Notas iniciais
Fala meu povo!!!!!!! (Como se tivesse muita gente :/) Bom, mais um capítulo... Eu sinceramente gosto desse, sei lá porque... Debzz Obrigada por comentar ta? Te lovo ~Azula

POV Anne

Pelo grande megazord, ainda não to acreditando no que eu li, como meu irmão pode não ter me contado isso?! Ta... Tem até motivo... Um grande motivo, mas ele sempre dividiu tudo comigo, desde quando eu estava no berço – palavras de minha mãe – ele me contava do primeiro zero na escola, da sua escolinha de futebol, da primeira paixonite crônica... Tudo. Será que eu devo discutir isso com ele? Não, vou esperar ele vir até mim... “E se vir né”.

São 5h00 da manhã, não consegui dormir direito e to com muita fome, isso não é novidade, como diz a Emi “A Anne sempre está com fome”, puxei pro meu pai esse quesito comilança, mas não o dom da cozinha, sou capaz de queimar água. Porém tem pessoas que podem fazer isso para mim, ela pode até querer me matar por acordar-la há essa hora, mas ela gosta de me alimentar que eu sei.

Vou até o quarto da minha linda e querida amiga, por sorte (N/A: A mesma sorte que todos têm em livros, filme, desenhos, etc.) a porta está aberta. Entro na pontinha do pé e...

– Quem. Ousa. Me. Acordar? – Droga, congelei, como ela faz isso? E pelo tom de voz até lorde Voldemort temeria essa criatura – Diga seu nome, pausadamente, para que eu possa lhe infernizar nos sonhos por ter me tirado do meu sono de beleza... – Fala agora ligando o abajur – Não que eu precise, claro.

– Anne W-Weints, s-sua amiga de infância, a que concedeu um quarto no apartamento para você v-viver. – Gaguejo.

– Não queridinha. Você, nesse momento, é aquela que atrapalhou meus sonhos. O que você quer? – Diz com um tom de voz ainda mortal.

– Bom, eu...eu... – Não tem jeito de isso soar uma coisa boa – Comida. – Completo com um sorriso sem graça.

Ela suspira profundamente, acho que ela vai me matar, eu nem fiz meu testamento, ainda nem zerei o meu jogo, nem me despedi do meu pai. Mas para a minha surpresa ela começa a rir e levanta da cama alegremente.

– Precisava ver sua cara, hilário. – fala entre a risada – Vamos! Eu tenho que te alimentar magricela, e você ta com uma cara tão pálida. Ta com medinho é?

– Não. – Digo rápido demais – Você não me assusta... Só um pouquinho.

– Ei! Eu não sou tão má. – Fala passando por mim.

– Sei... Psiu! Aonde vai usando isso? – Retruco olhando para o pijama dela, se é que isso é um pijama.

– O que é que tem? Sua mãe que me deu no meu aniversário. É bonitinho.

Bonitinho? Aquilo era o cumulo da fofice, como diz a própria dona, um vômito de unicórnio. Laços e coraçõezinhos para tudo que é lado, manga frufru, rosa e ainda curto. Eu aceitaria se fosse de um tamanho mais apropriado, mas como não é, eu reclamo mesmo, temos um “homem” em casa.

– Bonitinho uma pinóia. É muito curto, meu irmão ta em casa esqueceu?

– Huuuuum... O meu querido Arthur... Acha que ele vai gostar do meu pijama? – Diz ela com um sorriso de canto.

– Emily... TROCA LOGO ESSE MICROPIJAMA! – Grito furiosa.

Ela começa a rir e vai em direção ao guarda-roupa. Eu vou acabar matando essa louca.

[...]

Depois de uma deliciosa refeição feita pela querida, maravilhosa, incrível e linda Emily (é, eu fico bipolar com comida), eu fico mais feliz. Tem coisa melhor que comida boa? Em minha opinião, não. É sempre bom ter uma chef em casa. Não quero que a Emily vá embora nunca. Ouço uma porta batendo e logo em seguida aparece meu querido irmão.

– Bom dia minhas deusas, lindo dia não? – Diz Arthur abraçando a Emily e eu, logo depois sentando do meu lado.

– Bom dia! – Falamos em uníssono.

– Não vai trabalhar hoje, Anne? – Pergunta meu irmão olhando para mim.

