Loucas no AP
12 Doze
Notas iniciais
POV Emily
Ai meu pai amado da luta livre. Eu não acredito nisso, minha mãe! Eu tinha mesmo que ligar para ela, mas nossa, eu não esperava mesmo essa ligação, eu não estou pronta agora. Socorro!
– Anne se você se importa um pouco comigo pega esse telefone AGORA! – digo com a mão no telefone.
Anne faz uma breve careta, depois pega o telefone.
– Alo? Mãe? Eu disse mãe? Quis dizer Tia Lizí! – diz Anne tentando disfarçar. – Tudo bem eu falo para ela. – Anne bota a mão no telefone e em seguida se dirige a mim e diz. – Emi sua mãe disse que sabe que você está aqui e quer falar com você agora.
– DROGA! Como ela faz isso?! Diz que eu estou no banheiro. – falo nervosa.
– Ela está no banheiro. Tudo bem, tudo bem eu falo. Emi ela disse que está ouvindo sua voz. –diz Anne.
– AIIIIIII!!!! – grito e Anne se assusta. – Diz para ela que eu bati meu pé e não posso falar. –sussurro.
– Ela acabou de bater o pé e está sentindo muita dor. Ta, ta bom. Emi ela disse que este truque é velho e que, a propósito, foi ela mesmo que te ensinou. – diz Anne.
– Tudo bem, me dá o telefone. – digo por fim – Oi mãe... Ta legal... Eu vou com você, até lá beijo tchau.
– E então? Vão sair? – pergunta Anne.
– Sim, ela quer fazer compras. – digo um pouco desanimada.
– Perfeito, assim você compra um vestido decente para ir comigo no aniversário do meu chefe. Sinceramente dona Melissa e dona Lizí são muito loucas por shopping. – desabafa Anne.
– Sim, eu herdei isso da minha mãe também, mas não sou tão fã quanto as duas. – digo.
[...]
Chegando ao shopping encontro vários homens olhando uma mulher, que assim que me vê corre ao meu encontro. Uma mulher magra, pele branca, olhos castanhos e cabelo com mechas loiras.Sim minha mãe é uma linda, divosa, gata e poderosa. Tem gente que diz que puxei para ela, mas não acho que os homens ficam me olhando. Minha mãe trabalha com relações internacionais e sempre viaja muito, seu sonho é que a acompanhe, mas para mim viagens são somente para quando se está de férias.
– Olá minha querida! – diz minha mãe me abraçando.
– Oi mãe. – digo meia sem jeito cedendo ao abraço. – Eu ia lhe ligar, mas aconteceram vários imprevistos, me desculpa.
– Emily sobre sua casa, nós precisamos conversar. – diz ela séria. – Não era para isso ter acontecido, você deveria está viajando comigo não deve ficar longe de mim. E se acontecer algo pior a minha menininha e eu só souber pelos jornais de novo?!
– Mãe eu não quero isso para minha vida, eu quero terminar a faculdade de publicidade quero construir minha vida sozinha. E eu pedi desculpa, eu ia lhe avisar! – digo na defensiva.
– Emily, dessa vez eu vou deixar você aqui, mas se algo mais acontecer a você. Você vai embora comigo e isso não é um pedido. – diz minha mãe ainda séria pegando em minha mão.
Amo minha mãe, mas ela é super-protetora e isso me sufoca demais, por isso eu decidi morar sozinha.
– Mãe eu não vou fugir, não vou sair sempre que algo der errado, não sou como meu pai. –digo com os olhos cheios de lágrimas. – Não importa o que aconteça precisa confiar em mim.
– Ai filha, tudo bem às vezes esqueço que você não tem mais 10 anos. – diz ela com um sorriso doce. – E quero que você saiba que jamais será como seu pai, ele era assustadoramente horroroso, você é linda por dentro e por fora, puxou tudo a mim é claro. – diz ela com um sorriso modesto que me faz rir.
Depois desse momento complicado, nós duas resolvemos comprar o vestido para o aniversário do chefe da Anne. Minha mãe escolheu um vestido longo com a maior parte de paetê rosa e alguns detalhes em rosa escuro justinho juntamente com um sapato brilhoso rosa Pink.
– Olha filha que tal esse? Você vai fazer sucesso! – diz ela erguendo aquela coisa.
– Pode ser que eu use em outra vida, com certeza. – digo fazendo careta e em seguida abraçando-a.
Acabei escolhendo um tubinho simples de manga comprida cor da pele e com uns detalhes preto e um saltinho preto (é mais normal que a escolha da minha mãe). Enquanto eu estava experimentando este vestido começou a tocar na loja a musica da Anitta “show das poderosas”.
– Já viu a coreografia dessa música? Eu não gosto é muito chamativa para mim. – comento com minha mãe.
– E por que mocinha, eu posso saber? – indaga minha mãe
– Ah mãe, eu não gosto muito dessa música e de funk em geral, nada contra, mas eu não escuto. – digo.
ANTES DE NARRAR A CENA SEGUINTE! Quero me castigar via online, perguntando a mim mesma. Por que sua criatura terrestre? Por que você tinha que abrir sua boca idiota?! Oh god como sofro!
Bom, assim que eu terminei minha justificativa de porque eu não gostava da coreografia do show das poderosas, minha mãe querida começou a fazer essa coreografia no meio da loja! E para piorar parecia que eu estava no filme do High School Musical um vendedor também soltou a franga dele lá. Ai pai, tinha que ser minha mãe... Mas sabe eu estava com saudade disso. E como diz o ditado, se não pode com eles junte-se a eles. Dito isso em meu pensamento me junto ao vendedor bizarro e minha querida mãe a dança.
Depois do shopping marcamos de sair outro dia com Tia Melissa e Anne, faz muito tempo que minha mãe não vê a amiga de infância. Pois é, Tia Melissa e minha mãe são amigas, amigonas mesmo, e esse é um dos motivos para eu ser amiga daquela coisa Nerd-Gamer. Desde que éramos bebê, Anne e eu fomos criadas juntas e acabamos nos tornando amigas. Ser criada por mães malucas não é fácil.
[...]
Aqui estamos, Anne e eu na festa, eu vou confessar a vocês oh festinha chata, eu vim toda linda aqui para isso?! Se soubesse que seria assim eu ia vir de pijama. O aniversariante parece mais entediado que eu, ta cheio de puxa saco ao redor dele, o cara nem pode ficar velho que já tem gente aperreando.
– Oi Anne, está achando da festa? – diz um homem.
– Oi Felipe, ela está bem... Calma. – diz Anne tentando buscar palavras para aquela chatice.
– Eu concordo. De qualquer forma estou aqui, para parabenizar você pelo projeto. É o primeiro que você vai fazer, nossa eu até pouco tempo não acreditava que você era capaz de fazer algo desse tipo, mas ai está você me substituindo, roubando minha vez de mostrar que sou capaz. Parabéns. – diz ele com um sorriso no rosto, mas posso claramente ver raiva em seus olhos.
– O-Obrigada. – diz Anne um pouco assustada. – Essa é minha amiga. – diz ela apontando para mim.
– Muito prazer, meu nome é Felipe. – diz ele estendendo a mão e jogando um charme de quinta.
– Meu nome é Emily, mas meus amigos me chamam de Emi. Só que no seu caso é Emily mesmo. –digo sem apertar sua mão e em seguida saio de perto.
Eita sujeitinho arrogante.
Fale com o autor