Lost Inside

7 Não a deixe reconhecer.


Notas iniciais
YOOOO! Mil desculpas pelo dia perdido, simplesmente esqueci, não sei o que houve, acho q foi a anasiedade pra ver o povo se ferrando na entrada do ENEM hoje (eu sei, é cruel, mas é hilárioooooo) Enfim, quero agradecer a linda e primeira! Recomendação vinda da Sayaharuno, obg amore *------*

– otou-san? Quando vou poder ir à academia? – Sakuya indagou ansiosa, Sasuke se acomodou na poltrona e deixou-a no colo.

– sua matricula está em andamento, quando tivermos a resposta, você e Izuna vão começar.

– hnm — ela resmungou com um bico.

– eu também, Sasuke-dono? – disse Mangetsu do tapete, ele e Izuna tentavam construir um castelo com blocos de montar, mas na opinião de Sasuke ele iria ruir logo, a intenção era fazê-lo ganhar altura, mas não tinha uma base adequada.

– sim, todos vocês.

– estou ficando entediado – Shisui resmungou, deitado de cabeça para baixo no sofá, as pernas no encosto e para cima.

– nem percebi – ele comentou e ao mesmo tempo que a caçula, fitou-a interrogativo enquanto que ela sorriu de maneira sapeca e o abraçou.

– te peguei!

– hn, esperta.

– hehehe.

– nee, otou-san, como vai a sua amiga? – Shisui perguntou, Sasuke arqueou a sobrancelha em sua direção, e então suspirou.

– está melhorando.

– eeeeeehhh? Como ela é otou-san? – Sakuya indagou.

– uma boa pessoa, mas está numa época difícil.

– ehhhhh? – ele suspirou outra vez, vendo que não sabia como explicar para uma criança de seis anos, tentou pensar em algo simples e que agradasse Sakuya, no fim ela só sabia classificar as pessoas como bonitas ou feias, bonitas de rosto, bonitas de coração, feias de rosto, feias de coração.

– é uma pessoa bonita – disse-lhe, e como esperado a menininha sorriu muito alegre com a resposta, ele soltou o ar aliviado de não responder mais, pelo menos até a interrogação tomar outra vez a face de sua pequena.

toda bonita?

– hn?

– ela é toooooda bonita, papai? – Sasuke se mexeu desconfortavelmente na poltrona, sentindo-se alvo também dos olhares curiosos dos outros meninos.

– é, ela é – pegou a menina e pôs no chão – agora vá brincar.

– oh?

– vá brincar, vá – ela deu de ombros e correu rumo as escadas atrás de uma de suas dezenas de bonecas.

–como assim, toda bonita? – Karin resmungou indignada enquanto espiava marido e filhos, claro que quando mandou sua caçula indagar sobre a Haruno para o pai, não esperava que ele fosse dizer algo rude, mas também, não algo como aquilo. Agora lastimava não ter uma chance de visualizar a mulher, embora achasse sua condição digna de pena e odiasse que isso parecesse fazer Sasuke se sentir culpado por tê-la abandonado, não esperava tal resposta.

Sentiu um beliscão no flanco e saltou quase gritando.

– o que diabos...?!

– Aprontando de novo, cobra ruiva? – Suigetsu indagou comum sorriso infame – Sasuke sabe que você o espia até quando ele está com as crianças?

– vá se danar! E o que quer na minha casa?! Já disse que não gosto que chegue entrando.

– eu já disse que não dou a mínima, meu filho mora aqui, venho quando quiser, se acha ruim me dê ele, sei que não se importa mesmo.- acusou afiado, ela ajeitou os óculos desviando o olhar.

– Man-Mangetsu está muito bem aqui, ele gosta dos irmãos dele, e você não tem condição de cuidar de uma criança, mora sozinho oras!

– não seja por isso, acho uma boa moça, caso com ela e cuidamos dele.

– não seja ridículo! Que moça iria te querer, ainda com um filho a tira colo...

– você ficaria impressionada, pensei em voltar a trabalhar para Mizukage e me arranjar por lá, mas se Mangetsu precisa ficar perto de você, não me importo de que seja uma garota daqui, além do mais se Sasuke te atura por conta dos filhos, tenho certeza que posso fazer uma moça aturar meu menino, e ainda...- ele avançou, pondo a mão contra a parede ao lado dela, perigosamente perto – eu posso dar um filho a ela também, não custaria nada, acho que quero uma menina... pode até não dar certo a primeira vez, mas a vida de casado é legal por isso não? Você pode tentar, tentar, tentar...- sua boca se aproximou de seu ouvido e ela se encolheu – tentar, tentar, toda noite...durante toda a noite... Ou talvez nem precise tantas tentativas, Mangetsu veio de primeira não? – sorriu mordaz, afastando-se e seguindo para a sala enquanto ela quase caia sobre as pernas bambas.- o que tem de bom, Sasuke?!

