Lost Memory
8 Ele é um gato ou um rato afinal?
Notas iniciais
Minhas mãos escorregaram de seus sedosos cabelos descendo por seu peito até chegar em sua intimidade pressionando o volume da calça com a penas um dedo, ele me olhou de um jeito que eu posso facilmente interpretar como um "Está de cu doce mas quer né safado!" eu apenas lambi os lábios para ele de uma forma sensual e comecei a abrir sua calça, segurando seu membro com as duas mãos e começando já com movimentos mais rápidos ouvindo-o gemer alto já de primeira, aah... Isso soa como uma melodia em meus ouvidos... Sua voz rouca saia mais como um longo ronronar de sua boca e isso era estranhamente excitante...
Os espasmos de meu corpo avisaram-me que já estava chegando, tentei segurar o máximo que pude, mas no final não consegui e derramei-me totalmente em sua mão dando um longo e rouco gemido apertando-o lá em baixo fazendo-o engasgar um gemido. Puxou minha cintura e mordeu uma vez mais meu mamilo, deuses eu tinha que terminar logo isso, ou iria muito além do que eu pretendia... Fui surpreendido por sua boca que tocou a minha primeiramente de um jeito suave mas que logo intensificou e entre os beijos ele abafou um longo gemido enquanto eu sentia um liquido pegajoso escorrer entre meus dedos.
Nos separamos do beijo e apenas o que nos conectava era um fio de saliva que logo se desfez, meus braços abraçaram seu pescoço novamente e eu me joguei por cima dele um pouco cansado, mas logo me recuperei levantando-me finalmente e levantando minha calça junto a box jogando-me no sofá e abaixando a blusa. Olhando para o teto eu pude concluir que eu me tornei um grande viado em muito pouco tempo...
–O que acha de continuarmos?- Perguntou olhando-me daquele jeito malicioso que me fazia pensar duas vezes. Mas eu realmente não queria, não depois daquela vez, eu me precipitei e acabou dando tudo errado, agora eu quero é ter algum tipo de relacionamento com ele, e para falar a verdade nem sei o que somos, o que eu sou... Quem sabe um peguete?
Olhei-o com uma cara de: "Sério? Olhe bem para minha cara, acha mesmo que eu quero continuar?!" não sei se ele entendeu isso tudo mas a sua resposta foi uma longa e melodiosa gargalhada subindo no sofá e deitou sua cabeça em meu colo.
–Mas que abuso!- Briguei rindo levando minha mão até sua cabeça e acariciando seus cabelos tentando evitar a faixa incômoda que a rodeava.
–Estou machucado, tenho direitos.- Brincou fazendo uma carinha de gato que caiu da mudança, mas logo deu um sorriso que eu poderia considerar como fofo... Muito fofo! Seus olhos se fecharam e ele parecia deliciar-se com o carinho, e isso estranhamente me fez sorrir, parecia um gato doméstico mimado...
–Grimmjow...- Chamei em um resmungo ouvindo um "hm?" como sua resposta, ainda sem abrir os olhos.- Tenho que ir para casa...
–Fica mais um pouco...- Pediu abrindo os olhos, afoguei-me naquela imensidão azul, contraiu as sobrancelhas fazendo parecer como se estivesse triste e eu queria saber se aquelas suas caras e bocas era um simples dom ou apenas fazia para me provocar mesmo. Mas parecia realmente um pouco desapontado... Agora que reparei, seus olhos... Eles estavam como o de uma pessoa normal agora!... Que estranho!!
–Como você...- Eu fiz gestos com os dedos apontando para meus próprios olhos, ele demorou meio segundo para perceber do que eu estava falando e imediatamente depois fechou a cara em uma carranca horrível. Parece que eu havia tocado em um ponto sensível, um calo que eu definitivamente não devia ter pisado...
–Um ratinho de laboratório dos pais.- Ironizou levantando-se e se sentado ao meu lado puxando uma perna apenas e a abraçando deixando a outra pendurada, encostando a cabeça no joelhos e encarando-me mas sua visão parecia estar muito além de mim, preso em seus próprios devaneios.- Alguma coisa permanente teve que acontecer para que eles parassem de fazer experiências em mim. Eu era muito novo, não me lembro muito. Mas sei que desde aquela época eu tenho os olhos assim.- Ele fechou os olhos e passou a mão pelos cabelos nervosamente e quando me olhou de novo seus olhos haviam voltado a ser como os de um felino.- Bem, vamos indo eu te levo em casa. Mas tem um problema, onde é sua casa?-
É mesmo, quando mais cedo em suas revelações ele disse que não sabia onde eu morava... Mas isso não importava tanto assim na verdade, o que me deixou intrigado agora foi o que ele disse sobre os pais terem feito ele de cobaia, agora sei o porque de um nome tão estranho...
