Lost Inside

20 Porque é inevitável.


Notas iniciais
Com sono.. Desculpem os erros ;-;

As mãos miúdas espalmaram seu peito, e apenas ao sentir o calor direto, ele percebeu que não vestia camisa.

Elas subiram se unindo em seu pescoço, e um arrepio subiu pela coluna dele, ascendendo um calor que se espalhou lentamente por seu corpo. Os braços roliços e cremosos enrolaram-se em sua volta e os olhos verdes ficaram mais próximos, reluzindo um brilho por ele nunca visto.

Desejo.

Puro e deliberado.

A fartura dos seios colou em seu tronco, o quadril largo juntou-se ao dele e seus lábios pareciam inchados e rubros.

E se era um pouco de lucidez ou mesmo mais loucura o dominando, ele segurou seus ombros nus e tentou se afastar.

— Sakura... Não.

— Por quê? – Sua voz soou tão manhosa e aprofundando-se tanto em sua mente que ele realmente se perguntou.

Porque não?

— Eu não sirvo pra você.

— Porque? Você é perfeito...- Ela declarou, pousando a mão no braço que ele havia perdido, só então ele percebeu que o sentia, inteiro e seus dedos apertaram-se e o fizeram sentir a textura de sua pele. – Viu?

— Isso é...?

Sakura o envolveu novamente, os lábios roçaram os dele, sua língua lambeu-o libidinosamente, as gemas verdes se entrecerraram prometendo tórrida paixão.

— Eu gosto de você... De qualquer jeito...”.

O ar gelado do ar condicionado do quarto adentrou suas vias aéreas de forma violenta, ele sentiu como se aspirasse mais ar que o necessário e seu peito doeu.

Sasuke se sentou na cama ouvindo o som do bipe dos aparelhos também darem uma leve precipitação, e sentiu o efeito dos remédios que ajudavam na harmonização de seu corpo com o novo membro.

Mais um sonho, não uma repetição.

Quando isso iria parar?

Antes eles só se repetiam, o primeiro, foi umas três vezes, o segundo, duas, agora este terceiro...Mais um. Mais imagens para o perturbarem, e tirarem do foco, da realidade.

A cirúrgia foi um sucesso, mesmo que faze-la quando não estava completamente sadio tivesse sido um pouco agravante para a recuperação. Seus olhos varreram o quarto mas, só a luz da lua a infiltrar-se entre as cortinas brancas.

Perceber que ainda era noite e que não havia ninguém por perto diminuiu seu nervosismo e irritação.

Com um suspiro, deitou novamente e encarou o braço, estava enfaixado e ele devia mante-lo parado antes de começar a fisioterapia.

Era completamente estranho, talvez até mais que quando tivera que se acostumar sem um. Deveria ser porque ele estava completamente disposto a se sujeitar a isso, enquanto agora... Principalmente, após essas deturpadas visões que tivera, parecia errado te-lo de volta.

Com o outro braço ainda meio dolorido ele empurrou o cabelo úmido da frente do rosto e exigiu de si mesmo, mais uma vez, e a apagar completamente esses sonhos.

Jogou mais uma vez, a culpa sobre o tempo que ficava atoa no hospital recebendo apenas visitas da família e alguns amigos.

Sua mente divagava e o tédio infernizava muito. Não podendo se exercitar muito, nem tinha o prazer de ler algo com um livro.

Apenas as crianças distraiam-no e ele passava horas ouvindo sobre as aulas e olhando os desenhos que os gêmeos faziam, Shisui lia um pouco do jornal para ele e Karin o cercava de cuidados.

Fora isso, ele ao menos não tinha que se preocupar em cruzar com Sakura após um daqueles sonhos condenáveis. Ela estava longe e segura.

Fora mandada para Iwagakure após a decisão dos Kages de tomarem parte em sua proteção, Kurotsushi fez amizade com ela bem rápido, e fez questão de ser a primeira a leva-la.

A partir de agora, Sakura faria viajens eventuais pra alguma das vilas, passaria um tempo indeterminado com eles ou determinado pela vontade dela. Também seria acompanhada de uma médica que pudesse relatar e conferir cada avanço seu, e prosseguir com a rotina de atividades de reeducação dela.

Considerando o quanto ela evoluiu sob os cuidados de Suna, era uma ideia animadora, apenas um pouco melancólica, era sentimental e sentia falta de casa, e era recíproco.

