Notas iniciais
Iae meu povo, de boa na lagoa? Olha, essa é a primeira história que faço,então qualquer erro de português... Desculpem-me. Sem mais delongas, aproveitem a leitura e comentem, viu? ~Azula

POV Anne

Ai ai! Sábado, dia do descanso. Longe da loucura que é a Blum Engineering, onde trabalho, longe do meu chefe e da secretária gorila dele. Hoje somos apenas eu e meu lindo, meu branquinho, “tchutchuco” e com toda sua magnificência... O meu Xbox. Pois é, sou louca por jogos, principalmente os de guerra, são tão divertidos. Mas você deve estar pensando que sou uma gamer viciada, que não vive sem vídeo game, como se ele fosse o meu oxigênio... E se pensou assim, parabéns você está completamente correto (a). Porém sei o tempo em que posso jogar e o que não posso. Nesse mundo temos que ser equilibrados.

Como todas as histórias devo me descrever né? Pra começar eu tenho nada de interessante... Cabelo castanho-claro, branca, magrela, alta e olhos azuis. Amo Harry Potter e filmes de animação (Criança Forever), péssima cozinheira, apaixonada por livros de aventura, colecionadora de camisas com estampas geeks, louca por carros antigos (apesar de não ter um carro antigo) e toco violão.

Moro sozinha em um apartamento grande que foi um presente do meu pai. Trabalho e faço faculdade de engenharia civil. Não tenho muitos amigos, na verdade só tenho uma amiga, o resto são ‘’coleguinhas de classe’’ e família.

Bom, eu vou logo começar meu fim de semana, sigo até minha coleção de jogos e pego Call Of Duty colocando, logo em seguida, o CD no aparelho. Enquanto espero o jogo carregar, vou até a cozinha, que é separada da sala apenas por um balcão, pegar algo para lanchar, mas o telefone começa a tocar, me interrompendo.

– Diga!

– Anne? – fala o desconhecido – É o Arthur.

– Ah! Oi, maninho, como está sendo a viagem?

– Incrível, aqui é um lugar muito bonito mesmo. Diversas montanhas. – diz meu irmão, alegremente.

– Que bom. Por que me ligou? – Pergunto, olhando a TV.

– Sempre direto ao ponto... – Suspira – É que eu vou voltar terça-feira, posso ficar no seu apartamento?

– Tem casa não mocinho? – Retruco. Só me faltava virar babá do meu irmão mais velho.

– Sim eu tenho, mas está em reformas, bebê. Vai ser rápido uma semana ou duas, posso ficar ai durante esse tempo?

– Affe! Ta legal, pode sim, mas traz um presente para mim. – Digo e ele começa a rir.

– Levo sim, feiosa, tenho que desligar agora, Tchau!

– Tchau!

Desligo o telefone. Que ótimo, meu irmão vai ficar comigo, e isso significa mulheres assanhadas na minha porta a todo o momento. Mas se uma delas apenas tocar no MEU irmão vai morrer.

Pego meu lanche, sento na poltrona e inicio o game.

[...]

– Droga! Sai daí, boneco desgraçado! – murmuro enquanto jogo.

Já deve ser duas horas da madrugada e eu tenho que acordar bem cedo, mas eu ainda não estou contente com o meu desempenho no jogo, quero bater meu recorde e eu vou conseguir, com certeza irei. Caso não, eu mudo meu nome para Raimundinha Purpurina e danço “Macarena” no meio da rua. Mas parece que o bonequinho gráfico não vai cooperar comigo.

Olho de canto e vejo um ser felpudo, de pelagem branca e olhos quase cinza, sentado e me observando.

– Ta olhando o que, Dumbledore? – Pergunto ao meu gato de estimação – Nunca viu alguém jogando vídeo game não, seu saco de pêlos?

Ele me olhou com uma cara de desdém, empinou o rabo e deu meia volta. Às vezes acho que esse gato acredita que é o dono do mundo, ou pior, do meu apartamento.

Bom, vou voltar minha atenção ao jogo que é mais interessante.

– Pula, seu jumento, eu comando você e estou ordenando que pule – Retruco.

[...]

Acordo assustada e olho para o relógio, sete da manhã, levanto e coloco minha pantufa de porquinho rosa. Odeio essa pantufa, é rosa e muito fofa para mim, mas foi presente da minha amiga, Emily, e ela me ameaçou caso eu não usasse.

Não acreditei no início e só usava essa pantufa quando ela estava por perto, mas foi ai que o desastre aconteceu, ela descobriu e cortou todas as minhas camisas da saga Star Wars, não deixou UMA, e ainda pintou meu violão de rosa (não era meu violão preferido, mas isso foi injustiça), e desde esse acontecimento, tenho medo quando ela faz uma ameaça.

Após tomar meu café, coloco ração para o Dumbledore, sento em frente à televisão e começo assistir Phineas e Ferb. Mas enquanto estou assistindo alguém, muito imbecil, resolve me atormentar tocando a campainha.

“Quem ousaria atrapalhar meu momento de lazer?”

Levanto-me relutante, e caminho apressada até a porta, e mais uma vez a campainha toca.

– To indo! – digo já mal-humorada. Essa pessoa, além de chata, é apressada.

Pego a chave e destranco a porta.

Ao abrir nem consigo raciocinar direito, uma garota branca, com cabelo castanho-escuro e mais baixa que eu, entra no meu apartamento, acompanhada de várias malas, sem nem ao menos pedir permissão, e vai logo dizendo:

– Anne, querida! Resolvi atender seu pedido de vir aqui morar com você, então... Onde coloco minhas coisas?

NÃO! Pelo amor de todos os santos protetores dos nerds, ela não... O que eu fiz para merecer isso?

– O-O que você ta fazendo aqui? – Pergunto paralisada.

– Não tava ouvindo? Eu vim morar aqui. – Responde Emily, calmamente, já sentando no sofá.

Não acredito que essa louca veio me perturbar no fim de semana. E que história é essa de vir morar aqui?? WTF?

– Ta ta, mas por quê? – Digo fechando a porta.

– Porque eu sou uma ótima pessoa e pensei que você queria companhia, sabe? – Explica – Você é tão... Alone nesse apartamento gigante, não faz mal dividir seu espaço com os mais necessitados, querida girafinha.

– E desde quando você virou “necessitada”? – Pergunto sem perceber o apelido, olhando nos olhos esverdeados da minha amiga doida.

– Bom, desde que eu alagueieincendieiminhacasa. – Diz ela, rápido demais.

– Você fez o que?

– Ai, ta ficando surda, garota? – Fala – Eu alaguei e incendiei minha casa, não vê as malas molhadas, cega?

O QUE?!

– C-Como você fez isso? Ta que você é doida, mas fazer coisas opostas, ao mesmo tempo, em casa é... É... Ah! Sei lá, tenho nem palavras para me expressar de tanta idiotice. – Digo levantando os braços.

– Ei! Eu não sou doida nem idiota. Eu apenas danifiquei, ligeiramente, a minha cozinha, mas essa não é a parte interessante. Pode pegar um copo d’água para mim, girafinha?

– E existe parte interessante? – Entro na cozinha para pegar um copo d’água.

– Claro, e você vai rir muito. – diz a louca – Tudo começou com uma forminha de gelo.

Ai meu pai! E essa é a Emily, uma louca de pedra que faz o inacreditável... Ninguém merece.

– Pode me explicar essa história direito, senhorita sem noção? – Falo dando o copo a ela.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem tchutchucos! ♥ Anne-http://data2.whicdn.com/images/45417891/tumblr_mempfzTQzR1rs3ek2o1_500_large.jpg ~Azula