Lost Memory

16 Ninguém daria falta afinal


Notas iniciais
YAY! Como vão vocês? :3 Eu estou super feliz sabem por que?? Porque a fanfic já ultrapassou os 100 comentários e acompanhamentos! Sério pessoal, para mim foi uma surpresa ter chegado a tanto em pouco tempo, sim pouco tempo porque para mim 7 meses é um pulo! Eu não imaginei que chegaria a 103 comentários, 104 acompanhamentos, 23 favoritos e 4 recomendações tão ráido! Além das 3.983 visualizações (no momento). Realmente agradeço muito vocês, e vocês me incentivam cada dia mais com tudo isso. Sei que a fanfic ainda não é um sucesso comparada a muitas obras pelo site, mas farei o melhor de mim em cada capítulo! Bem, agora explicando, estou sem muito tempo, final de ano, provas, notas baixas por ficar lendo em sala de aula, escrevendo também, meu celular antigo era lotado de notas sobre a fanfic kkk' Então, tempo é uma coisa que não tenho muito, então pode ser que sempre atrase alguns dias para postar o capítulo, mas não se preocupem, pode ter certeza que não abandonarei a fanfic por isso u.u Agora, depois de toda minha ladainha, podem ler Boa leitura ;*

Acordei ao sentir a luz do fraco sol adentrar pelas frestas da cortina, me sentando na cama ainda meio zonzo deixei o lençol cair até minha cintura, tapando apenas o necessário.

Olhei em volta, procurando por Grimmjow mas ele não estava ali, e olhando para o relógio na escrivaninha via-se que já passava do meio dia, realmente, se não tiver um despertador nunca que acordaria cedo.

Me levantei ainda sonolento, mas tive consciência de colocar uma boxer antes de deixar o quarto, vendo que realmente estava sozinho.

Pantera comia seu almoço quieto em um canto da sala, e perto dele, em cima da mesa havia um envelope junto a um bilhete explicando o porque de estar sozinho. Não que precisasse, era óbvio que Karin foi para a escola e Grimmjow havia ido trabalhar, mas mesmo assim no papel ainda dizia o que tinha no envelope.

–No final, ele vai fazer as compras e eu só tenho que comprar roupa, colocando isso por um ponto diferente parece que estou me aproveitando dele...- Falava comigo mesmo vendo o gatinho branco vir miar aos meus pés.- Seu dono saiu a pouco tempo não é? Hunf, não quero usar seu dinheiro... Da vontade de invadir minha própria casa para pegar algumas mudas de roupa, mas realmente não estou afim de me alto assaltar...

Pantera apenas miou em resposta às minhas reclamações.

Coloquei-o no chão e voltei ao quarto, peguei algumas roupas de Grimmjow que caberiam em mim e tomei um bom banho antes de sair levando apenas uma pequena quantia, compraria apenas o necessário antes de meu primeiro pagamento.

Não demorou muito, pelo frio poucas pessoas andavam livremente na rua, e já com tudo comprado apenas comeria algo antes de voltar para casa, então entrei em uma pequena lanchonete.

–Um sanduiche e...- Alguém falou junto comigo, uma voz feminina, olhei para o lado ao mesmo tempo que a outra voz se virava pra mim, e eu levei um susto ao mesmo tempo que ela.

–Rukia!

–Ichigo! O que faz aqui? Eu fui na sua casa mais cedo mas sua mãe disse que agora está morando com Grimmjow!

–Sim, sabe, aconteceu muita coisa, e agora até Karin está morando lá conosco...- Eu terminei de fazer meu pedido e me sentei ao balcão do lado de Rukia.- Ainda está trabalhando no café?

–Não, Nii-Sama disse que não precisava então não tenho feito nada. Tinha ido te perturbar hoje cedo mas parece que mudou de endereço hein.- Ela deu um soco em meu ombro, rimos um pouco antes de eu me lembrar do que tinha de falar com ela.

–Sabe, Rukia...- Ela me olhou confusa, bebendo seu suco pelo canudo dobrado.- Eu preciso falar com você, preciso que me conte uma coisa.

