Loucuras de Verão
13 A tatuagem
Notas iniciais
Acordei com a cama vazia, um pequeno feixe de luz entrava pela cortina entre aberta. Me espreguicei na cama sentindo a macieis dos lenções. Abri os olhos e encarei o teto enquanto lembrava do que havia acontecido na noite passada. Trevor bêbado vomitando e eu tendo que ajuda-lo. Nada de sexo. Revirei os olhos e levantei indo até seu quarto. Paguei uma camiseta qualquer do seu armário sentindo o cheiro de bacon frito.
Quando cheguei na cozinha ele estava usando um óculos de grau com um livro de receitas em mãos. Sorri observando aquilo. Não pude deixar de observar que ele estava sem camisa.
— Por favor, não coloque fogo na casa, sua mãe nós mataria — Brinquei.
— Pode deixar. — Ele sorriu mexendo na frigideira.
— O que você está aprontando. — Cheguei perto dele. Havia bacon e ovos em frigideiras diferentes.
— Estava tentando fazer uma surpresa para você. Já que só temos esses momentos um vez na vida. — Ele era tão dramático.
— Tudo bem, é melhor cuidar. Não quero comer ovo queimado. — Ouvi um barulho na bancada de trás e me assustei.
— As torradas estão prontas. — Ele tirou-as da torradeira e as organizou em um prato branco. Aliás, tudo naquela casa era dessa cor.
Sentamos na bancada e comemos em silencio. Era bom ter a companhia de Trevor.
— O que você pretende fazer quando voltar para casa? — Perguntou ele analisando a sua xícara de café.
— Alguma faculdade aí. Tenho que ver minha nota primeiro e depois eu vou decidir. — Comi o último pedaço da torrada. — E você? Conseguiu algum emprego? — Eu sabia que as opções de emprego eram limitados ali. Ou você ia para o comercio que nem era tão grande ou ia trabalhar em um restaurante. Se tivesse sorte poderia trabalhar para a prefeitura. Os funcionários de lá eram bem pagos.
— Estou pensando em professor de surf para crianças, seria ótimo principalmente nas férias onde varias famílias vem pra cá. — Sua autenticidade havia me impressionado.
— É uma ótima ideia, Trevor — Elogiei. Ele era um bom surfista, já havia ganhado vários prêmios em competições.
— Quem sabe no futuro eu abra uma escola de surf? Tenho certeza que ninguém pensou nisso antes, então não espalhe a minha ideia.
— Ninguém é tão bom quanto você — Admiti. — Será um ótimo professor.
Ele levantou e recolheu nossos pratos e colocou-os na pia. Enquanto eu tomava o resto do café que havia na minha xícara. Eu me aproximei dele. Ficamos de frente um para o outro e ele me beijou lentamente. As coisas começaram a esquentar. Ele me pegou no colo e me levou para o quarto sem tirar os seus lábios dos meus. Me colocou lentamente na cama e começou a beijar o meu corpo todo, começando pela minha barriga até chegar aos meus lábios. Minha roupas foram sendo tiradas delicadamente. Eu realmente havia sentido falta dele, nenhum garoto se importava tanto comigo quanto ele.
— Você é perfeito — Sussurrei sorrindo.
☀️
Acordei me sentido estranha. Havia um gosto ruim na minha boca. Levantei e me olhei no espelho. Minha cara estava amassada e meus cabelos avoaçados. Me assustei com minha própria imagem. Meus olhos estavam pretos devido ao rímel que eu usei na noite passada.
— Meu Deus, você ta horrível. — Layla falou entrando no quarto e jogando a bolsa em cima da cama. Ela usava o mesmo vestido da noite passada.
— Você chegou agora? — Questionei ignorando seu comentário sobre minha aparência.
— Eu estava na casa de Trevor. Os pais dele viajaram e vamos aproveitar esse tempo para ficarmos juntos. — Ela deitou na cama.
— Mas do que vocês aproveitam? — Observei um curativo no meu antebraço esquerdo.
— Hoje foi a primeira vez que transamos desde que cheguei. — Não dei ouvidos ao que ela disse. Minha preocupação estava inteira no curativo.
— Layla, tem algo no meu braço. — Virei em sua direção estendendo-o em sua direção.
— O que você andou fazendo Kim? Você usou drogas? — Ela pegou meu braço com voracidade e eu gritei.
— Acho que me machuquei, pois está doendo. — Supus.
— É melhor tirarmos o curativo para ver como está. — Ela sugeriu puxando delicadamente o curativo.
Eu esperava vê um corte bem feio ou algo do tipo, mas me deparei com a palavra "freedom" escrita em meu braço. A área ainda estava inchada por isso estava doendo. Layla ficou tão chocada que não conseguia falar nada apenas ficou encarando a tatuagem.
— Que merda é essa Kimberly? — Ela parecia minha mãe falando.
— Me respondi você. Eu não to acreditando. Eu já era. — Sentei na cama com as lágrimas nos olhos. — Você sabe que minha mãe vai me matar, ela vai me chamar de maconheira e vai me internar em uma clínica de dependentes químicos. — Ela não respondeu seu silêncio dizia que ela estava concordando. — Como você pode deixar eu fazer isso Layla? — Gritei levantando da cama.
— De novo você vai me culpar pelas suas irresponsabilidades? — Ela parecia ofendida. — Eu a deixei com Ryan o que aconteceu depois disso é culpa de vocês. Você deveria parar de beber. —Ela olhou o celular.
— Ryan, aquele maldito. Eu vou acabar com ele. — Falei furiosa saindo do quarto.
A praia estava cheia de gente. As pessoas se divertiam, eu era a unica que estava com raiva. Ryan estava no mesmo local de sempre observando as pessoas. Cheguei perto dele no mesmo momento que Carol. Ela começou a falar antes de mim.
— Ryanzinho — Ela tocou em seu abdômen. Ele voltou sua atenção para ela.
— Carol. — Cumprimentou.
— Eu vim te convidar para ir à festa que estou organizando. Você sabe que meus tios tem um iate incrível. — Ele concordou — Então, a festa vai ser lá. Eu gostaria que você fosse o salva vidas oficial da minha festa, já que eu soube que algumas pessoas tem fingido afogamento por aí. — Ela me olhou e eu fiquei boquiaberta com tanta audácia.
— Querida, você deveria aproveitar seu tempo para hidratar esse cabelo ressecado ao invés de falar sobre o que não sabe. — Ela ficou surpresa com a minha crítica e olhou para o próprio cabelo.
— Como você ousa falar do meu cabelo? — Gritou. — Você e Layla estão desconvidadas da minha festa.
— Nossa, que pena. Eu queria tanto ir nessa festa chata. — Debochei. Ela simplesmente saiu batendo os pés. — E você — Apontei na direção de Ryan que até então só observava a cena. — Que merda é essa aqui? — Apontei para a tatuagem.
— Eu não tenho nada a ver com isso. Foi você quem insistiu de fazer. Eu tentei te conter, mas você não sossegou até fazer a tatuagem. Nós quase fomos expulsos do estúdio. Você não tem noção da vergonha que me fez passar, Kimberly. Você tem que ser mais responsável. — Desde que cheguei na cidade era só isso que eu ouvia. Tenho que ser mais responsável. Repeti mentalmente.
Sem dizer mais nada eu saí reflexiva. Eu sabia que precisava mudar minhas atitudes, eu ia mudar. Começando pelo álcool. Chega de bebidas alcoólicas, chega de close errado. Voltei para casa com a certeza de que as coisas iriam melhorar
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