Notas iniciais
Alô! Alô! Alô! Pessoas lindas que leem essa joça *---* KKK Como vão? (Espero que bem...) Bom, mais um capítulo blablabla... Aproveitem blablabla... Sorriam pq a vida é bonita blablabla... Enfim... Bye o/ ~Azula

POV Anne

Aleluia hoje é sexta-feira. Jogos para testar, filmes para assistir, comida para degustar e uma maquete para terminar. Pois é, vou fazer uma maquete para apresentar ao senhor Blum afinal amo maquetes, elas falam por si só e falar é o que menos quero fazer, sou ruim na dicção e explicar uma coisa não é o meu ponto forte.

Sobre meu projeto estou realmente confiante, espero que meu chefe goste tanto quanto eu e também espero que o Felipe, o cara cujo projeto está sendo substituído pelo meu, não esteja presente na minha apresentação. Apesar de ele ter conseguido o terreno da zona leste, o que eu estou trabalhando pode garantir uma promoção e também descobrir se posso ser uma boa engenheira civil. E ainda tem a festa de aniversário do senhor Blum, odeio essa festinha só tem puxa saco, mas sou obrigada a ir, pelo menos posso arrastar a Emily comigo.

Depois de uma pausa na minha maquete, começo a brincar com o meu gato, Dumbledore, logo em seguida Emily chega e se joga no sofá.

– Bom dia girafinha! – Fala.

– Bom dia tchonga! Dormiu bastante hein.

– Sim, eu cheguei tarde ontem, fui à seguradora resolver os assuntinhos da minha querida e bela casa. Mas infelizmente eu não resolvi, pois preciso que sua pessoa esteja presente já que foi você que fez o seguro. – Explica.

– Vou ter que ir à seguradora? – Retruco não gostando da ideia – Mas hoje é sexta. Dia de game ou filmes, não quero ir lá.

Ta, eu sei bem o motivo de ir à seguradora, e também quanto mais rápido eu for, mais rápido a casa é consertada e a Emily pode ir para o lar que tanto ama, e tem também o fato de que a cozinha dela é ótima... Por que ela tem que estragar a parte da casa dela que eu mais gosto?

– Anne, eu preciso que você vá logo resolver isso, eu quero minha casa sabe? Não que eu não goste da sua, mas ainda é estranho ficar aqui. – Diz Emily olhando para o apartamento.

– Ta, sua chata, eu vou. – Faço uma careta – Mas primeiro... Olha minha maquete, não é linda?

[...]

Estou a meia hora sentada em uma cadeira mega desconfortável olhando para uma mulher com cerca de 35 anos que é mais lerda que minha avó – Não que minha avó seja lerda, ela é super atlética para uma senhora de quase 60 anos – essa mulher mexe no computador depois escreve em uma folha, estou a ponto de jogar ela da cadeira e preencher eu mesma a porcaria da folha.

– Pronto! Agora é só assinar aqui, por favor!

– Pode deixar. Eu consigo fazer isso em menos de dez segu... Ai! – Digo sentindo um chute na perna dado pela Emi e a mulher me olha estranho – Er... Desculpe! Eu estou com dores estomacais, meu café tava péssimo, não tinha açúcar acredita nisso?

Isso tem lá um pouco de verdade, minha querida amiga não colocou açúcar no café, ficou uma coisa horrível.

Após assinar a papelada e pagar o acionamento do seguro levamos um carinha até a casa da Emily para ver o estrago, por sorte a casa dela fica a poucos quarteirões da seguradora. Virando a esquina já podemos identificar o lar de minha amiga todo destruído. Estaciono meu carro em frente a casa – não entro em um carro com Emily dirigindo nem que me paguem, apesar do carro dela ser uma relíquia, um camaro 67’, e eu amar carros antigos.

– Nossa! A cozinha está realmente... Um caco, não sobrou quase nada. – Diz o carinha ruivo – Vai dar muito trabalho, vai ter que ser totalmente reconstruída.

– Mas eu posso ter minha casa de volta não é moço? – Pergunta a morena ligeiramente nervosa.

