Lost Memory

13 Serei seu vício!


Notas iniciais
Hello gente! Peço desculpas por não ter postado mais cedo, mas e que aconteceu coisas como: A Yuki ficou sem ideia pra escreve, o computador dela ficou ruim de novo, minha net estava ruim também e eu estava sem tempo pra pega no computador, só agora consegui... Então acho que estou desculpada neh? :D Boa leitura!!

Pov. Autora.

–Eu não admito tamanha humilhação!!- Esbravejou batendo com força na mesa e espalhando todos os documentos que sua esposa pacientemente havia posto ali, misturando todos os papéis antes já devidamente separados e organizados à mesa.

–Senhor, depois do acidente tinha uma probabilidade bem pequena dele sobreviver, eu não tenho noção de como ele possa estar vivo.- Explicou seu ajudante de cabelos grisalhos, sobrancelhas franzidas e olhos bem fechados.

–Acidente, tch, nem me lembre disso Gin! Depois daquilo só ficou mais difícil de controlar Grimmjow.- Resmungou se jogando em sua cadeira giratória acolchoada, passando a mão nervosamente nos fios castanhos, cerrando os olhos e franzindo as sobrancelhas.- Grimmjow é uma importante cobaia, foi o único compatível com um DNA animal, não podíamos perde-lo para um moleque de 15 anos.

–Aquela viagem, a desculpa de ter que fazer faculdade foi muito boa para afastá-los, senhor.- Concordou o grisalho suando frio, ainda se mantendo em pé a frente de seu chefe.

–Foi só mais uma coisa para prendê-lo lá, além de ter nos beneficiado em algo também, pelo menos agora tem um doutorado. Enfim... Temos que nos livrar daquele garoto, desta vez em definitivo.- Dizia tudo tão friamente que chegou a congelar as espinhas dos presentes na sala. A ruiva que ouvia e via tudo em silencio finalmente se pronunciou, coçando a garganta de leve para chamar a atenção pôs um pé a frente e falou.

–Ele podia ser também uma cobaia, o que acham? Aquele novo experimento que você desenvolveu ao longo desses dez anos, ao invés de correr o risco de perdermos Grimmjow com uma falha, usaremos ele.- Dizia da mesma forma que Aizen, que nesse momento olhava sério para a esposa, fazendo sinal com as mãos para que continuasse.- Pouparíamos tempo de adotar outra criança, cria-la e começar as experiências, com ele, apenas alguns meses, um anos no máximo.

Gin a encarava quase perplexo, sem qualquer sorriso no rosto e os olhos entre abertos olhava para a ruiva que também suava frio, engolindo o seco vez ou outra, e até conseguia ver estremecer um pouco.

–O que diz faz sentido. É uma boa opção, tempo é algo precioso, e com isso pouparíamos muito. Além de ganharmos dinheiro também. Se falhar e ele não morrer, o vendemos para qualquer mercado negro fora do país, ficará sem importância de qualquer maneira. — Pensava consigo mesmo olhando para um ponto insignificante da sala. A mulher fez uma cara de nojo, e Gin evitou fazer o mesmo, o modo como aquele homem planejava, dizia tudo tão tranquilamente que chegava a ser perturbador.

–Então o que o senhor está planejando?- Perguntou o grisalho se recompondo em seu lugar, fechando uma vez mais os olhos e mirando o chefe que tinha um sorriso sinistro no rosto.

–Por enquanto fique de olho nele, Gin.- Levantou-se ainda com o sorriso, como se tivessem estampado em seu rosto. Passando mais uma vez a mão nos fios castanhos e sem encarar seu assistente, muito menos sua esposa.- Quando o pegar sozinho me avise, terei uma conversa bem agradável com ele.

–Certo.- Concordou sem muito ânimo, virando-se em direção a porta e indo até a mesma, mas não antes de parar e falar em um sussurro com quem estava ao lado dele.- Me encontre naquele mesmo lugar hoje meia noite.

–O que faz ainda parado ai, Gin? Vá! Não podemos perder nem um minuto. E você, Matsumoto, por favor arrume a sala, está uma bagunça!- Terminou se retirando da sala junto a Gin que tentava esconder com seu cabelo a veia que pulsava na testa, e a ruiva as mãos cerradas nas costas.

–Claro, querido.

Pov. Ichigo.

Era um sonho, tinha certeza disso.