–Desculpe... Eu devo ter falado algo que você não gosta de lembrar...- Olhei para baixo envergonhado, e com raiva de mim. Ichigo burro, é claro que uma pessoa com olhos de gato não é normal, não devia ter falado disso! Mas espera, este é o Japão, pode se acontecer de tudo! Mas apesar disso me sinto um lixo, queria abraçá-lo e pedir desculpas novamente mas meu orgulho e vergonha me impediam, mas eu tinha, sentia que eu deveria fazer isso...
Ah foda-se, o orgulho não me trouxe nada de bom até agora, não sei por que ainda escuto essa porra! Me preparei para dizer algo mas minha voz falhou miseravelmente após eu observar seu sorriso, um sorriso tão tranquilo que eu chegava a duvidar se algum alien veio abduzir ele nos segundos em que eu estava preso em meus próprios devaneios. Okay esqueça, eu brisei totalmente aqui agora...
Não tinha nenhuma malícia, nenhuma segunda intenção, era apenas um lindo e sincero sorriso... Olhos fechados, cenho franzido, sobrancelhas curvadas, bochechas levemente coradas e um grande sorriso. Parecia nervoso, um tanto envergonhado, não sei por que! Estava lindo afinal... Senti minhas bochechas arderem, atrás dele pareciam brotar rosas azuis e brilhinhos flutuarem ao seu lado...
Minha barriga remexia, como se alguma coisas se mexesse ali dentro, acho que isso é aquilo que falam de ter "borboletas no estômago"... Nossa quanta viadagem!
–Tudo bem.- Disse suavemente, abrindo os olhos e ainda sem desfazer o sorriso se aproximou fazendo comigo o que eu planejava fazer a ele, abraçou-me pondo a testa na dobra de meu pescoço.- Não precisa se desculpar, okay?- Falou em um sussurro e riu meio sem graça desfazendo-se do abraço e levando as mãos até meu rosto segurando-me tão gentilmente, mas ao mesmo tempo firme, como se eu fosse de um vidro frágil que ele definitivamente não deixaria cair.
Juro que pensei de ele começar um novo beijo, e quando ele se aproximou eu até fiz um biquinho mínimo mas sua boca não foi a minha, seu caminho foi feito até minha testa. Senti um estranho e confortável calor percorrer meu corpo, e eu inevitavelmente sorri...
–Eu... Eu posso ficar mais um pouco, se quiser...- Ele ficou um pouco surpreso, céus eu realmente falei isso?! Eu a alguns minutos estava quase implorando para ir embora. Tinha até planejado uma fuga... Mas, eu sei lá, sinto que ele realmente não faria nada comigo se eu realmente não quisesse... Ele deu um novo sorriso, agora eu podia detectar certa malicia. Maldito demônio pervertido!- Mas não iremos fazer nada mais! Não pense besteira.
–Aaah... Deixe de ser mau Ichigo~...- Falou manhosamente encostando sua testa a minha testa e tocando meu nariz ao seu.- Só mais um pouquinho, o que acha?- Ele roçou sua boca a minha e eu com uma certa esperança entre abri a boca mas ele apenas a lambeu e fez um novo caminho até meu pescoço chupando um parte em particular... Não sei como o espaço ainda não havia se esgotado, o quanto ele me chupava nessa região... Deuses quero nem me olhar no espelho, ou não conseguiria sair da frente dele até contar quantas manchinhas avermelhadas tem.
–D-de jeito nenhum!- Ele subiu a boca até minha orelha mordendo o lóbulo fazendo-me arfar. Puta que pariu! Mas que capeta de homem tarado!- Pare ou eu vou embora!
–Ookay!- Ele parou tão imediatamente que eu até me senti um pouco frustrado... Tipo, eu não iria realmente embora, só queria saber o que ele faria, e sua reação realmente me fez gargalhar. Dessa vez eu quem segurou seu rosto, trazendo-o para mais perto de mim e o beijando rapidamente.
–Estou com fome.- Falei após nos separarmos o que lhe provocou uma risada.
–Bem, temos ramen. De carne e frango. Servido?- Brincou afastando-se e levantando-se pegando o gatinho do chão e aninhando-o em seu colo indo para a cozinha, e antes de entrar na mesma fez sinal para eu o seguir. — Não que eu não fosse fazer isso nem nada sabe.
–Você só come isso?- Perguntei sentando-me a mesa, vendo-o soltar o gato e lavar as mãos. Afinal, só ter miojo' em casa quer dizer que ele só come isso! Não é?..