O homem não respondeu, apenas ficou observando Emily com uma cara engraçada. Segurei-me para não rir, mas acho que não vai dar muito certo.

– Moço? – Repete Emi.

– Ah! Claro... Vai dar sim, sua casa vai ficar inteira, como antes... Ah e meu nome é William. – Diz o carinha ainda meio hipnotizado, não agüento e começo a rir

– Ta, só limpa a boca William, acho que a baba já ta caindo. – Falo ainda rindo o que deixa o carinha um pouco envergonhado e Emily me encara sem entender.

Depois do William ver toda a cozinha e anotar algumas coisas levo ele de volta a seguradora e sigo com Emily para meu apartamento. Aparentemente a cozinha será restaurada sem qualquer problema e semana que vem já será iniciada a construção.

Enquanto estamos esperando o elevador chega outro carinha, moreno e quase da minha altura, e começa a falar com a Emily.

– Oi... Emily não é? – Diz ele.

– Oi, sim. Como sabe meu nome?

– Eu te ajudei com as malas no domingo, lembra? – Murmura.

– Ah! Sim... Roberto... Não, Ricardo é isso? – Diz Emi quando o elevador chega e nós três entramos. Honestamente estou muito orgulhosa por ela ter lembrado o nome do moço, Emily não tem uma memória que podemos chamar de boa.

– Isso. Está gostando do condomínio?

– Sim, é muito legal aqui. Ah! Essa é minha amiga Anne, eu estou hospedada no apartamento dela. – Fala ela apontando para mim, pela cara acho que ela quer sair o mais rápido possível da conversa com o Ricardo.

– Olá, Ricardo, Prazer em conhecê-lo! – Digo sem ao menos olhar para ele. Não sou muito receptiva a pessoas novas.

– Prazer! – Retruca depois de uma pausa – Bom, eu fico aqui tchau para vocês. – Diz saindo no terceiro andar.

Quando chegamos ao apartamento Emily se joga no sofá novamente e liga a TV, não sei qual a relação que ela tem com esse sofá ele não é uma cama elástica. Sento do lado oposto da sala e começo a observar a tela da televisão.

– Ai que tédioooo...

– Te manca Emily, você acabou de deitar no sofá e já ta com tédio? – Pergunto.

– Sim, não há momento para o tédio aparecer girafinha... Vamos fazer alguma coisa? – Há uma pausa – Vamos cozinhar? Nunca cozinhei com você...

– Vish... Ta ficando doida muier, eu lá sirvo para ser cozinheira? Vou acabar incendiando e alagando meu apartamento. – Digo sorrindo.

– Hahaha... Que engraçado. Mas enfim... Quero ver se você tem salvação.

Eu deveria ter negado o pedido da Emi, mas o desafio me chamou atenção, era como um jogo e meu recorde seria eu fazer uma coisa comestível, entretanto não deu muito certo me esqueci de colocar a tampa do liquidificador, deixei umas coisinhas ou outras queimarem, quase queimei minha mão, derrubei um troço grudento no chão... Resumindo foi um desastre total, ingredientes jogados no lixo.

[...]

Já estava de noite, Emily e eu conseguimos arrumar toda a bagunça, que não foi pouca. Eu tomei um bom banho para tirar todo o cheiro de coisa queimada, fiz algumas alterações na maquete e depois consegui convencer, milagrosamente, Emi a jogar Medal of Honor comigo.

– Anne, para de me matar sua tchonga! — Grita Emily pela milésima vez.

– Não sou eu sua anta, é o outro boneco. Eu tava na sua frente, de costas para você.

– Eu sei, mas eu tenho que culpar alguém e como só tem você... – Diz virando para mim.

– Ai! Nem sei por que tento justificar. – Murmuro a encarando.

– Porque é uma tchonga, como eu disse. – Começamos a rir, mas somos interrompidas pelo toque do telefone – Eu atendo!

– Pode ir... – Falo continuando o jogo.

– Alô! Casa da Anne... Mãe?

Ui... Pela expressão da Emily não deve ser coisa boa...

– Que a força esteja com você, nanica. – Sussurro, mas ela consegue ouvir.