Eu estava na minha antiga escola, no mesmo local em que havia conhecido Grimmjow, porém diferente daquela vez, não tinha ninguém por perto. Apenas as árvores, que faziam sombra do forte sol. O céu sem nenhuma nuvem dava lugar a um dia quente provavelmente de verão, meu cabelo balançava levemente com a brisa quente que fazia cócegas em minha bochecha, a grama verde e os grilos cantando em coro aos pássaros dava a impressão de ser um dia agradável.

Porém.

Quem é a pessoa de preto a minha frente?

E pior.

Por que ela segura uma arma?

Deu um passo para trás e levantou a arma até a cabeça que também começava a se levantar devagar. Os cabelos negros balançando ao mesmo ritmo que o meu a mercê da brisa de verão.

Não aquilo não era possível!

Os olhos estavam banhados em lágrimas, as bochechas rosadas, sobrancelhas franzidas ao extremo, e um largo sorriso nos lábios. A mão tremendo freneticamente enquanto segurava a peça de metal.

Eu não conseguia me mexer, não conseguia fala, nem gritar, muito menos espernear para que parasse, minhas pálpebras também teimavam em se manter abertas, queria ao menos fechar os olhos para evitar tal horrível cena, porém nem isso me era possível.

–Adeus, Ichigo...

Apenas ouvi o som alto do disparo e ela caindo inerte no chão...

–RUKIA!!- Gritei me levantando rápido na cama e me arrependendo amargamente disso depois, pois estava completamente dolorido...

–Hã?! O que foi isso? Rukia? Onde?!- Grimmjow pulou da cama ainda meio desnorteado, os olhos bem fechados ainda, ele pôs as mãos na frente do corpo pronto para bater em quem fosse que tivesse na frente no momento. Se não fosse pelo que acabei de sonhar, riria freneticamente dele agora.

Eu me levantei e me coloquei a sua frente, segurando suas mãos e as abaixando devagar vendo-o acordar aos poucos para o que estava acontecendo. Os olhos tão redondos como de uma pessoa comum e os cabelos totalmente bagunçados denunciavam que ficamos um bom tempo dormindo.

–A Rukia não está aqui, se acalme. Foi apenas um pesadelo... Ou pelo menos estou torcendo para isso.- Olhei bem para seus olhos, suplicando para que ele soubesse de algo, mas apenas coçou a nuca e bocejou preguiçosamente antes de se sentar na cama e fazer sinal para que eu me aproximasse, mas quando fui me sentar do seu lado ele me colocou no colo e abraçou minha cintura de forma que eu não pudesse sair. Me sentindo envergonhado e as bochechas ardendo como loucas eu escondi o rosto na curva de seu pescoço, enlaçando meus braços no mesmo.

–O que era o pesadelo?- Eu excitei um pouco porém contei devagar com o que havia sonhado e quando eu terminei ele suspirou.- A Rukia tentou se suicidar uma vez, fazendo roleta russa.

Pulei de seu colo no mesmo instante, com as mãos na boca assustado. Tentou se suicidar? Por que?! Ela sempre teve tudo, era e é inteligente, bonita... Por que tentou tirar a própria vida?!

–Se acalme Ichigo, ela está aqui hoje não é? Isso indica que não aconteceu nada. Quando estiver com ela pergunte que ela vai te contar a história toda.

–Ela não contaria, e, acho que também não quero saber agora...

–Certo.- Ele se levantou e segurou meu rosto com as duas mão, beijando minha testa logo em seguida.- Não se force a lembrar, não quero te ver com dor... Agora vamos tomar um banho.- Deu um sorrisinho antes de tomar meus lábios. Começando a descer as mãos, uma para minha nuca, e a outra na cintura.

–Duvido que isso acabe apenas com um banho se formos juntos.- Disse divertido ao seu pé do ouvido, sentindo seu corpo estremecer e suas mãos me segurarem com mais firmeza. Os lábios bem largos em um sorriso de tubarão e olhos bem fixos em mim, com o globo bem fino encarando o meu ele se pronunciou.

–Mas como já tem mente suja, isso nem tinha se passado pela minha cabeça.- Disse dando uma risadinha antes de segurar minhas coxas e me suspender, me forçando a abraça-lo para não cair.- Já que você tocou no assunto, me sinto bem desperto agora.

–Tarado... – Murmurei antes de ouvi-lo gargalhar. Rumando para o banheiro e entrando no boxe ele abriu o chuveiro. Minhas costas foram direto no azulejo frio. Minhas pernas enlaçavam sua cintura assim como meus braços em seu pescoço, sentindo as mãos antes apertando minha coxa subirem insaciadas pelo meu corpo, tocando cada pequeno lugar, até chegar em meu pênis já ereto.