Ela me olhou meio desconfiada, mas não do que era o real assunto, parece que não havia sido muito claro.

–Do que está falando? S-sabe Ichigo... Se for do Grimmjow eu não sei se vou te contar mais...

–Não é sobre ele, é algo entre eu e você.- A encarei fixamente, vendo que deu uma mordida em seu sanduíche ainda me olhando, balançando as pernas nervosamente, como se estivesse irritada por não alcançar o chão.- Roleta Russa te lembra algo?

Todo o suco que bebia no momento foi cuspido de volta na cara de um atendente que passava no local. Brigou bastante com a gente antes de dizermos que foi um acidente, ele disse que estava tudo bem, porém saímos bem rápido de lá para evitar qualquer confusão.

–Então você se lembrou... Eu, eu não queria que você se lembrasse dessa minha fase tão vergonhosa.- Chutou uma latinha de refrigerante antes de pegá-la e jogar no lixo.- apesar de que, só estou aqui hoje por você e... Aah... Grimmjow também me salvou, disse umas coisas bem legais pra falar a verdade.- Riu, sentando-se em um banco vazio da praça onde estávamos agora.

–Grimmjow? Já estávamos juntos quando isso aconteceu?

–Ah sim, foi alguns meses depois de você arrumar briga na frente do nosso professor de química. Você chegou na voadora em um cara que estava tentando bater nele. Depois disso vocês viraram amigos e ganharam uma bela suspensão.

–Sabia! Lembrei disso esses dias.- Comemorei sozinho mais alto do que pretendia... Que vergonhoso, tinha pessoas olhando! Algumas mães até se afastavam com suas crianças com medo que eu fosse fazer algo.- Hm, bem... Pode me dizer o que aconteceu?

Tinha total certeza que minhas bochechas estavam coradas, queria tanto sair daqui...

–Quer que eu te conte até o final? Ou apenas sobre...

–Tudo, me conte tudo...- Ela me olhou bem antes de dar um longo suspiro.

–Tudo começou lá em casa... Meus pais estavam a ponto de mais um divórcio... E naquele tempo, eu não sabia se chorava, se sumia ou se simplesmente fingia que estava tudo bem. Por fim, escolhi a ultima opção, pelo menos antes das palavras de minha “mãe”.

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Flash Back On.

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Pov. Autora.

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–Rukia, está ai?- Chamou o moreno batendo na porta do quarto, estava preocupado, sua irmã não se atreveu a sair do quarto desde a tarde anterior, quando tentou parar mais uma briga de seus pais. Estava cansada de tudo.

Sua mãe, quando viu tal tentativa da menina de interferir, tentou lhe enfrentar, batendo em seu rosto com toda a força, deixando junto à vermelhidão algumas marcas de unha na bochecha de Rukia que estava perplexa demais para revidar.

Byakuya que chegava em casa conseguiu evitar que algo pior acontecesse, mas antes que pudesse ao menos perguntar se a irmã estava bem está já havia corrido para seu quarto, de onde não saiu até o momento.

–Conseguiu falar com ela?- Perguntou Sojun seu pai.- Aquela mulher, vou coloca-la para fora! Rukia pode não ser minha filha biológica, mas a amo como se fosse, e não admito que Sakuray faça tal coisa!

Sojun Kuchiki era um homem alto e responsável, com a mesma aparência física de Byakuya apesar de sua personalidade ser muito mais tranquila que a do filho.

–Ela não quer sair.- Respondeu simplesmente, se escorando na porta e dando um longo suspiro, o moreno mais velho também suspirou antes de se retirar, bagunçando os próprios cabelos de nervosismo pela situação tensa em que todos estavam.- Nosso pai já foi, pode sair, Rukia.

No mesmo momento a porta foi destrancada e aberta, revelando uma Rukia pálida, com olhos inchados e bochecha levemente inchada pela covardia de sua mãe. Desviou o olhar do irmão bem rápido, se forçando a encarar o chão, trêmula, pensando seriamente se diria algo ou não.