–Na verdade, eu como fora a maioria das vezes.- Confessou com certo pesar, apesar de ter uma voz um tanto brincalhona.- O trabalho me prende muito sabe...
–Você trabalha com o que?- Ele me olhou por alguns segundos e depois voltou a procurar o tal miojo rindo. Ele está rindo da minha cara?! Mas que filho de uma cachorra!... Ou uma gata? Não sei...- Oh, me desculpe, se não quiser fala...
–Eu sou médico, se ainda não deu para perceber.- Ele riu de novo, eu sabia que esse viado tava rindo de mim!- Cirurgião na verdade... Mas não precisamos falar sobre isso. Parece que eu não estou achando... Devo ter comido o ultimo ontem.
–Não tem problema... Poderia me levar em casa então? Já está ficando tarde, minhas irmãs ficaram preocupadas...- Menti, Yuzu e Karin estão pouco se fudendo para mim! Elas mudaram tanto depois que cresceram... Especialmente Yuzu, sinto falta daquela irmãzinha inocente que tinha. Agora temo que tenha ficado mais tarada do que esse ser a minha frente!
–Claro.- Ele fez uma careta meio decepcionada, que deu vontade de apertar suas bochechas e dizer "Mais que coisinha mais cute-cute!" mas eu nunca na minha vida faria uma coisa assim, principalmente com ele! Para ser zoado pelo resto da vida? Só que nunca!
Não demorou para que estivéssemos chegando à rua de minha casa, e antes que pudesse se aproximar mais, eu pedi para que parasse.
–Sua casa é essa?
–Nop. Não sei o que minhas irmãs pensariam se eu chegasse em casa vindo de uma BMW com um cara gos-...- Porra! Merda! Merda! Merda! Eu quase falei! Que bom que ele não estava prestando atenção....- É melhor não arriscar. Mas minha casa é no final da rua, numero 2X'.- Ele ficou avaliando para ver se conseguia enxergar por dentro do carro. Impossível. Mas ele parece ter se tocado de algo, e olhou para mim com um sorriso de tubarão.
–Ooh, então sou gostoso não é?- Puta que pariu ele ouviu! Eu senti minhas bochechas arderem, abri e fechei a boca algumas vezes mas nada saía dessa porra, eu demorei de mais para responder, e agora estava muito na cara que era isso mesmo que eu diria. Eu olhei para o chão imaginando o quanto estava vermelho, céus, que vergonha! Eu admiti que ele é gostoso! Não que eu já não tivesse admitido para mim, mas mesmo assim!- Acertei!~
–Idiota...!- Já ia me distanciando quando ele me puxou pela manga da camisa e me forçou a debruçar-me na porta do carro.
–Certo, me passa o seu telefone. O que acha de sairmos?- Espera... Espera, espera, espera! Ele está marcando um encontro comigo?! Um Encontro. Comigo...?! Ou eu estava já ficando roxo de vergonha, ou... Ah sei lá! Eu só ainda não acredito nesta possibilidade... Só nos conhecemos a uma semana! Na verdade a três dias, ou dois e meio...Porra tô' confuso agora!
–Sério? Tipo, sério? Você está me convidando para sair com você?
–Por que não? Anda, me passa o seu número.- Eu estava abobado de mais para pensar no que estava fazendo, mas eu acabei dando meu número a ele, e agora tentava entender se aquilo tinha mesmo acontecido.- Agora me dá um beijo de despedida.- Eu estava prestes a fazer o que ele pediu quando voltei a mim e pensei no que porras eu estava fazendo! Coloquei minha mão em sua boca antes que ele a encostasse na minha, como sou tapado...
–Quem sabe outro dia. Agora vou indo, hm, sábado pode me pegar em frente a minha casa as sete?- Eu não o vi sorrindo já que minha mão estava em sua boca, mas pude sentir o curvar perfeito de seus lábios formando um sorriso, quase me deu vontade de sorrir também, quase. Um arrepio percorreu meu corpo quando senti sua saliva entrar em contato com a palma de minha mão, a puxei rápido e o olhei com raiva mas fui totalmente desarmado e surpreendido por um simples beijo na ponta do nariz, aah como quero matar esse homem...
Minha primeira reação, como sempre, foi ficar corado, não sei como isso funciona mas minha bochecha fica ardendo sempre que ele faz algo assim... Estranho.
E minha segunda reação, extremamente infantil, foi dar a língua a ele, péssima ideia, ele apenas a lambeu... Eu me afastei dele envergonhado e lhe mostrei o dedo do meio ouvindo-o dar uma alta, sonora e exagerada gargalhada.