–Parece que não sou o único tarado...- Brincou divertindo-se com minhas reações. Não conseguiria xinga-lo agora, não enquanto sua mão mexia para cima e para baixo em meu membro. Não conseguia, e nem fazia questão de controlar os gemidos, a água quente que batia no local apenas me deixava ainda mais excitado. Seu nome saía constantemente de minha boca, em gemidos roucos, outros em mais altos e agudos, até que os espasmos musculares me avisaram que estava quase na hora, e foi bem nesse momento que ele parou. Voltando as mãos até minhas coxas ele me foçou a soltar sua cintura.- Está pronto?

–N-não... M-mas eu aguento...- Ele sorriu compreensivo antes de se posicionar e começar a penetrar devagar, minha bunda ainda estava dolorida da ultima vez, mas a dor nem se compara a antes, desta vez é mais suportável.

Quando já estava todo dentro me agarrei a ele de forma que não se movesse, as unhas bem cravadas nos largos ombros o desafiavam a começar a se mexer antes de eu dizer que pode. Com a dor já não tão presente eu rebolei, o ouvindo gemer baixinho, segurando minhas coxas com mais força e me movimentando para cima, saindo quase totalmente de dentro de mim antes de me descer em seu membro, acertando de primeira minha próstata e me fazendo gemer alto com o prazer.

Minhas costas arrastavam na parede em frenesi, o som de nossos gemidos ecoava no pequeno cômodo, acabando por excitar ainda mais nossos corpos. A água quente que fazia questão de bater em meu pênis apenas forçava o pré-gozo a sair ainda mais. Seu corpo se chocava ao meu em velocidade gradativa, aumentando e diminuindo o ritmo à sua vontade.

Minhas coxas doíam de seu agarre, podia sentir suas unhas arranharem-me sem piedade, porém nem poderia reclamar, estava fazendo o mesmo com seu corpo. Me prensou ainda mais na parede e soltou uma mão, levando-a até meu próprio pênis e começando a me masturbar.

Não demorou muito mais para que eu gozasse, sentindo um pouco depois o seu sêmen preencher-me por dentro. Abraçou minha cintura e eu tive certeza que poderia me acalmar um pouco, sentindo o corpo trêmulo, as costas doendo assim como as coxas, arfando de cansaço e estremecendo da recente excitação.

–Será que podemos só tomar banho agora?- Perguntei divertido em um sussurro, ele riu, encostando sua testa a minha e tocando seus lábios aos meus.

–Você quem manda.- Murmurou rindo mais uma vez.

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Pov. Autora.

Você tem certeza?- Perguntou a mulher, puxando mais o capuz para cobrir todo seu lindo rosto, além dos longos e sedosos cabelos ruivos.

–Sim, eu o vi. Era mesmo Kurosaki Ichigo.- Respondeu encostando-se na fria parede coberta por limo. Um beco foi onde se encontraram, marcando horas antes para que falassem sobre o ruivo, bem longe daquele cientista louco.

–Eu duvidei que pudesse estar vivo depois do acidente, porém lá estava ele! E estava indo se encontrar o Grimmjow, o que quer dizer que já se reencontraram... Isso é algo bom ou...

–Ruim, muito ruim!- Se antecipou a mulher, soltando o capuz do casaco que voou de sua cabeça com a brisa do fim de tarde.- Dessa vez Aizen não vai deixa-los em paz, muito mais agora...

–Você deu a ele uma ideia muito ruim, Matsumoto.- Disse em um suspiro o grisalho puxando seu cachecol para cobrir um pouco mais o rosto do frio.- Você sabe que ele é realmente capaz de fazer aquilo que sugeriu a ele.

–Sim, porém isso vai levar um pouco de tempo, tempo para que possamos preparar algo para acabar com essas experiências diabólicas... Gin, temos que nos preparar para o pior...- Confessou a ruiva se aproximando do grisalho que a abraçou apertado, encostando o queixo no topo da cabeça da mulher, abrindo minimamente os olhos de raposa apenas para ver melhor as pequenas lágrimas se formando nos olhos de grandes cílios da ruiva.

Pegou em seu queixo com delicadeza, puxando para mais perto de sua boca os grossos lábios de Matsumoto, encostando seus próprios nos da ruiva, iniciando um paciente e apaixonado beijo.

