Notas iniciais
Oi pessoas! :D Deixem eu me defender primeiro antes das pedradas. Bom... Desculpa pela demora mas Yuki fico uns 10 dias sem ideias, eu também fiquei com a internet ruim e depois quando o capitulo já estava comigo pra corrigir, veio a preguiça. Então só peço perdão e que não nos matem pois assim no saberão o final da fanfic! aeuhaehuahueuaehuaehuaheuahehu Tem lemon para animar a vida de vocês! Até as notas finais e boa leitura.

–Ichigooo~

Depois disso houve apenas o baque dos três caindo com força no chão, coitado de Grimmjow, ficou por baixo...

–Mãe!- Eu havia visto apenas de relance, não sabia se era ela mesma, porém...- Espera, mãe?!

–Oi querido, a quanto tempo! Que mãe mais desnaturada sou, fiquei um ano fora e deixei meus filhinhos com o papai irresponsável... Ele cuidou de vocês direitinho? Bem depois vemos isso! Me dê um abraço Ichi-chan! Você também Grimm-chan.- Tagarela! Espera, ela disse Grimm-chan?!

Ela abraçou a nós dois ao mesmo tempo, e olhando bem para Grimmjow eu podia ver seu rosto minimamente corado, o que houve? Por que minha mãe também não tinha raiva dele? Não que eu esteja reclamando, é uma coisa boa, mas o que está acontecendo?!

–Sabe, dessa vez eu vim para ficar!- Ela se afastou um pouco e olhou para nós com a cara mais feliz do mundo.- Não aguento mais ficar longe de meus filhos, até mesmo os que não são de sangue...- Ela olhou para Grimmjow com um sorriso doce, o que apenas o deixou mais corado. Céus como ela estava conseguindo?! E como assim os que não são de sangue?! Ela adotou ele?! Meus Deuses, estamos fazendo incesto?!

–C-como assim?! Espera! E o seu trabalho? Por que não avisou que viria? E do que está falando, Grimmjow é meu irm-

–Não, não! Apenas de consideração meu filho, como você perdeu suas memorias, não se lembra que naquela época, a dez anos, ocorreu uma coisa em que Grimm-chan passou uma temporada conosco, e ele virou meu filho também horas.- Disse dando um beijo inesperado na bochecha de Grimmjow que pareceu ter ficado ainda mais envergonhado e abaixou a cabeça para esconder isso... Minha mãe é uma feiticeira, para fazer isso com ele só poder ser!

–Certo, certo! Vamos nos levantar dessa neve antes que peguemos um resfriado. Entrem, vou fazer algo para bebermos, como Grimm-chan não gosta de doces farei um café sem açúcar para você, Dr. Jaeguerjack.

Piscou para nós antes de se dirigir a porta, eu me levantei e ajudei Grimmjow a se levantar também, pondo minhas mãos em suas bochechas e olhando bem em seus olhos, sem dizer qualquer coisa, apenas olhava-o de um jeito que dissesse sem palavras um “vai ficar tudo bem”.

Ele também encarou-me por alguns segundos com seus olho felinos antes de sorrir e segurar em minhas mãos, afastando-as de suas bochechas amostrando sua coloração normal. Eu também sorri e segurei sua mão, levando-o para dentro de casa.

Meu pai parecia não estar em casa, isso era realmente uma boa noticia, afinal ele não apenas “não gosta” de Grimmjow, para me deixar sem saber dele por dez anos passava bem longe de apenas não gostar.

–Grimmjow!- Chamou Karin vindo em nossa direção e abraçando a nós dois enquanto Yuzu apenas olhava de longe com uma cara bem emburrada.- Eu ainda tenho que falar com você depois do que aconteceu aquela noite.- Olhou com raiva para Yuzu que apenas virou a cara para o lado sem dar importância.

Grimmjow olhou de uma para a outra antes de se abaixar até Karin e sussurrar algo em seu ouvido, fazendo-a nos soltar e olhar para mim triste, o que ele havia dito?

–Certo, afinal eu também tinha medo, mas...- Ela se afastou indo até Yuzu e pedindo desculpas antes de a abraçar.

