Loucas no AP

35 Trinta e cinco


Notas iniciais
Povo... mil desculpas, fui irresponsável eu sei...eu sei. 5 meses sem postar. Fiquei sem um pingo de criatividade pra terminar o capítulo e isso acabou me desanimando mais e mais. Mas enfim consegui :) Agradeço a todos que leram, foi divertido criar essa história com minha irmã/companheira/melhor amiga Lícia. A todos que gostaram e comentaram agradeço mesmo de cérebro (coração apenas bombeia sangue kk). "Um beijo pra quem quiser" Azula

POV Anne

Quero começar o meu relato com uma coisa... HAMBURGUER É O ALIMENTO DOS DEUSES! My god como eu amo um sanduiche bem feito. Aquele pão gostoso, a carne com gosto de carne (Tem umas carnes de hambúrguer que aparenta ser de látex, né verdade?), quentinha, um circulo perfeito de sabor, o deleite de todo carnívoro. E tem também alface fresca, tomate, aquele molho que eu não sei do que é feito, mas to comendo e que se dane caso eu fique com alguma doença intestinal... O que vale é o presente.

Mas continuando a normalidade, estamos todos comendo na sala, ao redor da mesa de centro.

Arthur e Emily conversam animadamente enquanto comem, Beto brinca com o guardanapo e eu apenas encaro meu sanduiche, respondendo as perguntas do Arthur de vez em quando.

Emily achou conversarmos sobre a sua casa e o Arthur depois. Eu não contrariei afinal a fome era grande.

Beto, que sentou do lado oposto em que estou, lança olhares para mim a cada minuto e sorri bobamente, porém finjo que não vejo e continuo concentrada no meu lindo hambúrguer. Caso eu olhe vou acabar parecendo retardada assim como ele.

Quando todos acabam de comer, ajudo a Emily a limpar a mesa e depois seguimos para o meu quarto, deixando Arthur e Beto assistindo TV no sofá.

Depois de fechar a porta, Emily senta em minha cama e começa a sorrir.

– Está rindo de quê, sua boboca? – Falo levantando a sobrancelha e me sentando ao seu lado.

– Sei lá. – Suspira – Acho que é sintoma de namoro.

– Espero que não seja contagioso. – Sussurro alto e Emi me dá um soco leve no braço.

– Imbecil. – Diz sorrindo mais ainda – Então? Quais suas perguntas?

– Huummm, deixe-me ver! – Murmuro segurando o queixo – Quando você percebeu que gostava do meu irmão? E por que não me contou?

Emily responde prontamente.

– Quando eu não sei... Aconteceu devagar, ele sempre foi legal comigo, pelo menos quando não estava com ciúme, e eu sempre me divertir com ele. Não te contei porque você iria surtar, sua louca possessiva.

– Ta. Este é um belo argumento. – Digo fazendo uma careta – E sobre a casa?

– A senhora Gomez me ligou ontem e contou que a casa já estava pronta, quero logo ter meu lindo lar de volta.

– Graças a Deus. Já não te aguentava mais aqui. – Falo e recebo mais um soco. O que me faz gargalhar alto e Emily acaba rindo também.

Ficamos rindo e brincando, contando histórias engraçadas e lembrando do feriado na casa do lago.

[...]

– Mas que merda vocês fizeram aqui? – Indagou Oliver furioso com os pedreiros.

Depois de ter um belo feriado e ter faltado dois dias no trabalho, infelizmente eu tinha que voltar às atividades rotineiras de minha vida. Oliver me “sequestrou” logo quando coloquei os pés na Blum Engineering e cá estou eu, tendo as primeiras impressões de como é a vida de um engenheiro.

– Desculpe, senhor!

– Ok ok, mas quero isso refeito da maneira correta.

Ontem tive que ajudar a Emily com as malas ela vai embora hoje depois do trabalho, contudo faremos uma festinha comemorando a nova casa. Apenas Emily, Beto, Arthur e eu. Espero não repetir a proeza de alagar e atear fogo na casa, e isso têm muitas chances de acontecer.

