Notas iniciais
Galeriiiinhaa!!! Vão ler meu capítulo quentin que saiu do forninho! Bjos em seus glúteos e bye bye ~Lícia

POV Emily

Puts que puts, agora ferrou tudo. Tudo isso é culpa da Anne! Ta bom... Sei que não é, mas eu preciso culpar alguém. Ai meu pai, de tantas pessoas que essa droga de balão poderia acertar, por que tinha que ser justo a Tia Melissa (sim, ainda a chamo de tia, to nem vendo).

Nossa agora ela está subindo a escada furiosa (ela não usa elevador prefere subir de escada porque, segundo ela, deixa “tudo durinho”). Já sei o que vai acalmá-la. Puxo a Anne para o quarto pego um cd escrito “socorro deu pane nas coroa” (é o CD de emergência para minha mãe e a mãe da Anne) me viro para a Anne e digo:

– Você sabe o que tem que fazer. – digo séria.

– Nem morta que vou fazer isso. – retruca Anne.

– Faz isso pelo Arthur e por mim! Por favor... – faço beicinho (que não funciona muito bem com ela) – E mesmo depois de sair da sua casa venho fazer, por um mês, seu jantar. – acrescento.

– Tudo bem, por você e pelo o Arthur eu faço. – diz ela.

– Eu sei que é pela comida. – falo enquanto a puxo para a sala.

– Nossa deixei tão na cara algo que era para perceber? Que pena. – diz ela com sarcasmo.

Assim que chegamos Tia Melissa está pronta para dar uma senhora bronca no pobrezinho do Arthur, mas felizmente eu cheguei a tempo para salvar o dia. Coloco o CD no aparelho de som, e começa a tocar a musica “fico assim sem você”. Anne começa a dançar e a fazer uma espécie de coreografia da música homenageando sua mãe. Sempre quando chegava à parte “eu não existo longe de você” Anne corria ao redor de sua mãe fazendo coraçõezinhos na mão, e na parte “e a solidão é meu pior castigo” ela fazia carinha de triste e abraçava a si mesma. Teria sido hilária aquela cena, se eu não temesse por minha vida. Mas graças a Anne, e seu show particular estranho, Tia Melissa rapidamente esqueceu que esta com raiva e encharcada então abraça a filha emocionada. Ah e eu não posso esquecer-me de mencionar que no final da apresentação Anne diz:

– Te amo mamãe! Do fundo do meu cérebro. – Anne diz que nada vem do coração e sim do cérebro, o coração apenas bombeia sangue.

– Mais que coisa linda minha filha. – diz Melissa.

– Obrigada mãe, tudo por você. – diz Anne dando um abraço apertado na mãe.

“Acho que já posso me pronunciar” penso.

– O-O-Oi... Tia Melissa, desculpa pelo balão, foi minha culpa e não do Arthur. – digo já me preparando para o pior.

– Tudo bem Emi, se estavam jogando balões deveriam ter me avisado, sua mãe e eu adorávamos jogar na nossa adolescência. – diz ela com um leve brilho no rosto ensopado.

Tia Melissa pode ter 40 anos, mas não aparenta ser velha coisa alguma. Tem longos cabelos negros e olhos azuis, é alta (não tanto quando a Anne, claro), pele bem cuidada e é bem elétrica a maioria das vezes.

– Vem mãe acho tem uma roupa sua aqui, a senhora pode se trocar. – diz Anne guiando a mãe até o quarto.

As duas seguiram juntas, Melissa ainda sorridente pela apresentação da filha e eu ainda recuperando o fôlego. Pobre Arthur ia levar uma bronca muito grande da mãe, por minha culpa. Ele está sentado no sofá ainda sem entender direito que troço foi aquele que Anne fez e em que raio do universo aquilo deu certo.

– Olha Arthur me desculpa pelos balões. – digo sentando ao seu lado.

– Ah que isso! Tudo bem, fazia muito tempo que não me divertia assim. Eu só estou com uma dúvida. – diz ele.

– Que dúvida? – pergunto.

– O que acabou de acontecer aqui?! – fala.

Começo a rir e em seguida ele também.

– Esse é um CD que Anne e eu inventamos há alguns anos para acalmar dona Melissa e dona Lizí e até que dá certo, também não entendo como. – digo sorrindo.

– Obrigado. – diz Arthur me abraçando. Um abraço longo... Longo demais... Não acaba nunca, ele não vai me soltar não?

– Arthur?

Ele não responde.

– Arthur?