–O que disse a ela?- Perguntei vendo agora que nossas mãos ainda estavam entrelaçadas, soltando-o assim que percebi, sentindo as bochechas esquentarem.

–Nada demais, bem, acho que vou embora.- Ele veio para me beijar mas eu virei o rosto envergonhado sentindo seus lábios apenas em minha bochecha, aproveitei que as meninas estavam distraídas e o afastei, olhando-o chateado.

–Na frente delas não!- Briguei cruzando os braços vendo-o sorrir largamente antes de se virar para a porta, onde deu de cara com meu pai... Isso não ia dar certo.

–O que faz em minha casa?- Perguntou franzindo o cenho, soltando sua maleta e cruzando os braços desafiadoramente.

Grimmjow estava sério, sem qualquer emoção além de desprezo, isso poderia dar merda se continuasse assim...

–Já estava de saída, se me der licença da porta eu irei embora.- Respondeu simplesmente sem parar de olhar para meu pai fixamente, coisa que ele também fazia.

–Ora, querido!- Minha mãe soltou em cima da mesa uma bandeja que segurava antes de pular nos braços de meu pai, surpreendendo-o completamente.

Não o culpo, ela me pegou do mesmo jeito...

–Masaki! O que faz aqui? Pensei que estivesse do outro lado do país...

–Não estou mais! Me demiti, quero ficar mais tempo com meus filhos, eles estão crescendo e não estou vendo isso, também sinto falta de você, então está tudo junto.- Falava de um jeito bobo, como se ainda fossemos crianças.

–Mas ainda não entendo o que ele faz aqui.- Disse meu pai com cara feia, revidei a mesma carranca para ele mas ele não me olhava, encarava Grimmjow que parecia já começar a se irritar com a situação.

–Não seja assim Isshin, tínhamos decidido que ele também seria uma de nossas crianças...

–Espera, o que?!- Perguntei surpreso olhando para Grimmjow que coçava a nuca nervosamente. Eu olhei para ele assustado pensando apenas uma coisa...- Nós não estamos fazendo incesto né?!

–Não!- Responderam todos ao mesmo tempo como se fosse algo óbvio. Suspirei aliviado e olhei para meus pais novamente, agora realmente irritado.

–Alguém pode por favor me contar essa história?- Perguntei olhando para todos a minha volta vendo que ninguém estava com certa disposição para isso, desse jeito estava realmente difícil, queria tanto saber sobre meu passado, sobre o passado dele, mas nem mesmo ele parecia querer me contar o tal.
Isso obviamente me deixava puto.

–Vamos embora.- Disse pegando na mão de Grimmjow e saindo, empurrando meu pai da porta para dar passagem ouvindo-o gritar comigo, porém não dei atenção e continuei até o carro sem deixar de puxar Grimmjow pela mão.- Nem sei porque voltei...

–Ichigo, eles são seus pais, tente se entender com eles...

–Você não entende!- Gritei o soltando, virando-me para ele na mesma hora em que disse isso.- Não foi você quem perdeu a memória, não é você quem quer saber o que aconteceu no passado!

Nesse momento meus pais saiam de minha casa junto a minhas irmãs, porém não se aproximavam, mantinham distancia ouvindo toda a briga, meu pai parecendo estranhamente feliz com a situação, parecia estar torcendo para que essa briga se tornasse algo pior.

–Todos me ocultam os momentos mais importantes de minha vida, me escondem meus momentos com você! As únicas que me ajudaram a lembrar um pouco foram Rukia e Karin...- Meu pai olhou feio para Karin, mas ela não lhe deu importância.

–Não quero saber se ele foi triste, apenas quero saber como ele foi!- O silencio reinou ali naquele espaço em que estávamos, como se uma nuvem de tensão tivesse parado aqui no local. Karin de repente entrou em casa e minha mãe foi atrás dela, Yuzu tinha a cabeça baixa e meu pai a mesma cara dura de sempre, seu coração estava congelado, esta era a explicação para tanta raiva.- Eu não...