– Então, Anne? O que está achando do seu projeto ganhar vida?

– É realmente fantástico. – Digo sorrindo – Quero ver como ficará quando terminar.

[...]

Cheguei a minha casa e já comecei a ajudar a Emily e o Arthur a por as malas nos respectivos carros. Não era surpresa o Arthur ter mais bugigangas que a Emily, tenho que lembrar de dar boa sorte a nanica quando os dois resolverem “juntar as tralhas”.

– Arthur, o que você colocou aqui? Tijolos? – Digo apontando a mala que estou tentando empurrar a trinta minutos.

– Não, sua burra, ai estão meus sapatos.

– E esses sapatos são feitos de chumbo? – Arthur me lançou um olhar irado e eu apenas sorri.

– Se você não aguenta, pega essas malas menores aqui.

Fiz o que ele sugeriu. Meus bracinhos magricelas não conseguem com a mala de sapatos.

– Arthur? Me ajuda aqui. – Pede Emi puxando uma mochila. Meu irmão prontamente vai ao resgate.

Claro que a mochila não estava pesada, ela só está com preguiça e agora tem um escravo muito útil.

Perdi meu irmão para uma feiticeira. Mas tudo bem, ele já não me serve. Pego duas malas menores e sigo para o estacionamento, para colocá-las no carro do Arthur.

Quando chego ao carro e abro o porta-malas sinto alguém tocar meu ombro. Por puro reflexo acabo virando e acertando uma das malas no agressor.

– Ai! Caramba quando você vai parar de bater em mim? – Pergunta Beto, segurando o ombro esquerdo.

– Quando você parar de me assustar, ameba. – Falo reprimindo uma risada.

– Parar de assustar você? – Ele cai na gargalhada – Nunca, senhorita Weints.

– Então você vai ser espancado até a morte. – Digo fechando o porta-malas e seguindo ao elevador – Anda, vem me ajudar a pegar as malas!

[...]

Finalmente chegamos a casa da Emily, a cozinha foi praticamente construída do zero, está mais moderna e a pintura de toda a casa foi trocada. A sala ganhou um sofá maior, assim a Emi pode ficar estirada nele, confortavelmente, o dia todo.

– Nossa! Acho que vou destruir minha casa e ficar uns dias aqui. – Disse Beto logo quando entramos no novo lar da Emi.

– Vai ficar uma ova. – Falou meu irmão levemente enciumado – Emily agora não pode ficar recebendo homens aqui sem minha presença.

– Epa! A casa é minha, eu mando nela. – Diz a nanica cruzando os braços – Pode vir aqui quando você quiser B.

Beto sorri triunfante, para total ira de Arthur.

Arrumamos toda a bagunça de Emily (lê-se: Jogamos as malas no meio da sala) e pedimos pizza para podermos dar inicio a comemoração: O MEU APARTAMENTO É SÓ MEU... Sim, eu sou egoísta.

– Tem filme para assistir? – Perguntou B, sentando ao meu lado.

– Não sei, provavelmente não. – Responde Emily.

– A gente pode colocar uma playlist para tocar e jogar Detetive. – Murmuro.

– Eu não tenho esse jogo, Anne.

– Eu sei, anta. – Rebato sorrindo – Eu trouxe o meu clandestinamente no seu carro.

– É, parece que essa é a única opção. – Fala Beto entediado.

[...]

– Foi a Velha, no hotel, com o pedaço de ferro torto. – Grita Emily rindo como uma louca.

– É pé de cabra.

– Dane-se, eu ganhei! Pela primeira vez eu ganhei esse troço.

– Só porque você chegou primeiro, eu teria ganhado. – Falo jogando minhas cartas na mesa.

– Vocês são chatas. Eu já sabia a resposta faz um bom tempo. – Argumenta B.

– Sabia nada, você achava que o local era na estação de trem. – Digo, rindo da mentira.

– Eu fiz isso para que você vences...

– Calados!! – Grita Arthur se levantando – A melhor música do mundo está tocando.

