Lost Memory
14 Pronto, estou convertido em um completo viado.
Notas iniciais
Pov. Karin.
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Fins de semana são tão chatos quando não se tem o que fazer... Tipo agora.
No momento estou sentada no sofá, com um casaco de gatinho tão grande que mesmo sentada em posição fetal ele cobria minhas pernas.
Minha mão livre abraçava os joelhos enquanto a outra segurava o controle, passando os canais consecutivamente procurando algo que valesse a pena ver, vez ou outra colocando algum doce na boca, mas com uma cara de completo tédio.
Já tinha me entendido com Yuzu, apesar de ela não ter se arrependido nem um pouco do que fez com Grimmjow... Mas isso não era mais um problema.
Afinal eu consegui convencer Ichi-nii a ir conversar com ele, e se não voltou até agora quer dizer que se entenderam.
Admito que fiquei preocupada quando Renji apareceu aqui em casa do nada, dizendo que queria falar com Ichi-nii e que era importante, eu acabei deixando ele subir, o que me deixou ainda mais tensa, porém nada de ruim aconteceu, pelo menos é o que parece.
Não tenho nada contra Renji, ele é um cara legal, mas entre ele e meu irmão a química não rola, nem adianta. Não saberia nem quem fica em baixo e quem em cima! Com Grimmjow pelo menos, eu sei que Ichi-nii sofre... Ou no caso a bunda dele...? Ah, quem liga?!
Sinto que dei um sorriso bem sádico agora... Mas o que posso fazer? Ichi-nii não sabe mas quando eu tinha sete anos eu vi eles se agarrando no quarto, Deuses eu fiquei com tanta vergonha! Lembro que saí correndo pro meu quarto. Imagino se eles estão fazendo o mesmo agora, queria ver...
Na minha opinião eles ficam perfeitos juntos, e chuto Renji com a Rukia, daria um casal engraçado, mas isso é meio difícil de acontecer, não, a Rukia não é lésbica, e sim o Renji é bi, não seria um problema, mas, sinto que tem outra pessoa perfeita pra ele...
Neste momento eu já roía as unhas pensando em possíveis casais entre meus conhecidos, excluindo completamente Orihime e Ulquiorra, em pensar que ela se casara com aquele emo! Mas até que eles ficam bem juntos. Uryuu e Chad são solteirões ainda...
Chega! Isso já está me dando dor de cabeça.
Assim que coloquei um pirulito de morango na boca eu ouvi a campainha tocar, minha grande vontade de me levantar para atender a porta estava extremamente pequena... Larguei o controle e tirei o pirulito da boca antes de falar:
–Yuzu, atende!
–Já estou indo preguiçosa! Francamente Karin! Quando você vai fazer alguma coisa além de jogar futebol?
–Eu não jogo só futebol! Hoje eu saí com o Toushirou okay?!- Reclamei pondo o doce na boca novamente, me encolhendo ainda mais no sofá e pegando mais uma vez o controle, porém o soltei rápido quando ouvi Yuzu gritar. Peguei um taco de basebol que estava do lado da TV e corri até a porta decidida a tentar nos proteger.
Mas o que me esperava lá foi uma completa surpresa, e sem mais forças o taco caiu de minha mão, fazendo um som oco no chão, minhas mãos estavam trêmulas, aquela pessoa ali, eu não esperava isso.
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Pov. Renji.
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Sinto-me horrível, sinto-me uma pessoa horrível. O que eu estava fazendo? Queria forçar Ichigo a ficar comigo sendo que a anos é óbvio de quem ele gosta.
Na verdade não sei o que sinto por ele...
Obsessão talvez?
Convenhamos, ele é uma delícia! Mas mesmo assim, se esse for o caso, eu não estaria com ele por ele e sim pelo seu corpo.
Sim, realmente sou horrível...
Levei meu sakazuki¹ de genshu² à boca resmungando coisas do tipo: “como sou idiota” e “isso nunca daria certo de qualquer jeito”. Mais um pouco da bebida foi derramada em minha boca e tudo a minha frente já começava a ficar turvo. Não lembro a quantas horas estive nesse cabaré, reclamando da minha vida com as meninas que me serviam no momento.