Ainda sim, Sasuke não estava muito confiante.

Uma coisa era aceitar uma Sakura amorosa, graciosa e dócil, outra, era lidar com uma Sakura fora de controle, liberando chakra e violência capazes de por uma aldeia inteira abaixo.

Não desacreditava a boa intenção de cada Kage, mas tal como era com Konoha, eles tinham conselheiros que poderiam ser radicais, desconfiados e aproveitadores.

E se simplesmente decidissem não devolver Sakura?

Ele só não queria deixar nenhuma hipótese de fora e encarar apenas a coisa bonita e confortável.

Ainda havia um maldito lá fora, portando a chave dos seis selos em Sakura. Ele não deixaria isso de lado, de maneira alguma.

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— Sakura! Cuidado! – disse Amane, segurando-a antes que ela se desequilibrasse das cordas de uma das diversas pontes que conectavam os prédios da aldeia.

Era sua primeira vez em Iwagakure e apesar de um pouco áspero e árido à primeira vista, era um lugar bastante agradável. Ventava muito, e o lugar em que estavam ficando era bem alto e com um avista ótima, algo que Sakura não podia apreciar, mas ela ainda adorara a ventania e o sol pela manhã.

As pontes ficavam em alturas exorbitantes e olhar para baixo não fazia muito bem a qualquer um que tivesse o mínimo temor. Mas Sakura queria correr por ali como se todo o lugar fosse plano e seguro.

­- Neee, Amane-chan? Onde vamos?

­- Vamos fazer umas compras, afinal o legal de viajar é poder levar um monte de lembranças certo?

­- Éééé? Eu quero muuuitas lembranças então!

­­- Certo, certo, mas nada de um moonte de sacolas, acho que um presente para cada um seria ótimo.

­- Só um?

— Sim, sim, não importa a quantidade se dado com carinho.

— Oh, então tenho que comprar para Ino, Inojin, Sai, Naruto, Hinata, Boruto, Himawari...

— Sim?

— E para Temari, Shikamaru, Shikadai, Chouchou, Chouji, Karui, Kiba, Akamaru, Kakashi-sensei, Tsunade-baa-chan, Shizune, Tonton, Tenten, Gaara, Hakuto, Midori, Ayato, Ayaka, Shinki...

Amane, não perdeu tempo anotando, mas contou mentalmente... Sakura continuou caminhando e contando nos dedos, e mechas que se erguiam auxiliando na contagem.

­- Kankuro, Sasuke, Shisui, Sakuya, Karin, Izuna, Kurotsuchi-chan...- Ao ouvir isso, Amane não resistiu a dar uma boa gargalhada, e Sakura deu atenção ao som, intrigada.

— Hum?

— Você não precisa comprar uma lembrança para Kurotsushi-sama, ela mora aqui afinal, talvez na próxima viajem, ah, ou podemos arranjar algo como um presente de despedida!

— Sim, sim era o que queria dizer!

— Huh? Ahãm, sei...- Riu ela – Prosseguindo?

— Hum e para Chojuro-dono, Darui-dono, Kaoru-dono, ah e o Kyouya-kun!

— Kyouya?

— Kyouya-kun que me ensinou a ler, o cabelo dele tem cachinhos que nem o Hōn-kun, ah e Tsunade disse que ele é pervertido, mas não sei o que é isso... Aliás...!

— Tambem não sei!

Sakura franziu o cenho, mas logo se conformou em mais uma vez, ninguém lhe responder isso, nem mesmo Kyouya sabia...

Amane suspirou, sentindo-se livre de ter que explicar algo que envolvia assuntos muito mais complexos como relacionamento, e de onde os bebês vinham.

— Certo, ainda falta mais alguém?

— Hum... tem o homem que cantava pra mim, eu gosto dele também, mas Ino disse que ele era um homem mau...

— Entendo... mas você o acha mau?

— Não, eu o acho... encantador.

— Oh.

Era uma definição e tanto, ela com certeza teria que relata-la. Até onde sabia aquele sequestrador ainda estava preso e de fato não machucara Sakura.

Infelizmente, podia ser deveras fácil consquistar sua confiança.

Havia um contrapeso para tudo. Quando era mais hostil, lamentava-se não poderem se aproximar facilmente, mas aliviavasse que ela também fosse capaz de bloquear estranhos.

Mas agora mais dócil, era perfeitamente adorável poder estar próximo dela, e trementadamente fácil de alguém com más intenções também tentar faze-lo.