– me diga você, está irradiando “Alegria” – Sasuke respondeu sem interesse, Karin se ergueu arrumando mais os óculos, e tragando silenciosamente, arrumou a blusa, a qual, nem percebera quando ele desabotoara até entre seus seios.

– bastardo...

Seguiu para a sala encontrando o filho do meio já sobre os ombros do pai.

– vim buscar esse moleque, vou escolher um apartamento.

– hn.

– sério otou-san?! – o menino perguntou animado, Suigestsu girou com ele.

– sériiiiissimo, preciso de ajuda, campeão, afinal também vai dormir lá de vez em quando, precisamos de bons quartos não?!

– legal!

– nada de chegar tarde – Karin ordenou.

– yosh, vamos lá, campeão, o tio Juugo também precisa de um lugar pra capotar, hehe!

– hehe!

Assim os dois deixaram a casa, Shisui se sentou direito depois de uma olhada feia da mãe.

– parecem clones. – comentou, Sasuke concordou enquanto lia o jornal.

– chega a ser assustador...- comentou também.

O dia passou da forma cotidiana que Shisui conhecia quando o pai estava em casa, tão cotidiana que Izuna bateu a testa ao cair da arvore no fundo do quintal, e Sakuya teve um chilique por que perdeu o minúsculo sapato de uma das bonecas. Em meio a todo esse tédio, ele só lamentou não ter pedido para sair com Suigetsu e Mangetsu, embora entendesse que era um dia entre pai e filho.

Às vezes ele se perguntava como seria se fosse filho dele, ou mesmo se sua mãe fosse casada com ele, de certo não haveria tanta competição por atenção pois Suigetsu não saia com tanta frequência em missões, ia num dia e em três ou quatro estava de volta, via Mangetsu todos os fins de semanas possíveis e sempre o levava a eventos como parques, peças e festivais, as vezes até viajava com ele e não podia negar que isso dava-lhe certa inveja, seus irmãos mais ainda, eram mimados e bastante arrogantes por que sua mãe sempre estava incentivando-os a se sentirem superiores.

Algo desnecessário e que com certeza seu pai não gostaria.

Após o jantar, sua mãe já começara a andar de um lado para o outro pela sala, resmungando da demora, Sasuke já estava a ponto de manda-la sentar pois seus passos estavam atrapalhando a TV, até que aos poucos foram ouvindo o som de gargalhadas e dos Hozuki se aproximando da casa.

– até que enfim! – Karin seguiu para porta e abriu para eles, os dois a fitaram surpresos e Suigetsu ainda tinha a mão no ar, se entreolharam e riram de novo, ela revirou os olhos e saiu da porta.

– você demorou!

– eu sei, desculpe, fomos comer no Ichiraku e aquele lugar estava cheio!

– comi uma tigela inteira de Lamén, Okaa-san!

– só não me venha com enjoos!

– hai! Mas incrível mesmo foi o Nanadaime-sama! Ele comeu quatro! E quando saímos estava pedindo o quinto para a viajem!

– não sei como ele não quebra aquele lugar, Sasuke – Suigetsu disse.

– ao contrário, ele os enriquece.

– hehe, olhando por esse lado...

– acharam um lugar? — Shisui disse.

– sim sim, foi bem fácil, agora somos vizinhos do Juugo, Sai que nos indicou o lugar, tem uns amigos dele morando lá também, é grande e barato, e bem localizado o preço é realmente uma pechincha.

– e eu vou ter meu próprio quarto! – o menino disse radiante – tem uma janela grande, também é perto da academia! Passamos lá, é um lugar enorme e tinha muuuuuitas crianças.

– muitas mesmo?! – indagou Sakuya.

– um moooonte! – disseram os dois.

– então fomos ao hospital né papai?! E visitamos aquela moça bonita, aquela sua amiga, Sasuke-dono!

– Sakura? – Sasuke disse.

– moça bonita?! – disseram Karin e a filha.

– você o levou até lá? – Sasuke disse – por quê?

– are, encontramos Naruto no caminho para lá, ele vai visita-la todo dia depois do almoço e acabamos indo com ele, não vi nada demais.

– como não? Ela é perigosa, surtou da ultima vez que estive lá, não reconheceu nem Naruto e você leva uma criança pra lá?

meu filho?!

– não houve nada demais, ela está ótima, e acho que adorou Mangetsu, conversaram um tempão, certo?

– hun! Ela é legal! E tão bonitaaaa.

– oe, oe, está enrabichando é? É muita areia para o seu carrinho — ele brincou fazendo o pequeno corar e se encolher, ele riu e voltou-se pra o Uchiha dando de ombros – ela está bem, parece que ainda não reconheceu Naruto, mas estão se dando bem, ela está pra receber alta, e Naruto também decidiu levar as crianças dele pra vê-la.

– o que?

– pois é, acho que Mangetsu foi a primeira criança que ela conheceu, hehe.

– ela acha que sou uma cópia menor do papai!

– quem não acha isso? – Shisui comentou.

– ele é louco, e você também. – Sasuke cortou.

