Loucamente apaixonados.
2 O diário de Snape.
Notas iniciais
POV: Maggie.
11 de janeiro, 10h00min. Aula de defesa contra Artes das Trevas.
–E agora eu ficarei com ele depois do almoço e do jantar. -Contei o meu grande feito para as minhas duas melhores amigas, Lily e Bonnie, enquanto íamos para a sala do amostradinho do professor Lockhart
–Você finalmente conseguiu! — Lily foi a primeira a me parabenizar.
– Com uma ajudinha do Dumbledore. — Completei.
– Por que temos que ter aula com a Sonserina? — Bonnie odeia a Sonseria de carne e unhas, eu também odeio, mas tento não odiar por causa do meu Snape.
– Pelo menos o Harry está na Grifinória. — Lily tem uma certa tara pelo Harry.
– Não seja pedófila. Harry só tem 12 anos. — A caçoei.
– Não há idade para o amor. — Retrucou.
– Aproximem-se, aproximem se. — Andamos até próximo o pequeno palco de duelos. — Estão todos me vendo? Estão todos me ouvindo? Excelente! — Como eu disse, Lockhart é um amostradinho. — Devido aos acontecimentos recentes. — Ah, os alunos que foram encontrados petrificados. — O professor Dumbledore me deu permissão para formar um pequeno grupo de duelos para treinar vocês, caso um dia precisem se defender. Como eu mesmo já fiz inúmeras vezes, para mais detalhes leiam minha obra prima publicada. — E ele ainda tem coragem de jogar a sua capa para algumas alunas. Exibido. — Deixe-me apresentar meu assistente, o professor... Snape. — Oh Merlin, hoje tudo está dando certo.
Todos viraram o rosto para ver o meu Severo entrando; ele estava com a costumeira expressão de descontentamento, só que pela primeira vez o vi sem a capa. Oh, ele está tão lindo.
– Ele concordou em bom grado, em me ajudar em uma pequena e rápida demonstração. Ah, eu não quero que vocês sem preocupem, continuaram há ter seu professor de poções depois de eu derrotá-lo. Fiquem tranqüilos. -Eu vou partir pra cima desse professor! De quem ele acha que está falando? Meu Snape vai derrotá-lo com toda certeza.
–Idiota! — Murmurei baixinho.
Severo e o professor amostradinho Lockehart se aproximaram, ficando cara a cara; levantaram suas varinhas ao mesmo tempo. Olho no olho. Abaixaram-nas e se saudaram, cordialmente. Viraram-se lentamente e começaram a andar um de costas para outro; quando se viraram novamente, fizeram uma pose engraçada e eu não pude segurar o riso. Snape olhou-me fulminantemente.
–Um, dois, três. — Lockehart contou, mas acabou se dando mal, pois meu Snape conjurou "Expelliarmus", fazendo com que o amostradinho fosse jogado diretamente para o chão.
– Severo! Severo! O melhor! O melhor!- Comecei a gritar o nome de Severo, porém sou novamente alvo de um olhar maléfico por parte dele. Resolvi ficar quieta.
–Será que ele está bem? — Lily perguntou, preocupada com o amostradinho do professor.
– Quem se importa? — Respondi.
– Uma excelente ideia mostrar isso a eles, professor Snape. — O amostradinho se levantou com dificuldade, andando um pouco devagar. — Mas se me permiti dizer, era... Muito óbvio o que o senhor iria fazer e, se eu quisesse ter impedido, teria sido extremamente fácil. — Ele falava balançando aquele topete horrível dele.
– Não seria mais prudente ensinar antes aos alunos a bloquear feitiços hostis, professor? — Adoro quando Snape é sarcástico. E ele ainda deu o seu sorrisinho falso. O amostradinho ficou todo sem graça.
– Ele é tão inteligente. -Suspirei.
– Excelente sugestão, professor Snape. — Lockhart Falou desconcertado. — Preciso de dois voluntários. — Imediatamente levantei minha mão o mais alto que pude. — Potter e senhorita Adams, venham cá. — Quase ia indo toda feliz, porém Snape fez o favor de interromper.
– A senhorita Adams causa devastação até em um simples feitiço. Potter acabaria indo para a enfermaria numa caixa de fósforos. — Isso me machucou, eu posso não ser tão boa nos feitiços, mas pelo menos consigo fazer um Alorromora facilmente. — Posso sugerir alguém de minha própria casa? — Ele inclinou uma das sobrancelhas. — Malfoy, por exemplo? — Não acredito que ele me trocou por esse loirinho sem cérebro.
Harry e Malfoy fizeram as mesmas reverências que Snape e o amostradinho fizeram.