–Não podemos mais interferir entre eles dois, agora que estão juntos novamente, mas com Aizen a história é diferente, então vamos fazer o melhor que pudermos.

–Certo...

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Pov. Ichigo.

–O que acha de sairmos para jantar?- Perguntou colocando em meu colo uma bandeja com algumas bolachas acompanhadas de duas xícaras de chocolate quente, eu fui para pegar uma das xícaras porém ele pegou primeiro, me fazendo ficar bem emburrado.

–Essa é de chocolate amargo, não gosto muito de doces.- Confessou bebendo um pouco do chocolate, ficando por fim com um bigodinho que eu achei extremamente fofo, mas que nunca diria isso a ele.- E então?

–Não sei se vou conseguir ficar sentado por muito tempo.- Disse rindo, vendo-o rir por igual se aproximando ainda mais de mim, se sentando à beira da cama e cruzando as pernas.

Eu peguei a caneca que sobrou, levando-a até a boca e bebendo o liquido extremamente doce. Vendo agora nele alguns pequenos marshmallows manchados de marrom flutuando pelo chocolate.

–Delicioso...- Murmurei, doces eram minha paixão, e parece que ele não se esqueceu disso.

–Eu lembrei que gosta do chocolate assim.- Disse com um sorriso levando mais uma vez a xícara à boca, engrossando ainda mais o bigode em volta dos lábios. Eu fiz sinal para que se aproximasse e segurei em sua nuca, trazendo sua boca para mais perto da minha e lambendo todo o chocolate em volta da mesma.

–Amargo...- Resmunguei ainda bem perto dele, vendo-o corar minimamente antes de dar um largo sorriso e aproximar novamente os lábios, porém dessa vez em um beijo que infelizmente não demorou muito, se afastando com uma careta e pondo a língua para fora ele falou:

–Realmente odeio doces...- Eu ri, parece que doce realmente não é a sua paixão. Eu tomei mais um gole do chocolate antes de voltara a falar com ele.

–Bem eu... Eu não sei se poderia pagar um restaurante.- Me sentia envergonhado porém o dinheiro que tinha deixei na casa de Renji, estava completamente pobre.

–E quem disse que você pagaria?- Senti as bochechas arderem ainda mais, e para disfarçar levei a xícara mais uma vez à boca tomando o que restou do chocolate.

–Nada muito chique por favor...- Coloquei a xícara de volta na bandeja.

–Claro.- Respondeu com um sorriso bobo nos lábios, levantando-se e tirando a blusa. Não sei como não vi aquilo antes, era tão visível a tatuagem que estou duvidando se preciso de óculos. Tinha um numero “6” em suas costas, completamente negra, como se tivesse acabado de ser feita. Estava em suas costas, na parte de baixo, puxando para a direita e perto da cintura, meio inclinada, mas ainda assim bonita.

–Essa tatuagem... O que ela é?- Perguntei intrigado, poderia significar muita coisa como também não podia significar nada. Coloquei a bandeja de lado e me levantei, aproximando-me dele e tocando suas costas, bem em cima do numero seis, vendo melhor todas as linhas avermelhadas dos arranhões que havia feito nele a algumas horas, é realmente teria que cortar as unhas...

–Cobaia numero seis. Existem muitos laboratórios, tanto dentro quanto fora do país, eu era só mais um... Ulquiorra, Hallibel e Szayel também eram cobaias que foram “descartadas” pelos cientistas.- Senti meu corpo arrepiar-se com a revelação, além dele, o marido de Inoue também já foi uma cobaia? Além disso, existiam outros lugares em que torturavam crianças, o que está afinal acontecendo?!

–Por que ninguém faz nada sobre isso? Estão fazendo experiências com pessoas!- Disse indignado abraçando-o pelas costas, vendo que ficou sem reação por alguns segundos antes de rir sarcástico.

–Eles estão licenciados, até o dia em que se prove que essas “experiências” não façam mal aos outros seres humanos. Bem, não vamos falar sobre isso, já passou afinal de contas.- Ele se virou e beijou minha testa antes de se soltar de mim e voltar ao que estava fazendo.

Eu peguei minhas roupas espalhadas pelo quarto ainda prestando atenção nele, parecia pensativo, como se fosse algo que não quisesse ter lembrado, tinha alguma coisa além do que ele falou, estou estranhamente sentindo isso.

Ele saiu do quarto e eu aproveitei para colocar a calça já que apenas um casaco dele cobria minhas partes íntimas. Quando acabei de me vestir também saí do quarto, atravessando um pequeno corredor antes de chegar até sua sala vendo-o sentado no sofá com Pantera no colo, recebendo um delicioso carinho, apenas o que não me agradou foi o teimoso cigarro em sua boca.

