Notas iniciais
Eai galerinha que me ama! Agora eu e a Vic estamos de férias e vamos postar mais capítulos...Aproveitem! ~Lícia

POV Emily

Hoje é um novo dia, no qual fui acordada pela Anne. Graças ao cabeçudo do Beto. Saio correndo pelo corredor e encontro Beto fazendo o café da manhã dele.

– Criatura vai para sua casa! Bora bora bora eu acordei por sua causa. – vou empurrando B até a porta.

– Ei! Meu café! – diz ele.

– Deixa ai, sabemos que ele está horrível. – digo e chego até a porta.

– Ta bom, não ganho nem um beijinho? – diz ele rindo.

– Ganha um soquinho, serve? – dito isso fecho a porta, mas posso ouvir ele rindo.

Eu não acredito que me acordaram cedo! Ta que tenho coisas para resolver, coisas coisadas que se tornam coisativas se não forem resolvidas logo, mas não gosto de acordar cedo droga. Bom já que acordei vamos resolver as minhas coisas. Vamos coisar (hihi inventei um verbo)!

Hoje não farei o café, pois preciso tenho muita coisa a fazer. Voltando para a cozinha encontro Anne tentando fazer seu café. Ai não gosto de ver essas cenas tristes, então a empurro e faço CORRETAMENTE o café da manha. Enquanto estou servindo a Anne, o telefone toca.

– Alô? Sim é ela mesma – diz Anne. – O que? Você não pode fazer isso comigo! Como assim já fez? Não espera!

De repente vejo a expressão no rosto de Anne mudar para mais que raiva, mais que ódio, ela estava possessa. Uma palavra pode descrever este momento... Socorro!

– O que aconteceu?- pergunto.

– Meu professor da faculdade, ele não aceitou meus trabalhos porque, segundo ele, eu não entreguei no prazo correto. – diz ela paralisada de ódio.

– Como assim?! Ele não pode fazer isso, você entregou antes do prazo. – fico indignada.

– Segundo ele, tem que ser no dia exato e não antes nem depois, agora vou reprovar na matéria dele, somente porque ele não quer aceitar antes. – diz Anne um pouco conformada.

– ESTÁ FICANDO DOIDA?! Você não vai aceitar isso e ponto final, eu vou falar com ele. – digo furiosa – Está vendo Anne, por isso não faço faculdade.

– Primeiro: você faz sim faculdade, só que está de férias no momento, e segundo: conheço essas suas conversas e não quero que você o assuste. – diz Anne desconfiada.

– Pode deixar, serei passiva, mas mexeu com você mexeu comigo.

Tenho muitas coisas para fazer, e com esse imprevisto, vão precisar ser adiadas. Pego minha bolsa e uma arma secreta de persuasão e sigo até meu carro.

[...]

Consigo chegar a tempo na faculdade para falar com o professor de Anne. São muitas salas, confesso que por um breve momento me perdi, mas vejo de longe uma sala no final do corredor que se encaixa nas características que Anne falou “Feia e parece o corredor da morte”. Ao entrar, encontro um homem com a cabeça baixa corrigindo alguns trabalhos, na verdade ele não corrigia, somente lia o nome da pessoa e dava a nota que tinha vontade.

– Com licença, o senhor é o professor Nogueira? Que dá aula de Geometria Analítica? –pergunto enquanto vou entrando na sala.

– Sim, o que deseja? – diz ele, me olhando com um olhar vazio sem vida.

– Bom, eu vim aqui para pedir que o senhor aceite os trabalhos da Anne, ela entregou adiantado, pois não podia vir. – falo.

– Ah quer dizer que você é uma amiguinha da senhorita Anne Weints? Interessante! Pois diga a ela que já está reprovada que eu jamais vou aceitar o trabalho dela, sua amiga é muito patética em acreditar que você mudaria minha opinião. – diz ele com um sorriso malicioso e doente.

– Tudo bem, só que existe três coisas que você precisa saber, a primeira é que ela não pediu, eu vim porque ela é minha amiga e me preocupo com ela, a segunda é que nunca mais você vai chamar Anne de patética. – digo com os olhos cheios de ódio.

– Hum, e a terceira? – diz ele com desdém.

Neste momento tiro uma faquinha do meu bolso e cravo-a com força entre os dedos do professor esnobe, que na hora fica pálido.