— Oh, também devo comprar algo para Mimi-kun?

Amane riu, Mimi era o nome que ela dera ao seu adorado e enorme coelho e que tivera de ficar em casa, enquanto que Hōn, era a ovelhinha que ela absolutamente não dispensava como companhia para dormir ou apenas abraçar para se acalmar. Ambos os nomes simples e óbvios: Mimi (Orelhas); Hōn (Chifres).

— Podemos pensar em algo para ele também!

— Yay!

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— Você tem certeza que já quer voltar? – Tsunade disse, mesmo já vendo que ele estava irredutível.

Sasuke assentiu, estava absolutamente cheio de ficar naquele hospital. A sannin concordou, enfim.

— Não vejo porque ficar mais tempo, você mesma disse que vou começar a fisioterapia, eu nem preciso ficar, posso fazer os exercícios perfeitamente em casa, além de que, também tenho uma esposa, que é médica.

— Ah, que seja, vou passar à Karin todo o cronograma de exercícios, mas é claro que vai ter que vir aqui para avaliações periódicas.

— Tsc.

— Não tem do que reclamar, eu fiz esse braço, oras, se está achando ruim, deixe-me arrancá-lo.

— Humpf.

— Vovó, não seja cruel! – Pediu Naruto ao aparecer na porta – Sabe que só eu posso arrancar o braço desse bastardo.

— Idem — Sasuke rebateu, mau humorado.

— Hehe, tudo bem por aqui? Só estou verificando.

­- Está sim, aliás o que veio fazer no hospital?

— Ah, prometi à Himawari que vinha com ela para a vacina...

— Você? Não avisou a ela que morre de medo de agulha?

— Ora, eu sou o pai, tenho que ser forte!

— Ahãm...

— E o bastardo, vai ficar quanto tempo aqui ainda?

— Estávamos discutindo sobre a saída dele logo logo. – Ela comentou dando a volta e seguindo para a porta – Até mais tarde, Teme!

— Hn.

— Isso é ótimo! – Naruto continuou enquanto acompanhava a mulher pelos corredores, nenhum dos dois se preocupou em fechar a porta, e Sasuke quis atirar algo neles -... Já que a Sakura também vai estar e volta logo!

— Eh? Até que enfim! – vibrou a mulher.

E o Uchiha sentiu o estomago tremer.

Só podia ser....

Agora ele definitivamente queria atirar algo em alguém!

Ou quebrar alguma coisa.

Mas, acalmando-se e reconhecendo quão ridículo isto era, ele admitiu que estava naquele hospital desde a nomeação. Sakura viajara uma semana depois e portanto, faziam quase dois meses que ela estava fora.

Já era mesmo hora de voltar, e talvez ter estado tanto tempo enfurnado ali tenha o deixado menos ciente de que ela fazia falta à todos. Já deviam estar se roendo, e ela provavelmente também já queria encerrar seu passeio.

Ele evitava pensar nela para evitar a chance de seu subconsciente demente inventasse mais daqueles sonhos lascivos, mas reconheceu que não adiantava e ficou a se perguntar como ela estaria. Ele viajara muito, sabia a sensação de estar em lugares diferentes, conhecer costumes diferentes, e modos de vida diversos.

E para alguém como Sakura, a experiência poderia ser muito limitante mas, talvez ela ainda pudesse aproveitar muito, de outras formas.

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— O que achou? – Disse Ino. Tsunade correu os olhos pelo lugar minuciosamente.

O apartamento era grande e harmonioso a sala era dominada pelo branco, cada móvel com cantos arredondados para que sua pupila não saísse trombando com quinas. Dois sofás cinzentos; uma mesa de centro retangular e dois bancos, um de canto e outro em frente a TV, a mesa aparador era pequena e não comportava bibelôs que pudesse rolar atoa ou machucar, a única janela trazia uma claridade agradável e que iluminava todo o ambiente.

— Muito bom!

— Sério? Eu pensei em por uma outra cor...

­- Vindo de você não me surpreende, agora a cozinha.

— Claro!

A duas cruzaram a sala, a porta da esquerda dava acesso direto ao quarto, e o portal à direita, para um curto corredor bem iluminado e com discretas barras de madeira nas paredes, servindo como guias, para três portas e mais o fim do corredor que dava acesso à cozinha.