Franzo o cenho e presto atenção na música. Olho para o meu irmão que inicia a tão famosa coreografia de Macarena... Ai! Santo dos Nerds, por que? Ele está fazendo tudo errado...

– Seu idiota, nem sabe fazer a coreografia. – Digo levantando e dançando corretamente.

Beto e Emily começam a rir e levantam também copiando a dancinha. Após alguns segundos estão quatro retardados dançando e cantando (No pior espanhol possível) Macarena.

Perdi a conta de quantas músicas idiotas cantamos, mas posso dizer que foi a noite mais divertida do mundo.

POV Emily

Meus lindos fãs, acharam mesmo que eu não iria invadir o ultimo capítulo? ... SABE DE NAAADA, INOCENTE!

Esse tempo que fiquei com minha querida girafa, com certeza não vou esquecer tão fácil. Consegui um escravo só meu (Arthur é facilmente comprado por hambúrguer e meus biquinhos...BEIJO, MEU COCO!), fiquei mais próxima da minha querida amiga, e o B.... Bom, nada mudou, mas vou dizer que essa experiência o fez amadurecer (sabemos que é calunia, mas não custa nada sonhar).

Quero terminar minha rápida aparição, deixando uma mensagem de reflexão:

Dale a tu cuerpo alegria Macarena

Que tu cuerpo es pa' darle alegria y cosas buenas

Dale a tu cuerpo alegria, Macarena

Hey Macarena!

POV Anne

Com licença, senhorita Invasora, o capítulo é meu. Deixe-me continuar o relato...

Depois de acabarmos a dança super envolvente, Emily chamou Arthur, e os dois sumiram a, basicamente, 26 minutos e 13 segundos. O pior é que esse tempo todo B e eu estamos sozinhos, tirando o fator desconforto e falta de assunto tudo está as mil maravilhas.

– Ér... – Murmura Beto – Pois é, né?

– Isso mesmo.

– Emily e o seu irmão estão se dando muito bem. Daqui a pouco você estará cheia de sobrinhos puxando seu cabelo, jogando balões d’água nos vizinhos, cantando Baby no banheiro, riscando sua coleção de games... Vai ser uma delicia!

– Aff... Cala a boca, energúmeno! Vai jogar praga na avó da presidenta. – Falo assustada para total diversão do imbecil.

– Calma, caso isso aconteça nós podemos contra-atacar tendo Betinhos e Anninhas.

– V-Você tá l-louco? – Digo vermelha.

– HAHA! Gaguejou... Admita que eu sou lindo que fica mais fácil. – Diz sentando ao meu lado.

– Admito que você seja irmão gêmeo de um Orc.

– Assim você fere meus sentimentos. – Murmura próximo a mim.

Ceeeeerto... Tenho problemas quando alguém está muito perto.

– Ferir seus sentimentos? – Falo olhando um canto da sala.

“Corre, Anne!!” Ordeno a mim mesma.

– Sim... Olhe para mim, Anne.

– Não, obrigada. – Respondo sorrindo.

‘Corre!!”

– O que acha que vai acontecer se virar o rosto?

– Coisas muito ruins.

– E por que continua sentada aqui?

“Me faço a mesma pergunta.”

– Tá com medinho, é? – Brinca o imbecil – Como é fofinha, essa girafa. Morrendo de medo da minha linda pessoa. – Ouço sua risada – Calma, eu não mordo. Vou te dar um coelhinho rosa, tá? Crianças devem ganhar um bichinho de pelú...

– ARGH! Cala a boca!! – Digo me virando e acertando uma tapa no seu braço.

– Virou, hein? O que devo fazer com você? – Fala se aproximando ainda mais... Continua se aproximando...

Corre. Corre.

– ANNEEE!!! – Berra alguém. – Vem aqui!

– Estou indo! – Levanto apressada, mas Beto logo agarra meu pulso, impedindo-me de dar mais um passo.

– O que você quer, Arthur? – Grita de volta – Agora que o clima aqui estava esquentando.

Oh, Deus! Por que? Sei que sou má pessoa, mas tinha que me castigar agora?

