Notas iniciais
Oioioi!! Atrasei um pouco... motivo? Semana de prova, mas graças a Deus está acabando xD Bjs e aproveitem o capítulo ~Azula

POV Anne

Eu até riria da cena, minha mãe encharcada olhando furiosa para meu queridíssimo irmão e Emily tremendo de medo, o que é muito difícil de acontecer. Mas não posso rir porque vou ter que fazer uma dançinha ridícula para minha mãe e Emily já pôs o bendito CD para tocar.

Esse CD existe desde meus 10 anos e por culpa minha. Minha mãe e a tia Lizi, que é a mãe da Emily, tinham feito um bolo. E esse bolo era super especial, era em comemoração a amizade delas, mas Emily estava tentando pegar seu novo cachorrinho e esbarrou na mesa e o bolo virou uma pasta branca e nojenta no chão da sala. As donas do bolo ficaram furiosas com a morena e acho que iriam matá-la. Eu, como ótima amiga que sou e por conta do nervosismo, comecei a dançar para minha mãe e minha tia, Emi viu que estava funcionando e me acompanhou também, foi nesse momento lindo e totalmente tosco que a ideia do CD surgiu.

Agora eu, com meus 19 anos, tenho que repetir a dançinha, mas pelo menos vou ter uma cozinheira por um certo tempinho.

[...]

Depois de a minha mãe ter se secado, ela colocou o Dumbledore no colo e começou a falar sobre os desfiles que ela tem ido, uma nova tendência de moda e sobre um convite que ela recebeu para participar de um desfile em Paris. Dona Melissa é estilista, moda é como o oxigênio para ela, como ela diz “viver da moda e estar na moda”. Para mim a moda é nada mais nada menos que a combinação confusa de pedaços de tecido, o pior é que a Dona Moda nunca se decide fica mudando e mudando e mudando...

– Vocês nem vão acreditar em quem eu encontrei na Irlanda. – Diz a pirada por roupas.

– O Johnny Depp?? – Pergunta Emily com os olhinhos brilhando.

– Quem é esse? – diz confusa minha mãe, acho que a Emi vai ter um ataque cardíaco – Não interessa, mas não foi esse carinha não... – Agora Emi vai matar minha mãe – Eu falei com a supermodelo mais maravilhosa do mundo, Gisele Bündchen.

– Você deu meu número pra ela mãe? – Fala Arthur – Vai que ela se interessa por mim.

– Acho que ninguém vai se interessar por essa sua cara de tacho. – Murmuro.

– Haha! Muito engraçado, pois saiba que eu sou lindo. Puxei pra mamãe.

– Isso explica seu jeitinho afeminado. – Rebato, arrancando risada da minha mãe e da Emily.

– Ai eu estava com tantas saudades das briguinhas dos meus pimpolhos. – Diz Melissa – Vamos ao shopping? Tenho que dar um jeito no guarda-roupa da minha filha, aquilo ta um horror, parece que entrei num evento de nerd. E sim, você é obrigada a ir Anne.

Affe! Vou ser arrastada para lá e para cá, de loja de roupa para loja de roupa. Eu vou morrer... Socorro.

– Eu não posso, mãe, vou ter que ir ao banco resolver umas coisas. – Diz meu irmão.

– Eu adoraria ir, mas vou salvar a terra dos marcianos. – Minha mãe começa a rir, as desculpas da Emily são sempre idiotas, mas são engraçadas.

– Então será um passeio mãe e filha. – Diz minha mãe – Vá se trocar Anne, e ponha uma roupa digna.

[...]

Pelamor do tio Yoda, não agüento mais. Já experimentei milhares de camisas, sapatos, shorts, vestidos, recebi diversos elogios de vendedores (Tem coisa mais falsa que elogio de vendedor?) e ainda sou o burro de carga da minha mãe, segurando sacolas de um lado pro outro. Essa mulher não se cansa nunca? Estamos nesse shopping há horas.

– Mãe eu já to cansada, vamos para casa, por obséquio. – Falo e ela vira para mim.

– Só mais uma loja e eu prometo que te levo pra casa.

– Você disse isso três horas atrás e ainda estamos aqui. – Retruco.

– Eu sei, eu sei... Mas prometo que só vamos em mais uma lojinha. – Diz me olhando com olhar de gatinho pidão. De todas as pessoas no mundo eu só não resisto ao olhar da minha mãe, ele é mais forte que a minha chatice – Por favorzinho!

– Ok, mas só mais uma e acabou. – Digo cedendo e desviando o olhar.