–Idiota...- Sussurrei novamente em um suspiro, vendo a menina que segurava a garrafa de yukidoke³ fazer uma cara bem irritada antes de colocar a garrafa de volta à mesa junto das outras que eu já havia bebido.
–Awn... Ren-chan está chamando a Tsuyuri de idiota?- Perguntou se sentando em meu colo e segurando meu rosto, me forçando a encara-la. Ela era bonita, longos cabelos negros e olhos castanhos, usava um mini short e uma blusa bem decotada, além de estar sem sutiã.
–Não, apenas pensando alto.- Fiz menção para que enchesse meu copo novamente e assim ela fez sorrindo, voltando a garrafa à mesa logo depois e abraçando meu pescoço ela murmurou algo que não ouvi, ou não me dei ao trabalho de ouvir, já que quem se fazia à minha frente quase me fez cuspir todo o liquido de minha boca.
–Você vai conseguir pagar por isso?- Tinha os braços cruzados e olhava-me de cima com desprezo. Como se fosse melhor do que eu, ele sempre teve esse olhar para mim, porém por alguma razão, não parecia real, este talvez não fosse seu real sentimento.
Ou então só estou bêbado mesmo.
–Byakuya, não pensei que frequentasse esse tipo de lugar também.- Debochei pondo mais um pouco da bebida na boca, sentindo Tsuyuri que antes beijava meu pescoço, se agarrar ainda mais a mim e sussurrar em meu ouvido.
–Não, não Ren-chan! Bya-chan é o dono.- Eu olhei diretamente para Byakuya vendo-o ainda mais irritado que antes, o que não era uma coisa lá muito boa. Descruzou os braços e pegou em minha mão, me forçando a me levantar e jogar Tsuyuri no chão pelo puxão repentino.
–Byakuya! O que você-...
–Você está bêbado! O que pensa que está fazendo?!- Bradou irritado apontando para as inúmeras garrafas em cima da mesinha.
Não sei mais o que estou fazendo, porque de estar bebendo, pelo que estava brigando. Tudo a minha volta rodava, e estava preste a cair quando senti ele me puxar novamente, reclamando sobre algo antes de começar a me arrastar para algum lugar.
Ele abriu uma porta que estava bem longe de todos os casais, me empurrou para dentro e a fechou. Me joguei em uma poltrona de cor vermelha e tapei meu rosto com meus braços, tamanha era a vergonha, ainda mais sendo pego justamente por ele, meu melhor amigo na adolescência.
–Vai me dizer o que aconteceu?
Não queria, de verdade, mas sempre contei tudo a ele, e ele sempre me ajudou não importasse o que. Mesmo depois da morte de seus pais, ter de deixar a faculdade para tomar conta dos negócios da família, o contato nunca foi totalmente desfeito, porém estava sem falar com ele a mais de um ano...
–Grimmjow voltou e Ichigo está com ele novamente... Tentei forçar Ichigo a ficar comigo porém não deu muito certo... Eu fui até ele pedir desculpas e disse que não tentaria mais nada com ele se me desse um beijo, e ele me beijou.- Nesse momento já sentia minhas mãos começarem a se molhar com minhas lágrimas.
–Não acredito que havia sido tão idiota, tentar forçar ele a ficar comigo... Sou o pior!- Gritei já não conseguindo me controlar, me curvando na cadeira enquanto tentava secar inutilmente minhas patéticas lágrimas.
Eu continuei um tempo assim, até sentir seus dedos segurarem meus pulsos e puxarem minhas mãos para si, e quando o olhei estava ajoelhado a minha frente, as sobrancelhas franzidas e um pequeno sorriso, que em segundos virou uma carranca de arrepiar. Soltou meu pulso levou a mão aberta até minha bochecha com todas as suas forças, voltando a se levantar e apontar para mim, com uma veia saltando da testa e uma cara de quem se segurava para não me bater novamente.
–Tome vergonha na cara Renji!- Brigou voltando a cruzar os braços.- Sempre soube que isso aconteceria um dia, então pare de chorar e agir como uma criança birrenta!