A bacanda era longa, seguindo da entrada e fazendo uma curva na dobra da parede, cheia de portas com puxadores, um armário branco já abastecido com peças de louças e temperos; A geladeira era prática, a mesa que havia era pequena, de madeira, redonda e com quatro lugares, a janela ampla fornecia mais luz natural.

— Você tem certeza que fez tudo isso sozinha?

— Oh?! Assim me ofende! Só precisei de um mostruário e uma boa pesquisa de mercado!

— Ah, que bom que sabe que não deve gastar muito, o banco e o estado vão vigiar os custos, você sabe.

— Claro que sim, mas minha amiga merece uma casa digna do título que tem – gabou-se a Yamanaka, — Além de que, é realmente difícil e caro aprontar uma casa para um deficiente, essas barras foram um horror!

— Eu entendo, e o banheiro!

— Um luxo!

Tsunade concordou quando entrou, era escuro com barras na entrada do box e dentro dele, assim como o sanitário, e sobretudo, uma espaçosa banheira de pedra polida, fácil de se acostumar o que evitava quedas, além do chão ser totalmente anti-derrapante desde a entrada. Aquilo realmente saíra caro. Havia um outro quarto apenas para visitas, mas bem decorado, e simples.

— Agora vamos ao principaaaal!- Ino cantarolou, puxando a sensei novamente para o corredor, chegaram a sala, e passaram por ela, indo ao quarto.

Era essencialmente branco, a cama de casal com travesseiros em tons verdes, um banco ao pé dela; um conjunto de mesinha e duas poltronas com almofadas também com toques em verde.

As cortinas davam para portas de vidro e madeira, e uma pequena sacada que ficava na lateral do prédio, Tsunade saiu lá fora verificando a paisagem, podia, ver parte da rua em frente o prédio, as casas mais próximas e muitas árvores, uma inclusive chegava perto da amurada, e podia-se tocar seus galhos.

— Vou repensar esta árvore – comentou – E voltou para dentro.

— O que mais?

— Ficou, Ino, mas não sei, talvez estas poltronas... Nesse lugar fique um pouco atulhado o caminho.

— Oh, podemos empurrar para aquela extremidade – Ino apontou um canto da parede próximo a porta – Eu deixe aqui por causa da luz natural, mas pensando bem, tem aquela poltrona ao lado da cama e em frente esta janela, Sakura pode gostar mais dela.

— Pode sim, agora esse tapete, com certeza vai ter que sair.

— Oh! Isso seria muito cruel – riu a loira – Por isso eu mandei fixarem!

— Fixar?

Ino assentiu, se abaixando, e tentando puxar a ponta do grande tapete verde a azul abaixo das poltronas, mas não veio.

— Eu mandei pregarem, literalmente, é um trabalho comum hoje em dia, hehe.

— Ótima ideia! – A sannin admitiu, rindo. – E me deu uma ideia também.

— Oh, qual?

— Mandamos essas poltronas para o canto junto com essa mesinha, e deixamos aqui, sobre o tapete, apenas um colchonete grosso e almofadas, assim ela pode deitar, brincar, e rolar aqui para um bom cochilo, vá por mim, tenho um desses no meu quarto é realaxante.

— Ótima ideia! Sei bem do que está falando, eu vi alguns na loja e ela não irá tropeçar e nem se machucar.

— Sakura tem mais vantagens que um deficiente comum, boa parte do que temos aqui é mais um resguardo, quando ela aprender e decorar toda a casa, vai usa-la facilmente, as barras e móveis sem pontas são para segurança, caso ela ache de correr toda estabanada...

— Verdade! Oh, estou louca pra que ela chegue, sei que é cedo pra liberarmos ela sozinha, mas é bom que venha conhecer, pode haver algo que ela queira.

— Exatamente, agora que tudo passou na inspeção e as modificações decididas, vamos embora.

— Vamos sim!

Ino apenas trancou todo o apartamento e as duas saíram, a porta do apartamento dava para um corredor aberto para a rua, tinha apenas três andares e o de Sakura ficava no segundo e na ultima porta, onde só haviam cerca de cinco portas de cada lado da escada.

Em frente o prédio havia espaço com uma simples pracinha, a rua era plácida, com pouco movimento.

— Sakura chega amanhã, reunião na casa do Kakashi! – Ino disse.

— Vão bagunçar a casa do coitado? Voces não tem jeito...

— Hahaha.

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“Seu rosto roçou o dele.