– e não vai mais levar meu filho pra ver aquela coisa!

– eu levo ele onde quiser, Karin, e vou levar de novo sim.

– não tem minha permissão!

– não preciso, posso leva-lo onde quiser quando está sob minha guarda, e até onde sei isso pode ajudar a Sakura, ela precisa aprender a conviver de novo, crianças são boas nisso, por isso Naruto vai levar os tampinhas dele, bom — ele tirou o menino dos ombros e pôs no chão afagando-lhe as mechas cinzentas – está na hora de você se arrumar pra dormir, certo?

– hai!

– vai lá – ele correu escadas acima.

– e vê se não esquece de escovar os dentes! – Karin exigiu, impaciente.

– haaaai!

– eu já vou indo, ah, e Naruto disse que quer falar com você.

– hn.

– ja ne, ja ne crianças.

– jaaaaa!

Ele seguiu para a porta não fazendo muita questão de ser acompanhado.

– hora de vocês também irem dormir, crianças – Karin ordenou puxando os gêmeos e seguindo para as escadas – Shisui, você também.

–Aa.

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“Ela precisa de apoio, tem que aprender a sentir que tem pessoas ao redor dela, somos a família dela agora, ou você... Está com medo de mostrar a sua?”

Não era medo, mas ele era inteligente o bastante para saber que aquele encontro não traria um bom clima, mesmo que Sakura não soubesse quem era ele e muito menos tivesse noção de qualquer sentimento que pudesse sentir em relação à Karin e as crianças, não era assim com as pessoas à volta.

Ino o encarava como se quisesse entrar em sua mente e destruí-la, Tsunade não estava muito confortável com ele, e sabia que Naruto estava ressentido, ele também não perdia tempo sendo gentil com Karin e ela ainda provocava. Do resto de seus amigos, ele também não poderia esperar muito.

Ele abotoou o colete sobre a camisa já sem qualquer dificuldade, o tempo ajudou bastante no aprendizado de usar apenas um braço, e já estava tão acostumado que a ideia de ter outro era-lhe estranha, Naruto também quis conversar com ele sobre isso, queria saber se ele enfim aceitaria ter uma prótese, mas sinceramente, Sasuke não sabia. Pelo menos para ele, perder o braço e viver sem ele foi uma provação merecida, ter de volta não lhe parecia justo principalmente agora, que via mais do que nunca que não pagara todas as suas divididas.

Elas pareciam apenas aumentar.

– está pronto? – Karin disse, saindo do banheiro – como estou? – ele se virou encarando-a, ela usava um vestido preto, justo no tronco, mangas longas com punhos em babados e saia rodada até os joelhos.

– vamos a uma festa?

– yay! – ela comemorou, vindo beijar seu rosto. Não fora um elogio, e ele suspirou seguindo para a porta, pegando a espada e pondo no cinto, Karin pegou um bolero e vestiu ajeitando os cabelos um tanto mais longos em frente o espelho, pegou a bolsa e saiu indo para os quartos – vamos crianças!

Sasuke esperou na sala, logo Izuna e Mangetsu desceram correndo e então Sakuya logo atrás, carregando com coelho de pelúcia e indo abraça-lo.

– estou pronta papai!

– eu vejo.

– estou bonita?! – ela perguntou rodando em sua frente num vestido preto e jaqueta azul escura, o cabelo estava penteado para trás e preso com algumas fitas azuis, ele assentiu pegando-a no colo.

– muito.

– vamos indo! – Karin disse, enquanto desciam, ao parar diante deles encarou o urso da menina e ajeitou os óculos.

– disse para deixar isso em casa, Sakuya. – e a garotinha se agarrou ao coelho fazendo bico.

– mas eu quero levaaar.

– pras diabos vai levar esta coisa mofenta?

– ele não tem mofo!

– vamos – Sasuke disse seguindo para a porta.

– vai deixa-la levar isso?!

– é só um coelho.

– ugh, você faz tudo o que ela quer!

– é só um coelho.

A ruiva bufou e fechou a porta após saírem, o caminho para o hospital foi repleto de olhares curiosos e comentários. E ainda na porta eles encontraram Suigetsu e Juugo.

Adentraram o local e seguiram para a ala intensiva acompanhados por uma enfermeira e um ANBU, no corredor em frente a porta de Sakura, depararam-se já com um bom numero de pessoas, o que não deu a Sasuke boa segurança, tanta gente no mesmo lugar junto a instabilidade de Sakura poderia gerar um desastre.

Shiakamaru, Temari, Chouji e a esposa dele, Karui conversavam com Tsunade e logo se voltaram para eles.

– quanta gente – Chouji comentou.

– Ino ainda nem chegou, e acho que Kiba também vem.- Disse o Nara.

– ele não vai trazer aquele cão enorme, vai? – espantou-se Karui.

– animais não são permitidos – Tsuanade disse – aqui tem casos graves também, por isso crianças, não saiam deste corredor.

