Notas iniciais
Fala povo lindo e abençoado! Capítulo treze feito. Ta meio sem graça em minha opinião, mas eu precisava postar :P Comentem, nem que seja uma crítica, ficarei muito feliz... Bjos ~Azula

POV Anne

SOCORRO! OH GOD, tenho que arrumar essa casa o mais rápido possível, colocar uma roupa apresentável e explicar para a Emily como se comportar nessa situação (espero que ela coopere comigo, mas não vou me iludir). To correndo de um lado para o outro, arrumando tudo que eu posso, Emily está na cozinha fazendo alguns petiscos. Obrigada santinho nerd, por ter uma cozinheira em casa nesse momento.

A explicação para essa correria é simples: meu chefe está vindo para cá. Não sei o que deu na cabeça dele para me avisar em cima da hora uma coisa dessas, ele telefonou para minha casa e apenas disse “Estou indo para sua casa ver o projeto, chego em 25 minutos” e desligou. Esse cara leva a ideia de ir direto ao ponto muito a sério.

– Emi, eu vou tomar um banho e me arrumar. – falo indo em direção ao quarto.

– Ok! Já estou terminando aqui. – Murmura – E Anne, para de se preocupar você já fez 95% do projeto e pra mim ele está bom.

– Vou tentar.

Volto para a sala poucos minutos depois, coloquei uma bermuda social cinza e uma camisa de manga curta que minha mãe havia comprado. Falta apenas 5 minutos para o senhor Blum chegar, Emily deve ter ido se arrumar, minha casa está arrumada, Dumbledore se encontra deitado na sua casinha, meu projeto está organizado, parece tudo certo e é isso que me preocupa, quando tudo está certo um detalhe estraga tudo, mas vou tentar me acalmar.

Depois de ter passado exatos 25 minutos após a ligação do meu chefe a campainha toca. Quando abro a porta me deparo com dois homens, um de cabelos grisalhos usando terno e o outro loiro com uma camisa simples, o meu chefe e Oliver, um dos melhores engenheiros da empresa.

– Olá senhor Blum, Oliver. Entrem, por favor!

– Olá senhorita Weints! – Diz Jorge Blum.

– Oi Anne! Belo apartamento, digno de uma engenheira. – Fala Oliver sorrindo.

– Obrigada Oliver! – Sorrio de volta – Podem se sentar no sofá. Querem alguma coisa?

– Você tem uma coleção de vinhos? – Retruca Jorge indo em direção ao meu armário especial de vinhos. Colecionar vinhos é um hobby herdado do meu pai – Nossa! Você tem Catena Zapata adoro esse vinho. Mouton Rothschild 1945, esse é um dos mais cobiçados como conseguiu?

– Foi presente do meu pai, ele foi a um leilão e comprou.

– Uau! Posso experimentar? – Pergunta meu chefe com um ar sonhador. Nunca o vi desse jeito, é um milagre.

– Claro, vou pegar as taças. Quer também Oliver? – Digo olhando para o loiro que balança a cabeça afirmando.

Vou até a cozinha e pego as taças. É muito triste abrir um vinho desses, mas vinho tem que ser degustado. Após servir os dois, coloco também um pouco na minha taça e brindamos com o típico “Saúde”. O vinho é realmente bom, valeu mesmo cada centavo do seu preço.

– É magnífico, estou sem palavras. – Diz Jorge ao terminar de beber.

– Também adorei, mas eu prefiro coquetéis, são coloridos e os sabores são muito bons, a bebida da diversão. – Expõe Oliver – Agora... Onde está o seu projeto? Estou louco para ver.

– Por aqui. – Guio-os até o local da maquete – Eu não terminei ainda, mas boa parte já está pronta.

– Anne sua maquete está ótima. Você tem talento, isso é o que eu esperav... – Retruca meu chefe, mas é interrompido por um som terrível vindo do banheiro da Emi. Tenho que anotar: Nunca deixar Emily tomar banho quando tem visita em casa, principalmente quando é o meu chefe. Pois é, a maluquinha está cantando no chuveiro... Corrigindo, ela está gritando como uma gralha com dor de garganta, e a música não ajuda. – O que é isso?

– É a música do Justin Bieber, senhor, “Baby” – Diz Oliver rindo – Minha filha adora esse cantor.

– D-Desculpe senhor Blum, é minha amiga Emily. Ela vai ficar aqui por um tempo. – Explico – Eu vou resolver, esperem um minuto.

Eu disse, sempre algo tem que dar errado. Eu vou matar a Emily, não acredito que isso ta acontecendo. Entro até o quarto da Emi e sigo até o banheiro.

– Emily, Para de cantar! – Digo batendo na porta, mas a tchonga não ouve e continua cantando a parte “Baby, baby, baby oooh” – Emily, caramba, para de cantar! – Repito ainda sem sucesso. É como dizem, situações extremas pedem medidas extremas. Fecho e cubro os olhos com mão e abro a porta do banheiro, que estava destrancada. – Emily, cala a boca!

– ANNE! – Ela grita assustada – Sai daqui eu estou tomando banho!

– Percebe-se. Eu só quero que você fique quieta, meu chefe já chegou. Eu já disse que sua voz é horrível? – Digo ainda com os olhos fechados.

– Ah ta, desculpa, já terminei. E já disse sim, milhares de vezes, agora saia daqui magrela!

Obedeço e fecho a porta, pelo menos nada de cantoria. Sigo até onde Oliver e senhor Blum esperam.

– Pronto. Resolvido. Onde estávamos?

– O projeto. Bem, Anne como eu disse está muito bom, aprovado. – diz Jorge – Oliver vai orientar você na obra, já que será a sua primeira. Conto com vocês e não sujem o nome da minha empresa.

– Senhor Blum... Eu só sou uma estagiária e ainda estou na faculdade, não posso coordenar uma obra assim.

– Como não? Meu pai construiu essa empresa quando tinha apenas 20 anos, você pode muito bem fazer o que eu mandei. Confie em mim, esse condomínio pode ser um dos melhores que já fizemos e Oliver vai ajudar você. É uma ótima chance de saber se você é capaz de ser engenheira. – Sério me deu uma tremenda vontade de abraçar meu chefe, queria ter filmado, foi um momento muito fofo.

– Owwwwn. Que momento meigo, senhor Blum. Vou até chorar de emoção. – Diz Oliver sorrindo e eu começo a rir.

– Er... Obrigado, Oliver, sinto-me lisonjeado. – Fala Jorge sério e se vira para Emily, que tinha acabado de chegar.

– Olá a todos! – Diz a morena já próxima – Sou a Emily Boss.

– Olá, senhorita Boss! – Diz Oliver – Se não for intromissão de minha parte posso fazer duas perguntas? Essa foi a primeira.

– Pode. – Afirma Emily sorrindo.

– Você tem alguma ligação sanguínea com Lizí Boss?

– Tenho, sim. Ela é minha mãe. – Murmura – Conhece ela?

– Ah sim, conheço. Lizí já foi minha colega de classe. – Explica o loiro sorrindo – Dei altas risadas com ela, sua mãe é uma comédia. Você parece muito com ela.

– Obrigada, mas quem é você? – Pergunta Emi.

– Ah, desculpe, meu nome é Oliver Wood. – Responde apertando a mão da morena – E esse velhote aqui é Jorge Bumbum... Digo... Blum. – Como perceberam Oliver não tem medo da morte, acho que o meu chefe vai matar o loiro apenas com o olhar.

– Bem, todos apresentados, tudo resolvido. – Digo e sinalizo para a mesa de jantar – Que tal comermos agora, eu estou com muita fome.