–Tudo bem Ichigo...- Grimmjow me abraçou fortemente, encostando seu queixo em meu ombro ele começou a sussurrar.- Está tudo bem, sinto muito. Não precisa fazer o que não quer... Vamos para minha casa, se quiser pode ficar lá comigo, não me importo, e também, irei te contar o que quiser.

–Obrigado...- Respondi abraçando-o de volta, nos afastamos e estava quase entrando no carro quando senti alguém segurando minha mão. Me virei para trás apenas para ver Karin segurando uma mochila branca nas costas. Ela me soltou e olhou com uma cara suplicante para Grimmjow que olhou para mim desconfi'ado.

–Posso ir com vocês?- Perguntou olhando de mim para Grimmjow, fiquei poucos segundos processando o que ela disse antes de fazer um coro com meu pai e Yuzu.

–O que?! Karin, mamãe acabou de chegar, e eu também não sei se você pode, já tem eu de intruso na casa dele, mais um seria abuso!- Disse sem olhar para Grimmjow, ate ele começar a rir pelo menos.

–Deixe de ser bobo. Fique a vontade para vir, mas tem a autorização de sua mãe pelo menos?- Perguntou encarando meu pai que parecia estar quase dando um enfarto.

–Quem acha que me ajudou a arrumar a mochila?- Perguntou sorrindo olhando para trás, para a porta onde apareceu minha mãe tão sorridente quanto nunca.

–Cuide bem de sua irmãzinha Ichigo.- Acenou em despedida ainda com o mesmo sorriso, sem se importar com o olhar mortal de meu pai.

–Okay, okay, é melhor irmos antes que meu pai tente correr atrás do carro.- Meu pai já começava a ficar de vermelho de raiva, e com esse grande incentivo entramos às pressas no automovel.

Grimmjow riu de um jeito bem gostoso juntamente a Karin antes de realmente começar a dirigir.

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Pov. Renji

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Dor de cabeça era pouco para o que eu estava sentindo no momento, a ressaca em que eu estava agora seria curada apenas com um banho no momento, mas a vontade de levantar era completamente nula.

Não me lembrava de nada, mas sentia meu corpo colado a outra, ótimo, trouxe uma vadia pra casa depois da frustração de ter levado um verdadeiro fora do Ichigo.

Bem, ta feito e não posso fazer nada, vai que posso esquecer dele através desta pessoa?...

Lembro de quando era mais novo e dava festas em casa, sempre acordava junto a alguém, não era legal o tapa que recebia das meninas e soco de homens.

Abri os olhos devagar, tentando me acostumar com a claridade da manhã e me sentei na cama, olhando finalmente para quem a segundos eu abraçava.

Cabelos negros medianos, uma blusa social branca e jeans escuras desabotoado e com zíper abaixado, dando o detalhe de sua mão estar la fazendo não sei o que.

Ainda meio zonzo voltei a olhar para o rosto da pessoa, e quando me foquei em quem era o susto me jogou para fora da cama, caindo com tudo de costas no chão.

–B-Byakuya?!- Como assim? O que diabos aconteceu ontem afinal? Por que ele esta aqui? Por que na minha cama? E principalmente por que tinha sêmen no meu lençol porra?!

Pensei seriamente em acordar ele para que respondesse às minhas perguntas, mas quando me aproximei ele se remexeu levemente, parecendo ter notado que não tinha mais nenhum corpo por cima do seu, mas não acordou, apenas, apenas estava com o sono mais leve.

Algo me impedia de acordá-lo, parecia tão... Bonito dormindo que chegava a dar pena acordá-lo, ou eu apenas queria admirá-lo por um pouco mais de tempo? Nunca reparara em sua beleza, e agora que parei para tal ato, admito que ele é lindo.

Me sinto mal pensando assim de meu melhor amigo, mas não conseguia evitar, era a verdade.

Me arrisquei levando as costas de minha mão à sua bochecha, vendo-o reclamar levemente.

–Me deixe dormir, Rukia...

Segurei o riso, e com medo de que acordasse me afastei, indo finalmente ao banheiro tomar o tão esperado banho.