– hai.- disse um garoto que parecia uma cópia de Shikamaru, ar entediado enquanto uma menina rechonchuda se empanturrava de batatas ao lado dele, pelo tom de pele, e forma física, era com certeza cria de Chouji e Karui.

– ChouChou, termine logo isso, aqui não é lugar pra comer – Disse a mãe.

– estou com fome, mamãe.

– Sairemos para comer depois, também estou. – Chouji disse.

– quando vamos poder entrar? – Mangetsu indagou dos ombros do pai.

– está ansioso é? – ele provocou o menino que corou.

– Shizune está lá dentro com ela, já dissemos que virão muitas pessoas para verem-na, ela não pareceu se importar, de todo modo, crianças, tenho que avisar que Sakura é alguém muito sensível ao barulho, por favor não gritem e não a encham de muitas perguntas.

– ela é tímida? – disse Chouchou.

– quase isso, ela não gosta de crianças enxeridas – ela provocou.

– então não deixem o Boruto entrar – Shikadai comentou.

– menino...- censurou Temari.

– eu ouvi isso, preguiçoso numero dois.

A voz irritante lembrou tanto a de Naruto que Sasuke teve arrepios, ele se virou saindo do meio do corredor e encontrou uma bela cópia do amigo parada bem ali, usava roupas pretas com detalhes vermelhos e tinha até mesmo aquelas marcas na face, e olhos enérgicos e o cabelo ao menos parecia ver pente.

– eu não disse? – resmungou Shikadai.

– idiota!

– silencio, Boruto, isso é um hospital – Hinata disse, seus cabelos estavam curtos novamente ainda tinha a mesma expressão serena e gentil, junto dela uma garotinha de cerca de oito anos, muito parecida mas com as marcas faciais do pai, Naruto veio logo atrás dando um cascudo no moleque.

– itai!

– só assim pra você aprender não é?

– tal pai tal filho – comentou Shikamaru, Tsunade suspirou em derrota.

– não tem jeito.

– então, quando vamos entrar?! – o garoto disse com os braços cruzados, tantos trejeitos parecidos com os do pai que Sasuke nem quis mais olhar.

– hey Boruto, deixa eu te apresentar meu amigo, Sasuke Uchiha – Naruto disse, o garoto encarou Sasuke com aquele olhar de quem se perguntava se ele era um bom oponente e o Uchiha se controlou para não revirar os olhos, pôs Sakuya no chão e estendeu a mão para ele.

– você é como seu pai, um pé no saco – falou.

– huuuuuh?! – indignaram-se os dois.

– que velho metido, só poderia ser seu amigo mesmo, velho!

– amigo e maior rival, ah esse é o Shisui, te falei dele.

– humpf, sei – Os dois garotos se encararam por um tempo antes de enfim se cumprimentarem, as demais apresentações seguiram, Himawari, era o nome da garotinha mais nova e parecia que não era tão tímida como a mãe.

Ino finalmente chegou junto a Sai e seu único filho, vendo melhor sob a luz, ele era muito mais parecido com a mãe e a pele realmente branca como a do pai.

– desculpem a demora, Ino estava se arrumando – Sai disse.

– que mentira, você que demorou pra chegar em casa e se arrumar. – ela resmungou, mas estava realmente bem arrumada, os cabelos longos, penteados e soltos, um vestido branco com gola escura e um casaco lilás por cima. – podemos ir? Está tudo bem com ela certo? Tsunade-sama.

– ela está ótima, mas já deve ter percebido a presença de todos, vou verificar como está — ela seguiu para a porta abriu e entrou, meio minuto depois, abriu-a novamente e deu permissão.

Aos poucos o quarto foi se enchendo de gente, todos tentaram ficar perto da porta e da janela, Shizune sorriu, sentada na beira da cama, mas esta estava desocupada, olharam para a parede do canto oposto e a primeira coisa que viram foi as longas mechas se movendo lentamente no chão, os pés em sandálias rasteiras de dedo e a barra de um vestido de um tom laranja quase rosa, ela estava parada próxima a parede, com os olhos parecendo fechados por que uma franja se movia a frente deles, o vestido era de um tecido confortável, mangas longas e sem qualquer adereço ou bordado, gola alta e por isso sem decotes, descia justo no tronco e reto do quadril para baixo e por isso suas pernas não eram visíveis.

O cabelo se movia atrás dela de forma lenta e calma, talvez nunca fosse poder parar de se mover até que ela enfim morresse, mas era uma boa mostra de qual humor ela tinha em cada momento.

– fique aqui – Ino falou baixinho para o filho e se afastou indo até ela – Sakura? Oi?

– Ino?

– sim, sim algum problema?

– não.

– então venha, tem um monte de amigos nossos aqui.- ela delicadamente envolveu a mão de Sakura, e ela se virou deixando-se ser guiada de volta até a cama. E foi quando uma baixa exclamação tomou as crianças e Sasuke sentiu um breve bater mais agitado no peito.

