Loucas no AP
2 Dois
Notas iniciais
POV Emily
Tudo bem, tudo bem na visão da Anne sou uma doida que conseguiu unir dois elementos opostos (água e fogo) para destruir minha casinha (oh querida, descanse em paz!), MAS antes que tire qualquer conclusão, vou contar como aconteceu:
Fui beber um suco, porém não havia nenhum gelo, então fui encher a forminha com água e foi quando a criatura apareceu. Era horrível! Grande, marrom, cascuda e para piorar a desgraça estava vindo em minha direção VOANDO! Fala sério, baratas voadoras não deveriam existir. Respirei fundo e fiz o que qualquer um faria, sai correndo em direção à porta, entrei no carro e fui para casa do Beto, meu melhor amigo. Não ligo se era mais de meia noite, ele tem que matar a desgraçada.
[...]
Ao voltar para minha casa, seguida pelo meu amigo, vejo os bombeiros, uns curiosos enxeridos e um incêndio grande, que vinha da cozinha, então perguntei:
– O que houve?
– Sua casa alagou. Isso acabou gerando um curto circuito nos fios elétricos e a fez pegar fogo. – disse um bombeiro com cara de bolacha.
– Ta de brincadeira com a minha cara? – pergunto incrédula olhando o estrago.
– Até que parece uma brincadeira, mas não é. Você conseguiu fazer o que ninguém no mundo fez. Alagar sua casa e incendiar tudo ao mesmo tempo. – responde o cara de bolacha.
– Não, Senhor Bolacha... Quero dizer... Não moço, não é possível, como ela alagou? – pergunto com os olhos carregados de lagrimas.
– Aparentemente, alguém deixou a torneira aberta e foi possível identificar que, na pia, havia uma forma de gelo. – diz ele, sem perceber o apelido (ainda bem).
– DROGA DE GELO! Droga de barata, droga de droga onde vou morar? Como fica minha casa? — pergunto desesperada.
– Bom você pode morar comigo. – sugere Beto.
“Nem morta que eu vou morar com ele! Adoro meu amigo, mas é muita mulher que entra naquela casa, é demais para uma mera mortal. Vou só fingir pensar no assunto e dar uma desculpa.”
Beto é até que um cara bonito. Tem ombros largos, sobrancelhas escuras, é musculoso, alto, cabelos castanhos e olhos azuis, quase cinzas. Não é surpresa ter sucesso com as mulheres.
– Obrigada B, mas... A Anne ficaria muito zangada se eu não fosse morar com ela. – Invento uma desculpa.
“É ISSO! A Anne! Vou morar com ela.” Pensei.
– Já tenho onde morar, mas o que vou fazer com minha casa? – pergunto tentando ficar calma.
– Anne fez um seguro para sua casa, você pode fala com a seguradora amanhã. – sugere Beto.
– É, pode ser... – falo pensativa, ainda sem acreditar no que acabou de acontecer.
– B eu estou muito cansada e estressada, vou dormir na sua casa e amanhã me mudo, você pode me ajudar a pegar minhas coisas? – digo, e antes que ele responda já o puxo para a minha casa, já que o incêndio tinha sido apagado.
É tão bom poder contar com Beto, não só porque ele vai carregar as malas, mas também por ele ser um amigo incrível e sempre me ajudar, tenho sorte de todos meus amigos sempre me apoiarem. Só não pensem vocês que ele não vai zoar comigo depois (ai como sofro!).
E sobre minha casa, eu sei amiguinhos, não chorem, tudo acaba bem para titia Emily, felizmente o incêndio foi só na cozinha, então deu para salvar o resto das minhas tralhas. Eu dormi na casa do B mesmo, mas assim que amanheceu, estava tomando café e saiu do quarto dele uma mulher só de roupas intimas andando pela casa (e ainda tomou meu café!). Neste momento achei muito apropriado me mudar para o apartamento da Anne.
Ao sair da casa, pego meu carro e dirijo em direção à casa da Anne.
Sinto-me um nômade, sem casa, sem destino. Não importa que horas você saia de casa tem sempre um individuo atrapalhando o transito (se eu tivesse uma carreta não ia ser assim). Finalmente cheguei ao apartamento da minha futura “vizinha de quarto”, ela deve esta tão animada (se ela soubesse ao menos)!
Ai que preguiça! Minha mala é muito grande, e essa porcaria de elevador tinha que esta em manutenção. Anne querida temos que conversar, você não pode morar no 5° andar “minha fia” vou ter que subir a escada?! Com varias malas pesadas?! Isso nunca! Tenho que dar um jeito.
Avisto um homem, parado, olhando-me.
– Mais que coisa interessante! – digo a mim mesma.
“Hora do poder feminino.” Penso.
– Oi! Você mora aqui? – pergunto cheia de charminho.
– Sim, no 3° andar. Qual seu nome? – pergunta a pobre vítima.
– Ah, que legal! Meu nome é Emily e o seu?
– Ricardo, você vai morar aqui?
– Não sei... – falo fazendo beicinho.
– Por quê? – ele se interessa mal sabendo que caiu no golpe.
– É que preciso de ajuda com as malas, só que são muito pesadas para mim. – falo aumentando o beicinho.
– AH! Sendo assim eu mesmo carrego. – diz ele. (lol ele caiu meu povo).
– Obrigada é no 5° andar. – digo e vou subindo as escadas
“Aiai Anne terá uma surpresa em tanto, até que vai ser divertido.” Penso.
Interrompo meu raciocínio quando vejo Ricardo exausto, tentando disfarçar, e subindo as escadas, abafo um riso e finjo não ver, se ele está assim, imagina eu carregando esse monte de coisa. Finalmente chegamos Ricardo está tão cansado que inventa uma desculpa e vai embora (eu acho que ele foi colocar a coluna no lugar).
Vou até o apartamento de Anne e toco a campainha. Bom e o resto vocês já devem saber.
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