Eu me irritei, pela segunda vez era chamado de “criança” por esses putos, além de que, não achei que fosse agir assim, tão arrogante, todavia o que eu estava pensando, é o Byakuya afinal!
–Fala isso porque nunca aconteceu com você! Em toda a sua vida só teve uma namorada! E quando ela te deu um pé na bunda, não se interessou por mais ninguém! E também não gosta de homens, nunca mostrou esse interesse. O que você quer afinal?!- Gritei tentando me levantar mas foi em vão e eu cai na poltrona novamente, olhando-o de baixo, vendo-o ficar levemente corado antes de começar a falar.
–Ninguém despertou minha atenção até hoje depois Hisana, não vou ficar com alguém só para me satisfazer.
–Diz o homem que tem um cabaré!- Debochei cruzando os braços assim como ele, um sorriso de desdém nos lábios enquanto o via se irritar cada vez mais.
–Abra os olhos! Não existe um “para sempre” no primeiro amor, apesar de que no caso de vocês, nem sequer começou não é?- Não pude aguentar dessa vez, tomei impulso e me levantei, empurrando-o e ficando por cima dele no chão, prendendo-o ali.
–Retire o que disse!
–Não! É a verdade Renji!- Ele tentou se soltar mas apenas o segurei mais forte, vendo-o me encarar com certa raiva e finalmente parar de tentar se soltar.- Deixe de ser idiota, se ele não está com você é porque não te merecia, existem 7 bilhões de pessoas no mundo, você só tem que achar quem vai gostar de você tanto quanto você gostou de Ichigo.
Ele olhou para o lado, evitando me encarar, ainda com aquela cara irritada que sempre amostrava a todos, porém com um leve detalhe avermelhado na bochecha. Pensando melhor, do jeito dele ele me encorajava a esquecer disso, tinha apenas que explicar a ele qualquer hora dessas que sensibilidade não é uma coisa ruim de vez em quando.
Eu ri, soltando suas mãos e pondo minhas próprias na barriga não me aguentando de tanto que ria. É bem a minha cara conhecer esse tipo de pessoa.
–Do que está rindo?- Perguntou irritado empurrando-me e se levantando, batendo nas roupas para tirar a poeira que não existia.
–Não é nada, e obrigado... Sabe, pelo choque de realidade, e por isso.- Apontei para meu rosto, onde provavelmente tinha a marca de seus cinco dedos.
–Ah... Hm, sobre isso... Eu só...- Tentava se explicar de forma totalmente falha, passando a mão pelos longos cabelos nervosamente, coisa que me provocou mais uma crise de risos.
–Tudo bem, tudo bem. Depois de um chute no saco, um tapa na cara não é nada.- Ele fez uma careta antes de estender a mão para que eu me levantasse, passando meu braço por trás do seu pescoço para me manter em pé.
–Eu vou te levar em casa.- Disse num suspiro rumando para uma porta diferente da que entramos, provavelmente que dava ao estacionamento.
Não demorou muito até chegarmos em minha casa, ele ainda me ajudou a entrar levando-me até o quarto mais perto que no caso era o de meus pais, depois desse momento, não me lembro de mais nada.
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Pov. Byakuya
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Antes mesmo de chegarmos até a cama ele dormiu, jogando todo seu peso – que não era pouco – para cima de mim e sem aguentar muito mais o joguei na cama.
–Tch, tão relaxado...- Reclamei alto vendo-o coçar a barriga enquanto mantinha no rosto um sorriso bobo, o que por alguma razão me irritava. Não sei por quê, mas tudo nele me irritava, não consigo saber como este cara foi, e ainda é meu melhor amigo...
Tirei seus tênis e coloquei suas pernas de qualquer jeito em cima da cama, e já me virando para ir embora o senti segurar minha mão. Estava prestes a xingá-lo quando me virei mas não tinha o porquê de fazer isso, afinal ele ainda dormia profundamente.
Me aproximei um pouco dele para poder me soltar mas foi uma má ideia, uma péssima ideia... Ele me puxou e eu cai na cama junto a ele, sentindo seus braços enlaçarem minha cintura e sua maldita perna forçar o espaço entre as minhas.
