Notas iniciais
Oi oi oi leitores! Como sempre eu me atraso (Deu pra perceber, né?)... Mas acho que é normal, falta de responsabilidade, preguiça, debimentalice... Coisas do dia a dia de uma pessoa normal. A Lícia (VLic) está ocupada por esse motivo sou eu (Azula) que está enchendo o saco de vcs aqui. Sem mais delongas... ~Azula

POV Emily

Estamos finalmente voltando para o apartamento da Anne, esses dias na casa de lago do tio Túlio foram bem... como eu posso dizer... meio estilo novela mexicana sabe. Eu dei uma leve surtada, conheci motoqueiros da terceira idade super fofinhos, fui presa, fiz a Anne vestir roupas gays e vi a mesma esganar o B (não necessariamente nessa ordem). Então acho que posso dizer que esses dias foram bem proveitosos.

Quando chegamos a cidade, Anne e eu aproveitamos e nos desculpamos com os nossos chefes, já que faltamos no trabalho.

[...]

Após deixar o B em sua casa (Anne não aguenta mais olhar para ele, enjoada eu sei) estamos na portaria e resolvo subir na frente enquanto Arthur tira as malas do carro e Anne supervisiona o descarregamento. Para variar o elevador estava com defeito, tive que subir os cinco lances de escadas (ai que castigo!) quando chego a porta ela estava aberta, começo a entrar cautelosamente e para minha surpresa encontro um homem sentado no sofá.

– O que você está fazendo aqui? – pergunto paralisada na porta.

– Eu vim te ver. – diz o homem já de pé caminhando em minha direção

– Como entrou aqui? – pergunto dando passos involuntários para trás quando ele se aproxima.

– Olavinho sabe abrir portas, eu ia esperar do lado de fora, mas ele estava apertado e entrou sem me ouvir. – diz Davi agora bem próximo e um pouco vermelho.

– O Olavinho está aqui? – pergunto me desviando dele e procurando pela criança. – Olavo! Olavinho! – grito indo em direção a cozinha.

Olavinho sai do meu quarto e vem correndo em minha direção gritando “EMI”. Eu amo esse moleque, mesmo que ele tenha arrombado o apartamento da Anne (o que de fato o faz parecer ainda mais comigo) eu amo ele.

Pelo que entendi, um dia depois que viajamos Davi veio me ver (parece que o Senhor X deu meu endereço novo, carequinha filho da mãe), mas encontrou um bilhete na porta em que a girafinha dizia que nós fomos viajar e também disse o dia em que nós duas voltaríamos. Então hoje ele voltou com o Olavinho que o ameaçou se não viesse (de novo, amo esse menino) e o resto da história, nós já sabemos.

– Pelos santos nerds o que está acontecendo aqui? – pergunta Anne ao entra no apartamento seguido pelo Arthur.

– Longa história girafinha, mas agora você só precisa se limitar, a saber, que eu e o Davi vamos dar uma volta e você vai cuidar do Olavo um pouco. – digo e antes que ela possa reclamar Olavinho aparece e faz beicinho (sim, eu já havia combinado com meu irmãozinho gêmeo).

– Seu beicinho fajuto é fácil ignorar Emily, mas não tem como ignorar esse autêntico beicinho cheio de fofura! – diz Anne toda derretida pelo charme de Olavo (esse menino tem futuro). – Tudo bem, só não volta muito tarde você sabe que não sou muito fã de crianças. – diz Anne voltando ao seu normal chatolino.

– Espera um minuto, Anne eu não acredito que você vai cuidar desse garoto para a Emily sair com o irmão dele! – diz Arthur indignado e olhando com cara feia para o Olavinho (sim, todos nós sabemos que isso não foi uma atitude inteligente da parte dele... Agora sim ele está ferrado).

– Vou sim, não vejo problema nenhum nisso. – diz Anne seriamente sem desviar o olhar de Olavo.

– Olha Arthur não começa ta, e se eu fosse você eu pediria desculpa ao Olavo. – digo e em seguida olho para o menino.