Aspirinas me esperavam na cozinha e assim que as tomei voltei para o quarto, vendo Byakuya começar a se levantar. Apoiando-se nos braços para se sentar, e quando me percebeu olhou-me assustado antes de dar um suspiro e abaixar a cabeça, deixando algumas mexas teimosas de seu cabelo lhe cobrirem o rosto enquanto as outras se distribuíam livremente entre o ombro e as costas.

–Lembra de alguma coisa?- Perguntou jogando o cabelo para trás mas ele teimou em cair em seu rosto novamente fazendo-o bufar. Acho que nunca o vi acordando, chega a ser fofo, seus cabelos não parecem tão rebeldes com aquelas presilhas.

–Não, iria te perguntar agora. Por que dormiu comigo?

–Você me segurou ontem e não me deixou ir embora. Não iria ficar a noite toda acordado.- Tinha me esquecido dessa sua personalidade arredia, tão ignorante. E também, não parecia ter rolado apenas isso, ninguém goza dormindo!- E agora é melhor eu...

–Me conte tudo! Eu, eu fiz alguma coisa com você? Se sim, me perdoe, eu estava bêbado, perdi o sentido de mim.- Ele ficou estático por alguns segundos, me olhando surpreso, pequenas gotículas de suor frio desciam por seu rosto, sinal de que estava nervoso.- Realmente me desculpe, eu não queria fazer qualquer coisa, afinal você é meu melhor amigo!

Seu olhar mudou de volta para surpresa, parece que me perdoaria.

–Nunca faria nada com você se eu não estivesse na situação que estava.

Ele se levantou da cama de cabeça baixa, provavelmente envergonhado, me sinto horrível, será que perderia outro amigo?

–Eu só estava frustrado por Ichigo realmente não querer nada comigo, acabei descontando em você, mas saiba que não quero nada com você e nunca vou...

–Eu não sou bom o suficiente pra você?!- Gritou pegando com força na minha camisa com as duas mãos, me olhando irritado, bufando com raiva por alguns segundos. Ficamos nos encarando por um tempo antes de nos ligarmos no que ele disse.

Me soltou rápido e se afastou com a mão na boca, as bochechas tão vermelhas quanto meu cabelo. Se virou rápido para a porta e começou a andar rápido, se não o parasse iria embora, se não perguntasse agora não teria mais chance, se não agisse provavelmente nossas relações não seriam mais as mesmas.

Apesar de não serem mais de qualquer jeito.

Segurei em seu pulso assim que passou pela porta, puxando-o para dentro novamente e o forçando a me olhar, sua mão que antes estava na boca se abaixou, me amostrando seus lábios entreabertos e grandes olhos surpresos.

–O que você quis dizer?- Perguntei vendo-o desviar o olhar, e irritado ele forçou o braço para se soltar, se afastando um pouco e ainda sem me olhar respondeu.

–Não é o que está pensando.- Voltou a olhar para mim com o mesmo olhar frio de sempre, sabia fingir muito bem, esconder seus sentimentos não era difícil para Byakuya.- Foi apenas no momento, é que você falou de um jeito que... Que parecia que o Ichigo era seu único amigo...

–Byakuya...- Chamei tentando lhe chamar a atenção. Como sabia que nada sairia de sua boca, eu teria que agir, arrancar à força a verdade.

Me aproximei mais dele, lhe chamando a atenção e forçando-o a olhar para mim. Neste momento o puxei até seus lábios tocarem nos meus, seus olhos instantaneamente dobraram de tamanho, suas mãos levantaram-se para me empurrar mas parou no meio do caminho, apoiando-as em meu ombro. Os olhos se fecharam devagar e suas bochechas voltavam a adquirir a mesma coloração de antes.

Este era mesmo o Byakuya que eu estava acostumado a ver?

É, parece que tive minha resposta.

E não era tão ruim assim.

Na verdade eu gostei.

Minha língua tratava de explorar a sua boca já que me dava tal permissão, porém também não ficava atrás, tentando de tudo para conhecer o interior de minha boca também. Mas quando o ar se foi necessário nos separamos, e com os olhos ainda fechados voltou a abaixar a cabeça, soltando minha roupa aos poucos e começando a se afastar ele se voltou a mim novamente.