Ela estava completamente saudável agora, seu rosto ganhara as proporções da idade que tinha, uma mulher feita de vinte de oito anos, mesmo inexpressiva, sua face apresentava um rubor de saúde, os lábios carnosos e corados, os olhos pareciam ter tido a pálpebras iluminadas de maquiagem, o corpo apresentava curvas, uma cintura bem fina, e sem costelas aparecendo sob o tecido, os seios proporcionados e redondos assim como a curva dos glúteos, ele percebeu que encarava isso e virou o rosto até que ela se sentasse na cama.

O cabelo as vezes parecia uma longa serpente e não tinha mais aquele delicado tom de rosa cerejeira, era um rosa mais forte e brilhoso, a ponta das mechas subiu para cama e sossegou ao lado dela.

– quem? – ela indagou, virando um pouco o rosto provavelmente se focando em cada som que vinha deles.

– hum por onde começamos, você sabe quantos são?

Sakura franziu a testa e foi como se seu olhar realmente os visse e contasse, os lábios cheios soltaram murmúrios e a direção dos olhos parava em cada um.

– ela tem noção de números? – Temari perguntou baixinho ao marido, que assentiu.

– numero e letras, mas letras são inúteis, porém se ela lembra de saber ler, pode ser mais fácil ensina-la braile.

– já começaram as aulas? – Karui disse, impressionada.

– não, ainda.

– vinte – Sakura concluiu – não... tem mais .

– eh? Que...- Batidas suaves soaram da porta e Kiba abriu-a pondo o rosto para dentro.

– ah...olá?

– vinte e dois – Sakura disse. E Akamaru pôs a enorme cabeça para dentro e latiu em cumprimento.

– você o trouxe?! – Ino exclamou.

– olha papai um cachorro! – Sakuya gritou – que graandeee!

– shiii! – Disse Mangetsu pondo o indicador contra a boca – não faça barulho ou...

– Suigetsu? – Sakura perguntou virando o ouvido em sua direção – não... a pequena cópia, é você?

– é ele sim – Tsunade disse, muito bem humorada.

Sakura ergueu a mão e estendeu na direção dele.

– onde?

– vai lá. – Suigetsu falou pondo o garoto no chão, meio constrangido com toda aquela gente, ele foi até ela, parando em frente sua mão, ela tocou seu rosto.

– é o pequeno... Onde está o maior?

– eh? aqui estou – ele disse indo se abaixar em frente a ela, Sakura pôs a outra mão em seu rosto, mantendo a anterior no rosto do garoto, como em comparação.

– Suigetsu...- disse, como se confirmasse para si mesma e então voltou-se para menino – Mangetsu.

– agora acertou – Ino disse. Sakura afastou as mãos pondo-as no colo, olhou para o menino e suas mechas recuaram para o outro lado do corpo, dando-lhe espaço para sentar-se ao seu lado o que ele fez sorrindo.

– como você está?

– bem... estou bem – o tom dela era suave e baixo.

– é? Eu também, eu vim com os meus irmãos hoje! E com a minha okaa-san!

– irmãos? Okaa-san? – ela perguntou.

– yep! Tem um monte de crianças aqui.

– crianças... pequenos... Como você?

– só que mais feios – Suigetsu brincou.

– o meu é muito lindo sim senhor – Ino resmungou, Sakura voltou a cabeça para ela.

– seu...? Seu...pequeno?

– sim, o meu bebê, você lembra, o ajudou a nascer.

– jin... seu nome era...Jin...

– Inojin.

– Inojin...Onde?

– venha, querido – Ela chamou e o garoto veio, parando em frente Sakura e fitando a mãe com ar inseguro, Sakura pousou os dedos em sua testa, os olhos se estreitando enquanto o conhecia.

– não é um bebê...- murmurou.

– be-bebês crescem...- ele disse.

– bebês crescem... — repetiu, então segurou seu rosto com as duas mãos apertando as bochechas – sua pele... não é como a de Ino...

– eh?

– é mais fria... Como... Como Sai... E ele está aqui... Sai? — Sai se aproximou também se abaixando, ao lado dela.

– estou, aqui feiosa. – Sakura pôs a mão em seu rosto e estabeleceu a comparação ente pai e filho.

– fria...

– é bom tê-la de volta, Sakura – ele disse, sorrindo um pouco, ela tocou seus lábios.

– é mesmo você... Este sorriso...

– hey, não se anime – Ino disse meio enciumada.

– não seja boba, Ino — ele disse.

– tem os olhos de um Hyuuga aqui – ela disse e procurou a volta – Neji?

– oh – Hinata exclamou, e veio até ela ainda trazendo Himawari com a mão, Sai se ergueu dando espaço a ela. A Hyuuga se abaixou e pegou sua mão.

– não é Neji, você lembra dele?

– Hinata...?

– sim. – Sakura segurou seu rosto e tocou-lhe as mechas, franzindo o cenho.

– está... pequena outra vez?