– A terceira, é que você vai aceitar o trabalho da minha amiga e a nota dela será de acordo com o que ela merece, caso o contrário querido, eu não terei problema nenhum em desfigurar seu rosto já desfigurado por natureza e em passar um ano e meio da cadeia, vou sair por bom comportamento sabe? – digo com um sorriso inocente.

– Bom. Dadas às circunstancias, eu resolvi aceitar o trabalho da aluna Weints. – diz ele tremendo.

– Que bom, ligue agora para ela e leia o que está escrito nesse papel. – digo, entregando um papelzinho a ele.

Ele pega o telefone assustado, e começa a digitar tremulamente o número de Anne. Posso ouvir que está chamando, enquanto isso eu guardo minha faquinha novamente. Anne atende e em seguida Sr. Nogueira começa a ler o papel.

– Eu vou aceitar seu trabalho, você o entregou adiantando e isso não é motivo para lhe deixar prejudicada, vou avaliá-lo corretamente e sua nota será baseada no conteúdo nele apresentado. E devo acrescentar que tenho tomado essas atitudes incoerentes com você por que você será a engenheira que eu nunca fui. Sua amiga Boss está aqui, ela mostrou meus erros e a partir de hoje irei me esforçar para mudá-los, até as provas. – diz ele desligando o celular e me entregando o papel. – Está satisfeita?

– Sim, mas também quero falar mais uma coisa, a partir de hoje quero que Anne ganhe somente o que merece, não quero mais injustiça com minha amiga. Caso você resolva ignorar, eu vou voltar e não será apenas conversa. – digo me aproximando dele. – Não vai existir local na terra que ficará livre de mim, eu vou sempre estar lá atrás de você, você não estará seguro nem em seus sonhos, em seus pensamentos. Será tão perseguido que terá medo de piscar e não acordar mais. Eu fui clara?

– Cristalina. – murmura ele tentando se afastar.

– Ótimo, tenha um bom dia professor, e espero que essa conversa fique só entre nós dois. – digo com um sorriso amigável e vou embora.

Quero esclarecer uma coisa, sempre fui fã de facas, e como sou amiga da Anne desde criança sempre protegi a minha amiga e a mim mesma, e como às vezes só conversar não dá jeito, eu uso minha faquinha. Não se preocupem nunca machuquei ninguém.

[...]

Já que estou na rua, preciso resolver outros problemas, vou até a seguradora para falar sobre minha casa. Chegando lá, não vejo muita coisa, apenas uma árvore e uma casa com a placa da seguradora.

– Oi, como posso ajudá-la? – diz uma atendente.

– Bom, eu gostaria de saber como acionar o seguro da minha casa, ela pegou fogo. – digo a ela.

– Seu nome, por favor? – diz a mulher com cara de robô.

– Emily Boss, mas o seguro foi feito por outra pessoa Anne Weints. – digo.

– Bom, neste caso, você precisa vir com essa outra pessoa, e então o seguro será ativado, nós vamos ver o estado da sua casa e então avaliamos. – diz ela com um sorriso robótico no rosto.

– Tudo bem, vou tentar voltar amanhã. – digo a ela e vou andando em direção ao carro.

Só preciso falar com a Anne e ela vem aqui comigo amanhã. Menos um problema agora, vou enviar uma mensagem ao meu chefe e avisá-lo que vou voltar a trabalhar segunda. Ele é um chefe mais que perfeito, não vou abusar.

“Sr. X esta mensagem é para informar a sua pessoa, que segunda vou estar retornando ao trabalho. Emi.”

E em seguida recebo a resposta.

“Perfeito! Já estava com saudade da minha funcionária querida! Como dizem na sua época: ‘falow mina’.”

Começo a rir assim que leio. Amo meu chefe!

[...]

Eita diazinho cansativo! Apesar de estar com sono, não quero voltar agora para a casa da Anne, resolvi passar na minha casa (ou o que restou dela). Ao chegar, encontro as ruínas da minha casa, entro e fico andando por ela.

– Sinto saudade. – sussurro ao vento enquanto passo meus dedos entre as cinzas.

Está começando a chover, mas não me importo. Continuo andando pela casa até me dar conta que estou totalmente ensopada. Com o incêndio, o teto desabou e agora se tornou o chão da cozinha. Volto para o carro e dirijo de volta ao apartamento. Ao chegar, tomo um banho e vou dormir.

Notas finais
Gostaram? Comentem gente, não vai cair o dedo de ninguém não.