Lost Inside

1 Retorno do Falcão Uchiha.


Notas iniciais
Me batam, mas eu não resisti, caps todos os Sábados :3

Konohakagure no Sato.

Quatorze anos após a quarta grande guerra ninja.

Os prédios agora tomavam conta da maior parte da vista da aldeia, muitos pontos verdes, arbóreos, se espalhavam entre eles, e o rostos dos sete Hokages os vigiavam, sempre atentos. Pelo menos os seis primeiros, Sasuke não creia muito no sétimo, mas sabia, ele estava sempre fazendo de tudo para se tornar digno. Embora não estivesse estado lá para ver está jornada ser iniciada.

Fizera de Otokagure sua morada por muito tempo, construíra uma família lá, mas não era seu lar, e percebeu isso quando recebeu a proposta de se tornar Kage dela, ele não queria tanto porque não era merecedor, e também porque não iria fixar o clã Uchiha fora de Konoha.

E por isso, agora, depois de quase treze anos estava de volta.

Com sua esposa, Karin Uchiha.

Seus filhos, Shisui, Izuna e Sakuya Uchiha.

E também o filho dela, Mangetsu Hozuki.

- otou-san, é aqui que vamos morar? – Sakuya disse, curiosa enquanto o chamava de volta apertando sua mão com admirável firmeza pra uma mão tão pequena. Sasuke a fitou, seus olhos negros demonstravam mais ansiedade que qualquer um dos garotos. Negros e brilhantes como os cabelos.

Ele a pegou no colo enquanto seguiam, apreciando o quanto era pequena e precisava de sua proteção, mesmo que soubesse que não devia tanto, ela e o irmão só tinham seis anos, e frutos de uma gravidez compartilhada, nasceram já bastante frágeis, menores, mas com o dobro da determinação de qualquer um.

- sim, vamos.

Ouviu um grunhido de desgosto vindo de Karin, enquanto vinha mais atrás, segurando Izuna, que provavelmente riu de uma careta dela.

Sasuke ignorou, já havia conversado com ela por isso, o que por si só já era mais que o bastante, ela sabia que não poderia contestar os motivos, independentemente de tudo, seus ciúmes, desgosto, ou qualquer coisa do tipo, vinham os filhos deles.

Otokagure era segura, mas ainda pequena, ele não a poria em risco por um bem que não pertencia a ela, ou um mal.

Obviamente desde que seu primeiro filho nasceu os olhos de muitos criminosos se voltaram para a ânsia de obtenção do Sharingan, e o que o motivou a fazer algumas longas viagens em busca de suspeitos tanto disso, quanto de ameaças contra as grandes nações.

Mas agora, com Shisui encerrando a graduação ninja, ele viu que era necessário voltar e resgatar as origens de uma vez, o garoto se tornaria shinobi de Konoha, e os irmãos também. E agora, sendo grande e poderosa, tendo prosperado, era mais do que segura para sua família.

Estava tudo muito diferente, mas o ar que aspirou quando adentrou os portões, transmitia toda uma vasta gama de sentimentos e lembranças, ruins, boas, ressentimentos e conquistas, rostos, cores, vozes, abraços perdidos, abandonados...

Uma torrente de nostalgia quase assustadora.

- é, mudou muito – ele, assim como a família pararam e se viraram vendo Suigetsu, ele olhava em volta avaliando a praça que cruzavam tal como Juugo.

- chegaram cedo – Sasuke disse.

- otou-san! – Mangetsu correu do lado da mãe radiante como só se permitia ficar na presença do pai, tinha oito anos, entre os partos de Karin, era o filho do meio, As circunstancias, não valiam a pena relembrar. Ele não se importava.

Sui sorriu e o pegou nos braços, logo o pondo sobre os ombros, o garoto era uma cópia cuspida dele, embora ao menos fosse mais quieto.

- comporte-se menino – Karin reclamou, Suigetsu riu mesmo quando o filho se encolheu sob o sermão e continuou caminhando.

- vamos lá, vamos olhar a cara do Nanadaime!

- sério? – o garoto resplandeceu novamente – vamos conhece-lo mesmo? Que legal! Ele é muito forte não é?

- é, embora não pareça!

- heeeh?!

Karin bufou desgostosa com tanta similaridade, afinal nenhum filho, mesmo Sakuya se parecia com ela. A garotinha tinha traços Uchiha, cabelos curtos como ébano, pele alva como a do pai, Izuna era quem mais parecia com ele quando era pequeno, e Shisui, curiosamente, lembrava muito aquele a quem seu nome homenageava, sério e compenetrado, silencioso com cabelos bastante curtos e ondulados, exceto, por precisar de óculos como a mãe, e Karin detestava ser lembrada que só passara isso para o rosto de um dos filhos.

O mais velho soltou uma leve risada ajeitando as armações negras, sempre ignorando as bobagens da mãe, irmãos e meio irmão, quase tanto quanto Sasuke.

- Nanadaime já sabe que vocês chegaram? Me pareceu estranho não mandar uma pequena recepção – Juugo se pronunciou. Sasuke deu ombros, Suigetsu fazia piadas que matavam de rir o filho e os meninos menores, ele sentia o peito de Sakuya vibrar e quase ficar sem ar, era uma sensação incrivelmente boa, seus filhos eram felizes, e tinham um bom futuro mesmo carregando o peso de um nome banhando em sangue, intrigas e maldições. O clã Uchiha estava renascendo do meio delas.

Limpo e puro como as risadas de Sakuya.

- não é realmente necessário – ele respondeu.

- humpf, aposto que foi desatenção daquele chucro, deve viver numa mesa toda suja de lámem e os documentos devem cheirar a isso – Karin desdenhou.

- é? – Izuna perguntou totalmente chocado – ele é tão estranho assim?

- um porco, é a palavra correta.

- pare de asneiras, Karin – Sasuke disse.

- ora até você deve achar!

Sasuke evitou responder, ou estaria mentindo, ele via o quadro que Karin descrevera perfeitamente em sua mente, mas esperava que o casamento com a dócil e muito organizada Hinata, pudesse impedir de verem esse quadro, ou quem sabe, a consciência e maturidade que os deveres de Kage exigiam.

Agora, estavam diante do prédio administrativo. E com um suspiro, disfarçando a ansiedade de reencontrar um velho amigo ante os olhos curiosos de sua “ninhada”. O falcão Uchiha adentrou o local.

Notas finais
UUUI, alguém puto com SasuKarin? eu sim, até o Sábado gnt, maaaaas talvez eu volte antes se vir que vcs gostaram mesmo hehe, ja ne!