Loucas no AP
14 Quatorze
Notas iniciais
POV Emily
Até agora tudo está ocorrendo muito bem, obrigada. Todos estão sentados ao redor da mesa.
– Nossa Anne, eu não sabia que você cozinhava tão bem! – diz Oliver olhando para a comida assustado.
– Na verdade eu não cozinho, Emily fez a comida. – diz Anne rindo de Oliver pela expressão de amor que ele teve com o prato.
– De fato Oliver tem razão, está comida está fantástica, que carne é essa? – pergunta o chefe de Anne.
– Essa carne é testículos de bode cru. – digo tentando parecer o mais natural possível.
Na mesma hora os três começam a querer vomitar e vejo claramente o chefe de Anne tentando limpar a boca na toalha da mesa. É uma cena muito engraçada começo a rir e depois de explicar que a carne é só carne normal, eles voltam a comer. Mas nossa essa reação deles foi digna de Youtube.
Brincadeiras a parte, tudo ocorreu bem no jantar. Anne me disse que seu chefe era muito sério, mas a meu ver até mesmo ele se divertiu saiu com um sorriso verdadeiramente feliz, coisa que segundo Anne é difícil de acontecer.
[...]
O sonho da Anne vai se realizar. Está tendo uma convenção do Harry Potter na cidade e Anne me obrigou a ir (não que eu não goste sabe, mas não é nenhum piratas do caribe), eu resolvi levar o Arthur. Como era um evento a fantasia ou cosplay, tanto faz, Anne foi de Luna Lovegood, Arthur foi de Harry sei que é clichê, eu disse a ele, mas ele queria porque queria ser “O” escolhido. E quanto a mim, bom eu resolvi ir de Lily Potter.
– Ui mamãe você está viva? Nossa papai escolheu bem hein?! – diz Arthur e logo em seguida começa a rir. Ele ficou bagunçando comigo até esgotar todas as suas piadas, não pela personagem, mas pelo fato de ser sua mãe.
– Eu não estou viva, estou em seus sonhos porque foi graças a você que eu morri. – digo dramatizando com a mão na testa.
– Dá para vocês dois pararem com isso? – diz Anne irritada. – É exatamente esta atitude que vai acabar nos dando problemas, Harry para de cantar sua mãe e Lily para de esfregar na cara de seu filho que você ta morta. – diz Anne enquanto pega sua varinha.
[...]
Chegando à convenção... Nossa! Eu nunca vi tantos fãs de HP na minha vida e olha que eu tenho 19 anos (grande coisa). Enquanto a gente estava conhecendo as lojinhas coisa e tal, uma imitação de Neville Longbottom se aproximou da Anne e disse:
– Seja minha Luna e fique enrolada comigo na capa de invisibilidade. – diz a criatura.
– Nossa Anne! Até eu sei mais de HP do que esse cara! – digo surpresa. – Se eu fosse você eu jogaria um Ferreteuns, mas acho que já jogaram antes de mim. – digo olhando para a imitação de Neville.
– Ser humano composto cerca de 70% de água, saia daqui agora antes que eu jogue Anapneo em você. – diz Anne com o sorriso mais falso do universo.
Parece que as doces palavras de Anne surgiram efeito, ele saiu na hora. Andamos para lá e para cá e sempre tinha alguém com uma cantada para a Anne, na verdade já não era sem tempo. Anne é muito bonita, ela tem um par de olhos azuis lindos de falecer, cabelo ondulado meio mel escuro, ela é magra e alta (1,75 m para ser exata). Ela é um partidão, só que se esconde com suas roupas nerds, mas se ela se sente confortável assim, o que posso fazer?
Fiquei passeando com Arthur na feira, Anne há essa hora está igual criança curtindo sua roupa e algumas coisas que tinha para vender tipo feijõezinhos de todos os sabores. Mas para variar o Arthur me deixou sozinha para conversar com uma menina (eu até contaria para a Anne, mas seria muita maldade com ela, bichinha ta tão feliz) então eu resolvi ficar sentada na praça de alimentação do local.
– Está fantasiada de que? – pergunta um garotinho se aproximando.
– Eu sou a mãe do Harry Potter e você quem é? – pergunto ao garotinho.
– Eu sou o Harry Potter, então você é minha mãe? – pergunta o garotinho
– Pode-se dizer que sim. – digo sorrindo a ele.
– Então já que somos íntimos, você pode me ajudar? Me perdi do meu irmão. – diz ele fazendo carinha fofa
Como essa pequena criança parece comigo. Que semelhança! Até a carinha fofa é parecida.
– Não tenho muito que fazer aqui... Então tudo bem eu vou te ajudar. – pego sua mão e em seguida iniciamos a procura.
[...]
Resolvi comprar um sorvete para o menino, mas quando me viro vejo um homem alto e musculoso com aparentemente 23 Anos que pega o garotinho e vai o levando. Saio correndo atrás dele com o sorvete ainda na mão.
– Ei, quem você pensa que é? Deixa a criança em paz. – digo puxando o pequeno Potter para mim.
– Sai maluca, solta meu irmão! – diz o homem puxando novamente a criança.
– Calma vocês dois! – grita o garotinho. – Está tudo bem, ele é meu irmão. – diz o garotinho para mim. – Essa é uma menina que estava comigo enquanto eu estava perdido. – diz ele ao irmão.
– Ah, nesse caso pode ir com ele. – digo, soltando o menino e entregando o sorvete a ele.
– Obrigado por cuidar do meu irmão, meu nome é Davi e esse aqui é o pequeno Olavo. – diz ele.
– Tudo bem, Olavo é uma graça. – digo dando um abraço no baixinho – De dia eu sou Emily, de noite eu sou Lily, mãe de Harry. – digo fazendo pose de super-heroína.
Davi e Olavo começam a rir. Conversamos um pouco mais, mas logo em seguida Arthur volta balançando o número de uma menina, põe a mão em meu ombro, dá um beijo na minha bochecha e guarda o número do telefone.
– Atrapalho algo? – diz ele analisando Davi.
– Na verdade sim. – digo.
– Tudo bem Emily já estou indo, está tarde para o Olavo dormir. – diz Davi – Eu até pediria seu número, mas não quero te pressionar nem nada, então fica com meu cartão, assim você pode só ignorar ou não. – diz ele me entregando seu cartão de visita.
– Ta bem. – pego o cartão sorrindo.
Então Davi e Olavo se despedem e vão embora da convenção. Arthur e eu resolvemos procurar Anne que a essa altura já deveria estar cheia de coisas correndo para lá e para cá igual uma criança ligada em 320 volts, já posso até imaginar ela pegando as coisas que comprou e falando igual o Sméagol “my precious”.
– Vai mesmo ligar para o carinha lá? – pergunta Arthur rompendo meus pensamentos.
– Ah, por que não? Talvez eu ligue... – digo mais para mim mesma do que para ele.
Antes que Arthur diga algo, Anne aparece cheia de sacola e totalmente elétrica.
– E ai girafinha, se divertiu? – pergunto.
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