É o Arthur está muito ferrado.

[...]

Estou em uma pracinha próxima ao condomínio da Anne, aqui tem uma calçada para pedestres, outra para ciclistas que é separada com um canteiro cheio de árvores. Aqui é um bom lugar para conversar, mais a frente tem algumas mesas, Davi e eu sentamos em uma delas já faz um bom tempo e o silêncio já está ficando constrangedor.

– Então... Você foi até a minha casa, acho que quer me dizer alguma coisa não é? – pergunto rompendo o silêncio e Davi por sua vez só balança a cabeça positivamente e voltamos a ficar calados, depois de um tempo ele continua.

– Desde o dia em que te vi gostei muito de você, Emily eu vou ser sincero, acabei de sair de um relacionamento longo e eu ainda estou apaixonado pela minha ex, mas eu gostaria de esquecê-la com você, sei que posso não estar apaixonado por você, mas você é totalmente incrível, me dá uma chance de fazer nós dois darmos certo? – diz Davi segurando minhas mãos e chegando cada vez mais perto, até faltar uma distância minúscula entre nós.

– Eu não sei, não sei o que dizer, acho qu... – fui interrompida pelo celular dele, que começou a tocar (salva pelo gongo), rapidamente vi a expressão de Davi ficar pálida.

– É a minha ex, antes dela terminar ela disse que só ligaria se ainda me amasse... Isso já faz dois anos. Mesmo depois de anos ela ainda me ama... – diz Davi olhando cegamente para o celular, posso ver em seus olhos a confusão e o dilema.

– Ta tudo bem, atende. – falo segurando gentilmente a sua mão. – Mas eu vou querer separação total de bens, você fica com o carro e eu com o Olavo. – digo o fazendo rir.

Deixo Davi falando ao telefone e levanto da mesa e vou andando em direção ao condomínio da Anne. Ainda bem que a pracinha é perto, se fosse um pouco mais longe eu ia falecer de preguiça.

Já estou na portaria quando meu telefone começa a tocar. FILHA DA MÃE DE UMA FIGA!!!! Anne deve ter trocado o toque como vingança pelo que eu aprontei na casa de lago. Simplesmente esse ser humano futricado me gravou cantando desafinadamente no banheiro e colocou como música, o porteiro tomou um susto tão grande que espirrou café na TV. Apresso-me a atender ao telefone e não da nem tempo de ver quem é.

– Alô? – digo agoniada e ignorando a cara feia do porteiro.

– Emily Boss? – diz uma mulher do outro lado da linha.

– Sim, quem fala? – Pergunto (o que me irrita em ligação desconhecida é que preciso gastar minha educação)

– Sou a Sra. Gomez, a arquiteta que está cuidando da sua casa. – diz a mulher.

– Claro! Como posso lhe ajudar? Houve algum problema com a construção? – pergunto

– Não, pelo contrário, já está tudo pronto, você só precisa assinar uma papelada e já pode voltar a morar em sua casa normalmente. – diz ela em um tom de empolgação.

– Nossa isso é sério? Caramba que legal! Muito obrigada, amanhã vou passar na seguradora resolver logo tudo o mais rápido possível, obrigada Sra. Gomez, até amanhã. – digo desligando o telefone.

Minha casa está pronta. Não sou mais uma sem teto. Ebaa! Começo a dançar estranhamente pela portaria até que passa um casal de idosos e resmungam algo como “essa juventude!”, logo percebo o mico e volto a ser uma pessoa quase normal.

Mas como eu vou falar isso para a Anne?

– Emi eu preciso falar com você. – diz Arthur sério interrompendo meus pensamentos e logo atrás vem Anne um tanto ofegante.

Notas finais
Bem galerinha, estamos na reta final da história... poxa de poxinha, mas ainda falta um pouco...questão de 5 ou 6 capítulos, por ai. Acharam erros? Gostaram de uma parte? Alguma ideia pro final? É só comentar ai... Bjoos