim? Não quer que eu namore com seu irmão? — ela perguntou preocupada.
– Tô no normal, apenas. Claro que não, apesar que, vocês formam um lindo casal juntos. — eu respondi
– Obrigada, mas amiga, eu te conheço. Você não está bem, pode me falar.. O que aconteceu? — ela me ofereceu um desabafo. — Tá, eu falo! — bufei. — É que, eu estou sozinha, sem ninguém.. E até você está com meu irmão.
– Ah, é isso? — suspirou, parecendo aliviada.
– Sim. — entristeci.
– Mas, você vai encontrar alguém, amiga, eu sei. Mas, então quer que eu conte tudo sobre aqui? — ela ofereceu.
– Claro que eu quero. — respondi.
Enquanto Caroline me falava sobre Londres, o encontro com meu irmão, emfim TUDO, eu estava mexendo no meu computador, até que chegou um email de uma universidade, e quando abri o link, não acreditei no que li. Eles tinham me aceitado, e era para mim ir para lá amanhã, soltei um grito de felicidade.
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