Loucas no AP

29 Vinte e nove


Notas iniciais
Heey soul sister!! Desculpem o atraso, eu estava de mudança essa semana e imaginem a bagunça xD Sem falar que minha mãe pegou o pc que estão todos os capítulos (MEU PC!!) Mas aqui está... Bjos ~Azula

POV Anne

ACHEI! Obrigada senhor, encontrei essa boboca besta de bumbum molenga, de um jeito estranho, mas encontrei. Agora eu posso agredi-la até quando eu não aguentar mais... Mentira, eu sou calma demais para fazer isso.

Pelo menos eu ACHO que sim.

Tom, Emily e eu caminhamos em direção a saída do bar para termos uma conversinha civilizada. Chegando a varanda de madeira do lugar vejo um banco no canto e encaminho Emi até ele. Peço ao Tom que avise a minha família que achamos a tchonga, ele entende e vai atrás de um telefone.

Chego próximo ao banco em que Emi está sentada e me apoio na cerca da varanda, a chuva ainda está forte, parece que nunca vai acabar. Ficamos em silêncio e depois de alguns minutos ela inicia a conversa.

– Por que trouxe o Tom?

– Porque precisava de ajuda. – Respondo – E também não poderia vir sozinha atrás de você, é perigoso.

– Entendo. – Diz sacudindo a cabeça e depois sorrir – Você veio atrás de mim, quem diria hein?

– Não se acostuma ta? – Aviso, fazendo um careta. – Emi porque você fugiu?

Ela desvia o olhar e começa a observa a chuva. Eu apenas respiro fundo e continuo.

– Olha! Eu sei que você tem problemas com seu pai, ele foi um idiota, é difícil de esquecer. Sei que você se sente desconfortável perto de uma família, de certa forma, alegre e também sei que você queria me matar por trazer você até aqui por causa disso. Mas estes não são motivos para pegar uma moto e fugir, Emi. Minha família também é a sua e vice-versa. Somos todos os Boss-Weints. – Digo e Emily sorri com o nome – Eu sei que o nome é estranho, mas enfim... Somos sua família e como sua família, nós nos preocupamos com você.

– Eu sei Anne, mas não é tão fác...

– Cale-se! É simples, pare com esse drama! Você sabe que eu detesto coisas tristes. – Interrompo autoritária e ela se assusta – Você é minha irmã dos zóios verdes e eu sou sua irmã dos zóios azuis, pronto, agora nós vamos apertar as mãos e em seguida comer porque já é quase hora do jantar e eu apenas tomei café da manhã.

– Mas nós não vamos embora agora? – Indaga a morena, já em pé, apertando minha mão.

– Não, a chuva está muito forte e já é tarde. Vamos dormir aqui e amanhã bem cedo vamos embora. – Digo e Emily comemora – Por que ta feliz?

– Por que eu vou poder ficar mais um pouco com o Papai Noel. – Sorri.

Sorrio junto com a tchonga e entramos no bar novamente.

[...]

Depois de uma noite mal dormida (a cama daqui não é confortável), já estamos todos acordados e tomando café (está nojento, o café parece uma sopa cremosa e acho que atropelaram essa panqueca). Converso com um barman brutamontes, até que Emily tem razão, esses motoqueiros são pessoas super legais, eu me divertir muito ontem com eles, me ensinaram a jogar sinuca e o Papai Noel me deu uma jaqueta de couro linda (vai me ajudar com essas roupas fofas que a Emi me deu).

O Tom ainda ta assustado com a tal da Maria Eugenia, agora vive grudado na Emily e em mim, não fica sozinho nem por um segundo e a minha querida amiga ta adorando isso. Às vezes ela olha para ele, vira e finge que vai chamar a mulher, o Tom só não tem um ataque cardíaco porque o organismo não deixa.

Mas é engraçada a reação do moço.

– Quando vamos embora daqui? – Indaga Tom pela milésima vez.

– Depois do café. – Respondo – Come que vamos ter um caminho longo, cadê a moto dele Emily?

– Ta estacionada lá na frente, eu vou com ela? – Diz a morena.

– De jeito nenhum, você vai se arrebentar de novo. – Falo após terminar de tomar o café-sopa. Papai Noel me contou do pequeno acidente que a tchonga teve. – Você vai comigo no carro, Tom vai de moto.

Ela apenas revira os olhos e termina de tomar o café. Tom acaba o seu em seguida e vai logo dizendo:

– Agora podemos ir? – Sorrio pela pressa do moreno e afirmo.

– Vou me despedir do Papai Noel. – Emi murmura já se levantando.

Pago ao dono do bar pela estadia e pelo café, ele sorri e agradece.

[...]

­– EMILY! – Grita meus pais assim que o carro para em frente a casa.

Emily olha para mim pedindo ajuda, eu apenas dou de ombros enquanto saio tranquilamente do carro. Já Emi não teve a mesma sorte, mal pôs os pés no chão e foi logo esmagada pelos meus pais em um abraço desesperado (esse abraço é realmente terrível, experiência própria, fiquei quase com pena da nanica). Olhando a cena até que é fofa, a não ser pelo fato de que a minha amiga está se debatendo, pedindo por ar.

– Nunca mais faça uma coisa dessas Emily. – Diz meu pai livrando a garota do abraço. – Você não sabe o quanto ficamos assustados.

– Desculpe Tio! – Fala a morena recuperando o fôlego apressadamente. Pelo menos acho que agora ela entende que é da família.

– Emily?! É você mesmo? – Indaga Arthur, que acabou de chegar com a boca suja de chocolate. Reviro os olhos para essa situação. – Quero te pedir desculpas, ok? Eu fui um imbecil, fiquei com ciúmes de você e o Beto, você pode me perdoar?

– Farei o possível. – Diz Emi com um leve sorriso – Não entendo porque ficou com ciúme, afinal o B e você são meus amigos queridos.

Segurei-me para não rir da cara do meu irmão ao ouvir as ultimas palavras da nanica. Tom, que estava ao meu lado vendo toda a cena, não conseguiu se segurar e começou a rir baixinho.

– MINHA DIVA! – Berra o idiota do Beto ao longe, sorrindo para a Emily que retribui o sorriso da mesma maneira.

Beto começou a correr em câmera lenta (igual nos filmes) em direção a Emi, e a tchonga fez o mesmo. Só consigo pensar em uma coisa, que é: Isso é mesmo necessário?

– Dá pra vocês serem normais? – Digo assim que os dois se abraçam.

O B olha para mim e balança a cabeça negativamente.

– Já que está a família reunida, todos para a mesa, vamos festejar o retorno de Emily Boss. – Pronuncia meu pai e todos riem concordando, indo em direção a casa.

– Acho que essa é a hora de eu ir para casa. – Fala Tom, já caminhando em direção a moto, mas eu o seguro pelo pulso e vou puxando para a porta. – Ei! O que ta fazendo?

– Meu pai disse para todos irmos para a mesa, você também vem.

Chegando a sala estavam todos conversando animados, como se nada tivesse acontecido. Olho cada um deles e sorrio arrastando o meu recém adquirido amigo para um canto do sofá.

Acho que agora tudo vai se acalmar.

Notas finais
Como eu ainda to ocupada, pedi para a Lícia responder os comentários deste capítulo beleza? xD Tchau