–O-o que foi isso?- O que foi isso? Eu te digo o que foi isso! Um beijo incrível! Um beijo que nunca dei ou recebi de alguém, mas eu não diria isso, pois na verdade foi só...

–Um teste...- Murmurei pensando alto demais. Ele pareceu ter se quebrado em mil pedaços, e eu acabei de fazer merda de novo, mas dessa vez não deixaria assim, não podia acabar do mesmo jeito que eu deixei terminar com Ichigo.

Ele levantou a mão para me bater mas eu a segurei firmemente, a outra mão também vinha em direção a meu rosto porém também a peguei. Coloquei-o contra a parede e me aproximei ainda mais dele, esgueirando uma de minhas pernas por entre as suas e prendendo-o completamente.

–O que acha que vai fazer comigo? Já teve o seu “teste” agora me deixe ir!- Bradou olhando bem firme para mim, diretamente para meus olhos sendo exato.

–Me desculpe, não queria ter dito aquilo, apenas pensei alto demais. Eu na verdade só queria saber qual seria sua reação.

–Já sabe, agora se não me soltar, quando isso acabar, não chegue mais perto de mim nem pintado de ouro.- Seu olhar tinha tanta ira que eu poderia ter quase certeza de que estava falando a verdade. E suspirando o soltei, tão apressado...

Mas antes que pudesse se afastar o beijei novamente, de forma mais apressada, querendo que ele logo correspondesse, mas mesmo não tendo acontecido de imediato ele cedeu, por pelo menos alguns segundos antes de me empurrar irritado.

Pôs a mão na boca novamente e apontou para mim irritado, as sobrancelhas contraídas e uma vez mais as bochechas severamente rosadas. Tentava falar algo mas nada parecia sair de sua boca no memento, o que de certo modo era uma boa notícia para mim.

Virou-se ainda de costas transparecendo ira, ajeitou as roupas e saiu do quarto rogando pragas contra mim, não demorou e a porta da sala bateu com força.

Será que fiz o certo? Ou quem sabe acabei com mais uma preciosa amizade? Se bem que, se tiver dado certo, vou ganhar mais que só um amigo de volta.

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Pov. Ichigo.

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–Bem, chegamos.- Disse Grimmjow ao abrir a porta e pegar um pantera fujão antes que fosse realmente difícil conseguir pegá-lo.

Karin parecia maravilhada com tudo, a mobília, o espaço, até mesmo com o gato que era alérgica! Se sentou no sofá abraçada a pantera que parecia implorar com os olhos para que nós o soltasse dela. Coitado...

–Bem, seu quarto vai ser aquele em frente ao banheiro, e como só tem dois seu irmão dorme comigo.- Olhou maliciosamente para mim entes de fazer a mesma cara de anjinho que tinha antes de sua fala. Karin que também não prestava nem um pouco falou com a mesma malícia que ele.

–Não tenho objeções, pode vir coisas boas disso afinal.- Riu junto a Grimmjow botando Pantera finalmente no chão. Sério, um pervertido junto de mim já estava bom, tendo dois agora vai ser difícil de aguentar...

–Bem, tenho uma suíte no meu quarto então use o banheiro o quanto quiser. Amanhã vou deixar um pouco de dinheiro para comprarem os suprimentos e algumas roupas pra você Ichigo, já que usar as minhas não dariam muito certo.- Ele disfarçou, ou pelo menos tentou disfarçar um sorriso malicioso para cima de mim antes de voltar a olhar para Karin.

–Okay!- Pantera que pensava estar finalmente livre foi mais uma vez segurado por Karin que entrou em seu qurto feliz da vida. Acho que se tivesse a mesma personalidade que Yuzu entraria aos pulinhos de felicidade... Estou feliz por ela ter a própria personalidade arredia que tem.

–O que acha de tomarmos um banho agora?- Propôs e antes que eu pudesse sequer dizer algo pegou em minha mão e me arrastou para o quarto. Fechou a porta com o pé mesmo e colocou-me contra a parede, encostando sua testa à minha enquanto suas mãos subiam minha cintura por dentro do casaco.