– Ebaa! Promete que vai experimentar as roupas?

– Prometo.

Ela retorna a andar e eu a acompanho. Depois de temos andado quilômetros, ela para em frente a uma lojinha que me parece convidativa, pelo menos no design. Ela tem um tom de vermelho realmente bonito, as letras que formas o nome da loja é prateada e possuem um certo ar de elegância, é uma loja pequena, mas confortável.

– Vem filha! – Ordena minha mãe adentrando a loja.

Quando entro logo percebo que não deveria ter aceitado a proposta da Dona Melissa. A loja é de lingerie e pijamas super curtos, e eu vou ter que experimentar os pijamas na frente da minha mãe e da vendedora, claro, o pior é que não tem apenas mulheres na loja, têm alguns homens também, poucos, mas tem... Definitivamente esse não é meu dia.

– Mãe... – Espero ela olhar para mim – Eu não vou experimentar essas... Coisas.

– Claro que vai, você prometeu. – Eu quero estrangular minha mãe nesse momento – Não se preocupe meu anjo, não foi só o Arthur que puxou pra mim. – Modesta... – Vem vamos escolher roupas íntimas e uns pijaminhas para você experimentar. Qual o seu nome querida? – Pergunta para a vendedora loira.

– Amanda, senhora.

Depois de minha mãe e a vendedora escolherem as roupas, sem me deixarem opinar, elas me guiam até o provador e definitivamente me jogam dentro dele. Eu não vou experimentar isso... De jeito nenhum vou ficar enrolando aqui até ela desistir.

– Anne? Você morreu ai dentro? – diz minha mãe – Espero que esteja colocando um dos pijamas, caso não, eu te levo para todos os desfiles que eu for, e você sabe que eu posso fazer isso. – Estremeço com essa possibilidade e começo a colocar a porcaria do pijama.

– Ok, eu já coloquei, mas eu posso pedir uma coisa? – Ouço um sim e continuo – A Amanda poderia se retirar? – Minha mãe pede para a vendedora sair e logo diz:

– Já, agora pode sair.

[...]

Ah! Que mico eu passei naquela loja, experimentei 11 pijamas curtos e se não era curto era justo. Quando sai do provador a vendedora ainda estava lá, minha mãe fingiu ter a mandado ir embora, fiquei ouvindo comentários estranhos da minha mãe e da vendedora, eu deveria estar mais vermelha que a loja. O pior é que quando passava um homem perto minha mãe fazia questão de dizer que eu era filha dela ou era solteira ou pedia a opinião do cara. Meu santinho nerd, ainda bem que acabou.

Quando cheguei em casa já era quase meia noite e as luzes estavam desligadas, Emi já estava dormindo com certeza. Fui direto para meu quarto, tomei um banho e desmaiei.

[...]

Acordei de manhã e a primeira coisa que vi foi a montanha de sacolas no canto do quarto, tenho que arrumar essa bagunça, mas só mais tarde. Levanto da cama, coloco a típica pantufa e vou para o banheiro. Quando saio vou até o guarda-roupa e pego minha camisa escrita Bazinga e um short, visto-os e caminho até a porta.

Identifico uma movimentação na cozinha e logo imagino ser a maravilhosa Emily fazendo outro café da manhã delicioso, mas a realidade era desanimadora quando vejo o moreno de costas para mim.

– O que. Você. Faz. Aqui? – Digo pausadamente encarando o moreno que ao me ouvir vira-se para me olhar.

– AH! Oi senhorita Nerd. Eu to fazendo um café para mim. Vai querer?

– Não, Beto, eu não quero seu café. Cadê a Emily? – Murmuro séria.

– Ta no quarto dela dormindo. – Responde com um sorriso de canto.

Começo a andar até o quarto da nanica entrando sem bater na porta. Hunf! Como essa tchonga pode convidar aquele ser indigno para MEU lar?

– Emily acorde! – Digo cutucando Emi.

– Agora não, depois eu faço isso.

– Não, você não ta entendendo, eu mandei você acordar e você VAI acordar e expulsar seu amigo estúpido da minha casa A-GO-RA, antes que eu te estrangule. – Acho que surtiu efeito, Emily levanta rapidamente da cama e vai apressada pelo corredor. Onde já se viu trazer macho para minha casa?

Notas finais
Entre em espírito de natal e comentem ta? Senão ficarei muito triste T-T Hahaha Beto- http://images.buddytv.com/articles/desperate-housewives-beau-mirchoff.JPG