Loucas no AP

25 Vinte e cinco


Notas iniciais
Hello people!!! Zuzula trazendo mais um capítulo procês hahahaha Bjos nos glúteos ~Azula

POV Anne

Ê vida de magrela é difícil. Não consegui dormir depois que o Arthur me contou aquilo, levantei 4 horas da manhã (se é que isso é considerado "manhã") e foi até a cozinha arrumar o que comer, fiz uma das únicas coisas que sei fazer: chocolate quente, e comi com rosquinhas que encontrei no armário. Eu estava me sentindo péssima com a minha reação após saber o segredinho do Arthur e ainda por cima vem o imbecil do Beto, que acorda mais cedo que a minha avó, derruba meu chocolate, fica mexendo no meu cabelo e me diz “Você é como Sucrilhos Kellogs, desperta o Tigre em mim!” ai já é demais, primeiro que me comparar com um cereal é no mínimo estranho e segundo que eu estava sem um pingo de paciência para aguentar cantada, principalmente desse imbecil.

Então, vocês já devem saber o que eu fiz, pulei nele, que caiu no chão da maneira mais fácil do mundo (precisa de mais feijão), dei alguns socos e tapas fraquinhos e em seguida comecei a estrangular. Descarreguei toda minha frustração naquele ser. Foi revigorante.

E como eu merecia ser castigada, estou nesse momento ao lado da minha melhor amiga em uma delegacia, usando uma roupa curta e ainda Emily vai usar o “poder feminino” num policial. É hoje que vou para o xilindró.

– Ok, senhorita. Devo concordar que a história que você me disse é plausível. – Diz o policial entrando na sala novamente – Só precisamos verificar umas coisas, mas por enquanto vocês ficarão detidas.

Ah não! Eu não vou ficar aqui nem que um sapo vestido de Shakira passe voando na minha frente cantando “Waka Waka”.

– Eu entendo senhor, você está fazendo seu trabalho e ocorreu um grande mal entendido, mas sei que você irá resolver. – Murmura Emi, apoiando-se na mesa – O senhor é, com certeza, um policial competente e disciplinado.

Ai Emily! Você pode fazer melhor que isso, nunca que ele vai cair nesse jogo... Não, espera um segundo, ele está olhando o decote da Emi?

– S-Sim senhorita, irei fazer o possível para resolver essa situação. – Fala o policial envergonhado.

– Pena que precisamos ficar aqui. Não é um lugar adequado para duas mulheres ficarem com roupas tão curtas. – Diz a morena, chegando mais próximo a mesa e olhando a própria roupa. Santo nerd! Acho que o policial vai desmaiar, nunca vi esse tom de vermelho em um ser humano – O senhor não poderia fazer nada mesmo? Eu ficaria muito agradecida se pudesse voltar para minha casa.

– E-Eu creio que s-sim, vou v-verificar para você. – Fala nervoso e caminhando em direção a porta, sem deixar de olhar para Emily.

Aquele homem super sério e sem problemas com dicção virou esse cachorrinho babão e gago? E em poucos minutos? Emily tem super poderes, definitivamente.

– Estou pasma. – Digo encarando os olhos esverdeados da minha salvadora – Você transformou totalmente esse policial, e não tocou um dedo nele.

– Não há de que, girafinha, eu disse que era só ficar calma. – Murmura a louca – Isso é uma das coisas que sei fazer bem, é só ter técnica.

– Eu não conseguiria fazer isso nem que me pagassem. – Digo ainda boquiaberta.

– Que nada, um dia te ensino.

Começo a rir até o policial voltar, dizendo que se ficássemos na casa do meu pai até segunda ordem estaria tudo bem. A má noticia é que eu vou ficar sem algumas das minhas roupas, que foram roubadas pela Emi, já que eles acham ser de alguma vítima inexistente. São apenas 10 horas da manhã de domingo e já me sinto um caco.

[...]

– Filhota? Que aparência terrível é essa? – Fala Dona Melissa apertando minha bochecha, assim que eu e a Emily chegamos a casa.

– Não foi nada mãe, apenas sua sobrinha aqui que vive me tirando do sossego. – Murmuro emburrada apontando para a morena que estava acenando para os policiais da viatura que nos deu carona.

– Você que começou girafa, sou apenas uma pessoa vingativa. – Sorri – Além do mais impedi que passássemos o dia no xadrez, tem que agradecer que minha mãe passou açúcar, tempero e tudo o que há de bom em mim. Sou uma santa.

– Tudo bem, depois quero saber essa história. – Avisa minha mãe – Agora vão tomar um banho e colocar uma roupinha que o Túlio quer pescar e vocês irão, caso não serei obrigada a tocar naquelas coisas moles e escamosas.

Ou seja, peixes.

Subi as escadas como sempre faço, pulando dois degraus de cada vez (Odeio ficar enrolando). Cheguei ao quarto e peguei um short azul claro, que foi a única peça que a Emi comprou que não é rosa ou roxa ou branca, roupa íntima e uma regata branca com o desenho de um laço, em seguida indo rapidamente ao banheiro.

Depois de ter tomado o banho da purificação de ambientes de prisioneiros, visto a roupa e saio, encontrando a emburrada Emily sentada na cama com braços cruzados.

– Que foi nanica?

– Você chegou primeiro e demorou, foi isso que aconteceu. Agora sai da minha frente! – Disse me batendo com a toalha. Eu poderia dizer que não doeu, mas a marca vermelha que se formou na minha perna não me deixa mentir. Tentei revidar, porém ela trancou a porta do banheiro antes... Vai ter volta.

Desci as escadas e fui direto para a varanda, avistei meu pai e meu irmão tentando ajeitar um barco.

– Iae? Ta difícil ou é burrice mesmo? – Pergunto quando me aproximo dos dois.

– Vá se catar mala sem alça! Isso aqui não é tão fácil quanto parece. – Diz o cabeça oca do meu irmão, que está ensopado e sem camisa... Deve ter caído na água um milhão de vezes.

– É verdade filha, o barco não fica quieto. Isto é tarefa para doido.

– Queridinhos! Já tentaram amarrar o barco? – Digo sorrindo – É para isso que serve a corda.

Os dois encararam a ponta do barco, onde estava a bendita corda, e depois encararam um ao outro. Por fim Arthur disse:

– Eu já sabia.

Olho para o meu pai e logo começamos a rir. Ai ai esses dois são dois bobos mesmo.

Sinto algo se aproximar de mim, contudo não ligo e continuo rindo.

– Você fica bem mais bonita sorrindo. – Dou um giro e acerto a mão em cheio na cara do doido que me deu um susto... Tinha que ser o Beto.

Ouço a risada da Emi que vem caminhando em nossa direção.

– Nossa! Esse foi o melhor soco que vi na vida. – Solta gargalhadas a minha amiga – Ta tudo bem ai Beto?

– Você tem uma mão pesada hein, Anne! Mas gosto de garotas com atitude. – O imbecil ainda tem a cara-de-pau de sorri e Emily aumentou mais ainda as gargalhadas.

Respiro fundo, devo dizer que já fui uma pessoa calma. Sim, fui. Agora só me basta sorrir, e é isso que faço, sorrio falsamente, seguro firme a camisa do imbecil que me olha ainda rindo e o jogo no lago sem qualquer ressentimento.

Notas finais
Tadinho do Beto, né? kkkkk' Obrigada por lerem fofoléficos Bye bye