–Sakuray não está em casa agora, vamos descer para comer algo, nosso pai com certeza fez algo para você comer.

–Certo...- Deu um mínimo sorriso antes de seguir o irmão até o andar de baixo.

–Já volto, Rukia. Preciso falar com alguém.- Disse Byakuya pegando seu celular e voltando ao andar de cima.

A porta da sala se fecha com certa violência, e na cozinha um minuto depois aparece uma mulher de longos cabelos negros e olhos púrpuros, Sakuray havia chegado para o azar de Rukia que ainda não tinha reação vendo a mãe olhá-la com tanto asco.

Chegou bem perto da morena e sem qualquer aviso segurou com força seu queixo, puxando-a para mais perto dela, forçando Rukia a se levantar bruscamente, derrubando seu suco em cima da mesa.

–Maldito foi o dia que dei a luz a você! Uma monstrinha que não faz nada além de sentir pena de si mesma. Por sua culpa perdi tudo!

Sakuray empurrou Rukia com todas as forças, a menina já em prantos caiu contra uma pequena mesinha de canto que sustentava um grande vaso de vidro enfeitado com girassóis bem dourados.
O vidro ao bater no chão se rompeu em centenas de pedaços, e a agua que impedia previamente das flores murcharem se espalhar pelo local. As mãos de Rukia sangravam com as lascas do vidro estilhaçado. Olhou para a mãe assustada, perguntando-se o porque de tudo isso, porque a odiava tanto.

–Lamento por não ter abortado, e até mesmo te abandonado quando nasceu, nesses quatorze anos que esteve comigo só me causou problemas, mas, apesar disso, tenho que te agradecer pois graças a você conheci Sojun, aquele cara no inicio não desconfiava do que eu realmente queria. Afinal, que mulher quer um homem que ainda ama a ex? Tudo o que sempre quis foi sua fortuna.

Chegava cada vez mais perto de Rukia, que tentava inutilmente se afastar, até finalmente encostar as costas na parede, não tinha mais para onde fugir.

–Obrigado, minha “filha” mas você não tem mais utilidade para mim.- E por fim se virou, dando de cara com próprio Sojun, e a seu lado Byakuya, ambos controlando-se com todas as forças para não atacarem a víbora que estava a frente.

–Oh, então era isso, Sakuray. Bem, saiba que você não tem qualquer direito sobre o meu dinheiro, todo esse tempo, ele foi transferido à Byakuya, assim como todos os negócios que eu tinha posse. E sobre minha mulher, sim, Unnamed sempre será a mulher que mais amei em toda minha vida.

Sakuray estava vermelha de raiva, ódio por ter passado, por ter conseguido passar tanto tempo com Sojun, um homem tão diferente de si, mas, mesmo seu foco principal sendo o dinheiro, por um tempo, no inicio, realmente amou Sojun, e ouvir que ele ainda amava a ex mulher já morta foi como uma grande facada.

Você não pode fazer isso comigo...- Sibilou cerrando tão forte os punhos que suas unhas chegavam a rasgar sua pele.

–Tanto posso, como fiz.- Chegou bem perto de Sakuray e pegou em sua mão com força, levantando-a bem alto antes de puxá-la.- E agora você não é mais bem vinda nessa casa.

Antes que Sojun pudesse fazer qualquer movimento Sakuray teve a ousadia de virar-se para Rukia, e abrir sua boca para amaldiçoar a própria filha.

–No final, o verdadeiro monstro é você, Sakuray. Não sei o que cheguei a ver em uma mulher tão amarga.- Se lamentou Sojun já na porta, empurrou a mulher para fora e estava prestes a fechar a porta quando lembrou de algo.- Se estiver de acordo, gostaria de adotar Rukia, como você mesmo disse não a querer mais, eu gostaria muito de tê-la como minha preciosa filha.

–Pegue-a, não me importo com essa criatura, mas, não sairá barato.

–Como pode negociar sua própria filha? Ela não é um objeto ou algum animal!

