Loucas no AP

33 Trinta e três


Notas iniciais
Fala povooo!! KKK Aqui estou eu depois desses longos dias sendo uma autora irresponsável que não cumpre a programação de postagem... blablablablablablabla ENFIM... podem xingar, mandar maldições, jogar pedras, etc. Eu poderia dizer que eu tenho uma doença rara e por isso não postei, mas seria mentira né? Está ai o capítulo 33... TCHARÃÃÃÃ Bjos ~Azula

POV Anne

Passei a noite preocupada com o Arthur e um pouco ansiosa sobre a resposta de Emi. Ela diria sim ou não? A Dúvida é uma droga. Mas no fundo, bem lá no fundo de minha alma eu gostaria que ela também gostasse do meu irmão, assim todos saiam felizes, Emily seria oficialmente parte da família Weints.

E pensar que há poucos dias atrás eu odiava a ideia deles juntos.

Quando acordei pela manhã, encontrei Arthur super elétrico, mas ainda com as olheiras da noite mal dormida, na cozinha já terminando de fazer o café. Resolvi ajudar a fazer uns sanduiches para o café da manhã, pelo menos meus sanduiches não são uma porcaria completa, talvez só 50% uma porcaria, contudo são comíveis (Arthur comeu sem fazer careta ou reclamar).

Depois de comermos ficamos conversando sobre a nossa infância.

– Lembra de quando você fugiu de casa, seminu, porque tinha visto uma fada? – Relembro entre as risadas.

– Lembro sim. – Diz Arthur gargalhando – E ainda defendo fielmente que tinha visto uma fada vermelha.

– Imbecil, era o papai com um lazer. Até quando vai negar?

– Quando a ideia de eu acreditar em fadas com 15 anos não for ridícula.

– Boa sorte com isso. – Recomeço a rir.

A conversa tava boa, mas Emily acaba de chegar trazendo o energúmeno do Beto.

Levanto-me para saber a resposta que ela vai dar ao meu irmão.

– Oi gente, Arthur podemos conversar sozinhos? – Pergunta a morena, confesso que isso me entristeceu e me deixou mais curiosa ainda, contudo eu disfarcei bem.

Arthur segue Emi para fora e antes que eles saíssem, ela dá um empurrão em Beto em minha direção.

Acabamos dando uma cabeçada um no outro. Emily é nanica, mas tem uma força de gorila.

– Ai! Acabei de perder milhares de neurônios. – Digo esfregando a testa.

– E eu perdi os que me restavam. – Fala o mais alto, seguro o riso – Pode rir, não me importo.

– Rir do que? Acho que seus neurônios foram extintos mesmo.

– Ha Ha, como você é engraçadinha.

– Faço o que posso, idiota. – Volto a me sentar no sofá e Beto senta no outro – Por que você veio com a Emily?

– Vim acompanhá-la, sou um ótimo melhor amigo. – Disse sorrindo – Que camiseta é essa que você tá usando?

– Ah! Roubei do Tom. – Respondo olhando a camiseta branca com o desenho de um macaco e escrita “Little Monkey” – Antes de a Emily me devolver as minhas roupas.

Beto não disse nada, apenas me fitou por um longo tempo até decidir vir sentar ao me lado.

– Beto... Volta para o seu canto. – Retruco já me afastando, mas ele continua a aproximação até eu decidir me levantar e ir para a cozinha.

– Por que você ta fugindo? – Pergunta o idiota me seguindo.

– Por que você ta se aproximando? – Digo abrindo a geladeira e pegando uma barrinha de cereal.

– Touché. – Murmura encostado no balcão e me observando.

– Para de olhar para mim! – Peço já vermelha, dando uma boa mordida na barrinha.

– Gosto de olhar pessoas bonitas. – Sorri debochando.

– Eu não sou... Você é um idiota mesmo! – Falo e abaixo a cabeça para disfarçar a vermelhidão que atingiu meu rosto.

– Posso saber por que você me odeia?

– Por que não vou com a sua cara. – Digo após alguns segundos.

– Já ouviu a expressão “Nunca julgue um livro pela capa”? – Pergunta ainda próximo ao balcão.

– Você não chega aos ‘’pés’’ de um livro... Por que você veio aqui? – Refaço a pergunta de antes, fitando-o – Diga a verdade.