– oh não, não, eu cortei o cabelo, apenas isto.

– cortou...?

– ela lembra do seu cabelo quando longo, mama? – Hima disse, Sakura voltou a vista para ela.

– quem é você?

– sou a Himawari!

– seu nome não devia ser Boruto?

– eh!? Como assim?!

– como assim? Você não era um menino? Era um menino, nasceu um menino... um menino...- ela repetiu o cabelo agitou como uma serpente e Hinata afastou a menina.

– é um menino, eu tive um menino, querida, está é Himawari a irmã mais nova dele, Boruto está aqui, venha Boruto.

Naruto empurrou o garoto já que ele tinha empacado. Boruto se aproximou ansioso encarando seu cabelo, Hinata puxou seu pulso e o pôs na frente de Sakura.

– Ele também cresceu, não é mais um bebê, só age como um às vezes.

– okaa-san?!

Sakura envolveu seu rosto apertando e massageando com um olhar fascinado e pela primeira vez um pequeno sorriso se formando em seus lábios.

– Boruto...?

– e-eu...

– você era tão pequeno... Boruto... Meu sobrinho...- ela o puxou – eu adoro você...- declarou, então deu um longo beijo estalado em seus lábios, Hinata riu lembrando deste gesto, quando se afastou, Sakura sorriu de verdade e quando soltou o menino, ele caiu sobre as pernas completamente vermelho.

– o que foi isso? – Sasuke disse, sem acreditar, Himawari sacudia o irmão no chão, ao que parecia fora ele quem puxou os desmaios súbitos da mãe.

– hehe – Naruto riu encabulado – acho que era mais fofo quando ele era um bebê...

– huh?

– ela adorava ele, o via sempre, e não lembra de Hima por que não a viu nascer, quando a levaram, Hinata não estava nem grávida.

– eeeehhhhh mamãe esse foi o primeiro beijo dele!- Hima disse.

– oh? Sakura o beija assim desde que era um remelento – Ino deu ombros — mas é demais pra um fedelho ser beijado por um mulherão né?

– acho que não é mais adequado...- Hinata disse, encabulada. – mas nunca achei que ele reagiria assim.

– teve a quem puxar – disse Kiba, fazendo-a corar.

– isso é muito injusto, Sakura- chan, você lembra até do Boruto e não de mim – Naruto choramingou enquanto se abaixava e apanhava o garoto.

– deixe ele ali – Tsunade indicou uma poltrona e ele pôs o moleque lá.

E assim seguiram-se as apresentações, mesmo ante o nome de Sasuke ou Karin, Sakura não esboçou qualquer reação, e só lembrara dele por reconhecer seu chakra na ultima visita, seu rosto não lhe marcou em nada, mas seu toque, marcou ele, de alguma forma, incomoda e dolorosa.

Enquanto os adultos conversavam, Boruto continuou desmaiado, e as crianças ao redor de Sakura, deixando que ela as conhecesse cada uma.

Tagarelaram em sua volta e tudo o que ela fazia era virar o rosto na direção do som.

Além de Boruto ela reconheceu Chouchou e a mãe, e Akamaru ao qual ela também relembrou com um beijo na cabeça.

Shisui sentiu-se especialmente estranho em encarar tal mulher, sua beleza era realmente digna dos ciúmes da mãe, mas sua condição, tornava isso injusto.

Ela parou os dedos ao tocarem seus óculos e franziu o cenho.

– o que é?

– ah, são meus óculos – ele os tirou e deixou-a terminar de toca-lo tal como fazia a si mesma.

– Shisui... Sakura.

– hai.- ela afastou sua mão de dedos meio ásperos mas quentes e ele pôs os óculos de volta.

– eu! eu! eu! – pediu Sakuya esbaforida de não se aguentar mais esperar, já cansada de ser esquecida por ser menor, ela subiu na cama e engatinhou até ficar ao lado da bonita mulher.- eeeeeuuuu!

Sakura voltou o rosto para ela e então tocou sua face, sentindo as mechas da testa, analisou a textura delas, subiu pra trás da cabeça, sentindo seu penteado e voltou devagar.

– outra menina...- concluiu e então tocou novamente a própria face. – você é?

– Sakuya!

Sasuke perdeu a atenção na conversa tal como o resto e fitou a cama vendo a curiosa menina ante Sakura.

– Sakuya? – Temari disse com as sobrancelhas no alto, Shikamaru deu-lhe uma cotovelada – que?!

– Sakuya...- Sakura murmurou escorregando os dedos pela ponta do nariz da menina assim como do próprio. Contornou os lábios de coração da pequena, o queixo pequeno, as maçãs quentes, orelhas e cenho negro.

Ela parecia analisa-la com mais atenção do que fizera com os outros, o que Sakuya adorou.

– Sakuya...- Sakura concluiu – Sakura.

– yep!