–Para mim, ela nunca foi um ser humano. Sempre a considerei um monstrinho que veio trazer desgraça a minha vida.- Falava tão serio, sem qualquer vacilo em sua voz, que chegava a assustar Sojun.- Amanhã trago o documento de adoção, e também, direi quanto quero por ela.

E por fim virou as costas e foi embora, Sojun irritado bateu a porta com todas as forças, bagunçando os próprios cabelos com tanta raiva que as presilhas q impediam os fios de caírem em seus olhos foram de encontro ao chão.

Na cozinha Rukia já era tratada pelo irmão, que limpava suas mãos e fazia pequenos curativos, Sojun chegou bem perto da menina, ajoelhando ao pé da cadeira e pegando com cuidado a mão de Rukia que ainda não parara de chorar.

–Rukia, você não tem culpa de nada, tudo bem? Não tem culpa principalmente de ter uma mãe como aquela. O maior erro dela foi ter tratado uma menina tão doce de um jeito tão malvado, e eu não admito isso, então eu pedi a ela que me desse você.- Rukia ficou surpresa, muito mais que surpresa, estava feliz, finalmente se livraria daquela mulher, mas tinha um porém, conhecendo Sakuray como conhecia, sabia que a tinha vendido para Sojun, não simplesmente dado.

–E-eu acho que ela só está irritada por alguma coisa, e, acho melhor ir com ela... Além de que, não quero lhes causar problemas... – Murmurou tão baixo a ultima frase que nem Sojun que estava bem perto dela conseguiu ouvir.

–Tem certeza Rukia? Nós ficaríamos muito felizes de termos você aqui conosco.- Disse docemente para a menina que tentava esconder o rosto com os cabelos, do jeito que falava apenas fazia sua decisão ser ainda mais dolorosa.

Queria ficar com eles, queria mesmo, mas não podia, gostava muito de Sojun e seu meio irmão, estava vacilando, não sabia se ia mesmo com a mãe que a odiava, ou com o novo pai que a amava, mas, ela também os amava e por isso não queria dar-lhes trabalho, então, ir com Sakuray era a melhor opção.

Engoliu o seco, e forçando o máximo que conseguiu, ainda com pequenas lagrimas que teimavam em escorrer por seus olhos sorriu, o sorriso mais bonito que deu em muito tempo.

–Eu também ficaria muito feliz! Mas... Eu não posso, Irei com ela, porém virei visita-los sempre que puder.- Soltou suas mãos das de Sojun e as levou até o rosto do homem que tinha uma expressão bem triste no rosto.- Obrigado por tudo que fez por mim, mas estou indo.

Levantou-se para subir e recolher suas roupas quando Byakuya segurou em sua mão com uma cara bem séria, se Rukia não o conhecesse diria que ele estava pronto para bater em alguém, porém, era apenas sua expressão de preocupação.

–Está tudo bem.- Forçou um sorriso antes de se soltar do meio irmão e subir até seu quarto.

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Flash Back Off.

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Pov. Ichigo.

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–Depois disso, apenas Sojun-sama foi me dizer adeus, Byakuya estava chateado demais para... Ichigo, por que está chorando?...

–Tão triste... Me desculpe Rukia, por ter esquecido disso, eu não...- A abracei, não imaginava que a menina que sempre vivia sorridente ao meu lado, me ajudando, aconselhando e principalmente sendo minha amiga, nas horas boas e ruins, teve um passado tão horrível.

–Es-está tudo bem...- Sua voz saiu trêmula, ela também estava chorando...- Obrigado, Ichigo.- Ela se afastou, olhando para mim com o lindo sorriso, o mesmo que dava sempre quando estava comigo.- Eu fui viver com minha mãe depois disso, e como se pode imaginar, ela fez da minha vida um inferno, dizendo que eu estraguei mais uma de suas tentativas de ganhar dinheiro, como se eu fosse deixar ela roubar o dinheiro dos Kuchiki...

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Flash Back On.

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Pov. Rukia.

