Love Above All Else
2 Partiu universidade!
– O que foi amiga? — se assustou Caroline do outro lado da linha.
– A universidade me aceitou, AAAAAAH. — me empolguei
– Espera ai, universidade? Que? Me explica isso direito.
– Ontem, eu estava procurando universidades para mim ir, ai eu mandei email para mais de 30 e 29 me recusaram, e só uma me aceitou. — respondi animada.
– Interessante... Parabéns, amiga! Agora tenho que ir, tenho aula agora, beijos. — ela respondeu, logo finalizando a chamada.
Eu estava tão feliz, mas tão feliz que comecei a dançar várias músicas no ÚLTIMO VOLUME.
– Desliga essa MERDA de som, garota. E vá dormir! — gritou minha vizinha de meia idade pela janela.
– Não vou desligar nada, já são 11hrs da manhã, dormir? Fala sério. — respondi gritando como se não houvesse amanhã.
Como eu tinha dançado MUITO, eu fiquei toda suada. Então, fui tomar um banho. Entrei no banheiro, e já liguei o chuveiro, e caiu aquela água quente deliciosa, e então tomei banho. Sai do banheiro de toalha, e tomei um susto com minha mãe no meio da sala.
– Mãe? O que está fazendo aqui? — me assustei.
– Eu só passei para te dar 'TCHAU' e desejar uma boa viagem! — disse ela abaixando a cabeça.
– Mas, eu só viajo amanhã. — respondi dando um sorrisinho de lado.
– Eu sei, mas é que... — ela travou.
– Eu só estava com saudades.
– Awn mãe! Que linda, mas por que está tão tristinha assim? Sua filha vai para uma universidade, você tem que ficar feliz. — sorri
– Eu estou feliz, mas também estou triste, porque eu vou sentir sua falta, como eu sinto a do seu irmão. Eu sei que nós não nos damos muito bem, mas eu te amo. E, vou sentir sua falta, porque sou sua mãe. Por mais que a gente brigue, eu sempre te amarei. E eu não quero que você viaje, eu quero que você fique aqui comigo, e não gostei da briga que tivemos ontem. — ela disse, deixando uma lágrima escorrer pelo rosto.
– Eu também não gostei mãe, apesar de tudo, de todas as brigas, eu também te amo. Também vou sentir sua falta, mas eu quero um futuro para mim, eu quero novas amizades, uma nova vida. E, eu preciso disso também. Eu preciso ser feliz! — eu disse sorrindo.
– Só quero que você saiba que eu te amo muito, viu? Eu vim me despedir, e pedir desculpas também, você me desculpa? — ela perguntou, toda meiga, sorrindo.
– Claro que eu te desculpo, mãe. Vem cá! — eu disse a abraçando.
– Eu me sinto muito mal por nunca te dar o que você queria, eu te abandonei quando você era pequena, e eu não gostei do que eu fiz. Eu só queria que você me desculpasse. — ela disse chorando.
– Eu te desculpo mãe, porque apesar de tudo, eu te amo. — eu respondi, chorando com ela.
Nos abraçamos, e nos despedimos. E ai, que ela se foi. Eu estava super animada para o dia seguinte, porque eu iria viajar. Quando ví no relógio já eram 23:00 , eu tinha passado a tarde inteira dançando. Então, eu já estava muito cansada, e fui dormir, para amanhã acordar cedo, e ir para a universidade.
Quando acordei no outro dia, já eram 6hrs da manhã, então eu fui correndo tomar um banho quente, e depois fui me trocar, e me maquiar. Já estava pronta, pois ontem mesmo, antes de dormir, eu tinha feito minha mala, uma mala enorme, com quase todas as minhas roupas. Como meu pai iria me levar até o aeroporto, eu fui descendo, para esperá-lo lá na frente. Quando cheguei lá embaixo, ele já estava lá.
– Oi, pai. — eu disse, já entrando no banco da frente do carro, e dando um beijo no rosto dele.
– Oi filha, tá pronta? Não esqueceu nada? — ele perguntou.
– Tô pronta, sim. Não, eu não esqueci nada. Podemos ir! — eu disse animada.
– Ok. — ele respondeu já ligando o carro, e partindo.
Não demorou nem 30 minutos, e já chegamos ao aeroporto, chegamos justamente na hora que o avião já estava pronto para embarcar, me despedi do meu pai, e fui correndo em direção ao avião, apresentei meu passaporte, e entrei.
– Desliguem todos os celulares, apertem os cintos. Vamos partir! — disse o assistente do piloto.
Apertei os cintos, e desliguei meu celular. E, já estava pronta. Na verdade, não, eu estava com muito medo, sempre tive medo de viajar de avião, e eu nunca gostei, eu estava morrendo de medo do avião cair e etc. Mas, eu fechei os olhos, e orei. Quando eu abri, olhei pela janela, e já estava vendo as nuvens, lindas nuvens, o céu estava lindo. Eu nunca tinha reparado no céu, porque aonde eu morava, o céu sempre estava escuro, parecia que só existia escuridão naquela cidade. Eu estava muito empolgada para chegar na universidade, e eu acabei dormindo. Passou mais de 5 horas, e eu ainda estava dormindo.
– Chegamos, já podem pegar seus pertences de mão, e esperem fora do avião para pegarem as malas. — disse o assistente do piloto.
– Ei, você ai, acorda, já chegamos. — disse o piloto me acordando, e ai que dei conta de que, eu era a única que estava no avião.
– Ah, desculpa. Acabei dormindo aqui. — eu disse, pegando meus pertences de mão, e saindo do avião.
Esperei para pegar minha mala, e ai tive que pegar um ônibus para chegar até a universidade. Quando sai do ônibus, eu não acreditei no que vi. Árvores, lindas árvores, natureza pura, meninos jogando basquete, várias meninas pintando a unha.
– Meu Deus, que paraíso. — pensei.
– Oi, você é a Rebekah? — perguntou uma menina de cabelos castanhos.
– Sou, e você é quem? — perguntei.
– Sou Hayley, prazer. Nós vamos dividir o quarto juntas. — ela disse sorrindo, se apresentando.
– Ah sim, desculpa. Acabei de chegar — eu respondi meio atrapalhada.
– Tudo bem, ano passado eu também era novata. — ela sorriu.
Eu e Hayley fomos conversando até o nosso quarto, ela me mostrou toda a universidade, LINDA, LINDA e LINDA, mil vezes. Viramos grandes amigas.
– Amanhã as aulas já começam. — disse Hayley, me levando para conhecer o campo de futebol.
– Verdade.
Notei um menino que estava sentado na mesa com vários outros garotos, ele era lindo, olhos claros, cabelos meio preto.
– Quem é aquele? — perguntei, apontando para aquele garoto. — Ah, o Damon, o PEGADOR. Que pega todas, e não tem sentimento. — ela disse meio que chorando.
– Por que está assim? — perguntei.
– Estou normal, vamos embora daqui? Já está ficando a noite, e eu estou com sono. — ela disse me levando para dentro da casa. Fomos para nosso dormitório, e dormimos.
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