– minha vez – disse Izuna com um enorme bico ao perceber que era o ultimo. Sakura pôs a mão em seu pescoço e Karin soltou um grito abafado enquanto Sasuke se moveu e sua direção, Naruto o conteve, o fazendo observar a mulher se curvar como se quisesse ouvir o menino de perto.

– este som... eu já ouvi...?

– huh?

– quem é você?

– sou o Izuna!

– Izu... na? – Sakura subiu a mão para seu queixo, recomeçando a analise de sempre, mas as sobrancelhas continuavam unidas em sinal de confusão, ela até mesmo parou de tocar a si própria e pegou nas mechas que emolduram o rosto do menino, tocou nariz e pálpebras, lábios e orelhas, a testa e amassou seu cabelo já rebelde.- Izuna... Izuna?

– algo errado, querida? – disse Tsunade perto dela.

– sim.

– o que?

Sakura soltou o garotinho, ainda como se o encarasse, ela se apoiou na cama e impulsionou o corpo mais para perto da cabeceira, acomodando as pernas e se recostando ainda com atenção focada na direção dele.

– eu não sei – disse com olhos estreitos, desconfiados e suas mechas se moveram para perto dela encurtaram um pouco e subiram no ar quase formando uma aureola a sua volta.

– sugoi...- Sakuya disse encantada e já se levantando para ir até lá puxa-las, Shisui enlaçou sua cintura e a tirou da cama.

– nem pense nisso, sua louca!

– ooohhh mas porqueeeee?!

Sakura largou a atenção de Izuna e procurou a volta até localizar Mangetsu, parado ao lado da cama e levar a mão a sua cabeça.

– Mangetsu.

– oh, yo.

– fique aqui – chamou-o, encabulado, ele subiu na cama e se sentou ao seu lado, ela nada mais disse, apenas permaneceu com a mão em seu cabelo.

Além de Boruto que era quem se lembrava e parecia lembrar de amar, ela pareceu se apegar a Mangetsu também, mesmo que não demonstrasse afeto de fato.

Quando tirou os olhos dela, Sasuke encontrou Naruto encarando o pequeno Izuna, com uma ridícula expressão de analise, o menino fitou o pai com olhos que indagavam se aquele cara ela maluco, o que Sasuke não podia discordar.

– o que está fazendo? Dobe.

– hum, Sakura viu algo nesse tampinha, quero saber o que.

– algo?

– sim... deixe-me ver... Olhando assim ele também não me parece estranho...- Naruto subiu o olhar para ele, e pareceu entender – porque se parece com você!

– huh? – Sasuke fitou o menino emburrado, reconhecendo que se parecia muito com ele naquela idade, Izuna apenas tinha um cabelo um pouco mais longo e mais rebelde que qualquer animal selvagem, vivia com aquela juba por que Karin desistira de lutar contra ela a anos, o que o menino não ligava, detestava que lhe penteassem.

Mas Sakura não poderia se recordar daquela época, muito menos tocando o menino, pois não tiveram qualquer contato do tipo.

– besteira.

– ah, você tem pouca fé demais – ele resmungou meio irritado.

– pessoal, por favor, o horário de visitas acabou, e acho que Sakura já obteve informação demais pra um dia. – Tsunade anunciou.

– tem razão, senhora, e já está anoitecendo – Ino disse.

– bom, vamos indo então. – disse Sai.

Eles foram seguindo para a saída dando um até logo a Sakura que ela não respondeu, parecendo perdida na própria mente outra vez, encarando o nada e apenas movimentando a mão sobre a cabeleira de Mangetsu que já se encontrava pra lá de bagunçada.

– hey, campeão, temos que ir.- Suigetsu disse – Sakura? – pegou a mão dela deixando um beijo que não a despertou – bom descanso, vamos tampinha.

– Aa – o menino se ergueu saindo da posição, e beijando o rosto dela se levantou, Sui o pegou no colo e a mulher enfim despertou dando falta dos cabelos que afagava. – até mais Sakura-chan.

– vamos, seu danadinho! – riu ele levando-o.

– eeeh? Porque?

Saíram deixando-a sozinha fitando o nada, e logo estavam saindo do hospital, Naruto ainda levava Boruto nas costas, e o sorriso idiota que o menino denunciava sonhos de moleque pervertido que devia ser, tal como pai.

– argh, esse fedelho está babando em mim, Hinata.

– ora ele é seu filho – ela disse dando de ombros.

– huh?!

Todos riram até que o um estrondo vindo do hospital os fez pararem olhando para o prédio, viram algumas pessoas saírem correndo assustadas, e ninjas seguirem para o foco de uma nuvem de concreto que subia do lado oposto a frente do hospital.

– encrenca – Suigetsu disse pondo o filho no chão — você fica aqui com sua mãe.

– e não só você – Shikamaru falou seguindo com os homens, eles saltaram as cercas do hospital que delimitavam sua área livre e contornando, viram os ninjas parados focados num grande buraco aberto na parede.

– o que foi isso? — Naruto exigiu.

– veio de dentro!