–Falou sério quando disse ser meu vicio a partir de agora não é? Espero que sim, pois joguei meus maços fora.- murmurou sensualmente já levando sua boca até meu pescoço.- Já estou no meu limite...- Distribuía curtos beijos e mordidas, o que me provocava a arfar involuntariamente.

–N-não Grimmjow... Karin está logo a nossa frente...- Sussurrei mordendo o lábio inferior sentindo as bochechas arderem e me agarrando a seu casaco com força ao sentir onde seus dedos tocavam. Suas pernas já começavam a invadir o espaço entre as minhas enquanto sua boca tomava uma nova rota para minha orelha, mordendo de leve o lóbulo.

–Se você gemer baixinho ela não vai nem desconfiar.- Era para eu ter desconfiado de sua cara de pau quando te conheci, isso sim! Gemer baixo? Acha que eu controlo isso idiota?! Mas sua voz era tão sexy, que por um momento senti meu corpo se arrepiar por completo.

–Por favor, não...- Olhei bem fundo em seus olhos por alguns segundos e por fim ele parou, dando um sorriso derrotado me abraçou.

–Será que você consegue se safar?- Perguntou divertido descendo os lábios novamente à meu pescoço, e as mãos a minha calça, desabotoando-a e descendo o zíper vagarosamente.

–E o que eu poderia fazer para “me safar”?

Perguntei no mesmo tom de voz que ele, entrando em seu joguinho e também descendo minhas mãos até sua calça. Abriu o zíper de meu casaco e o desceu até metade de meu braço. Minha Jeans já tinha sido tirada a tempos e agora só o que realmente me cobria era uma blusa que ia apenas até metade de minha bunda...

–Nada.

Seus dedos tocaram novamente meus mamilos, e minha mão teve de ser levada à boca as pressas quando sua perna forçava ainda mais meu ponto sensível, fazendo com que o gemido não saísse assim tão alto. Com certeza não sairíamos dessa apenas com alguns amassos...

–Grimmjow...

Gemi entreabrindo os olhos, minhas pernas estavam bambas e tinha de me segurar nele para me manter em pé, encostando minha testa em seu peito ainda com a outra mão na boca.

Senti suas mãos descendo novamente, dessa vez até minhas coxas, segurando-as firmemente e me erguendo, rumando sem pressa até a cama ele me deitou ficando por cima de mim.

Nesse momento minha blusa também era retirada junto ao casaco que havia ficado pelo meio do caminho.

Seus beijos desciam sedentos por meu corpo, passando direto por meu mamilo e parando forçadamente em meu baixo ventre, suas mãos massageavam o local mais sensível de minhas coxas, subindo descaradamente seus dedos por entre minha boxer, invadindo o único pano que agora não me deixava nu.

A ponta de seus dedos estavam frias, o que me fez recuar quando tocou-me tão intimamente, forçando ainda mais a mão na boca para não soltar nenhum som mais alto, se Karin ouvisse algo, eu estava perdido... Sem se demorar mais começava a descer o tecido vagarosamente, escorregando sua língua por minha cintura com a mesma velocidade. Estava me provocando.

–N-não...

Gemi o mais baixo que pude, segurando minha boxer e a puxando para cima. Ele ficou parado por alguns segundo e pensei que havia desistido mas apenas pegou em minha mão e lambeu meus dedos sensualmente, encarando-me com aqueles olhos azuis felinos de forma que fosse me comer, o que era literalmente sua ação no momento.

–Relaxa, não irei muito longe... Talvez.

Murmurou pegando na dobra de meu joelho e afastando minhas pernas, deixando-me quase totalmente à mostras. Antes mesmo que pudesse reclamas sua boca desceu até minha coxa mordendo-a com certa vontade desnecessária.

Minhas duas mãos foram até a boca, porém meu gemido ainda saiu bem alto, mais do que eu pretendia pelo menos.

Passava a língua pelo local como se quisesse sarar a mordida com sua saliva, como um gato sara seus próprios ferimentos, e quase inconscientemente voltava a descer, lambendo agora a região bem perto de meu membro, tirou totalmente minha boxer e voltou a subir a boca até a mordida, subindo o descendo a língua de um jeito provocativo e delicioso.