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“Dias depois, quando fui para a escola, tentei falar com Byakuya-nii-sama, perguntar se poderia ir em sua casa, passar um dia ou dois, para esperar que meus machucados e hematomas sarassem, porém ele não me deu ouvidos, apenas olhava para mim irritado, como se quisesse dizer algo, mas estava preso na garganta.

Eu tentava agir o mais normal possível todos os dias, mas você e Grimmjow começavam a perceber cada vez mais que tinha algo errado, até que eu finalmente parei de ir à escola, saía de casa todos os dias de manhã, andava por todos os lugares, e voltava apenas à noite.

Chegou o momento onde eu não aguentava mais, não sabia mais porque ainda insistia em viver, ou no caso, sobreviver. Um sentimento tão egoísta, mau sabia eu, que nada disso estaria acontecendo, se apenas aceitasse o bom convide de Sojun-sama...

Pensava que estava fazendo um bem a eles, mas não sabia o quanto os estava afetando. Por meu egoísmo, Sojun-sama acabou ficando muito doente, preocupado sempre com o que tinha acontecido comigo. Descobri um dia quando encontrei Renji na rua, andando distraído com Byakuya-nii-sama, depois disso, havia decidido, ele não precisaria mais ter preocupações comigo, pois eu não estaria mais ali para ele se preocupar.

No dia seguinte eu fui para a escola, e por azar, ou como hoje eu digo, muita sorte. Grimmjow me viu e me seguiu, e por alguma razão, você também estava passando por lá e nos seguiu. Eu estava indo para o antigo prédio de nossa escola, sem falar com ninguém, queria fazer isso silenciosamente, eu achava que “ninguém daria falta, afinal.”. Era o que eu pensava.

Eu já estava no terraço, passando pela grade enferrujada de proteção, pensando se faria mesmo tal coisa, tendo uma pequena recaída, foi quando Grimmjow apareceu, mais do que furioso. Se eu não estivesse quase caindo, acho que me bateria por estar fazendo isso.”

–Você desaparece por dias, e quando volta, é para se suicidar?- Ele perguntou com tanta raiva, com os punhos tão cerrados que chegava a pingar sangue por entre seus dedos.- Está nos fazendo de idiota, Rukia?!

–Eu não tenho mais motivos para “sobreviver”, estou cansada, então não tente me parar.- Tenho tanta vergonha disso hoje, o quão idiota eu era para dizer coisas assim.

–Você não sabe o que é viver cada dia da minha vida ouvindo que eu não deveria ter nascido que sou um monstro, uma “coisa” que veio trazer desgraça para a vida dela, minha própria mãe! Diz sempre que eu nunca deveria ter nascido, que sou um aborto falho para ela e a sociedade!

“Eu odeio ter que voltar para casa todas as noites!

Eu odeio minha vida!

Eu odeio quando me olho no espelho, e vejo todas as marcas que ela me deixa a cada dia que passa!

Eu a odeio!”

–Eu não tenho qualquer razão para acordar amanhã, ou depois de amanhã. Então, apenas me deixe, não farei falta a ninguém de qualquer jeito.

“Depois que disse isso, Grimmjow não ficou quieto, na verdade ficou ainda mais irritado, porém, puxou bem o ar, soltou as próprias mãos já feridas por suas próprias unhas e deu um longo suspiro antes de começar a falar:”

–Você pode achar que não tem mais motivos para continuar aqui, pode achar que ninguém sentirá sua falta, pode também achar que não é especial para ninguém, mas não é verdade... Você me ajudou quando estava com problemas com Ichigo, sem você não estaríamos juntos agora. Ajudou e ajuda a Ichigo quando ele precisa de sua ajuda, se não fosse você, poderia ser ele onde você está agora e ninguém para ajuda-lo como estou tentando fazer com você.

–Você pode achar, que é uma perdedora na frente de sua mãe, ela pode achar que você não vale a pena, mas eu digo que isso não é verdade. Ela pode dizer que você não deveria ter nascido, mas agradeço muito por você estar aqui hoje.