– Solte-a! – Diz meu irmão aparecendo na sala com cara de poucos amigos – Venham logo aqui.

Seguimos Arthur até a parte posterior da casa. Uma pequena varanda com algumas cadeiras ao redor de uma mesa de madeira.

Emily também estava lá, sentada no chão com as pernas cruzadas.

– Olhem! – Diz Emi apontando para o céu.

Todos ergueram a cabeça para observar. O céu estava escuro e estrelado, várias linhas brilhantes o cruzavam, rapidamente. Apenas vi isso uma vez, quando era criança, e foi bem longe da cidade já que com tanta poluição luminosa as estrelas quase sumiam.

– Estrelas cadentes? – Murmurou Beto ao meu lado – Puxa... Nunca vi tantas.

– Não é? – Fala Emily com os olhos brilhando – Parece até uma pintura.

– O que é? Não sabia que ia ter chuva de meteoros. – Pergunto ainda olhando o céu.

– Segundo a internet é a chuva de meteoros Perseidas. – Diz Arthur, sentando-se ao lado da Emily.

Ficamos em silêncio por um longo tempo, apenas observando a chuva de estrelas cadentes. Sentei-me no canto da varanda e Beto fez o mesmo. A distância entre nós era de um palmo.

– Anne. – Sussurrou ele tão próximo que tive que reprimi a vontade de pular para longe.

– Hum.

– Olhe o casal maravilha, não é fofo? – Falou apontando os dois com o queixo.

Olhei para meu irmão e minha amiga. O casal mantinha as mãos entrelaçadas. Emily estava com a cabeça descansando no ombro de Arthur, enquanto ele apoiava o queixo no topo da cabeça dela. Meu irmão falava algo para Emi, algo que Beto e eu não conseguíamos ouvir.

Realmente eles formavam um belo casal.

– Muito fofo. – Respondo.

Encarei o sorriso de Beto, que se abria cada vez mais.

– Você está olhando muito para minha boca, senhorita Anne.

– Ah! – Enrubesço – Me desculpe, é que tem um pedacinho de pizza no seu dente.

Beto arquejou e virou o rosto para limpar os dentes.

Eu comecei a rir.

– Não ria! – Ele disse me encarando – Veja se está limpo. – Completou mostrando os dentes.

– Limpíssimo. – Respondo ainda rindo.

– Não vai parar de rir?

– Não.

– Então vejo que não tenho opções. – Falou sorrindo.

– Que opç...?

Não tive tempo para completar a pergunta, Beto rapidamente colocou sua mão em meu queixo e levantou meu rosto, para logo em seguida selar seus lábios aos meus. Ele me beijou como se tivesse todo o tempo do mundo para isso.

E eu deixei... E retribuí.

Por que eu retribuí?

Beto se separou de mim com um sorriso de orelha a orelha, enquanto eu tentava lembrar meu nome.

Ouvi uma voz, mas não entendi o que dizia, permaneci congelada no meu lugar até Beto se levantar e estender a mão para mim.

– Vamos, Anne! – Aceitei a mão e me levantei.

Olhei para Emily, que me encarava com uma sobrancelha levantada e um sorriso de canto.

Droga! Ela viu?

Quando entramos na casa, Emily sussurrou no meu ouvido.

– Vai me contar por que está tão branca?

– Talvez. – Disse sorrindo – Se você me preparar um bom chocolate quente.

Ela riu e assentiu indo para a nova cozinha, acompanhada por todos.

Arthur a ajudou a preparar a bebida para nós.

Beto conversava animadamente com Arthur e Emily, eu apenas os observava.

Uma amiga maluca, um irmão ridículo, um idiota intrometido e eu, uma nerd chata e preguiçosa. Formamos uma bela equipe.

E essas semanas com eles foram ótimas. E tudo isso graças ao potinho de gelo.

Espero que sempre possamos nos divertir assim. E caso isso não aconteça... Talvez eu possa acidentalmente incapacitar meu apartamento.

Notas finais
Obrigada a todos o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!