Loucas no AP

26 Vinte e seis


Notas iniciais
Povo! Mais um capítulo. Eu adoro escrever essa fic porque ela é doida e meus queridos leitores me ajudam me dando mais ideias loucas, muito obg povooo!! Bj vão ler, divitos! ~Lícia

POV Emily

Depois que eu salvei aquela criatura ingrata de ficar no xadrez, o policial gentilmente nos ofereceu uma carona na viatura. Chegamos a casa e a Anne parecia uma mistura de canguru, cavalo, ninja subindo as escadas. Claro que meus passos de ser humano não são páreo e ela chegou primeiro ao banheiro.

Mil anos e dois minutos depois...

– Que foi nanica? – pergunta a criatura que demorou uma vida no banheiro.

– Você chegou primeiro e demorou, foi isso que aconteceu. Agora sai da minha frente! – Digo acertando a toalha nela e em seguida trancando a porta do banheiro.

[...]

Imagine a cena, eu divando descendo as escadas da casa e chegando até a varanda. Mas não é meu esplendor que chama a atenção e sim o soco que a Anne deu no Beto. Aquilo sim foi hilário. Vou caminhando na direção dos urubus (seria pombinhos, mas quem ta contando a história sou eu), Anne fuzila o B com os olhos e pelo que o conheço, ele não se importa nem um pouco.

– Nossa! Esse foi o melhor soco que vi na vida. – falo ainda gargalhando – Ta tudo bem ai Beto?

– Você tem uma mão pesada hein, Anne! Mas gosto de garotas com atitude. – diz Beto, ele está tentando tirar Anne do sério, e ele conseguiu. Começo a rir mais alto ainda.

Com certeza a próxima cena a seguir poderia ir para as vídeocassetadas tranquilamente. Anne agarrou a blusa do B e o jogou no lago, agora ela está tentando afogá-lo, pisando nele. Como boa amiga que sou, vou ajudar (depois de rir muito é claro).

– Anne querida, se você não soltá-lo as pessoas vão pensar que você é uma assassina... De novo – falo tentando esconder o sorriso malicioso (mentira eu nem tentei esconder).

– Que droga! – grita ela irritada – Se esse idiota sentar perto de mim eu juro pela coleção de livros e a edição de colecionador do Harry Potter, que eu não só o afogo como coloco o motor do barco em cima de seu corpo deplorável. – Diz Anne saindo da água, e por incrível que pareça ela não está molhada, somente seus pés.

– Ei! Meu corpo não é “deplorável” – diz B fazendo as aspas com os dedos (ele sim ficou molhado). – Eu sou sarado, lindo, gostoso e tarado. – diz ele todo satisfeito cruzando os braços.

– Ta legal, o B senta comigo, vem Beto. – digo estendendo a mão para ele, tentando inutilmente não sorrir.

[...]

Estamos no meio do lago pescando, B está tremendo de frio já que ele está molhado. Aproximo-me mais dele, mas ele não percebe, pois está olhando a paisagem e devo dizer, que visão linda, o céu cheio de nuvens com pássaros voando, o azul do céu está tão intenso quanto os olhos do Beto ou da Anne.

– Toma, precisa mais que eu. – tirei meu casaco e entreguei a ele.

– Não precisa Emi, eu me cuido. – diz ele tentando disfarçar o frio que eu sei que ele sente.

– Você sabe que não consegue mentir para mim, não entendo por que insiste. – digo colocando o casaco sobre seu ombro, ele só olha e ri. – B deixa a Anne, ela não é essas galinhas que você passa a noite. – sussurro dando uma leve tapa em seu ombro, ele finge está ofendido, mas assente com a cabeça e volta a olhar a paisagem.

– Shhhhh! Deixem de conversinha vocês dois, vão espantar os peixes. – diz Arthur o mal humorado, esses dias ando com uma vontade de bater nele.

Ficamos um bom tempo lá, mas Beto ainda estava tremendo, eu realmente estou ficando preocupada com ele, seus lábios estão roxos. Aproximo-me mais ainda, encosto minha cabeça em seus ombros, gentilmente, e o abraço na tentativa de aquecê-lo.

– Obrigado amor. – diz Beto retribuindo o abraço.

– Cara, eu já disse, deixe de conversinha. Eu só quero uma droga de peixe! – grita Arthur.

– Cala a boca você! Que merda Arthur, o deu em você? – pergunto também gritando.

– Crianças se acalmem, isso não é motivo de briga. – diz tio Túlio tentando me acalmar.

– Não Senhor Túlio, não é só isso, ele vive com essas implicâncias bestas. Quer saber que se dane, vem comigo Beto. – digo enquanto me levanto do barco, tiro a camisa (relaxa gente que eu estava usando biquíni) e logo em seguida puxo o Beto e caímos na água fria do lago.

– Emily, que droga! Volta para essa merda de barco e senta a droga da sua bunda de novo! – grita Anne.

– Não, eu não vou voltar, cansei disso, sabia que não deveria ter vindo. A culpa é sua Anne! É toda sua! – gritei chorando, em seguida sai nadando que nem louca do meio do lago seguida por Beto.

[...]

Por alguma estranha razão cheguei mais rápido que eles em casa (não tão estranha, o tio Túlio é uma ótima pessoa, mas definitivamente não dirige barcos, apesar de gostar muito deles), então arrumei minhas malas e fui descendo as escadas. Definitivamente não iria ficar nem um segundo a mais, não aguento ver ceninhas do Arthur, dando uma de doido, também não suporto ver uma família feliz. Quer saber que se dane, vim sem carro, mas isso não vai me impedir. Estou saindo da casa e encontro Beto na porta.

– O que está fazendo Emi? – pergunta ele espantado.

– Vou embora, com licença. – digo tentando passar por ele, mas ele me barra.

– Não posso deixar que faça isso, aqui foi só uma briga besta, não esquenta com isso. – diz ele me segurando.

– Você não entende? Já faz tempo que vejo que a Anne não me quer na casa dela, sei que ela gosta de mim, mas também sei que estou incomodando e agora como se não bastasse isso, o Arthur fica dando chilique, então te dou três segundos para me soltar, não quero te machucar. – digo impaciente.

Como já era de se esperar, ele não sai do meu caminho. Dou um beijo em sua bochecha e falo um suave “desculpa B” e logo em seguida puxo seu braço com um movimento rápido ele vai ao chão (obrigada aulas de defesa pessoal!), vejo que ele sente dor, mas simplesmente resolvo ignorar. Passo por cima dele e sigo até o portão da casa.

[...]

Estou no meio da rua e faço sinal para um taxi, logo o carro para, mas para minha surpresa Arthur aparece sei lá de onde em cima de uma moto, gritando que nem louco, alguma coisa que não consegui entender. Ele para a moto e vem correndo em minha direção, largo todas as malas e também vou correndo em sua direção o que deixa o taxista confuso e logo segue seu caminho. Assim que me aproximo dele, consigo empurrá-lo e pegar a moto, deixo todas as minhas malas no meio da rua juntamente com Arthur e vou embora.

– Emi devolve essa moto! Ela não é minha. – ouço Arthur gritando.

(Modo sacarmos on:) Que legal agora estou fugindo da minha melhor amiga e sua família em uma moto TECNICAMENTE roubada.

Notas finais
Comentem, se não vou assustar vocês.