–Te pego sábado as sete para irmos ao shopping, não poderei te ver pelo resto da semana, o hospital vai me prender totalmente. Se acontecer alguma coisa que não me deixe vir te buscar eu ligo avisando.
–C-certo, agora vai embora antes que algum vizinho me veja com você, idiota!- Ele fez uma cara de "triste-ofendido".
–Nossa, sente tanta vergonha assim de mim? De nós?- Nós? Não existe "nós" querido! Pelo menos não ainda... Mas mesmo assim eu me amaldiçoei por ter uma boca tão grande. Me aproximei um pouco, debruçando-me do mesmo jeito que antes e tentando olhá-lo no olho, minha reação foi lenta... Ele deu mais um sorriso de tubarão e sua boca encostou-se a minha em um toque rápido, apenas um estalinho. Eu pus uma mão na boca e a que estava livre fiz questão de lhe mostrar novamente meu lindo dedo do meio.
–'Seu filho de uma puta fingido! Esse meu dedo aqui deveria esta no teu cu! Seu, seu... Viado! Grrr...'- Eu falava isso mas duvido que foi o que ele entendeu, eu já cansado disso lhe dei as costas e comecei a marchar batendo o pé com força no chão. Um "Vruuum!" alto, foi o que seu carro fez quando passou praticamente voando do meu lado. Eu queria saber se esse humilde carro tinha um botãozinho que dizia: "Aperte para se transformar em um jato particular." ou coisa parecida.
Não me surpreendi quando cheguei em casa e apenas vi minhas irmãs jogadas no sofá vendo algo da TV, meu pai bastardo provavelmente estava no trabalho ainda, típico.
Entrei e joguei-me ao meio delas ouvindo-as bradar comigo reclamando algo mas não me importei pois isso sempre acontecia, e logo depois elas se ajeitavam sobre meu corpo, tipo agora. Karin encostada no meu ombro e Yuzu deitada em meu colo mexendo no celular.
–Por que você demorou hoje Ichi-nii?- Perguntou Karin sem me olhar, passando os canais tediosamente.
–Eu me encontrei com um amigo.
–Ah mas você se encontra com o Renji todos os dias, Ichi-chi.- Disse Yuzu. Eu automaticamente fiz uma careta, mesmo sem querer. A menção de me lembrar daquele idiota me forçou a isso; minha careta não passou despercebida por ela, que se encararam por segundos e depois até mesmo Karin parou de mexer no controle para me olhar.
–Vocês brigaram?
–Sim, aquele idiota. Não quero vê-lo nem pintado de ouro... Mas amanha tenho que trabalhar, que merda! Eu queria...
–O que ele fez a você?! Hein?!- Yuzu se alterou empurrando-me e quase caindo ao se levantar. Eu me espantei, óbvio, não era típico dela agir assim.- Ele nunca te fez mal algum!
–Yuzu!- Gritou Karin.
–Ele nunca fez nada a você diferente daquele...!
–YUZU!!- Agora até meus ouvidos doeram após Karin gritar novamente. Eu estava, literalmente, de boca aberta. Nunca vi minhas irmãs agindo assim, principalmente Yuzu. Pensar que minha irmã um dia daria um ataque histérico desse nunca se passou pela minha cabeça, mas aconteceu. E ainda não entendi o porque.
A porta da sala se abriu, e dela entrou meu pai, um tanto apressado e atordoado por provavelmente ter ouvido a gritaria, mas olhou-nos com firmeza, tentando interpretar o que estava acontecendo, mas não aguentando mais perguntou.
–O que está acontecendo aqui?- O clima estava totalmente tenso, e eu ainda estava brisando totalmente sobre o que tinha acontecido, sem entender completamente nada. Mas tinha com certeza algo errado, e como sempre, tinha algo a ver com aquele homem, Grimmjow... Queria saber o que diabos esse capeta fez para deixar tanta gente irritada!
–Já chega!- Gritei irritado com toda essa situação.- Desde a semana passada que vocês estão com os nervos a flor da pele! Canso de pegá-los aos cochichos pelos cantos! Me contem logo o que está acontecendo, eu sou o único que estou e sempre fico no escuro! Cedo também, Renji me disse coisas que eu nunca pensei que poderia ter acontecido, por que eu sou sempre o ultimo a descobrir as coisas?!
Eles estavam quietos, quietos de mais. Entre olharam-se e com um suspiro meu pai mandou as meninas subirem para seus quartos. Eu continuei olhando-o firme e ele também, não ousou desviar o olhar, certo, agora a porra iria ficar séria.
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