–Renji! Me solta seu filho duma...
–Dorme comigo...- Murmurou me apertando ainda mais em seu braços. Então ainda está meio acordado hein...
–Não, tenho que ir pra casa se não Rukia vai ficar preocupada.- Disse tentando me soltar novamente quando senti afrouxar um pouco o abraço, porém fiquei completamente imóvel ao sentir o caminho em que suas mãos seguiam.
Ele não faria realmente isso né? Ou faria?
Sim ele faria!
Suas mãos se arrastaram para minha calça, desabotoando a mesma e abaixando o zíper com um enquanto a outra já tratava de se esgueirar para dentro de minha boxer, tocando sem qualquer dúvida aquele local tão sensível.
Agora mesmo é que eu não poderia ficar ali, ele estava bêbado, tinha me esquecido desse detalhe. Tinha que tê-lo jogado debaixo da água fria do chuveiro ao invés dessa maldita cama.
–Renji me solta agora!- Bradei, porém sem resposta. Não acredito no que está acontecendo, mesmo ele não estando sóbrio, poderia ter pelo menos alguma consciência do que estava tentando fazer.
Sua mão livre empurrou ainda mais minha calça, dando um espaço maior para que pudesse se mover melhor e assim o fez, movimentando a mão para cima e para baixo devagar em MEU pênis. Aquilo era tão constrangedor, queria soca-lo, sair dali o mais rápido possível e nunca mais olhar em sua cara.
Desisti de tentar me soltar e por fim me agarrei forte no lençol da cama, mordendo o lábio inferior para não lhe dar o luxo de me ouvir gemer, não assim.
Sua boca tocava meu pescoço beijando e chupando em pequenos intervalos de tempo, se aquilo ainda estivesse ali de manhã o mataria, mesmo se não ficar o matarei por estar fazendo isso comigo!
Minha mente dizia não mas meu corpo dizia sim a todos seus toque de forma avassaladora, arrepiando-se com seus beijos em minha nuca, e estremecendo a cada movimento mais rápido de sua mão em meu membro, friccionando seus dedos com cada vez mais rapidez.
Estava sendo quase impossível me segurar, meus lábios já doíam com a força que eu fazia para não abrir a boca, meus dedos ardiam pela força que fazia segurando os lençóis, e para completar meu corpo se arrepiara com sua mão que subia descaradamente por meu abdome, tocando locais que nem mesmo eu sabia serem sensíveis, parecia estar se deliciando com a situação...
Minhas mãos automaticamente tocaram as suas quando senti aquela sensação de espasmos infelizmente avisando que eu iria gozar, e desta vez não aguentei, soltei minha voz em um gemido alto quando senti sair, cravando minhas unhas em sua mão de tanta raiva e constrangimento.
Todo meu corpo estava trêmulo, me sentia relativamente cansado e toda aquela vontade que tinha de ir para casa se esvaiu completamente, queria apenas dormir, e mesmo toda a raiva que sentia deste miserável ser à minhas costas não conseguia me dar a força de ir embora.
Senti sua respiração antes forte desacelerar e ficar serena, ressonando como um gatinho em meu pescoço, agora tinha certeza que estava realmente dormindo. Minha vontade de acordá-lo, jogá-lo no chão e fazer tudo o que quisesse a ele estava grande, porém esperaria até o dia seguinte, e...
–Se você se lembrar de algo... Eu te mato.- Conclui fechando finalmente os olhos, esperando que o sono finalmente me levasse a inconsciência.
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Pov. Ichigo.
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Okay admito que fiz merda, mas foi por uma boa causa! Oh céus... Eu estava com ciúmes? Não, não é possível! Eu só enxotei uma vadia que estava dando em cima de Grimmjow! Bem, isso pode ser considerado ciúmes não?...
Enfim... Fomos expulsos do restaurante e agora estávamos aqui, sentados dentro de seu carro fodastico, ele tentando conter o riso e eu quase batendo nele por isso, com os braços cruzados e totalmente emburrado eu olhava para frente tentando evita-lo.