Talvez se ele continuasse, eu mesmo não seria capaz de parar.

Mas essa devia ser sua inicial intenção de qualquer jeito não é?

Minhas pernas eram praticamente abraçadas por seus braços me impossibilitando completamente de fechá-las, e minhas mãos também estavam ocupadas tentando impedir qualquer gemido mais alto.

Estava completamente impossibilitado de me soltar dele.

Mas não era de tudo tão ruim assim.

Era impossível pensar em algo mais quando senti sua língua descer até meus testículos, Deuses como isso era bom... Mordiscava sem muita força, subindo até finalmente meu pênis, não conseguia mais me controlar, o pré-gozo saía quase livremente, e meu corpo tremia intensamente tentando conter isso.

Fui surpreendido novamente, meu membro fora abocanhado completamente por ele que foi até o final e voltou, circulando o falo com a língua de um jeito que me deixava louco, prender gemidos agora era passado, meus gritos deviam ser contidos ou nunca mais poderia olhar para a cara de minha própria irmã de tanta vergonha.

Minhas mãos estavam lambuzadas de minha própria saliva e meu corpo estremecia a qualquer toque seu, ele também não me poupava com sua boca que descia e subia deliciosamente por meu pênis.

–S-sai... Eu, eu vou...- Tentei afastá-lo porém não me dava a mínima e sem conseguir me segurar muito mais sob aquele vai e vem que me deixava em êxtase derramei-me em sua boca mesmo já que não me dava qualquer folga.

Se afastou um pouco e cuspiu o excesso, voltando a rumar até minha boca e me beijando, me dando o prazer de conhecer o gosto amargo de meu próprio sêmen.

Eu arfava cansado de seu showzinho, subi as mãos até seus cabelos eu me sentei para beijá-lo uma vez mais, segurando sua roupa com a outra mão eu o forcei a se deitar novamente por cima de mim, mas não demorando muito inverti as posições.

Não me continha mais, o queria ali e agora e não seria Karin que iria me impedir.

–Você é um tarado...- Murmurei encostando minha testa na sua, vendo seu sorriso malicioso se manifestar, nem sequer tentava escondê-lo, para que esconderia afinal? Já fez o que queria desde quando nos conhecemos.- E eu gosto disso.

–Começo a duvidar sobre quem é o real tarado nesse relacionamento.- Riu sem se controlar levando suas mãos até minha nuca e me puxando para um beijo, e aproveitando sua distração desci minhas mãos devagar por seu peito, desabotoando sua blusa social ao mesmo tempo que fazia questão de passar meus dedos frios sobre seu corpo quente.

O beijo se desfez quando realmente não era mais suportável segurar o ar. Fiquei de quatro ainda por cima dele, apoiando apenas uma mão enquanto a outra descia por fim o zíper de sua calça.

Mordi o lábio inferior olhando pra ele, vendo-o ainda com aquele olhar malicioso além do sorriso que teimava em sair do seu rosto, parecia estar realmente se divertindo muito com a situação. Mas minhas tentativas de tortura estavam apenas no começo.

Pus minha mão em seu volume ainda por cima da boxer, massageando-o com certa força enquanto descia minha boca até a sua, ameaçando começar um novo beijo, porém apenas mordi seu lábio inferior antes descer para seu pescoço deixando um rastro de pequenas mordidas por sua bochecha.

O ouvia arfar, e as vezes gemer ao meu pé do ouvido, em pensar que o venceria com tão pouco.

I Win...- Murmurei de forma sensual em seu ouvido, mordendo o lóbulo do mesmo e sentindo todo o corpo abaixo de mim se arrepiar, seu sorriso sarcástico havia sumido, mas a malícia ainda era bem visível em seu olhar.

Segurou em minha cintura e sentou-se, me puxando para mais perto de seu corpo e roçando sua ereção na minha, soltando um gemido alto ao mesmo tempo que eu ao sentir tal contato.