"Aquela foi a primeira vez que vi Grimmjow sorrir tão abertamente, parecia uma pessoa diferente, não tinha qualquer malícia em sua voz, qualquer outra intenção, ele simplesmente estava tentando me impedir de fazer o maior erro de minha vida."

–Como você pode dizer todas essas coisas? Fala como se fosse tão simples, como se todos os meus problemas fossem sumir depois de palavras bonitas.

–Não vão, sei muito bem disso, porque já estive na mesma situação que você, inacreditavelmente em situações ainda piores que as suas, não dizendo que você não tenha razões, mas pelo menos você não é meio gato.- Quando ele disse aquilo eu tive vontade de bater nele, pensando: “como pode brincar numa situação dessas?” mas ele não estava brincando, e eu descobri isso quando vi seus olhos mudarem dos de uma pessoa normal para olhos como os de um gato, com as pupilas verticais como os felinos.

–O que é você?- Foi a primeira pergunta idiota que me veio a cabeça, e sem conseguir me conter eu perguntei. Ele deu uma gargalhada antes de fechar os olhos e esfrega-los com as duas mão, quando voltou a abrir eles já haviam voltado ao normal.

–Eu te conto, se você desistir de se jogar e ir falar com Byakuya, saiba que ele está insuportável de tão preocupado que está com você.

“De primeira não acreditei, afinal Byakuya-nii-sama estava me ignorando, porém pensava em uma chance. Eu, estava seriamente pensando em ser egoísta e aceitar ser filha do Sojun-sama e deixa-lo gastar seu dinheiro comigo, mas não deu tempo de eu sequer pular a grade de proteção.

Ela estava velha e enferrujada, e quando me apoiei nela para voltar a um local mais seguro ela cedeu, eu pisei em falso na borda do prédio e sem conseguir me segurar em nada comecei a cair, foi quando você que estava escondido apareceu, correndo a toda velocidade em minha direção, pulando do prédio no máximo 3 segundos depois que eu me desequilibrei.

Você me agarrou com força e esticou uma das mãos para o prédio onde Grimmjow esperava te segurar com uma feição muita mais que assustada, ele estava apavorado. Mas, não deu, seus dedos se cruzaram mas não foi o suficiente para se segurarem e assim nós caímos... Você me abraçou ainda mais forte e nós batemos em uma árvore que por sorte amorteceu e muito nossa queda. Ainda enquanto estávamos caindo eu consegui ouvir Grimmjow gritar desesperado por nossos nomes, principalmente por você, antes de desaparecer do terraço.

Eu caí por cima de você na grama um pouco alta atrás do antigo prédio, um pouco arranhada e com o tornozelo doendo bastante, mas não chegava nem perto do que tinha acontecido com você...”

Notas finais
Hello beautiful people! I love you so much~ Espero que tenham gostado Ah~ aquela cena tensa em que você está quase segurando na mão da pessoa para se salvar e não consegue ;-; Sei como é isso, apesar de que eu não estava caindo do prédio da escola, e sim me afogando em uma piscina, mas enfim, a sensação é a mesma E aí, o passado da Rukia sendo revelado (tã tã tã tãããã) e no final o azul também tentou salvar ela, e ela ainda briga com ele quando ele volta! Rukia má! Hey hey, bem, eu fiz uma pesquisa sobre a família Kuchiki e tirando a (v*ca, vad*a, filha da p*t*) da Sakuray, os nomes: Sojun e Unnamed são mesmo os nomes dos pais de Byakuya, então não pude mudar isso. (procurei sobre a mãe da Rukia mas não encontrei nada :c então inventei o nome Sakuray) E eu acabei falando muito de novo! Sério, hoje a vontade de falar com vocês está enorme~ mas não dá para falar com vocês o tempo todo :c Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, comentem, elogiem ou critiquem, deem suas opiniões, estarei aqui para ouví-los (ou no caso lê-los) e responder a todo comentário não importando o quão grande, pequeno, doido ou formal ele seja Obrigado por lerem e até a próxima o/ Kisses da Yuki~~* Ciao~