Notas iniciais
Pequenas fofuras da tia, espero que gostem do capítulo ^^ Ps.: Comentem no meu que eu respondo, no da Azula que ela responde... ~Lícia

POV Emily

– Bom dia, linda pessoa! – digo olhando a mim mesma no espelho. – NOSSA! Como eu consegui acordar 6:30 da manhã?! – falo surpresa.

“Acho que não estou tão à vontade no apartamento de Anne, por isso acordei cedo assim. Não achei que ia ser tão difícil... Ai chega! Vou fazer o café, quem sabe assim eu não paro de pensar nessas coisas.” Penso.

Vou até a cozinha e abro o armário, como pensei tudo cheio. Anne pode não saber cozinhar, mas ela nunca deixa seu armário vazio. Começo a fazer o café.

– Poxa de poxinha, esse encanamento está com defeito. – digo.

Logo me dou conta que Anne está atrás de mim com um olhar de zumbi em cima da comida. Ela pode ser magra por fora, mas por dentro tem uma gordinha que não está tão adormecida assim. Acho que sua morte ideal é morrer comendo.

[...]

Agora Anne já foi para o trabalho, estou sozinha em casa, estico minhas pernas no sofá. Ai, ai como é bom! Estou quase voltando a dormir quando lembro que, EU TAMBEM TENHO QUE TRABALHAR (droga!), no susto acabo caindo do sofá, mas nem me importo muito, vou correndo para meu quarto, pego a primeira roupa que eu vejo, não tenho tempo para calçar meu sapato, vou correndo descalça pelo corredor, não posso esperar o elevador, vou voando nos cinco lances de escada (ainda descalça e torcendo para não pisar em nada suspeito) e finalmente chego ao carro. Como uma bela atrasada, saio cantando pneu.

– Que legal! Tem trânsito! – digo furiosa. – É melhor ligar logo para a agência, se não o Senhor X pode ficar irritado.

– Tuu, tuu... – (N/A: Isso sou eu dizendo que esta chamando) – Agência de Publicidade bom dia, com quem falo?

– Oi Creusinha, sou eu a Emily você pode transferir a ligação para o Senhor X? – digo.

– Ah! É você Emily, quantas vezes eu já disse: meu nome não é “Creusinha” é Rute, RU-TE, já vou transferir, mas antes também quero dizer que não é Senhor X é Senhor Chefe para você. –diz Creusinha.

– Ta, ta Creusinha, eu estou sem tempo passa logo. – Digo a ela, após esperar alguns segundos. –Senhor X, eu queria dizer que vou chegar atrasada hoje, porque eu precisei salvar um bebê de um ataque alienígena, depois tive que me apresentar no show de abertura da Katy Perry, tem problema? – Pergunto.

Ouço uma longa gargalhada do outro lado da linha depois...

– Claro que não Emi, aliás, querida, sinto muito pela sua casa. – diz ele.

– Como sabe disso? – pergunto surpresa.

– Está no jornal, primeira página. – diz ele – “GRANDE BURRICE! mulher alaga e ateia fogo em sua casa, tudo ao mesmo tempo”.

– Ah... Pessoas morrem todos os dias e dão primeira página para isso?! – digo mais furiosa ainda. – Agora é oficial minha mãe vai me matar. Acabei de ser promovida de estagiária a publicitária júnior, e para comemorar destruo minha casa.

– Não fique assim querida, tire o tempo que precisar de folga. – diz o Senhor X tentando me consolar.

– Mas não é justo, demorei muito tempo tentando convencer minha mãe para morar sozinha e consegui, acabei de fazer 19 anos, e já estragar toda a confiança dela em mim. – digo chateada.

– Não diga isso Emily, ela vai entender, agora volte para casa que essa conversa ao telefone me estressou, só quero te ver aqui quando estiver melhor. – diz ele e em seguida desliga.