–Ainda está chateado?- Ele perguntou levando a mão até meu rosto acariciando minha bochecha de leve, de um jeito quase irresistível, quase.
–Não.- Disse brevemente descruzando os braços e encostando a cabeça no vidro do carro, ainda com as bochechas inchadas e um grande bico na cara. Mas apesar de ter dito aquilo, estava chateado, não com ele, mas sim pela situação, o constrangimento de termos sido expulsos por minha causa, por meu ciúme bobo e por ter arrancado a peruca daquela puta.- Aquela vadia...
–Sim, você ainda está chateado.- Ele riu se aproximando mais e beijando minha bochecha que desinflou na mesma hora, sentindo-as ficando quente aos poucos. Já não aguentando mais eu saí do carro, batendo a porta e me encostando na mesma, voltando a cruzar os braços mas sem a mesma carranca de antes, no momento me sinto mais envergonhado que zangado...
–Sabe que não foi sua culpa.- Ele tentou me consolar se pondo a minha frente e segurando minha cintura antes de inverter as posições.- Não totalmente.- Ele riu novamente, esse viado!
–Obrigado, ajudou bastante.- Ironizei virando o rosto para o lado e franzindo o cenho em irritação por suas piadas de mau gosto.
–Estou brincando vai, eu achei lindo quando ficou com ciúmes lá, isso poderia acontecer mais vezes, já que na maioria sou eu quem dou estes ataques.- Riu de seus próprios atos, sério não sei como aguenta, e como ainda não foi preso. Imagino se quando estava na faculdade também acabou ficando com alguém... Oh sério que estou pensando nisso? Claro que ele ficou com muita gente enquanto estava no exterior...
Só em pensar nisso sinto minhas orelhas arderem tanto quanto minhas bochechas, era de certa forma revoltante, pensar que ele ficou com outra pessoa, outro homem ou mulher além de mim... Deuses...
Pronto, estou convertido em um completo viado.
–Saiba que eu não deixaria ela fazer nada, e também, da próxima vez eu farei isso...- Ele chegou nossos corpos ainda mais pertos, de um jeito que nossas respirações ocupavam um mesmo espaço e o ar era dividido entre nós dois. Encostando sua testa a minha seus lábios quase roçavam aos meus.- E isso.
Mordiscou meu lábio superior, o puxando de leve antes de iniciar um beijo de tirar o fôlego, onde uma batalha entre as línguas era travada de forma feroz, tanto que de algum jeito minhas mãos também seguraram em sua cintura, subindo devagar até seu peito e puxando seu casaco com força.
–Eu faria isso na frente de todos, só pra mostrar que você é meu, e eu sou seu.- Sussurrou de forma sensual em meu ouvido, após o beijo ter cessado. Pondo sua perna intrometida entre as minhas de forma que eu inconvenientemente empinasse ainda mais minha bunda, que não era nada grande para não dizer ao contrário.
–Grimmjow aqui não é lugar pra isso...- Murmurei tentando conter seus braços vendo-o apenas rir antes de enlaçar novamente minha cintura.
–Não farei nada, relaxe... Sabe, por que você não dorme lá em casa essa noite?
–Seria uma péssima ideia... Foram três vezes só hoje, deixe minha bunda descansar beleza?- Brinquei encostando minha testa em seu peito ouvindo-o fazer um grunhido desanimado, havia descoberto seus planos pra essa noite.
–Essa não...- O ouvi reclamar, pensei que fosse por eu não querer ir para sua casa e já ia chama-lo de birrento, porém quando o encarei, vi que não era pra mim que ele olhava, e sim para minha casa.
Oh não, se for meu pai fudeu!
Mas eu não tive tempo de sequer ver quem era, passos largos e rápido, um tanto desajeitados também vinham atrás de mim, e uma voz bem feminina chamou por meu nome.
–Ichigooo~
Depois disso houve apenas o baque dos três caindo com força no chão, coitado de Grimmjow, ficou por baixo...
–Mãe!- Eu havia visto apenas de relance, não sabia se era ela mesma, porém...- Espera, mãe?!
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