– Recebi um email, to de folga até segunda, mas vou fazer um trabalhinho daqui a pouco. E você Emily?

– O senhor X disse “Leve o tempo que quiser”, então eu não preciso ir para o trabalho hoje.

Eu queria ter um chefe como o da Emily, ele é super divertido e é criativo, melhor chefe do mundo eu diria. Essa Emily é muito sortuda. Só queria saber o nome real dele.

– Então estamos todos de folga, o que vamos fazer? Piscina, praia ou piscina? – Murmura Arthur, olhando sonhadoramente para a Emily... “Só me faltava essa”

– Por que esses lugares, Arthur? – Questiona a morena – Já fomos ontem à praia, seja mais criativo, e eu não quero ver a esqueleto ali de biquíni, eu gosto da minha visão e pretendo tê-la por muito tempo ainda.

– Muito obrigada Emily. Também não quero estragar a visão dos praieiros. – Retruco – Poderíamos jogar vídeo game, que tal? Eu tenho um jogo novo e quero...

– Cale-se! Não gosto de jogar com você. – Diz Emi me interrompendo – Você vira um monstro, dá medo sabia? Tenho uma ideia bem melhor e mais divertida, envolve coragem, sabedoria, inteligência e muita astúcia. – Fala ficando de pé em cima do sofá. Isso vai dar em uma coisa nada legal... – Só os fortes sobrevivem, meus queridos, os fracotes choram.

– Nossa, que brincadeira é essa? – Fala meu irmão super envolvido no discurso da Emily.

– Jogar balão com água nas pessoas que passam lá embaixo. – Finaliza – Iai, vocês topam?

Eu disse isso não é nada legal, eu vou receber uma ordem de despejo e eu amo meu lar, vou colocar a culpa nos dois, afinal nunca fiz nada de errado aqui e eles conhecem a Emily, ela já colocou óleo na escada, disse que dois vizinhos tinham sido assassinados pelo Ex-síndico, motivo pelo qual ele foi demitido, e já saiu batendo na porta de todos os moradores do 9°, 8° e 7° andar as 3h00min da madrugada. Ai meu santo Gandalf, ajude-me nesse momento, me proteja do síndico e de xingamentos.

Dez minutos depois desse pronunciamento da Emi tenho dois adultos com cérebro infantil e baldes cheio de balões na varanda do apartamento. Parecem dois bebês rindo de um jeito totalmente medonho, eu não queria estar na pele de quem aparecesse lá em baixo.

Arthur foi o primeiro a jogar o balão, sendo pronunciados diversos xingamentos depois, mas eles já haviam se escondido. Depois foi a vez da Emily, ela mirou e jogou bem na careca do seu Raimundo, o vigia. E foi assim, longos 15 minutos, eu apenas ouvia o SPLASH e logo após alguém xingando, mas não conseguiam ver o culpado da brincadeira, pois os dois eram bem rápidos.

– Acabaram os balões. – Ouço meu irmão dizer – Poxa estava divertido.

– Agora é hora do Big Splash Atômico, meu lindo bebê. – Diz Emily sorrindo por causa da última vítima – Vai lá buscar Arthur!

Que diacho seria Big Splash Atômico?! Pela cara da Emily não deve ser coisa boa. Olho para o meu irmão que tinha ido para a cozinha e o vejo com um balão vermelho gigante nos braços... Isso vai dar merda, quero nem ver. Ta... eu quero sim.

Meu irmão entrega o balão para Emily, que consegue segurar com um pouco de dificuldade. Um carro havia parado no estacionamento para visitantes e dele saia uma mulher alta e elegante, pobre vítima. Vejo Emi calcular o ponto certo para soltar o balão.

– Emily, não solta! – Meu irmão avisa, mas já era tarde, Emi já tinha soltado o Big Splash. Ele apenas observa a trajetória com uma expressão desesperada. Quando o balão chega ao destino, acertando em cheio a mulher, Emily se esconde, mas meu irmão fica paralisado.

– ARTHUUUUUUUUUUUR!!! – Ouço o grito da vítima, eu reconheceria essa voz em qualquer lugar, certamente meu irmão ta ferrado. Até Emily fica assustada, ela sabe a fera que a Dona Melissa pode ser.

– Droga! – Diz Arthur – Desculpa mãe!

Notas finais
Comentem viu?