Não sabia onde estava exatamente deitado, só que era extremamente fofo, quase o fazia sentir que afundaria, o espaço ao redor era apenas um nevoeiro branco, basicamente, ele só podia sentir.

O hálito quente acariciar a pele de seu queixo, as mãos viajarem pelo torso, as cochas grossas se enrolando entre as suas.

— Isso tem que parar.

Ele devia se orgulhar de estar tão lúcido? Estranhamente, sempre estava, não era como se fosse apenas um expectador de si mesmo, vendo-se fazer algo errado.

Talvez seu único erro era a falta de ação. Não conseguia simplesmente se desvencilhar, e parecia que a cada sonho que não se repetia, mais ela o envolvia, começou com um abraço, depois com insinuações de beijo e um toque mais ousado, agora estava jogado com ela sobre si, novamente insinuando a boca na dele.

A cocha dela roçou entre as dele, num ponto que ganhou vida, Sasuke levou a mão instintivamente para para-la, mas tudo o que recebeu ao aperta-la foi um gemido manhoso, de total apreciação, um incentivo a continuar.

Foi quando ele percebeu que, estava lúcido, e que era ela faze-lo ficar tão... perdido, a fazer o que não devia, como uma hipnose progressiva, uma bebida alucinógena.

Ele apertou a carne e Sakura beijou seu queixo demoradamente, umedecendo sua pele com os lábios, o toque discreto da língua era pura provocação.

— Por favor não pare...

— Por que isso está acontecendo?

Ela subiu o rosto, as gemas verdes, condenadas ao vazio escuro, mas ardendo de lascívia.

Sakura segurou seu rosto e sentou em seu quadril. A mão dele, acabou subindo até perto do traseiro, o outro braço, o braço restaurado, ele lembrou que estava largado ao lado de sua cabeça. Ergueu-o e segurou a cintura dela quando ela lentamente balançou sobre ele, um atrito perigoso.

Suas mãos mantiveram seu rosto refém da visão do dela.

— Porque é inevitável...

Sasuke abriu mais os olhos, completamente chocado com aquela declaração, e quando ela trouxe sua boca carnosa para perto, ele esperou acordar.

Mas desta vez.

Não aconteceu.

Sakura moldou os lábios aos dele, não só como se pertencessem ali, mas também, docilmente, esperando-o tomar a rédea, os fios flutuando ao redor dela como um grande halo sensual. E ele ainda cedeu a visão para fechar os olhos e render sua língua. Ela deitou o tronco contra ele, que passou os braços ao redor de seu corpo.

Repentinamente, Sakura se separou, ofegante, e Sasuke respirou fundo.

Tinha que acordar.

Tinha que acordar.

Apertou os olhos e ganhou um beijo ousado no canto da boca, mais uma vez, a língua dela lambeu seus lábios.

Tinha que acordar.

Quando os abriu, seu peito tomou um choque,pois viu as cochas de Sakura nuas, seu quadril largo e cintura finas onde passava apenas uma fina tira de pano azul, que cobria o ápice entre suas cochas.

As mãos dela estavam enroladas no vestido branco que usava, puxando-o para cima, dando-lhe a visão da barriga delgada, e o umbigo pequeno.

Impossivel, como poderiam haver tantos detalhes?

Ele nunca a viu!

Jamais tentara desrespeita-la desta forma, muito menos agora.

E parecia tão real, e palpável.

Tinha que acordar.

Mas viu a curva dos seios fartos se revelar, entre suas pernas, latejava, e ela movia o quadril em cima disso, amenizando, e provocando mais.

Mas, antes que este sonho se tornasse verdadeiramente condenável...”

Ele acordou.

Novamente como se saísse de um afogamento.

Sasuke se gostaria de saber se morreria se ficasse mais tempo naquela ilusão, seria um erro continuar, mas que ele não pagaria naquela vida.

O suor inundava seu corpo e ele chutou o lençol de cima de si.

Desta vez, nem mesmo uma caminhada poderia acalma-lo, estava tão duro que realmente doía, nunca ficara a tal ponto.

Estava estressado como nunca também.

Seguiu direto para o banheiro, Karin se remexeu na cama mas não despertou, e mesmo que tivesse, não o impediria de entrar embaixo do chuveiro ainda vestido.

Ele não ousou despir, não ousou se tocar. E esperou com a cabeça recostada na parede gelada, toda a excitação diminuir. Continuou dolorido, mas suportável.

