Loucas no AP
21 Vinte e um
Notas iniciais
POV Anne
Já é sexta-feira, vai ter um feriado na cidade de sexta até segunda, e todos estão no carro 4x4 do meu irmão, conversando alegremente. Estamos indo para a recém adquirida casa do lago do meu pai. Arthur é o motorista, ao lado dele está minha mãe segurando o Dumbledore e servindo de guia, pois nenhum de nós sabe onde fica a casa, apenas ela. No banco de trás está Beto, Emily e eu. Eu bem que não queria trazer o Beto, não gosto desse troço que a Emi chama de melhor amigo (se é que vocês AINDA não perceberam), mas eu precisava de alguém para me ajudar a amarrar a Emily e por no carro, e como Arthur ia dirigir tinha que ser o Beto.
Eu disse ‘amarrar a Emily’? É foi basicamente isso que eu fiz. Entre Beto e eu está a senhorita emburradinha, amarrada e amordaçada, e me encarando com um olhar de ‘‘você me paga’’ (eu até teria medo, mas estou muito feliz para isso).
E não foi fácil pegar essa nanica. Assim que implorei para ela ir comigo ver meu pai, ela disse que não ia nem que isso fosse uma cura para uma doença muito grave (não entendi o porquê). Como eu já esperava essa resposta, pedi ao Beto para me ajudar e ele aceitou na hora. Emily, ao perceber o que ia acontecer, correu pela casa até entrar no quarto, e ficou lá por 4 horas. Mas por uma linda obra do destino, Emi tinha esquecido o celular na sala e era uma ligação muito importante do senhor X (oh! Como eu amo esse cara), então Emi teve que sair e atender a ligação enquanto Beto a segurava. Quando a morena desligou o celular, eu peguei uma corda e, com a ajuda do amigo dela, amarrei a minha linda amiga.
Agora não tem mais volta, terei minha melhor amiga comigo na casa do lago.
– Faltam dois quilômetros meu povo. – Avisa minha mãe e damos um ‘’uhuull’’ – Chegaremos em poucos minutos.
– Ótimo! Eu não aguento mais levar cabeçada dessa doida aqui. – Diz Beto apontando a Emily – Você tem cabeça de chumbo minha querida?
– Para com isso Emi! – Falo – Poxa! Porque você está assim? Que eu saiba, você gosta do meu pai. – Recebo só uma cabeçada – Ai!
– Por que você não tira a fita da boca dela? – Opina minha mãe – Talvez ela fale.
Obedeço e tiro a fita com um puxão rápido.
– AAAAIIIII! Filha da tia Melissa. – grita Emily e peço desculpas – Agora você pede perdão? EU TO AMARRADA, SUA TCHONGA. Vai ter que rebolar para me ter de volta.
– Ui que ela ta possessa, afastem-se que ela pode matar vocês. – Fala Beto rindo.
– Não me irrita idiota ou vai receber uma mordida. – Emily encara o Beto – Por que você ajudou a Anne e não eu que sou sua melhor amiga?
– Por que eu quero fazer as pazes. Pode ser Anne?
– Pensarei no seu caso. – Respondo sorrindo, estou tão feliz que até converso alegremente com esse cabeça oca.
– Chegamos queridos. – Murmura Dona Melissa tirando o cinto de segurança – O que vocês acham? – Acrescenta ainda segurando o Dumbledore, enquanto saímos do carro.
O que eu acho? Acho que meu pai tem um belo de um bom gosto. Sinceramente que casa linda. É toda de madeira, uma casa bem rústica mesmo, grande e uma parte dela fica logo acima das águas do lago. Eu me apaixonei pela casa e parece que todos também, até Emily ficou de boca aberta.
– Venham! O Túlio deve estar na cozinha. – Diz minha mãe.
– Eu pego as malas. – Manifesta meu irmão – Me ajuda aqui Beto.
– Pode ir B. Eu não vou matar a Anne. – Fala Emi e espera o Beto sair, olhando para mim – Não agora.
Ta agora eu fiquei com medo.
– Será que se eu te desamarrar você vai me machucar? – Pergunto e Emi me encara com os olhos verdes escurecidos – Ok. Eu vou só cortar a corda e... Você estará livre – Engulo seco.
Quando termino de cortar a corda olho Emi e ela apenas diz:
– Você tem cinco segundos para fugir e eu já estou no três.
Não perco tempo e começo a correr desembestada atrás da minha mãe, sendo seguida por uma nanica que grita como um urso pardo.
– MÃE SOCORRO! – Grito quando estou próxima a mamãe. Ela apenas rir e sai da frente da Emily que agora está mais perto.
Como pode?! Eu sempre corri mais rápido que ela.
Consigo chegar a casa antes que a Emily me pegue e por algum milagre encontro meu pai. Meu pai tem cabelos grisalhos, olhos castanhos e uma cara de quem já aprontou muito. Mas até que ele é calminho.
– Pai me ajuda, por favor! – Falo me escondendo atrás dele.
– Oi minha linda! O que aconteceu? – Pergunta e logo olha para a Emi que acabou de chegar a cozinha com uma cara de psicopata – Ah! Entendi.
– Sai da frente, por favor, tio Túlio. – Murmura a doida.
– Não posso deixar que mate minha filha Emi. Vem cá e me dá um abraço, moreninha linda. – Fala puxando Emi e a abraçando. Logo ela se acalma e começa a sorrir.
– Oi tio!
– Oi! Nossa como você cresceu Emily. Está cada vez mais linda. – depois ele se vira para mim, dando as costas para a doida – Você não deu um abraço no seu velho aqui. – Sorrio e abraço o meu querido pai, enquanto o abraço, olho para Emily e ela faz um sinal, passando o dedo no pescoço.
‘’Ai meu santinho nerd. Eu estou morta.’’
– Ah! Vocês já o encontraram. – Diz minha mãe ao entrar na cozinha, soltando o Dumbledore – Oi, amor! – Dá um selinho no papai.
– Oi minha diva! Cadê o Arthur, Anne?
– Está tirando as malas do carro com o Beto. – Respondo.
– Quem é Beto? Seu namorado? – Nego com a cabeça e sei que estou muito vermelha – Bem, não custa sonhar... Emily seu quarto fica subindo as escadas à esquerda e Anne o seu fica ao lado do quarto da Emily. Os meninos vão ter que dividir um quarto, já que só tem quatro quartos na casa.
– Ah! Eu gostaria de dividir o quarto com a Anne, tio Túlio, passar o fim de semana com minha queridíssima amiga, sabe?
– Tudo bem. Escolham um quarto e pronto. – concorda meu pai – Vou terminar de fazer o almoço.
Droga! A Emily está me olhando com cara de psicopata de novo. Eu vou morrer.
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