Voltando para casa penso: “preciso ligar para minha mãe, consertar o encanamento da Anne e mandar um e-mail agradecendo meu chefe maravilhoso”.

[...]

Pronto já mandei um e-mail bem lindo, cheio de carinhas fofas, palavras bonitas e coisa e tal para meu querido chefinho, o Senhor X. Está tão lindo que parece um vômito de unicórnio. Agora eu deveria ligar agora para minha mãe querida, mas vou ligar mais tarde, vou evitar o máximo possível este contato.

Hora de consertar o encanamento, para isso vou precisar das ferramentas adequadas, ou seja, um biquíni.

É lógico que eu não sei consertar um encanamento, então preciso da ajudinha de um homem do prédio, e nenhum deles vai querer me ajudar em plena segunda feira. Quer dizer, não sem uma ajuda, novamente, do poder feminino. Olho pela janela e vejo três homens na piscina se divertindo. Então coloco meu biquíni e HAHA desta vez, vou pelo elevador (Porque sou um ser muito pensante hihi).

[...]

Chego à piscina e deito na espreguiçadeira, espero passar 3 minutos, me levanto e vou caminhando até a piscina, não sei por quanto tempo fiquei lá, mas estava tão bom que quando sai por um momento pensei que era só água, eu e a água. Porém vejo que estou errada, assim que subo as escadas da piscina vejo três rapazes um alto, um gordinho e o outro com cara de baladeiro, todos descaradamente me observando.

– Ah, oi! – digo.

– Oi! Você é nova aqui? – disse os três em coro.

– Sim, mas na verdade estou só passando uns dias, logo volto para minha casa. – respondo.

– Esperamos que fique bastante tempo aqui. – diz o alto dos três. – Está se sentindo em casa?

– Não muito. – digo inocentemente – Na verdade eu adoraria conversar mais com vocês, mas preciso de alguém para consertar meu encanamento.

– Nós podemos fazer isso para você! – diz o gordinho rapidamente – Não é, rapazes?

Os dois concordaram com a cabeça. Pronto tenho não só um, mas três encanadores, sou muito eficiente. Conversa vai conversa vem, vou encaminhando-os até o apartamento. Depois de consertado, fiz um café com um pouco de canela para eles.

– Está muito gostoso, qual é o seu segredo? – diz o mais alto.

– Um pouco de canela. – digo.

De repente ele começou a tossir e saiu correndo para o corredor, com seu amigo gordinho logo atrás, o que tinha cara de baladeiro ficou para me explicar que ele era muito alérgico a canela. Mas logo depois foi embora a procura de seus amigos. Em minha defesa, como eu ia saber que ele era alérgico? Ele deveria deixar tatuado no braço suas alergias, ou falar logo de cara. Que coisa. Pelo menos o encanamento foi consertado e ainda tem café.

Um tempinho depois Anne voltou do trabalho, conversamos um pouco e fomos dormir. Hoje o dia foi cheio.

[...]

– Mas o que!? Que merda é essa? – falo acordando assustada com alguém apertando a campainha da Anne.

Olho no relógio são 4 horas da manhã. Vou até a porta logo atrás da Anne e... Nossa! Veja o que temos aqui... Se não é meu lindo Arthur. Ai ai Arthur querido só você para me fazer rir as quatro da manhã. Vou me aproximando dele, esquecendo a cara feia que a Anne fez, chego bem perto dele com um olhar sério e digo.

– Então é assim?

– Assim o que? – pergunta ele.

– Então é assim que é sentir o amor à primeira vista. – digo sorrindo

Começamos a rir e dou um abraço nele (Anne vai me matar depois, mas não ligo muito agora).

– Ai ai Emi, por incrível que pareça quase senti saudade de você. – diz ele cedendo ao abraço.

Agora passo a palavra para nossa querida Anne. Para ela dizer como vai me torturar ou como deseja me matar.

Notas finais
Meu coração por vocês bate como caroço de abacate ;) ~Lícia