Beto começou a ficar envergonhado, o que achei muito estranho, então caminhou até parar bem na minha frente, esse menino está esquisito hoje.

– Porque quero te dizer uma... uma coisa... – Fala pausadamente, essa demora está me dando nos nervos – E-Eu to gostando de uma pessoa ai e...

– Vai me pedir conselho amoroso? – Interrompo – Porque não sei dar conselho nem sobre roupa para vestir.

– Não é isso.

– Então fala de uma vez que eu quero assistir um filme. – Digo dando mais uma mordida na barrinha.

– Eu gosto de você. – Murmura, erguendo os braços como um escudo – Não bata em mim, por favor.

Meu cérebro entrou em colapso (Droga! Minha barrinha caiu no chão), fico olhando nos olhos do idiota esperando ele dizer “To zoando, brincadeirinha!!”, porém ele continuou com os braços erguidos esperando alguma reação violenta de minha parte. Eu até faria isso, mas parece que eu esqueci até como contar até 10.

– Não vai falar nada? – Murmura o moreno abaixando os braços e em seguida balançando uma das mãos próxima ao meu rosto – Anne? Você tá bem?

E então eu consegui reagir... Rindo que nem uma louca.

– Puxa, eu preferia que você me batesse.

– Desculpa, Beto! – Falo ainda rindo – Eu não sei o que deu em mim.

Na verdade, não sou fã de situações assim.

– Entendo... Quer um copo com água?

– Não precisa, eu estou me acalmando. – Respiro fundo – É sério o que você disse?

– Sobre o copo com água? – Retruca confuso.

– Não, imbecil, sobre gostar de mim.

– Ah! É sim, tem problema?

– Ai, eu não creio que está me perguntando isso. – Digo revirando os olhos – Não posso mandar você simplesmente parar de ter sentimentos, Beto.

– Ok. – Diz inclinando a cabeça – Mas e então...?

– E então o que?

– Pelo visto não fui só eu a perder todos os neurônios. – Murmura sorrindo de canto – Quero saber se o sentimento é recíproco.

– Nossa! Você conhece a palavra “recíproco”. – Faço aspas com os dedos e ele levanta uma sobrancelha – Tudo bem, tudo bem... A verdade é que eu passei anos te detestando, então não posso te responder nada. – Explico e ele sorri largamente – Por que está sorrindo?

– Porque você tá me dando uma chance.

– Não to não, só estou querendo dizer para nós começarmos com uma linda amizade.

– Melhor do que você ficar batendo em minha pessoa ou me odiando para o resto da vida.

– Quem disse que vou parar de bater? Você é grandão, pode aguentar umas tapinhas de uma magrela. – Falo sorrindo e ele me acompanha.

– Mas e o Tom?

– O que tem o Tom? – Falo pegando a barrinha que tinha deixado cair e a jogando na lixeira.

– Ele não gosta de você?

– Beto, eu ainda sou solteira, não me trate como se eu não fosse! – Digo andando até a sala sendo seguida por ele – E para sua informação o Tom tem uma namorada, muito bonita em minha opinião, ele me mostrou umas fotos.

– Que bom, então sem competição.

Olho para ele e começamos a rir. Não acredito que vou ser amiga desse idiota, pelo menos pode ser divertido...

[...]

O imbecil e eu ficamos conversando sobre alguns assuntos durante um bom tempo, não temos muitas coisas em comum, caras de óculos que gostam de ler Percy Jackson ou Senhor dos Anéis e cozinham sempre foi meu modelo de... namorado perfeito, mas o que dizem é que os opostos se atraem não é? Enfim...

Nem percebemos que já era hora do almoço quando meu irmão e a Emily voltaram, conversando alegremente e trazendo hambúrgueres para o almoço. Parece que eles se entenderam Emi deve ser boa em dar foras.

– Oi de novo! Trouxemos comida. – Diz Emily colocando as sacolas com os hambúrgueres em cima da mesa de jantar, eu já estava me levantando para pegar um, contudo Emily levantou a mão – Senta, Anne! Depois você come, tenho uma coisa para contar...

Notas finais
Anne e Beto?? Quem ai já sabia levanta a mão o/ kkk Espero que tenham gostado queridos(as).