Mas mais que tudo, ele só queria ser lavado, completamente.

Largou-se na cama, vestindo apenas calça, o braço ele nem enfaixou, apenas queria ter as últimas horas que podia de sono real e sossegado.

Apenas queria que isso acabasse.

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— Nossa, o velho Kakashi mora aqui? Tá melhor que eu... – Suigetsu disse, encarando admirado o grnade prédio no centro, Mangetsu assentiu, sentando nos ombros do pai, a boca aberta e os olhos admirados. – Hey, não precisa humilhar, campeão – O pai riu.

— Eh? Gomen!

— Hahaha.

— Ele foi o Rokudaime – Disse Juugo.

— Ah claro.

Pegar o elevador foi uma aventura que as crianças adoraram. Kakashi vivia num ótimo lugar, realmente de bom status, mas num dos andares mais baixos.

Sasuke esfregou os olhos mais uma vez, evitando bocejar, não conseguira dormir depois daquilo e seu braço o coçava dentro da tipóia. Nem sabia porque tinha que usar aquilo, o que só aumentada exponencialmente sua irritação.

Ele não devia ter vindo ó de maneira, alguma, seu humor sempre foi péssimo em relação à sociais e saídas em grupo, agora então...

Karin o fitava preocupada, primeiro as roupas molhadas, depois uma expressão cansada e mau humorada, e vendo-o conter bocejos, teve certeza que ele não dormira bem.

Mais um motivo para não ter gostado daquela cirúrgia.

Mesmo que os motivos parecessem óbvios, ela sentia que era muito mais do que apenas poder recuperar o membro e a plenitude de força, posto que agora, ele poderia voltar a executar sinais de mão.

Sasuke estava carregado.

Desde aquele dia.

Ela não queria pensar no que isso implicava, só queria fazer algo para mudar, para extinguir.

Sakuya e o irmão praticamente entraram em guerra para tocar a campanhia primeiro, e ela os deixou cada um tocar, uma vez.

Mesmo assim, a porta demorou a ser aberta e Sasuke amaldiçou que o sensei se demorasse até para isso.

Kakashi abriu a porta sorrindo sem graça.

— Yo.

— Um gato atravessou seu caminho? – Sui disse, já acostumado com as desculpas do velho.

— Bem... sim?

— Estamos no sétimo andar! Se você não tem um gato, não tem como ele aparecer aqui!

— Hah, na verdade eu tenho sim – ele disse, entrando.

Sasuke encarou a sala, ampla e elegante até demais pra um tipo seu sensei, em tons escuros sofás brancos, poltronas negras, vasos de plantas davam vida ao ambiente, e havia um grande vaso de rosas brancas que ele achou estranho estar ali, afinal quem vivia ali era um homem de idade e sozinho...

Mas deu de ombros e seguiu direto para uma das poltronas, onde ficou apertando na nova mão, uma bola de borracha, algo que ele devia usar como fisioterapia prática para trabalhar as articulações, e que agora, descobriu ser ótima para aliviar o estresse.

— Wow! Que lugar grande! – disse Magetsu assim que foi posto no chão.

— Eu tenho que ser Hokage um dia – disse Sui.

— Vai sonhando – Karin resmungou – Crianças! Não pulem no sofá alheio!

— Desçam daí – Sasuke disse, e os gêmeos desceram do sofá, correndo para sala de jantas que já ficava conectada à sala, por um amplo portal depararam-se com a cozinha de onde vinha o cheiro de comida e o burburinho do resto do pessoal.

Kairn resolveu ir logo até lá e levar o bolo de frutas vermelhas que havia feito, e que só trouxera porque havia comentando com uma das mulheres sobre a receita, como elas combinaram de levar algo diferente, ela não viu porque não se gabar de sua ótima receita.

Apenas Sasuke que não gostava de doces, rejeitava, mas todas as crianças comiam e quem mais provasse, aprovava.

Quando chegou os homens que havia iam saindo e a cumprimentaram apenas o Nanadaime não estava presente, e vendo duas tortas e um bolo em cima da mesa, Karin deixou sua travessa e puxou um banco, sentando-se nele. Karui cortava legumes do outro lado da bancada e lhe sorriu, enquanto Ino e Temari discutiam algo no fogão. Tenten chorava, cortando cebolas, mas também ria das duas loiras e Chouchou, batia uma massa enquanto Himawari fazia biscoitos, pondo a massa na forma e formando espirais.

