Loucas no AP

24 Vinte e quatro


Notas iniciais
Mais um capítulo. Desculpa seus lindos, é tudo culpa da Vic (Azula) kkkk Bjo vão ler! ~Lícia

POV Emily

Acordo com um pedido de socorro do Beto. Corro do quarto em direção a sala e me deparo com Beto se debatendo e, o que? Anne está em cima dele, ESTRANGULANDO... To nem ai. Assim que Anne me vê, ela para deixando B respirar, mas eu faço sinal que pode continuar se quiser e ela continua.

– O que? Me salva, por favor, meu am.. – ele para de falar, sem ar.

– Por que você está estrangulando o Beto? – pergunto com voz de tédio.

– Ele me deu uma cantada! – diz Anne que continua a matar o B.

– Entendo, mas se você matá-lo eu terei que passar mais tempo tramando mais vingança, já que ele não vai mais estar aqui para me distrair. – digo e, depois dela pensar um pouco, o solta, ele por sua vez corre para trás de mim e tenta recuperar o fôlego.

– Beto... Sei que você não cozinha tão mal, já que me acordou, vai fazer meu café. – falo como se fosse super natural, ele me encara e em seguida obedece (tão bonzinho).

Depois que ele se afasta, vejo Anne recuperando o fôlego. Conheço minha amiga desde pequena, sei que esse ódio todo não é pelo Beto. O pobre foi somente o infeliz que se tornou a gota d’agua.

– Ta legal ele já foi, agora fala o que realmente está acontecendo? – pergunto a puxando pra perto, para ninguém nos ouvir.

– Nada Emily, eu estou bem. – diz Anne e antes que eu diga algo ela vai embora. Então ta né, eu só acordei.

[...]

Anne está no quarto tem um tempo, ela passou o café um pouco estranha. Acho melhor falar com ela. Vou até o quarto e a encontro deitada na cama com sua pose típica de preocupação. Ela fica toda estirada na cama olhando fixamente para o teto.

– Te peguei! Você está com a pose de preocupação, agora não tem como fugir, o que você tem? – pergunto sentando ao seu lado na cama.

– Tudo bem tchonga! Eu estou mesmo preocupada com umas coisas, que eu não pretendo te falar. – diz ela um pouco rude.

Seguimos os próximos 10 minutos imóveis na cama, nenhuma falava nada. Deitei ao lado da minha girafinha querida e continuamos em silêncio durante um tempo, resolvi quebrar esse silêncio dando liberdade a Anne.

– Vem comigo. – digo puxando Anne pela casa.

– Para onde está me arrastando? – pergunta Anne.

– Você vai ver. – digo e continuo puxando.

Levo-a no bosque onde enterrei suas roupas e pego uma pá que eu havia deixado estrategicamente colocada.

– Bom antes que eu fale o que tem aqui, preciso que você não me julgue ta? – falo e ela assente. – Bom aqui eu escon... – sou interrompida por um homem com aparência de 55 anos, um idoso.

– Paradas! Policia. – diz o homem apontando uma arma. O que? Só pode ser brincadeira.

Ele prende a mim e a Anne. Dá para acreditar?! Nos leva até a delegacia. Mas antes vocês precisam saber que minhas roupas eram somente um dos meus MINUSCULOS pijamas (eu não troquei de roupa porque estava em casa e não achei que seria presa. Não me julguem!) e Anne com um vestido curto e florido que eu comprei para ela (ou era isso ou uma saia menor ainda hihi vingança boa essa, minha amiga é uma gata e está disponível hihi).

Chegamos à delegacia local (eu sabia que não deveria ter vindo. Vou arrancar a pele da Anne.) e como já era de se esperar todos estavam olhando duas mulheres seminuas presas. O policial idoso, assim que chegamos, nos encaminhou a uma sala cinza, com uma mesa e três cadeiras, e seguiu onde pareceu ser a cozinha (afinal aquela pança não ia se manter sozinha). Pouco tempo depois chega um policial com aparência de 25 anos, mas em compensação aparenta mais seriedade que o idoso.

– Seu policial, por que estamos aqui? – pergunto enquanto ele senta na cadeira a nossa frente.

– Temos provas que vocês duas são assassinas perigosas. – diz ele.

WHAT!! Cadê as câmeras? Isso só pode ser uma piada!

– O que? Eu nunca matei ninguém. Sou uma cidadã honesta, exijo meus direitos! – fala Anne para o policial.

– Por favor, mantenha a compostura no interrogatório. – diz ele calmamente. Santinho da luta livre, ele realmente pensa que matamos alguém.

– Tudo bem, começa logo com isso, quero ir para casa. Que tal a gente começar pelo que vocês sabem? – falo e Anne me olha assustada, faço sinal para ela se acalmar, e a mesma senta na cadeira novamente. O policial me olha desconfiado, mas assente.

– De manhã cedo, por volta de 6h30 da manhã, testemunhas ouviram gritos de socorro que vinham da casa em que estão morando. Em seguida policiais resolveram averiguar, porém como não encontraram nada fizeram uma rápida busca pelo bosque e encontraram, pessimamente enterradas, roupas da possível vítima em questão. – diz ele terminando de ler o bloco de anotações e voltando a nos encarar.

– O que? Você enterrou minhas roupas sua perturbada? – diz Anne se levantando da cadeira e eu a puxo novamente.

– Você prometeu que não ia julgar. – digo e ela, mesmo contra sua vontade, se acalma novamente. – Olha seu policial, houve um engano, nós duas não matamos ninguém aquelas são as roupas dela. – aponto para Anne e ele a analisa rapidamente, mas logo volta sua atenção para mim. – E os gritos, eram de um amigo meu, ele é muito dramático. De qualquer forma, estou amparada pela lei porque não fui pega em flagrante, temos ficha limpa e endereço fixo e o senhor precisa confirmar minha historia. – falo cruzando os braços com um sorrisinho de canto.

Ele me encara com um olhar, que eu não sei dizer o que significava, pouco depois se levanta e sai. Anne me encara furiosa e só depois de um tempo ela quebra o silêncio.

– A culpa é toda sua. – diz ela me batendo.

– Primeiro: Ai! – pego na parte machucada. – Segundo: foi graças a você e não a mim, não fui eu que estrangulei o B. – sussurrei a última parte com medo de estarem nos ouvindo.

– TA! Tanto faz, de qualquer forma só vamos sair daqui amanhã. – diz Anne choramingando e batendo a cabeça na mesa.

– Não se preocupe com isso, hora do poder feminino. – digo, dou uma piscadinha a Anne que revira os olhos.

Notas finais
Gostaram? Estavam com saudades? Comentem!!