– Quando eu falar três, digam seus feitiços para desarmar o adversário. Apenas desarmar. — Avisou, Lockehart... Estranho Snape está olhando de mais para mim e para Potter. Aquele olhar odioso de sempre. — Um, dois, três. — E o coitadinho do Harry foi parar longe com um feitiço que eu nem se quer ouvir. Achei que era só desarmar, mas Malfoy não fora nada gentil. Mas até que o Harry não é nada fraquinho, pois revidou, fazendo Malfoy cair de pernas abertas no chão. Aí, deve ter doído.
Snape desgostoso, levantou Malfoy, encorajando-o a duelar.
E o filho da mãe do loiro sem cérebro conjurou uma COBRA. UMA COBRA, e ainda mais na minha frente. Ele ficou louco?
– Não se meta Potter, vou acabar com ela pra você. — Snape andou em direção a cobra, porém o amostradinho se pôs na frente. A única coisa que o infeliz conseguiu foi deixar a cobra maior. Burro.
E pra onde a cobra foi? Sim, até a mim. A nojenta veio se rastejando toda, enquanto minhas amigas se afastavam e eu ficava lá, pra encarar aquela maldita. Não sou mulher de não encarar uma briga.
–Se afaste senhorita Adams! -Snape ordenou, mas eu nem dei bola. Se a cobra quer briga, então ela terá.
– Quer encarar minha filha? — Perguntei abrindo os braços, pronta para bater naquela nojenta.
– Eu disse para se afastar Adams! — Snape repetiu, se aproximando mais ainda.
– Bora! Venha nojenta! — Ela que não se meta comigo. Meto dois dedos nos olhos dela. — Encare-me! — E a cobra vinha ainda mais até a mim, pronta para dar o bote.
– Senhorita Adams! — Severo repreendeu-me novamente.
– Deixa ela comigo! — Olhei para Snape, mostrando que tava tudo bem. — Nem vou usar feitiço nem nada! Vem nojenta! — Os alunos da sala me olhavam surpresos e até mesmo assustados.
Quando a cobra estava prestes a vir, Severo a matou, a matou bem na minha frente. Coitada, ela não merecia isso.
– O que pensa que estava fazendo? — Snape gritou mais irritado do que o comum. — Cometer suicídio? Menos 50 pontos para a Grifinória.
– Eu só queria matar a cobra. -Respondi no mesmo tom.
– "Matar a cobra"? — Ele desceu do pequeno palco dando a volta, enquanto todos nos olhavam abobalhados, e alguns rindo da cena. — Matar a cobra? — Falou novamente, pegando-me pelo colarinho, e é claro, tirando-me do chão. É fácil para ele, sou mais baixa do que o comum, mas eu sei andar oras. — Garota estúpida, medíocre, amostrada. -Opa! Esse amostrada é para o professor Lockhart.
Severo saiu da sala, levando-me pelo colarinho da camisa, como sempre. Dessa vez ele estava apertando mais forte. Estou começando a achar que ele quer se livrar de mim... Não, claro que não, meu Severo nunca faria isso.
– Severo, está apertando muito. — Resmunguei.
– É professor para a senhorita. — Corrigiu-me.
– Vai me levar pra sala do Dumbledore? — Perguntei em um suspiro cansado.
E ele simplesmente resolveu me ignorar e carregou-me com facilidade, enquanto alguns professores e alunos me olhavam com dó, pois acham que o meu Snape possa fazer algo contra mim.
– Arrume toda a sala. — Severo praticamente jogou-me em sua sala de poções. — Sem magia, é claro. — Fiz bico, emburrada. Se eu já demoro uma hora pra arrumar algo com magia, imagina sem ela? Estou totalmente encrencada.
– Tudo bem. -Sorri para ele, não sou de desistir fácil, não pelo o Snape.
E ele saiu, me deixando sozinha, e um pouco brava também... Mas eu o perdoou, pois eu o amo.
Comecei a arrumar todos os livros em seu devido lugar, ordem por ordem. Acabei me queimando com alguns frascos de poções, com certeza foram daquele garotinho chamado Neville. Ele é péssimo em poções, e o Severo sempre o humilha na frente da turma inteirinha. Quando eu me casar com o meu ranhoso, pedirei para que ele não faça mais isso.
Acabei ficando descabelada, e já estava pingando suor. Pelo menos não tive que ter as outras aulas... Espero que Snape diga pros outros professores que eu estou aqui.
E eu achei, achei a coisa mais preciosa e linda do mundo. Estava em meio a alguns livros bastantes veios e empoeirados. "O diário de Snape", eu sabia que ele tinha um, fiquei por um ano inteirinho procurando-o. Achei que ele havia colocado em algum lugar menos obvio, mas eu estava completamente enganada.
Quando eu abri-o, uma mensagem foi escrita vagarosamente:
"Eu, Snape, peço para que a senhorita Maggie não intrometa seu nariz no que não é chamada".
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