— Que casa huh? – Ruiva comentou.

— Pois é o Rokudaime está com tudo! – disse Tenten – Ai, meus olhos...

— Está bom de ele se casar isso sim! Oras. – Ino disse.- Chouchou, mais força com essa massa, querida, ou vai ficar fora do ponto!

— Hai...

— Oh! Himaaaa, o que está fazendo? – disse Sakuya tentando fuçar sobre o balcão alto demais para si.

— Hehe, biscoitos Uzumaki!

— Ohhh! Eu quero fazer um Uchiha!

— Oh, vamos tentar então suba aqui.

Ela ajudou a pequena subir no banco ao lado e juntas tentaram desenhar um leque com a massa mole e maleável.

— Está ficando bom – admitiu – Karui, impressionada.

Karin sorriu orgulhosa da pequena, e sabendo que ela faria o pai comer aquilo nem que tivesse de jogar sal em cima.

Com o humor de Sasuke, temeria que ele fosse magoar menina, mas a verdade é que Sakuya era especialista em dominar o pai.

Só ela poderia melhorar seu humor, posto que não sabiam a fonte dele.

Hinata finalmente apareceu junto de uma mulher que Karin já conhecia de vista, e não pode deixar de entortar um pouco o nariz ao rever.

Era a mesma que fora com Sasuke até Suna buscar a Harunoe vivia o encarando, admirada até demais.

— Que demora, vocês duas. – disse Karui.

— Aparentemente, o Mel está em falta – disse Amane, gentilmente.

Hinata confirmou, pondo os potes sobre a mesa.

— Mas agora, temos com que decorar os biscoitos – disse, e Hima comemorou – Oh, biscoitos Uchiha também? E vão ficar ótimos.

— Obrigada! – disseram as duas.

— Os rapazes estão lá na sala e pedem cerveja – disse Amane, bem humorada. E Karin a achou entrosada demais.

— Oh? Pois morrem de sede porque nem água eu levo! Estavam aqui ainda pouco, oras. – reclamou Temari.

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— Mas afinal, pra que diabos isso está aqui? – falou Suigetsu, indicando a cabeça de uma zebra pendurada na parede.

O objeto já tinha a atenção de todos. E as crianças adoraram. Inojin, Shikadai e Boruto competiam em jogar uma bola de papel exatamente no focinho dela, Shisui não demorou à se juntar no jogo.

— Decoração? – disse Juugo, como se fosse óbvio.

— Kakashi andou caçando zebras? Que mal! – disse Sai.

— talve ele tenha comprar e tenha um apego pessoal...- comentou Shikamaru, — Mas essa porcaria parece estar me encarando.

Eles riram e Sasuke meneou a cabeça, enquanto coçava atrás das orelhas de um gordo gato malhado, que afinal, era real.

E folgado, já chegara se jogando em seu colo como se fosse seu conhecido e querendo afagos.

Izuna estava encantado encarando a vidraça, a paisagem. E Mangetsu se sentou ao pé da mesinha, começando a brincar com seus pequenos bonecos, que sempre levava no bolso, nesses momentos, Sasuke o sentia um pouco solitário, imaginou se seria porque era o único de sua idade, mesmo que houvesse pouca diferença entre ele os gêmeos. Pu se gostava de ter a própria imaginação como companheira.

Nuca desejaria que o garoto vivesse mal, mesmo que, tipicamente, alguns achassem que deveria, dada a situação em que fora concebido. E Sasuke sentia que isso acabara sendo meio inevitável, ele não tinha a mesma personalidade dos irmãos, era extremamente gentil e generoso, e não podia compartilhar dos mesmos gostos e interesses que eles.

Não era um Uchiha, afinal.

O gato ronronou e ele até esquecera a bolinha na outra mão.

Kakshi voltou e indagou porque todos encarava a bendita zebra.

— De onde tirou isso?! – Indagaram em uníssono.

— Eh? Veio com o apartamento, eu comprei na planta, tudo aqui já vem junto sabe? Não queria ter trabalho com decoração... Isso veio tal como os vasos, aliás, estou orgulhoso de manter as plantas vivas.

— Fala sério...

Ele riu e levou mão até a cabeça como se acariciasse um bixo vivo.

— No começo eu estranhei, mas depois me acostumei, na verdade, acho ele uma ótima companhia, haha.

— Kakashi... – Começou o Nara.

— huh?

