Loucas no AP
34 Trinta e quatro
Notas iniciais
POV Emily
– Então você também gosta de mim? – diz Arthur sorrindo igual o gato da Alice.
– Eu não sabia e nem entendia, até ontem, depois que conversei com o Beto sobre outras coisas... Eu quero tentar fazer isso dar certo. – disse sorrindo que nem boba.
– Vamos logo, não vejo a hora de contar para a Anne! – diz Arthur me puxando (eita criatura delicada!).
– Agora não, provavelmente o Beto está se declarando para ela. – digo para Arthur que no mesmo momento fica sério.
– O quê? Aquele tarado! Vou acabar com isso agora! – Arthur fala e em seguida vai se encaminhando em direção ao apartamento.
– Não vai a lugar nenhum. – digo, puxando-o de volta. – Primeiro: acabamos de nos acertar e você vai dar uma de doido? Pelo menos tenta fingir que é normal. Segundo: ele é meu amigo e sei que as intenções dele são boas e terceiro: deixa ELES se acertarem seu estraga prazeres.
– Ta bom, pedacinho de coco. – diz Arthur emburrado.
– O quê? Eu não ouvi, me chamou de que? – falo fazendo cara feia
– Eu disse: Ta bom, MEU AMOR. – diz ele disfarçando.
Faço careta e ele começa a rir. Pelo que estou vendo isso não vai ser nem um pouco normal.
[...]
Já está quase na hora do almoço, Arthur e eu resolvemos ir a uma lanchonete próxima ao condomínio para comprar uns sanduiches. Pandinhas (sim, os pandinhas são vocês queridos leitores), vocês acreditam que o Arthur foi me dando um sermão sobre meus shorts?! Essa criatura é muito chata, estou pagando todos os meus pecados e com juros (ai que tormento). No caminho quando olho para o lado vejo duas mulheres (usando apliques baratos) encarando MEU namorado (é tão estranho falar isso).
(Ciúme ON)
– O que estão olhando? Queridas virem para o outro lado antes que eu arranque seus apliques da 25 de março. – digo com um sorriso de lado.
O discreto aviso teve efeito, elas param de encarar o Arthur. Porém ele começou a me encarar com um sorriso convencido.
– Tira foto que dura mais. – digo a ele.
– Você vai fazer isso sempre? – ele pergunta sem desviar o olhar, dou de ombros e ele continua. – Emi, você sabe que eu sou muito assediado, então ter ciúme de mim é besteira. –diz ele todo sorridente (haha ele não me conhece).
Chegamos à lanchonete e agora é hora da vingança. Enquanto ele faz os pedidos eu fico olhando o cardápio. O balconista não tirou os olhos de minha pessoa, o que claro ativou a versão ciúme de Arthur.
– Tá olhando o que cara? Perdeu alguma coisa? – pergunta Arthur sem paciência.
O homem fica todo sem graça e volta a anotar os pedidos. Eu só olho para o Arthur e começo a rir. Como o mundo da voltas, não é?
– Arthur, você sabe que sou muito assediada ter ciúme de mim é besteira. – digo apertando a sua bochecha e ele fica com raiva, começo a rir e depois lhe dou um beijo na bochecha. –temos que ser mais tranquilos.
Arthur concorda comigo e começamos a rir, depois de pegar o pedido seguimos em direção à porta. Como um flash tudo volta a minha mente, com tudo isso esqueci que vou voltar para minha casa.
– Arthur, você sabe que não vou morar na casa da Anne para sempre não é? – pergunto enquanto ele abre a porta para eu passar.
– Eu sei, mas não é o fim do mundo, eu tenho carro sabia. E também essa sua mudança vai demorar ainda, não precisamos nos preocupar com isso. – diz ele sorrindo.
– Na verdade, vou me mudar amanhã. – digo um pouco vermelha.
– Ah, isso é um pouco cedo... – ele diz assustado, mas logo me olha e sorri. – Eu te ajudo com as malas.
– E quando você vai voltar para a sua casa? – pergunto.
– Bom agora não tenho mais motivos para ficar lá na casa da Anne, acho que vou amanhã também. – diz ele dando de ombros.
– Como você ama a sua irmã... Tudo bem, então nós dois contamos as novidades a ela. – digo e pego na mão dele. Acho que isso vai dar certo, ele é um cara muito legal. Prometemos não ter ciúmes um do outro, mas claro isso só vale para ele.
*Invasão* POV Arthur
To namorando a Emily! PEGAAA! Tem uns homens encarando a Emi e loucos para estarem com ela, mas EU, E-U estou com ela. Não é para qualquer um não. Morram de inveja.
POV Emily
Depois desta invasão ao MEU cantinho... Chegamos ao apartamento da Anne, parece que o Beto e ela se entenderam. Deixo os hambúrgueres em cima da mesa e quando Anne vai pega-los, eu a impeço, está na hora de falar logo para ela.
– Senta Anne, depois você come, precisamos conversar... – digo.
– Estamos namorando! – Arthur me interrompe totalmente elétrico.
– Não Arthur não era isso! Era a outra coisa. – digo a ele.
– Ah é a parte que amanhã você e eu vamos voltar para nossas casas? – pergunta Arthur inocente (estou pensando seriamente no futuro de nós dois, não sei se ele vai querer continuar o namoro se eu o matar).
– O quê? Estão namorando? Vocês vão embora? – Anne pergunta assustada.
– Isso ai garota! – diz Beto rindo, mas logo é censurado pelo olhar da Anne (bem feito seu futricado!).
Ela já está domando ele, que fofo.
– É estamos namorando... Eu planejava falar isso DEPOIS! – digo enfatizando a palavra e olhando para meu cabeçudo (meu...), ele só murmura um “foi mal” (foi péssimo!) e fica igual o B, encolhido em um canto.
– E você também já vai embora? – pergunta Anne um pouco triste.
– Vou girafinha, tudo vai voltar a ser como antes... Quase tudo. – falo olhando para Arthur que agora está sentado na sala conversando com o Beto sobre “quais suas intenções com minha irmã?”.
– Volta para a sua casa, mas não se esquece de uma coisa. – diz Anne e depois da minha cara de confusa ela continua. – Você me prometeu a um tempo que vai cozinhar por um mês para mim depois que voltasse para sua casa.
– Não se preocupe Anitta vou cozinhar para você. – digo sorrindo.
– Do que me chamou, nanica? – pergunta ela levemente irritada.
– De bonita. – faço carinha de santa.
Começamos a rir e eu abraço minha melhor amiga, sei que não é um adeus para valer, mas vou sentir falta dela.
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