–Onde já se viu um médico fumar.- Disse divertido, porém num tom repreensivo o vendo revirar os olhos antes de levar a mão à boca e puxar a o cigarro, soltando aquela fumaça sufocante. Ele estava me desafiando? A mim, Kurosaki Ichigo?! Peguei a bituca de sua mão e fui até a cozinha, apagando-a na pia e joguei no lixo apenas para quando voltar ver outro em sua boca.

–Francamente Grimmjow! Não vê que isso pode prejudicar sua saúde?...- Bradei emburrado, cruzando os braços na frente do corpo, mas ele me ignorou completamente, pelo menos até que peguei o cigarro de sua boca.- Você faz isso parecer tão bom...- Eu estava quase pondo a bituca na boca quando ele me parou subitamente, segurando minha mão com força.

Ele não estava brincando, sua expressão era séria como se eu tivesse feito algo completamente errado. Porém em seu rosto ainda tinha uma ponta de dor, como se ele tivesse cometido o mesmo erro, porém pior... Isso me fez pensar na burrada que acabaria fazendo agora.

–Isso não é “bom”, não quero isso para você.- Ele me abraçou apertado, de forma protetora.- O fumo é apenas um vício que eu adotei para cobrir outro pior.

–Grimmjow, você já... se drogou?- Mesmo eu fazendo essa pergunta era um choque. Não que não fosse comum pessoas se drogarem hoje em dia, porém nunca pensei que ele...

–Longa história, prefiro não comentar. Agora me dê! Perdi totalmente a vontade.- Ele roubou o cigarro de minha mão e apagou no cinzeiro que tinha em cima da mesa, como não reparei naquilo ali? Ainda fui lá na cozinha apagar o outro, que idiota!

–Espere, mesmo que seja para “cobrir” outra coisa, não gosto de te ver fumando.

–Ora não gosta? E acha que pode fazer o que sobre isso?- Perguntou com um sorriso sarcástico e ao mesmo tempo malicioso, pondo as mãos em minha cintura e me levando para mais perto de seu corpo, aproximando seu rosto do meu por igual.

Bem, não tinha a mínima ideia do que dizer agora, eu não gosto de vê-lo fumando, mas também não sei o que fazer para ele parar de fumar...

Deuses, pensei numa coisa, mas ele pode levar... não ele vai com certeza levar para o lado malicioso...

Ah foda-se! Se der certo saímos ganhando de qualquer maneira.

–Bem e-eu... Eu...- Pare de gaguejar idiota!- E-eu posso ser...- Não vai sair, sinto isso! A vergonha era grande de mais, sentia as bochechas arderem tanto quanto as orelhas. Mas estava decidido!- Se esse é o caso, e-então eu serei o s-seu vício!

Na hora em que disse isso virei o rosto para o lado, e encarei-o apenas pelo canto do olho, vendo suas bochechas ganharem uma coloração mais avermelhada, soltou uma mão de minha cintura e a levou até a boca, também virando o rosto para o lado.

–Q-que fofo...- Foi o que resmungou antes de abraçar minha cintura com mais força, segurou meu queixo e me forçou a olhar para ele, beijando-me bem no momento em que me virei, levando a mão antes na boca até minha nuca, aprofundando ainda mais o beijo.- Sabe de uma coisa...? Esse vicio eu teria prazer em adotar.

Seu sorriso era mais que malicioso, suas mãos direcionavam-me para o sofá, sentando-se comigo em seu colo. Sua mão já ia por dentro de meu casaco quando o parei.

–Espere, no sofá?

–Por que não? Vamos estreá-lo, no próximo, a cozinha nos aguarda.- Riu divertido beijando meu pescoço, me fazendo arrepiar os pelinhos da nuca.

–Tarado...- Reclamei arfando, já sentindo suas mãos percorrerem um caminho por minhas costas.

–Com orgulho...

Sinto que isso não acabaria em apenas alguns beijos e carícias, sinto por minha bunda...

Notas finais
Espero que tenham gostado, demorou mas saiu, e melhor, com mais um lemon! Yuki pede desculpas por ter demorado a responder seus cometários. Mas mesmo assim deixem reviews, elogiando e criticando, pois as críticas nos ajudam a melhorar e os elogios a escrever mais e mais. Então... Obrigado por lerem e até a próxima! :3