Ainda não está respondendo.

– Arthur!! – grito (ou melhor, levanto a voz).

– Oi Emi! – diz ele assustado.

– Me solta criatura, não sei por que está tão agradecido, a culpa foi minha mesmo eu tinha obrigação de ajudar você. – digo.

– Ah, eu sei, claro, só demorei porque queria ver se você sentia o cheiro do perfume novo que comprei. – diz ele estendendo a mão.

– Não senti nada. – digo dando de ombros.

À tarde, depois de colocarmos o papo em dia, Tia Melissa resolve aproveitar sua querida filha e a leva para fazer compras, coisa que Anne odeia.

[...]

Já é hora do jantar, e resolvi preparar algo mais suave: peito de frango grelhado com mel acompanhado de batata assada. Eu gosto de deixar o frango de molho no alho, vinagre e o meu favorito... O vinho! O único problema é que não bebo então não tenho vinho. MAS minha linda Anne tem uma coleção de vinhos maravilhosos (o que é estranho porque ela também não bebe), ela não usa para nada nesse mundo, só permite que eu pegue quando vou cozinhar (eu pegaria de qualquer jeito) ela diz algo sobre eu já ser doida normal e imagine bêbada e bla blabla. Já estou terminando de por a mesa quando a campainha toca.

“quem pode ser? Será que é o vizinho de novo querendo jantar?”penso.

– Oi gata! – diz Beto e logo em seguida me abraçando.

– B! Eu tinha esquecido de hoje, mas não tem problema, pode entrar, ia jantar sozinha. – digo.

– Adivinha o que eu trouxe?! – diz ele todo empolgado. – TWISTER!

– Ebaa! Vem jantar comigo depois agente brinca. Ah e só uma coisa, como não lembrei, eu não comprei pizza, você vai comer comida mesmo – digo empolgada.

– Tudo bem, eu como esse seu grude ai. – diz B com um ar provocador.

Começamos a jantar, então Arthur chega a casa. Ele fica parado na porta sem dizer nada.

– Vem jantar com a gente Arthur. – o convido.

– Tudo bem. – diz ele levemente irritado.

– E ai Emi! Vamos jogar na sala ou no seu quarto? – perguntou Beto.

– O que?! Vocês vão jogar? Que pouca vergonha! Eu esperava mais de você Emily. – esbraveja Arthur e vai embora.

– O que?! Eu perdi alguma coisa? – pergunto assustada para Beto.

– Também não entendi nada gata. – diz ele assustado.

Depois do jantar, até pensamos em jogar, mas lembrei de que B levou minha saga predileta então fomos assistir. E claro, depois do surto do Arthur, achamos melhor assistir em meu quarto para evitar qualquer loucura. Deitamos na minha cama e começamos a assistir. Para meu azar, Arthur aparece (o que deu na sua criatura hoje? Parece que fumou vencido).

– Que filme é esse? – pergunta.

– Piratas do caribe. – responde Beto.

– Posso me juntar a vocês? – diz Arthur.

– Ah... Pode claro, mas cara, eu acho melhor você deitar para o lado da Emi, sem ofensas, mas não quero homem deitado do meu lado na cama. – diz Beto rindo.

– É eu também acho melhor. – fala Arthur rindo.

Depois de assistir “A Maldição do Pérola Negra" e "O Baú da Morte" agora estava começando a ficar mais tarde quando começamos a assistir “No Fim do Mundo" acabei pegando no sono e dormir com a cabeça no ombro do Beto (ele odeia porque diz que eu babo, mas ele não tem provas). Não sei que horas eu dormi, mas acordei com a cabeça no peito do Beto (ta legal eu babei, mas vou continuar negando até a morte) e Arthur estava no outro lado da cama.

“Era só o que me faltava, dois encostos na minha cama.” Penso e em seguida empurro ambos da cama que caem no chão assustados.

– Você vai embora, vou voltar a dormir e não to a fim de fazer café. – digo me dirigindo a Beto.

– E você vai para o seu quarto, se Anne sonhar com isso, me mata. – digo a Arthur.

Depois de expulsar B e Arthur do meu quarto, eu volto a dormir. Ai ai, oh sonin bom por demais da conta.

Notas finais
Gostaram?? Não gostaram?? Me amam?????? Então comentem minha gente bonita Tia Melissa- http://images2.wikia.nocookie.net/supernaturalbrasil/pt-br/images/3/3a/Meghan-ory-at-cw-cbs-and-showtime-2013-summer-tca-party_1.jpg