— Ino tem razão, você precisa se casar... – Sai declarou.

— Bobagem, e eu também tenho outro companheiro, o Satoru-kun ali.

— Satoru-kun?! Exclamaram.

— Mamãããeee! – gritou Izuna correndo para cozinha.

— Huh? O que foi?!

— Como você põe um nome desses num gato?! Não sabe o que é Satoru-kun? As crianças morrem de medo! – brigou Chouji.

— Ah... na verdade eu li um livro de lendas, na época e acabei achando um bom nome.

Sasuke encarou o gato, seu olhos eram dourados e preguiçosos, ele estava meio acima do peso e seu pelo era grosso, mas nada de terrorífico tinha, tal como a lenda urbana.

Boruto ficou todo escabreado encarando o bichano como se ele fosse degola-lo à qualquer momento.

— Você é um velho esquisito. – disse Sasuke.

— Desculpe assustar seu garoto, mas esse aqui não tem medo certo? – Kashi brincou, passando a mão nos cabelos de Mangetsu que deu de ombros.

Isso é porque ele só tem medo da Kushizaki-Onna... – Sui brincou, o garoto arregalou os olhos, baixou a cabeça, e se levantou, seguindo para a cozinha.

— Imagine se não fosse seu filho hein? – Juugo disse.

— Desculpa filhão! Vem cá! – Sui correr atrás dele.

— Que idiota.

— Mas Kushizaki-Onna é terrível mesmo! Um amigo de um amigo meu, disse que o primo do tio do amigo, do amigo dele...- Boruto começou. – Ah! Tia Sakura!

As duas mão de Sasuke se apertaram, uma apertou a bola a outra o gato, que soltou um guinchado desesperado e se soltou dele saltando para o chão e se sacudindo.

Sakura apareceu, vinda de um corredor que deveria dar para os quartos.

Ela usava uma camisola cor de rosa, e um robe branco, parecia alheia e bocejava graciosamente, se espreguiçando tal como os cabelos pareciam fazer.

Seus pés deslcaços e miúdos ganharam o centro da sala e o começo de suas cochas pareciam reluzir enquanto ela se espreguiçava e alongava soltando um gemido deliciado.

Quando abriu os olhos, havia prazer neles, não sexual, mas ainda era prazer, deleite, como o que ele via em seus olhos, cada vez mais intenso à cada sonho.

“- Porque é inevitável...”

A voz dela ronronou em seu ouvido quase o fazendo achar que saíra da boca dela, ali, naquele momento.

E ele viu, que tal como as crianças, também tinha algo que o assombrava.

Aquelas visões decadentes, aquela visão pueril, e, aquelas palavras, instigando-o, provocando-o, levando-o ao limite da perdição e do pecado.

Por que era errado.

Era sujo.

Degradante.

Sakura estava totalmente fora de seu alcance, do alcance de qualquer um. Já fora maculada demais, ferida demais. E ao lado dele só teria isso, dor.

E pior, ela era inocente, ela chamou Satoru-kun como se fosse um nome qualquer, pegou o gato que se esfregava em suas canelas e o abraçou deliciando-se na maciez de seu pelo assim como também, adorou a presença infantil a volta, os semelhantes a ela.

“- Porque é inevitável...”

E também, o seu pior pecado.

Porque Sakura não era inalcançável só carnalmente, e psicologicamente.

Seu coração estava limpo e brilhante, já não guardava a mancha que era amá-lo. Ele não tinha mais um lugar ali.

Nem nunca deveria voltar a ter.

“- Porque é inevitável...”

Não, não era, em realidade, não era. Mas apenas em seus sonhos.

Notas finais
Os meus Sasukes são uns pobres fodidos, até eu admito isso. Coitado... Não vou mostrar o que defini pra ser o futuro apartamento da Sakura ainda. Mas fiquem com o do Kakashi (Vou casar com ele, rico e gostoso, huuuum) >>> http://cdn.casavogue.globo.com.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2012/01/ape_israel_lanciano_04-640x352.jpg >>> http://cdn.casavogue.globo.com.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2012/01/ape_israel_lanciano_06-640x421.jpg Vocês viram a Zebra?! HUASHUASHUASHUAU E Satoru-ku e Kushizaki-Onna foram uma referencia à fic fodástica que eu terminei de ler essa semana, to sem o link agora mas acharão ela justamente com esse nome: "Satoru-Kun" Vão adorar! Até a proxima!