– veio dela – Sasuke declarou, quando viu as primeiras mexas escaparem da entrada recém feita, elas tomaram todas as extremidades da entrada e quando Sakura surgiu, elas se derramaram como um cachoeira do buraco até o chão, se espalharam um pouco fazendo os ninja recuarem e se afastaram, lá em cima elas engoliram Sakura e um bolo desceu lentamente até o solo, e se abriu revelando-a mais um vez, diminuiu sua quantidade apenas o bastante para que circundasse seu corpo como uma serpente e um escudo enquanto ela caminhava. – Naruto...

– não podemos confronta-la num lugar assim – Shikamaru aconselhou.

– e quer deixa-la chegar ao centro da aldeia? – Sasuke rebateu.

– nem sabemos por que ela saiu! – disse Sai.

– não significa que devemos deixar – ele retorquiu e saltou para o lado quando a viu passar a frente, mal havia notado, o que foi totalmente idiota considerando que era impossível não senti-la, se se concentrasse apenas um pouco ele poderia localiza-la de onde estava, e todo e qualquer ninja na aldeia poderia fazer o mesmo, todo aquele chakra se movendo chamaria um batalhão para lá rapidamente e a confusão assustaria os habitantes.

Sakura passou por eles caminhando de forma calma, seus passos eram lentos por que não enxergava, mas ainda bastante seguros, eles se moveram seguindo-a atentamente e sempre cercando-a o que ela pareceu ignorar. Olhando para seus pés, ele notou que a ponta das mechas se arrastava a frente deles como se previssem o terreno antes de ela pisar.

Ela só parou a poucos metros do muro, e as mechas se chocaram contra ele como um soco abrindo a parede e varrendo qualquer destroço do chão e então recuando e deixando-a prosseguir.

Eles cruzaram uma rua inteira e os ninjas a frente dela foram mandando as pessoas entrarem para dentro dos comércios e fecharem as portas, mas olhares curiosos os seguiram pelas janelas.

Ela prosseguiu, suas madeixas se alongando por metros atrás de si, e tão leves que qualquer brisa as sacudia como uma bandeira, Sasuke observou o fluxo de chakra, ele parecia moldar a constituição dos fios ao desejo dela, a cada movimento diferente e discreto dos dedos dela, um padrão que ele ainda tentava desvendar para gravar.

E foi quando chegaram a uma praça, o lugar era aberto e gramado e as crianças que jogavam bola por ali correram, Sakura seguiu até subir numa colina, então, apenas se sentou.

Eles ficaram parados por um longo momento esperando algo mais, e quando o cabelo diminuiu a um tamanho mais inofensivo e apenas se ondulou e retorceu lentamente sobre os ombros dela, notaram que nada mais aconteceria.

– ela está bem?! – disse Tsunade surgindo entre eles.

– ela apenas parou ali, vovó – Naruto disse.

Logo atrás dela, veio o mulherio com as crianças, um bando de mulher desobediente, Sasuke percebeu que não era só a dele e não foi o único a lançar um olhar reprovador, embora Karin tenha recebido dois, dele e de Sui.

Tsunade caminhou até Sakura e parou ao seu lado, curvando-se e fitando-a.

– querida? Porque saiu daquele jeito?

– não deixaram eu sair – ela respondeu, a face voltada ao horizonte o sol já se punha e era possível vê-lo mesmo entre os prédios, a cor alaranjada mudou o tom de suas mexas.

– Shizune não teve a intenção de prende-la, você a machucou.

– Shizune?! – Ino exclamou.

– ela vai ficar bem, apenas torceu o braço – Tsunade disse.

– Tsunade? – Sakura chamou. – o que há para ver?

A lendária médica mastigou os lábios antes de olhar para a frente.

– alguns prédios, arvores e pessoas curiosas, ah, o sol está se pondo, e logo será noite, vai ficar frio.

– Sol?

– sim, está uma cor muito bela hoje.

– eu sinto... o sol...- ela murmurou, a mulher a fitou, ela ergueu a mão na direção da luz como se pudesse toca-la e a outra foi para a face, gotas brilharam ao caírem de seu queixo, e souberam que estava chorando, ou apenas liberando lágrimas, mas sua voz saiu tremulante. – Eu sinto o Sol... Tsunade... Eu sinto... E é tão... quente.

Ela concordou, também deixando as lagrimas rolarem.

– todos nós sentimos, querida, todos nós...

– fechei meus olhos para a luz a muito tempo... Mas ainda posso sentir seu calor... Mas eu achei que não sentiria mais... Agora eu sinto a luz... Tudo é tão escuro...Mas está tão quente agora...

– era isso que você queria? Calor? Por isso saiu? – Ino indagou enquanto se sentava ao lado ela – porque nós vamos te dar todo o calor que precisa, é só pedir – ela disse abraçando-a forte – pode pedir o quanto quiser...

– pedir...?

– hum-hum....

– eu quero ir pra casa...

Notas finais
algo a dizer? u.u Boruto foi tao amorzinho hahaha