–Hei, ainda não acabei.- briguei tentando afastá-lo porém ele apenas me abraçou com mais força.

–Perdeu a vez.- Seu tom erra irritante, porém não tinha nada que eu pudesse fazer, estava sendo completamente dominado por ele.

Colocou-me de quatro de costas para ele no colchão e ficou por cima de mim, me prendendo com uma mão enquanto a outra fazia todo um caminho até meu membro uma vez mais desperto. O toque seguido do movimento me provocou a arquear as costas e involuntariamente empinar também a bunda, dando-o ainda mais liberdade para me tocar.

A mão que antes me segurava com firmeza foi levada até sua própria roupa, terminando de abaixá-la. Pegou o vidrinho de lubrificante na gaveta do criado mudo e lambuzou todo o espaço entre minhas nádegas, deixando todo o meu corpo arrepiado com o liquido gelado e pegajoso.

–Está pronto?- Perguntou se posicionando. Olhei para ele de relance apenas para confirmar que mesmo se eu dissesse não ele continuaria.

Segurei com força os lençóis e afastei um pouco mais as pernas, também tentando relaxar o máximo possível, afinal não fez toda aquela preparação que fazia sempre questão. Estava um pouco apreensivo, mas confiava nele...

Balancei a cabeça positivamente para avisar de que já estava pronto, e sem se demorar ele começou. Não era insuportável, porém ainda assim doía um pouco mais que o normal.

Meu corpo tremia e meus braços vacilavam. Meus dedos apertavam o lençol com força, e sem aguentar mais enterrei a cabeça no travesseiro para conter um alto gemido quando já estava totalmente dentro.

Eu arfava por falta de ar, e gemia baixinho pela dor incômoda. A tentativa de relaxamento já havia ido por agua abaixo e apenas tentava não contrair ainda mais os músculos, ou então quem sofreria mais seria eu de qualquer jeito.

–O que está esperando?... Mova-se.

Ordenei olhando-o pelo canto do olho, mordendo o travesseiro quando me obedeceu. Logo de início já se movia bem rápido, tratando de me masturbar na mesma velocidade de seu quadril.

Nesse momento, foda-se Karin.

Ela não é nenhuma santa de qualquer jeito, sebe que fazemos isso a muito tempo.

Ele gemia meu nome tão descontroladamente quanto eu gemia o dele, o som de nossos corpos se chocando se juntava ao nosso arfar a procura incessante por ar. O suor descia por nosso corpo como se estivesse quarenta graus no quarto, e o cheiro de sexo já estava impregnado no recinto desde muito cedo.

Tudo isso combinado deixava o momento ainda mais excitante. Meu corpo já sofria de espasmos, indicando que não conseguiria mais me segurar, e sentindo-o se derramar dentro de mim fiz o mesmo em sua mão.

Abraçou minha cintura e se jogou na cama, puxando o lençol por cima de nossos corpos.

–E aquela história de que não iria muito longe?- Perguntei me virando um pouco para ele, sendo surpreendido com um beijo.

–Ninguém mandou me provocar daquele jeito.- Alegou mordendo meu lábio antes de iniciar um novo beijo.- Além do mais, você é irresistível se fazendo de pervertido...- Riu puxando meu corpo para mais perto do seu.

Céus, dessa vez acho que realmente passei dos limites, mas quem liga? Eu gostei afinal...

Queria saber o que Karin vai dizer amanhã...

Ah, foda-se.

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Pov. Autora.

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–Sinceramente, será que eles esqueceram que eu estou aqui?- Perguntou Karin a si mesma em um sussurro se afastando da porta.- Se isso acontecer todas as noites realmente não vou me arrepender de ter vindo.

Seu sorriso ia de uma orelha a outra, voltando a caminhar até seu quarto.

Notas finais
Espero que tenham gostado. People! Cometem... Vocês não fazem ideia de com isso faz bem para termos ideias! Fantasminhas também, nem que seja um "gostei" mas comentem. Desculpa pelo atraso de novo. Até o próximo capitulo, que eu espero não demora tanto assim... Mas de qualquer jeito até lá! :D Kisses da Yuna! :*